Problemas de dezembro

Todos os anos teimo em acreditar que dezembro será um mês tranquilo e sem muita turbulência. Me engano cruelmente. Talvez dezembro – mês das festas natalinas, religiosas, reuniões familiares e afins – seja o pior mês do ano pelo simples fato de que muitas coisas ficam desorganizadas e sem chance de possíveis alterações.
No colégio é sempre a mesma coisa. Esse ano me esforçei mais do que deveria. Todas as atividades feitas, três horas de estudo por dia, estudava uma semana antes das avaliações e revisava sempre que tinha um intervalo, médias anotadas e pontos fracos também. Depois de quatro anos no martírio de cálculos, finalmente venci a Matemática graças às aulas dinâmicas e dois ótimos professores que tive. Mas o inesperado aconteceu.
Em Língua Portuguesa, me encontro na recuperação. Faltavam apenas três (três! número mágico!) décimos para que eu passasse de ano e… a professora não deu.
Quem acompanha este blog deve saber que Língua Portuguesa não é bicho de sete cabeças para mim. Me empenhei o ano inteiro: Fiz todas as pesquisas sobre os diferentes estilos literários presentes em nossa língua, com direito a trechos de livros e biografia de todos os autores; participei de todas as avaliações e até de projetos que não recebiam nota; estudei ortografia que, embora seja um assunto do qual eu não goste, também não dá para dizer que sou péssima. Presto muita atenção em todos os acentos, crase, sílabas, vígulas, concordância, tudo. Nunca fui para a recuperação de Língua Portuguesa, nunca precisei. Fechava o ano com quase quarenta pontos no total de todas as unidades.
E não fui só eu. Outras quatro meninas – ótimas alunas, até melhores do que eu – também terão que encarar esse desafio por conta de DÉCIMOS!
Minha prova será dia seis de janeiro e o resultado só no dia onze. Paciência. Agora é estudar e esperar.
Mas também não é só isso. Há duas semanas atrás, em uma sexta-feira, acordei com torcicolo e fui levada ao hospital. Chegando lá, pedi o atestado anunciando que eu não compareceria à aula daquele dia. Havia um trabalho de Química para apresentar e não tinha mesmo como eu ir.
Avisei por telefone a alguns colegas e logo o propfessor ficou ciente de meu problema. Na segunda-feira levei o atestado à coordenação. Na semana seguinte, conversei com o professor e ele pediu que eu resolvesse no caderno vinte questões sobre Concentração e Solução (assunto do trabalho) e entregasse na quinta-feira. Pois na sexta ele já entregaria as médias e a notícia de quem estaria na recuperação.
Quinta-feira, dia 17, esperei até as seis da tarde (desde uma hora) e ele não compareceu.
Sexta-feira, idem.
Conversei com a coordenadora e enviei uma solicitação para falar com a diretora na terça dia 23 – dia do resultado definitivo.
Agora também é só esperar. Mas achei uma falta de compromisso do professor, e já não é a primeira vez que isso acontece. Ele com frequência falta às aulas e só aparece no colégio na quinta e na sexta, por conta de um segundo emprego também como professor e da faculdade de Direito que ele faz em outra cidade – o que evidencia seu atraso contínuo.
Tô “p. da vida”. Só não quero que chegue o dia da prova da recuperação de Química e meu nome esteja lá por um erro, uma irresponsabilidade do professor. Isso não. Isso não mesmo!

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4 respostas em “Problemas de dezembro

  1. Bem, nesse semestre, consegui notas acima de 90 e mative a média de 88 em todo o curso. Mas, sinceramente, fiz tudo de última hora, sempre cansado, as vezes de improviso, e fui quase um fracasso no meu projeto experimental.
    Espero que no próximo e último semestre eu tenha um aproveitamento melhor. Claro, precisarei me organizar mais. Fim de ano é sempre assim mesmo.

    No mais, você não estava exatamente nos dois últimos posts que escrevi. Já esteve em outros dois, claramente. E, não vou estragar minha própria surpres. Apenas espere.

    Te adoro. you are my number one.

    beijos

  2. Para vida de estudante …faz parte.Eu não sei em que vc perdeu nota mas eu acho que pode ter algo a ver com o eprego de pronomes na frase.Por ex: Não se começa fradse com pronome.

    Em textos de blogues podemos pontuar á vontade mas em uma redação para nota a conjunção adversativa não pode vir em uma frase interrompida com ponto final.
    Perdo-me mas é, apenas, uma cooperação porque vc tocou no assunto. ( redação incorreta: Me perdoe. Mas é apenas uma cooperação já que vc tocou no assunto )

  3. Isso sim é uma tremenda coisa chata. Em pleno fim de ano, ainda preocupado com afazeres estudantis. Ninguém merece mesmo ´Nina. Lamento por essas coisas desagradáveis. Realmente não dar três décimos é realmente idiotice…

    Mas enfim. Sei que consegues.

    Beijos floridos.

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