A “experiência de quase-morte” da possível e provável reencarnação de Elisabeth da Áustria

“Esse indefinível sentir é um composto feito de meus pesadelos, das crônicas faltas de ar, da imparcialidade inaceitável das minhas ilusões, de meu direito a vida, enquanto indivíduo, e fêmeo.”
:: Do livro Na Luta (sem pedir licença), de Eliane Maciel.

Cansaço

...

Vertigem seguida de desmaio. Em meus segundos de consciência, tentei pedir auxílio, mas nada me ocorreu, a não ser um esboço do que deveria ser dito. É a morte, enfim. Estava feliz, mas por que demorou tanto? Tirou-me ainda o prazer do suicídio, a fim de ser condenada eternamente ao castigo indecifrável, desconhecido, mas que todos os mortais julgam saber existir. Tolice. Quando acordei, minutos depois, já estava a ambulância na porta do colégio enquanto eu permanecia deitada (aqui jaz…) no sofá da recepção da diretoria, sendo abanada por um leque espanhol vermelho e negro que a secretária estava a segurar. Ouvi suspiros de alívio ao constatarem que eu abri os olhos. Ao meu redor estavam professores, alunos, coordenadores e todo o resto do clã sensacionalista. Alguns desejavam a minha morte, não duvido. Colegas de classe choravam com o susto, enquanto o meu coração batia acelerado e um rubor maldito – misto de vergonha e perplexidade se evidenciava em minha face.
“O que houve?”, perguntei excessivamente até que alguém veio esclarecer-me:
-Você desmaiou perto da sala dos professores e eu a trouxe até aqui.
Era ele, o bom Luís da Baviera, meu protetor anjo Gabriel, meu herói e salvador, também meu professor de História. No espaço limitado haviam muitos curiosos entre cochichos fáceis de serem ouvidos. As especulações eram férteis e eu entendi claramente vários relatarem que “isto se deu por conta da anorexia”. Sim, tudo parece relacionado ao meu peso baixíssimo. Sentei-me no sofá enquanto alguém me trazia água. Levantei alegando estar bem, afinal, havia sido apenas um susto (sinal de que amei demais, diria Rita Lee) e eu necessitava de voltar para a sala, ainda teria aula. Porém, me proibiram, pois a ambulância já me esperava e não seria bom que eu sofresse uma recaída. Insisti, caminhei dois passos, mas me convenci de que não estava bem, ao sentir nova vertigem. Tornei a sentar. Mas gritei, aos prantos, que todos se afastassem, pois eu era claustrofóbica e o calor estava demais…
O professor continuou comigo, embora eu tivesse insistido que fosse retomar seu horário. Tentei sorrir, mas ele declarou que eu estava pálida, quando chegaram os enfermeiros, creio.
Ali mesmo constataram minha anemia e minha alta pressão. Perguntaram se eu me considerava gorda na frente do espelho, uma pergunta comum de todos os atuantes da medicina que se deparam com um fenômeno da natureza tão raro como o meu metabolismo acelerado e extremo. Respondi pela milésima vez que não, não sofro de anorexia, bulimia ou qualquer outro distúrbio alimentar. Pude dizer, com a estupidez de uma inválida, da minha insuficiência cardíaca em situações de estresse. O que foi suficiente para que a escola inteira passasse a saber, através de um aluno-intruso que ouvira a conversa sigilosa e foi contar para os coleguinhas. “Irritadinha” é o apelido que esse povo utiliza para caçoar de mim, mal sabendo que poderei sofrer de infarto a qualquer instante.
