O estado “trágico” de minha crise literária

“Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.”
::Poesia – Carlos Drummond de Andrade

Me envergonho do fato de só ter publicado um conto até agora. Embora já tenha escrito dezenove nos últimos três meses. Porém, nenhum pode ser considerado “bom”, pelo simples fato de que eu não sei mentir. Sabia antes, e muito bem. Quando era criança e minha imaginação se mostrava fértil. Agora necessito das verdades de uma crônica: Estilo literário que tenho adotado a quase um ano. Talvez pelo fato de estar mais lírica em meus diários, ou por ler jornais e revistas que publicam esse tipo de texto.
Também tenho ignorado as poesias. Não as escrevo desde os onze anos porque sou péssima e reconheço. Eu era uma poetisa de versos bobos e rimas fáceis, que queria se igualar a Cora Coralina. Era ambição demais.
Estou pensando em escrever um livro. Talvez eu consiga, agora que estou mais madura. Já tentei várias vezes, mas nenhum teve final.
Atualmente leio cartas de Fernando Sabino e Clarice Lispector. Contos do Hélio Pólvora no jornal A Tarde e Florbela Espanca antes de dormir. Mas tragicamente, nada me inspira.
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