O quinto elemento do quarteto

Não sei o que me custa ser mais entediante: Voltar ao colégio ou rever os amigos. É sempre insuportável relembrar anos anteriores, mesmo sabendo que estou disposta a novas aventuras. Acho que o passado já foi, tá morto e enterrado. Merecia ser esquecido. Mesmo as boas lembranças.
Mas não, isso não é possível. Agora estudo em dois turnos. À tarde faço o segundo ano, pela manhã há a dependência de matemática.
Emily, Jéssica, Úrsula e Andressa eram nomes comuns de minha rotina na sexta série. Eu as conhecia desde muito pequena. Andressa, aquela menina de longos cabelos loiros, de olhos azuis, que quando corria, ficava com as maçãs do rosto bem rosadinhas, me conhece desde os quatro anos de idade. Moramos quase que no mesmo bairro, é comum vê-la sempre. Emily, cabelo cacheado, engordara de uns anos para cá e está mais bonita. Úrsula, com seu MP4 (quando ela começa a ouvi-lo, o mundo acaba). E Jéssica, aquela menina que vivia me pedindo lanche e que vivia me fazendo rir. Eis o “quarteto mágico”, que teve que se “desfazer” este ano, porque Jéssica e Andressa insistiram em ficar no turno matutino.
Eu lembro delas, estudávamos no mesmo colégio (a Escola de Primeiro Grau Getúlio Vargas, anexo do ICEIA, onde estudamos hoje), sempre na mesma turma, porém, eu era uma menina tímida, que vez ou outra escrevia pelos cantos da escola e tinha amigos consideravelmente “estranhos” e nerds. De modo que, do quarteto nunca fiz parte e nunca farei. A não ser que eu mate uma delas (Andressa talvez, dessa maneira, eu seria a mais bonita…), mas se eu cometer um crime desses, irei para a cadeia e não farei minha faculdade de história.
Em todo caso, agora faço parte do universo das meninas mais populares do colégio (no sentido literal e americanizado da frase), confesso que tem sido divertido, afinal, elas deixaram de ser menininhas fúteis a muito tempo…
Volta e meia alguém diz: “Você lembra do dia em que…” e isso vira assunto para horas e outras lembranças vem às nossas cabeças, mas eu sou objetiva demais e sensata, relembrar o passado, por mais que tenha sido bom, não me agrada. è preciso olhar para o futuro, o que está por vir e isso, quase ninguém faz.
Tudo bem, é só uma fase…

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