Eu tentei, eu juro que tentei esconder essa doença que me aniquila desde o ano passado. No início, sofria de uma dor terrível no peito, que me impossibilitava o diálogo e a respiração. Eu me sentia pesada, extremamente obesa por não conseguir falar o que sentia, enquanto via a minha mãe me colocar em uma cadeira-de-rodas na emergência, levando-me ao clínico-geral, pois eu havia desmaiado pela segunda vez e era fevereiro. Fiquei dois dias em observação, que é uma maneira mais dócil de dizer que estava internada. Doía-me o corpo todo e eu percebi que, dali em diante, estaria impossibilitada de emoções para sempre. E estava certa: pois chorar, sorrir, gargalhar bem alto, correr, expressar felicidade ou tristeza extrema – até mesmo amar -, faziam com que o meu coração se declarasse descompassado e em alto e bom som anunciasse minha fraqueza, e o que eu não consigo suportar: que é ser humana e adolescente. Quando pude falar, um psicólogo veio “fazer um teste” comigo e, de início, eu o rejeitei, pois não sou louca ainda e não preciso de um adulto para se fingir de meu amigo. E, como ele insistia, decidi contar-lhe a história da morte de Sissi.
A imperatriz Elisabeth da Áustria sofria dos pulmões desde criança, mas nada fora muito grave. Mas um dia, de passagem por Genebra e de maneira anônima, Sissi preparava-se para pegar um barco quando foi atingida, no peito, por Luigi Lucheni, um italiano louco que sabia que a rainha da Hungria estava na cidade. Decidido a cometer um assassinato contra qualquer personalidade da nobreza, ficou eufórico ao saber da presença de Elisabeth e golpeou-a com um estilete fino em forma de agulha bem no seu coração.
Depois de desabafar a morte de minha vida anterior, deixei-me responder à todas as questões do psicólogo. Naquele mês de fevereiro, ele aconselhou meus pais a evitarem situações de estresse em casa, para que vivêssemos em harmonia e eu não fosse embora cedo, pois corro sim risco de infarto.
Tal não ocorreu. As desavenças, os conflitos, tudo continua. Por isso, passo horas e horas fora de casa, lamentando feriados e finais de semana em que não me vejo ocupada. É muito pior quando o lugar que se tem para voltar não pode ser considerado um lar. Mas o cansaço mental e físico acabaram por causar-me este desmaio tão vergonhoso e minha enfermidade terrível que eu pretendia esconder de todos. De vocês, inclusive.
Minha mãe foi ao colégio e a vice-diretora sugeriu que eu me afastasse do grêmio se é isso que me acarreta tantos problemas. Em casa, óbvio, recebi acusações pelo “meu descuido” pois, segundo ela, eu me recuso ao tratamento, o que tem seu fundo de verdade. Eu não quero ter que utilizar marcapasso ou tomar remédio controlado, nem ter que voltar à cadeira-de-rodas, porque permanecer em pé é difícil, o coração dói em excesso. Ela pergunta, em tom de deboche, se eu estou pensando em morrer cedo, ao que respondo que desejo a morte na mesma proporção com a qual não pedi para nascer, nem resta época e tampouco nesta família. Eu não me importo em morrer. Eu nunca me importei com essa idéia e, aliás, quantos planos tive com relação ao suicídio. Como daquela vez, quando, em minha vida anterior, após a morte do rei das rosas, caminhei até o fundo do rio, sentindo a água em minha testa e minhas vestimentas flutuando…

