Sensação de incompleto

“Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar…”
::Pra te Lembrar – Caetano Veloso

Eu ainda o amo. Não o esqueci, nem mesmo quando as férias chegaram e eu fiquei sem vê-lo. Mas algo se foi… A intensidade, talvez. Não me vejo doente de suspiros como antes. Agora, se penso nele, tudo bem. Não fico mais ansiosa para vê-lo na escola, mas ainda permaneço insegura quando ele chega muito perto. Ainda o vejo como um menino de sorriso doce e olhar sincero, mas sua infantilidade ainda me incomoda um pouco.
Ainda é irritante a maneira como ele me maltrata, abraçando outras garotas enquanto me observa, mas eu tento me manter calmamente fria. Jamais o perdoarei por ter fingido esquecer meu aniversário (e por causa disso, estou há mais de duas semanas sem falar com ele).
Para ser sincera, as vezes penso que acabou o amor. Larissa diz que ele ainda me ama, mas não parece verdade. Nunca foi verdade. Nós dois não admitimos que estamos apaixonados um pelo outro nem sob tortura. E é ruim viver assim. Porque o tempo passa e tudo que resta é uma sensação de incompleto, de “amor que não teve ponto final”, nos disfarçamos entre as aspas, mas ainda sobraram reticências e um ponto de interrogação: O que vem agora?
E ai me surge esse jovem e belíssimo advogado que conheci há pouco tempo, mas que desde o ano passado me observava na rua. Tomei coragem para falar com ele e ficamos amigos. Mas percebo que, por trás de sua timidez de bom-moço, há um desejo fulminante de querer se aproximar mais de mim. E eu, que adoro ter todo mundo aos meus pés, depois de conseguir o que quero, deixo de lado, desisto. Por medo, simplesmente. Medo de amar, medo de se entregar de verdade. Mal presságio do “não vai dar certo”, Lei de Murphy, trauma do coraçãozinho abalado…
Fora aquele guri de 20 e poucos anos que é a cara daquele escritor famoso. Ai, ai… Assim, com tanta concorrência, ele vai perder lugar na minha vida…
E sabe disso. Recentemente, Larissa me contou que conversou com ele assim, ó:
-Eu acho que Nina não gosta mais de você.
-Porque diz isso? Você sabe de alguma coisa?
-Não. Só acho que ela não gosta mais de você…
Em parte é verdade. Não quero mais odiá-lo para sempre, mas também não desejo amar. Mas o amor quando é inacabado volta para assombrar a alma. Está acontecendo comigo agora.
Eu o amo. Eu o amo? Oh, sim! Eu o amo! Será que é verdade mesmo?

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2 respostas em “Sensação de incompleto

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