Sobre Fatalismos Greatest Hits

Existente e resistente desde 15 de março de 2008, o Sobre Fatalismos deu início às suas atividades literárias no antigo servidor Blogger, tendo migrado no ano seguinte para o WordPress, no qual continua até hoje. Nunca imaginei que ficaria mais de seis meses parada com um mesmo blog, mas após três anos com este “filho” que venho criando, percebi todo um amadurecimento e aprendi bastante tanto com as pessoas que me aconselham até hoje, quanto com os erros que cometi no passado – e que pude desabafar aqui. São 225 posts, sendo 133 apenas crônicas e 1.614 comentários. Além disso, existem 152 rascunhos aguardando publicação. E devo tudo, naturalmente, à todos vocês, leitores queridos, que vêm acompanhando a saga das minhas crises histéricas até as futilidades mais sarcásticas, sem perder o bom humor e sem esquecermos mutuamente que somos jovens e, mais do que tudo, jovens com nossa própria voz a gritar e berrar através da escrita. Vocês me ensinaram isso.
Desde que nasceu, o Sobre Fatalismos respira música. O primeiro conto aqui publicado fora inspirado na canção Longe Aqui, do Jay Vaquer. Desde o início, deixei claro o meu carinho imenso pelo Caetano e, em meados de 2010, acostumei-me ao Chico Buarque de Hollanda. Não obstante, com o aniversário de três anos deste espaço, porque não fazer uma trilha sonora? Pois bem. Recebi uma ajuda da Anna (obrigada novamente moça!), que me explicou todo o processo para fazer uma mixtape e decidi homenagear o aniversário deste espaço. Mas o presente é para vocês, óbvio!

 

CAPA
CONTRACAPA

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Eu confesso não gostar muito do termo “greatest hits” que, aliás, é uma piada aqui em casa. Quer dizer, eu não gostaria de comprar ou ganhar um disco do Caetano nesse estilo, porque sei que, inevitavelmente, estarão Você É Linda e/ou O Leãozinho, que são canções muito fáceis de serem ouvidas no rádio e eu gosto daquilo que me é raro. Por outro lado, quando decidi conhecer de uma vez por todas os caras do Los Hermanos, optei pelo CD Perfil – que sempre me faz ter vontade de conhecer o artista ou a banda ainda mais do que aquelas míseras quinze ou dezoito faixas. De modo que escolhi esse termo para enquadrar aqueles que não conhecem este espaço à fundo, que estão chegando agora. Assim, vocês ficam com o resumo do que foi e do ainda será deste blog. E, para os que já conhecem, matem a saudade dos primórdios deste espaço, relembrando de tudo um pouco do que escrevi.
Escolher as canções foi muito difícil. Achei que seria como selecionar para festinhas adolescentes o que de menos pior havia na MTV, como quando eu fazia, no meu tempo de pré-colegial. Inicialmente, optei por quinze músicas, cinco para cada ano de blog. Seriam músicas que me inspiraram contos e crônicas. Mas logo a idéia se dissipara, tendo em vista o fato de que haveria certamente uma overdose de música popular brasileira, e essas canções são minhas e da minha mãe, de quando a gente se dispõe a ouvir todos os nossos discos no sábado de manhã. Logo, é idéia para outra mixtape, não esta.
Então, pensei em um misto de músicas que ouvi durante esses três anos, incluindo raridades do programa Som Brasil, exibido mensalmente nas madrugadas da Rede Globo com jovens cantores homenageando grandes compositores; e trilhas sonoras de filmes de época que eu adoro. A exemplo disso, temos O Quereres, música de Caetano Veloso na voz do grupo Chicas, que traz as palavras “infinitivamente pessoal” que, além de definirem muito bem este blog, prometo que será o nome do meu primeiro livro. Georgiana, linda canção de Dario Marianelli para o filme Orgulho e Preconceito (tão citado por aqui) não poderia ficar de fora, por ser de uma composição alegre e divertida. Amor Pra Recomeçar do Barão Vermelho, porque sou errante e tenho muito a aprender, ao mesmo tempo em que Zizi Possi responde com Eu Só Sei Amar Assim, porque, afinal de contas, algumas coisas nunca mudam.
Duas canções marcam momentos importantes deste blog. Quando saí do meu antigo servidor Blogger e migrei aqui para o WordPress, escrevi uma crônica intitulada Questão de Tempo, inspirada em Oração ao Tempo – outra memorável e filosófica composição do Caetano. E O Último Pôr-do-Sol, do Lenine, fora o ponto de partida para uma fase mais amena e despreocupada com a vida, que iniciei em 2010.
O restante da mixtape expressa um pouco do tédio dos meus dias. Madeleine Peyroux, tão boa companhia nesse sentido, não poderia faltar. Além de Cazuza cantando Cartola e Fernanda Porto me fazendo esquecer um Amor Errado.
Enfim, espero que vocês aproveitem. Esta é apenas a primeira de muitas outras mixtapes que pretendo fazer, com temas diversos e inspirações várias. Aproveitem!

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8 respostas em “Sobre Fatalismos Greatest Hits

  1. Ai, Nina, parabéns por tantos anos de blog! A gente evolui tanto, né? É legal olhar pra trás e ver o quanto mudamos; é incrível ler textos antigos e sentir de novo o que sentimos ao escrevê-los. Assim que acessar teu blog pelo computador (tô acessando do celular), baixarei essa mixtape de excelentes músicas. Desejo mais vida ao sobre fatalismos! É muito bom fazer parte dos blogueiros que adoram te ler, Nina! Beijo.

  2. Já baixei! Já já começo a ouvir :)

    É muito bom manter um blog, especialmente por muito tempo (3 anos já é muito tempo para a internet, né?). Podemos voltar às primeiras postagens e ver como evoluimos (ou não…). E o melhor disso tudo, as amizades que fazemos com as outras blogueiras! :))

    Parabéns ao Sobre Fatalismos!

    Beijo!

  3. Primeiro de tudo: Parabéns pro blog!!! E vida longa a ele! Posso não comentar sempre, mas toda vez que vejo que ele foi atualizado eu venho aqui correndo pra ler. Acho seus textos ótimos e de uma profundidade que toca mesmo quem os lê! E em segundo, adorei a mixtape! Curti o estilo que vc escolheu! =D

  4. Parabéns!!! Continue escrevendo, seus textos são lindos demais! AMEI a mixtape! Já estava achando tudo lindo por ter começado com Lenine, mas quando vi Cazuza, morri de vez. Não há palavras que expressem o meu amor por ele, é muito forte mesmo. E essa interpretação de O Mundo é um Moinho é vísceral. Um trem para as estrelas é linda também, recomendo. Ah, também amo Caetano e Barão *.* Um beijo :*

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