“Eu queria que me deixassem
Em repouso, tranquila, enfim,
Porque, na verdade, sou
Apenas um ser humano semelhante a vós.”
:: Elisabeth da Áustria.

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21 respostas em “A “experiência de quase-morte” da possível e provável reencarnação de Elisabeth da Áustria

  1. Nina,

    Quando tinha algo perto da sua idade também ansiava a morte, amores não vividos… A incompreensão alheia e a falta de respostas supria essa ânsia.
    Passado pouco mais de 10 anos não me arrepende, afinal, como pode perceber, não fiz nada, nem a morte chegou…

    Adolescer é uma tarefa difícil, os que fingem que passam bem são os futuros problemáticos.
    Como quase todos os homens daquela idade, tinha um misto de maturidade precoce (em alguns casos) e infantilidade exacerbada (maiora deles), o que impossibilitava ansiar um futuro…

    entendo você estar na família da qual não quer, viver na época que não julga ser a sua, fazer coisas das quais talvez não te completem tanto quanto gostaria, mas de digo uma coisa:

    Vai passar!

    Tenho duas irmãs: uma de 10 e uma de 1. A mais velha, assim como eu, foi/é criada pela minha mãe, e entendo cada suplício dela… Um conselho que sempre dou a ela é o seguinte:

    ‘Aproveite e estude, estude bastante, tudo o que der… Quando você fizer 18 anos vá embora e só volte em datas festivas… Quando muito!’

    É difícil conviver com quem se é obrigado, principalmente na mesma casa… Escola, trabalho e afins a gente atura… Mas em casa é complicado.

    Bom, falei pra caralho e, ao mesmo tempo, não falei porra nenhuma… Mas, como você é esperta, saberás tirar o melhor (se é que tem).

    Beijo grande e melhroas pra ti!

  2. “I’m sure you’ve heard it all before but you never really had a doubt…♫”

    O que a gente sente, só a gente sabe. Mas, sinceramente, espero que esteja bem. Mais que isso, desejo que logo descubra que é possível ter um ‘pequeno grande coração’, assim como vejo que ele é fraco fisicamente, e muito forte emocionalmente. Sentir não é para fracos.
    Um beijo, da Gabih ;*

  3. Não é necessário ter um espaço chamado lar para voltarmos, o lar habita dentro da gente.

    “E por traz de isso, céu meu, constelo-me às escondidas e tenho o meu infinito.”, você sabe que esse poeta atormentado – como todos são – também precisava se esconder, atrás de outros nomes, outras vidas.

    “E eu não estou com medo de morrer,
    a qualquer hora pode acontecer, eu não me importo.
    Porque estaria com medo de morrer?
    Não há razão para isso,
    você tem que ir algum dia.
    Eu nunca disse que estava com medo de morrer.
    Se você pode ouvir este sussurro você está morrendo…”

    Morremos todos os dias Nina, e irremediavelmente, abrimos os olhos enquanto o Sol esquenta o chão.

    The Great Gig in The Sky, Pink Floyd

  4. Antes de mais nada queria dizer que me encanto com teu jeito de tratar as letras e palavras, mesmo que eu há tempos não veja ou leia seu blog.
    Aliás… ele está lindo, leve… de um jeito que eu adoraria saber fazer!!! ^_^
    Saudade…. e quanto ao post, espero que vc esteja bem. Cada ‘uma’ de nós tem um roteiro, um texto, um personagem para ser vivido nas diversas vidas possíveis ou prováveis. Choro, riso, drama, emoção… amor, capa e espada… as situações e movimentos variam demais. O tempo todo, por toda(s) a(s) vida(s). E acredito eu, mais talentosas ou menos carismáticas vamos enfrentando cada ato, sem tempo pra ensaios demais, passagens de texto ou aplausos do público. Mas ainda assim, td flui constantemente pra frente, que é onde teremos que estar definitivamente bem um dia, portanto… um lindo HOJE pra vc, com alegria, amor, saúde, paz e mtas letrinhas lindas!!!

  5. Eu não vou esconder a minha tristeza Daniele querida. Estou profundamente. Sinto tanto. Sinto mais por estar tão longe e me sentir tão impotente, porque sequer posoo te dar um abraço ou qualquer afeto que te conforte. Eu sou um inútil mesmo. Que droga!

    Li tudo com um aperto forte viu. Senti-me afligido. Li tudo com muito cuidado, imaginando toda a sua fraqueza e todo o momento que tu viveu, que tu vive. Nem sei exatamente o que falar porque algo tá engasgado aqui. Fiquei sem ar, porque ao mesmo tempo que te sinto forte, também sei que tu tens seu lado frágil, como eu e todo ser humano tem. E fico imensamente preocupado contigo. Estou sabendo agora também da sua doença. E estou ciente da dificuldade que é manter-se equilibrada, com as emoções niveladas, quando se tem pessoas ao redor que não ajudam, seja dentro de casa ou na escola. A jornada se torna mais dura.

