Falando nisso…

Michael Jackson morreu. E a minha vida não vai mudar, parar ou girar em torno disso. Eu sequer gostaria de falar dele, visto que o meu diário virtual é egoísta e aéreo ao cotidiano, mas me vejo obrigada, já que Michael fez parte de meu passado, por assim dizer.
Era 1996. Eu tinha quatro anos de idade. Uma concentração enorme de indivíduos se amontoava nos corredores estreitos de um Pelourinho nada desenvolvido e que se finge até hoje de “sou pobre, mas eu sou limpinho, só pra turista ver”. Quem era o homem albino de óculos escuros, camisa vermelha do Olodum e guarda-chuva preto que descia o Largo? Cercado de seguranças, mulheres que passavam mal e homens sorridentes e suados? Crianças birrentas e sem educação? Era Michael. Mas quem era Michael? Na minha cabeça de criança que ainda não chegou à Idade da Razão, Mr. Jackson era apenas alguém distante que eu via na TV, na MTV, porque mamãe, papai e irmã mais velha o adoravam (mas eu ainda estava na fase Xuxa, e costumava confundir celebridades). Não foi importante. foi um acontecimento e eu estava lá por acaso, visto que meu pai era administrador do Olodum.
Michael morreu na semana passada. Não posso dizer que sentirei falta. Se foi “o fim de uma era”, como dizem os jornais. Não posso afirmar, concluir. Foi um choque, é verdade, saber da morte dele. Achei que era mentira, brincadeira sem graça da minha mãe. Não era. Poderia ter sido, mas não foi. Então fui até o meu quarto, tirei o tênis e dormi. Acordei mais tarde, vi a cobertura completa no Jornal da Globo. Vi o Jõ. Inter Cine. Como se nada tivesse acontecido.

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10 respostas em “Falando nisso…

  1. Eu sempre me esqueço de onde você é. Quando você falou do Jackson que eu lembrei, não sei, sempre me dá uma sensação estranha de lembrar que você é da Bahia.

  2. Sabe, fiquei atordoada. Achei que era brincadeira da menina de 14 anos que estava falando comigo no msn!
    Fiquei triste porque como você ele fez parte da minha infância. Ele foi a primeira pessoa que me fez sentir vontade de dançar! ;D
    Prefiro lembrar dele nessa época… é uma linda memória, lembrar eu tentando imitar o moonwalk! ;D Até hoje eu tento. ;D

    Ain, Ninaaaaa! Desculpa mas esses tempos eu tive um ataque raivoso com o WordPress e com a hospedagem do meu blog. Perdi quase tudo, estou me dando ao luxo de respoder os comentários.

    Juro que apareço aqui mais vezes sem precisar de intimação! Hahaha.

    Kiss
    ps: http://www.nuvemcoloridah.blogspot.com

  3. vc estava lá em salvador??meu Deus! esse foi o clipe que me fez gostar dele!
    minha vida não mudou, mas rolou uma super revolta depois que ele morreu, sei la, ele era o cara! hahahahah

  4. E nada parece realmente ter acontecido.As pessoas morrem.Pois bem.Já pensou que também não faremos ou teremos efeito sobre a vida de ninguém quando for nossa vez?

    ;D

  5. Aii Graças a Deus!
    Morro de medo quando
    Esse tipo de noticia
    Venha a cair por terra
    Em minha familia, e eu nao
    Poderei viver ‘como se nada
    tivesse acontecido’…

    Dorei o comentario
    BEIJOS-‘

  6. Esperaram que Michael morresse pra ressussitar toda sua obra…!
    “Virou estrelinha e foi morar lá no céu”, como me disse um amigo.
    Ahh, se eu ganhasse 1 real pra cada vez que eu ouço o nome dele…!

  7. Foi uma morte inesperada (a gente nunca sabe da vida real da pessoa, seus hábitos… acabamos por nunca esperar mesmo).
    Como diz a minha mãe: “quem morre é quem perde a vida”. E continuamos a viver…

  8. Michael…
    É, morreu. Me chocou também. Não era fã, não sabia praticamente nada dele, só que ele dançava de um jeito único e pegava no, como posso dizer, saco enquanto dançava. Mas isso é detalhe.
    O fato é que ele dançava muito. Que é conhecido como o rei do pop, e que muitos dizem que é uma perda irreparável. Que é, é. Mas, realmente, as pessoas morrem, sejam famosas ou não, e a vida dos que ficaram seguem o curso normal, tem que seguir.
    Agora, depois da morte dele, senti a vontade de procurar sobre sua vida, sobre suas músicas. Inclusive agora está tocando o DVD dele aqui na sala, pedi emprestado a minha prima. É, ele arrepiava mesmo. Passei a gostar do trabalho dele. Também senti, não sei se senti certo, ao ver as entrevistas dele, que ele foi uma pessoa bastante sensível, carente e obcecada pela aparência perfeita, mas vi também que essa obsessão não é total culpa dele, talvez não tenha culpa nenhuma nisso, e sim a pressão psicológica que sofreu durante a infância e juventude que o tornou num adulto traumatizado e cheio de medos, rancores e fraquezas.

    Não sei se posso dizer que sentirei falta dele, mas sentirei, sim, falta de saber notícias dele e de vê-lo dançando por aí.

    Beijo.

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