Falha no sistema

Uma grande metrópole como São Paulo se assemelha tanto a Nova York quanto a qualquer outro lugar do mundo: Prédios altíssimos, engravatados aqui e ali, pressa, correria e o tictac latejando na cabeça e nos relógios de uma conturbada Big Apple made in Brazil.
Que, de repente, pára. No meio de um três de Julho qualquer, deixando os nerds, os geeks e boa parte dos operadores de telemarketing sem saberem o que fazer. Entre tantas suposições hollywoodianas sobre o fim do mundo, senhor Spielberg bem que poderia adiantar um roteiro, baseado em fatos reais, sobre o dia em que a cidade de São Paulo parou, em meio ao caos urbano, sobre uma crise tecnológica repentina, com o aviso de que “Esta página não pode ser exibida”.
A princípio, me perguntei: “Mas e daí? Alguém vai morrer se ficar um dia só sem internet?”
Bem, nenhum caso de suicídio fora relatado até então, e nem poderia: Delegacias pararam por não terem conseguido registrar boletins de ocorrência, tribunais perderam ou suspenderam processos e os outros estados também se sentiram prejudicados com a lentidão naquele dia.
Enfim, foi um dia totalmente perdido, se normalizando, porém, às nove da noite, quando a Placa-Mãe abençoou a América, fazendo tudo voltar ao normal.
Fazendo com que eu pudesse me comunicar com a galera de Sampa e ler as últimas notícias sobre o resgate de Ingrid Betancourt, no Yahoo.
Pelo menos é prazeroso saber que morreremos super aquecidos com o sol e não com o “Error 404″ tão famoso pela net.

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