    Deve passar muitas coisas na mente não? O desânimo vive ali batendo na porta. A gente parece acreditar que quer morrer, chega uma hora que cogita isso com naturalidade. Como uma forma até de se salvar. Mas não meu anjo, não é uma alternativa. Não agora, nem amanhã. Você não vai agora, nem irá tão cedo. Eu estou aqui, e tu tem outros amigos que importam contigo. Eu te mato se tu fizer isso (risos).

    Não vou me cansar aqui de incentivar a persistir, a continuar com essa essência tão bonita que tu tens. Mas não se desgaste para quem não dá valor, cuide de sua flor para quem goste de sentir o seu perfume. Porque você tem um lado bom. E é isso que eu percebo em ti. É o teu perfume que gosto de sentir. Você tem beleza. Não se sente assim Dani, não, por favor. Você tem tanta luz. Basta enxergar. Você está acima de tudo. Você tem valor. Não viva em função dos outros. Viva em função de ti, do que tu acredita, e do que importa em tu, e das pessoas que respeitam você, do jeito que você gosta e ama ser. É isso que te faz única. Você é especial pode acreditar. Olhe lá no céu e perceba as luzes das estrelas. Todas olham pra ti.

    Eu sei que tu é teimosa, mas acredito que você vai se esforçar. Principalmente para sorrir mais, e ficar mais animada. Mas por ti. Porque você merece. Merece viver a vida inteira na plenitude de suas capacidades humanas. E estaremos juntos viu, de mãos dadas, pulando os buracos juntos, e um levantando o outro, quando cada um cair e ralar o joelho. Independente de tudo, mesmo que o munde acabe, jamais abandonarei uma amiga tão especial como você é pra mim.

    Infla esse seu coração, erga a cabeça e caminhe ereta com a certeza de que você tem alicerces. Você tem um porto seguro nos poucos que te ama. Eu sou um deles. E sempre serei.

    Você é um amiga que amo muito. E isso foi assim naturalmente, porque você é tudo isso que eu falo sim. Meu afeto pra ti é mais que merecido.
    Você cativa. E não deixe de cativar outros.

    Eu te conheço um pouco sim, e isso me faz te entender bastante. Mas não esqueça que apenas você tem controle sobre seus caminhos, suas escolhas. E apenas você se conhece bem. Estou aqui só pra acompanhar, estar junto sempre, em todos os momentos para te orientar. Você não retribui? Acredite, você retribui e muito. Falo com a maior sinceridade possível. Pra tu ver, só de existir você já me faz alguém masi feliz.

    =)

    Nina, meu anjo. Fique bem. E sabe que sempre pode contar comigo.
    SEMPRE!!

    Beijos.
    Te adoro “Bella Swan”!

    Do seu, “Jacob.”

  6. Eu não sei o que dizer. Só que você faz lindamente uma coisa tão doída virar um lindo texto.
    Mas parece que os textos e as poesias mais lindas são realmente doídas não é?
    Meu Deus, como eu queria saber o que dizer aqui sem plagear os comentários acima que eu fiz questão de não ler ainda justamente pra que isso não acontecesse.
    Meu pai tem sopro no coração desde pequeno e até hoje vive. Ai meu Deus o que eu estou fazendo, te contando uma história pra te confortar?
    Você não precisa disso não é?
    Só uma coisa vem à minha mente nesse momento, suporte, suporte a vida e os momentos doídos e irritantes porque nós precisamos de você e o mundo já está tão cheio de pessoas que não fazem a diferença que você faria uma falta estrondosa.
    Te acompanho faz tempo e dá orgulho de dizer que nós ‘conhecemos’ de longa data.
    Então, cuide-se, porque se eu estivesse por perto, seria o que eu faria.

    Saudade daqui.
    Beijo.

  7. Nina,

    Acho tão raro achar alguém que não teme a morte. Sou fraca e temo, embora já não me preocupe com o que pode debilitar minha saúde uma vez que nada garante a minha sobrevivência futura.
    Entendo perfeitamente o que diz, o esforço parar permanecer longe de “casa”, e o esforço contínuo para nunca voltar… Não poderia ser dito melhor.
    Acho que você não precisa de conforto, uma alma como a sua não precisa de nada, seus leitores se alegram de que você exista e desejam que se cuide, pra continuar existindo.
    Um beijo!

