Diálogo dos Olhares

“Olha, somente um dia longe dos teus olhos
Trouxe a saudade de um amor tão perto
E o mundo inteiro fez-se tão tristonho
Mas embora agora eu te tenha perto
Eu acho graça do meu pensamento
A conduzir o nosso amor discreto
Sim, amor discreto pra uma só pessoa
Pois nem de leve sabes que eu te quero
E me apraz essa ilusão à toa”
::Ilusão à toa – Johnny Alf

Você nunca entendeu meu olhar. Não te culpo, tudo bem. Meu olhar servia para quando eu não conseguia dizer com palavras ou expressar pela escrita. Meu olhar era de ternura, brilhava toda vez que te via. Segredava-lhe um amor sincero, pena que você não compreendeu!
Tudo bem. Houve uma época em que eu também não entendia o que o seu olhar queria me dizer. Não sabia se me desprezava, se me ofendia, ou se me amava. Eu não sabia. E acho que ainda não sei. Você nunca diz! nem com o olhar! Mas que menino orgulhoso, você!
É preciso olhar nos meus olhos para compreeender o que sinto. Eles não mentem. São as únicas coisas em mim que não mentem. Meus olhos e meu coração. Eu posso fingir, eu posso abusar de ironias, eu sou uma atriz, lembra? mas meus olhos vão estar gritando verdade. Vão estar gritando sinceridade.
Eu tinha olhos medrosos. Já tive medo de olhar nos teus olhos e me perder numa hipnoze profunda. Meus olhos já choraram muito por você. Lágrimas rolaram à face, lágrimas indiscretas, insensatas, impensadas. Tudo o que sou por dentro. Olhos meus, que tentam esquecer aquela lembrança ruim, entendida como traição, ainda dói muito aqui dentro. Lateja a cena na minha cabeça. Desvio. Desviei muitas vezes dos seus olhos. Fugi de muitas perguntas, eu sei, eu sei.
Olhos de errante. Olhos de uma errata pensante. Olhos tímidos, culpados e condenados que ainda imploram perdão. Olhos vergonhosos… e cheios de saudade. Ohos verdes, cor de mel, castanho-esverdeado. Olhos de chamar a atenção.
Tristes, cansados, embriagados de tormento e angústia. Olhos caídos velhos, de quem perdeu muitas noites, insônia pura. Olhpos que dizem, que calam. Silenciam por dentro e por fora. Olhos que pedem: Deixa eu consertar meu erro? “NÃO” dizem teus olhos. Tudo bem, escondo uma lágrima, fecho e desvio os meus.

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