Ao meu maior erro do ano passado

“Não, comigo não, comigo nunca mais
Mantenha distância quando eu voltar
E olhe, não chore.
Pois você chorando, meu sentimento é capaz de ficar com pena de você
E deixar até você gostar de mim
Por isso mantenha distância porque
Eu descobri que sou um anjo”
::Descobri Que Sou Um Anjo – Jorge Ben Jor

Talvez seja muito tarde para pedir desculpas. É por isso que não irei fazê-lo. Talvez o meu orgulho seja grande mesmo, mas cheguei à conclusão de que a culpa não caiu só sobre mim. Você também deveria tomar vergonha na cara, e não fingir que nada aconteceu.
Lamento se não fui o que você imaginou. Porque, desde o primeiro momento, vi você com total transparência. Sinto muitíssimo por não ter sido motivo de perfeição. É realmente triste que, para o seu mundinho cor-de-rosa, eu não cai como uma marionete.
Uma coisa é negar que se ama. Nesse fato, confesso que menti. Eu amei você intensamente, mas precisei ser sensata em minha decisão. Nesse ponto, fui eu quem errei. Devia ter me arriscado, mesmo que quebrasse a cara mais adiante. Tinha medo. Medo porque, depois que você consegue o que quer, rejeita facilmente uma pessoa. Comigo não foi diferente, senti na pele também.
O pior sentimento do mundo é saber que alguém se tornou indiferente com você. Doeu muito quando você beijou outra garota na minha frente só para me provocar. Doeu mais ainda quando você soube por terceiros que eu te amava. E neguei porque tive medo, repito. E de que adiantaria você saber? As coisas entre nós dois já não iam bem mesmo! Iam tão mal, que sua falsildade criva ódio dentro de mim. Nem mesmo como amigo eu poderia considerá-lo.
Mas entre lágrimas derramadas de um beijo que deveria ter sido meu e sobre um amor negado que ousava desabar em nossas cabeças, nada se compara a indiferença. Você entrava sorridente na sala-de-aula e em mim sempre brotava a esperança de que aquele sorriso fosse direcionado para o canto da sala, onde eu estava. Mas não era. Seus olhares, de soslaio, à princípio me faziam sorrir por dentro. Mas depois eu entendia a mensagem: Você estava querendo me crucificar, me atirar pedras. E eu merecia, sem dúvida. Eu me sentia culpada, a única culpada, porque agia errado com você e queria fazer mudar o seu comportamento infantil.
Me sentia um lixo. Um monte de nada no seu mundo perfeito. Um erro na sua vida, uma pedra no meio do seu caminho de cristal. Seu desprezo era tão grandioso, que eu juro que nem sequer havia motivos para continuar vivendo. Parecia uma rejeição infinita nunca ouvir sua voz, nunca poder olhar nos teus olhos… E era.
As olheiras se tornaram nítidas na minha face. Eu sorria com esforço, fazendo-o acreditar que estava bem. Era orgulho. Ficava até mais tarde na escola para que você me notasse. Nada adiantou.
Superei, apesar de enfraquecida. Precisei trocar de turno, mudar hábitos e fazer novos amigos, com medo de recaídas. Jurando que este ano tudo iria ser diferente. Ainda dói muito tudo o que passei. Seu cinismo, então… me parece intrigante. Como consegue agir dessa maneira, como se nada tivesse acontecido? E é muita ousadia da sua parte ainda tentar se aproximar de mim. Não, isso não. Apesar da terrível sensação de incompleto que ficou entre nós dois, saiba que só aprendo com os erros, para mais tarde não cometê-los de novo.
Pode parecer estranho esse desabafo repentino. Mas sou muito rancorosa. Certas feridas nunca se fecham.

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