  8. fico pensando se parte disso, não seriam tb crises de ansiedade/depressão que já estejam somatizadas. somatizaçoes são muito mais sofríveis que doenças em si, pq vc tem que atacar a cabeça/mente/inconsciente/subconsciente. e nos boicotam.
    acho que adolescência é um período russo na nossa vida. não se prenda a nada, e esteja pronta pra voar. mas não se mate. a vida vai vir melhor.

  9. Sissi há muito o que viver, MUITO. Sissi precisa zelar pela vida que tem hoje, amanhã pode ser menos pesado, menos doído. Sissi precisa viver mais uns trezentos anos. Viva, Sissi. VIVA!

  10. como sempre gstei do post ;)

    (“Eu queria que me deixassem
    Em repouso, tranquila, enfim,
    Porque, na verdade, sou
    Apenas um ser humano semelhante a vós.”
    :: Elisabeth da Áustria.) simplesmente perfeito

  11. Nina, vai soar egoista de minha parte mas, por favor… se cuida. Adoro seus textos e sua vivacidade apesar do assunto tão para baixo…
    Kiss e melhoras

  12. Nina,

    só me basta congratulá-la por saber exprimir uma experiência tão dolorosa num texto doce. Fico feliz em lê-los, porque todos são extremamente fluentes.
    Queria pedir desculpas de meu sumiço. Estou com um tempo reduzido por aqui devido ao trabalho. Mas sempre que possível, passarei no Sobre Fatalismos, sem dúvida alguma.

    Não suma do Da Prosa também. É uma honra recebê-la sempre!

    Um grande beijo

  13. dos 13 aos 15 anos, eu usei um colete para corrigir a escoliose. o negócio ia de debaixo do queixo até o cóxis. era umerda. eu não conseguia me dobrar pra pegar coisas que caíam no chão, aparecia por baixo da roupa e às vezes até rasgava roupas. foram dois anos terríveis, mas passou, concertou minha postura e minha coluna, que ainda dói se eu ficar muito tempo em pé, dói bem menos.
    adolescência é uma merda. principalmente para gente diferente e inteligente, como eu era e como eu tenho certeza que você também é. com problemas bizarros de saúde é ainda pior. mas passa. depois a gente vira adulto e no caminho faz obras de arte, como você anda fazendo.
    o texto ficou maravilhoso. espero que seja ficção, mas, se por acaso não for, cuide da sua saúde. ou não. as melhores pessoas morrem cedo.

  14. Nina,
    o texto é lindissimo!
    Eu ao contrario de vc, morro de medo de morrer. Sou daquele tipo de pessoa ingênua que acha a vida linda e as pessoas maravilhosas.
    Já tomei muito na cara por isso.
    Espero que os dias corram mais tranqüilos que esse. Gostei da citação do psicólogo, é mesmo sempre um adulto fingindo ser amigo…

  15. “desejo a morte na mesma proporção com a qual não pedi para nascer,”

    MINHA NOSSA!
    =O
    que texto perfeito, cara****

  16. Também preciso descansar. Mas o amanhã vai ser melhor, e vai valer a pena.

  17. Nina, vou te ser sincera, tudo o que eu leio seu, eu fico em dúvida se é sobre vc ou sobre o que vc imagina. Mas creio que seus textos são assim misto de imaginação e realidade, estou certa?
    Até a última linha, eu estava custando acreditar que era verdade sobre o seu problema de saúde. Não sei, mas vc me passou tanta verdade com as usa palavras que acho que vc está sim com problemas.Então, hoje em vez de eu fazer o meu comentário de praxe a vc, que é sempre elogiando seu texto, que por sinal vc sempre escreve bem e esse texto ficou incrível, quero te pedir que se cuide. Pois quero que vc esteja sempre bem para nos agraciar com seus textos, sua literatura.

    Beijos

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