Porque era sábado

No sábado anterior ao fatídico dia dos pais, acordei cedo pela manhã e fui fazer meus exames. Dentro de um shopping center, na clínica existente por lá que, dizem, tem mais de trinta anos de “competência na sua saúde”, mas possui um sistema falho e filas indianamente quilométricas de pacientes à espera. Minha mãe fazia-me companhia, o que significa dizer que ela se sentia na obrigação de levar-me, afinal, podia tomar o ônibus sozinha e fugir desse martírio, se quisesse. Exames por ordem de chegada são uma praga para qualquer mortal. O de sangue demorou demais. E o eletrocardiograma já era o meu sexto nessa categoria. Fora que eu estava a doze horas em jejum, literalmente passando mal, tendo em vista que o médico indicara que eu me alimentasse de três em três horas. Graças aos céus fiquei sentada e minha pressão não caiu. Ao término, marcamos uma revisão dali a cinco dias. Imediatamente partimos para a praça de alimentação.
Minha mãe não estava com fome. Eu sabia que era mentira. Ela evitava gastar dinheiro porque, agora, compra tudo dentro de casa, sem o auxílio do Outro, que somente paga as contas. Ela também é responsável por todas essas consultas e exames. Não temos plano de saúde, lembremos.
Baseando-me nessa economia, mesmo assim as opções eram caras. Pensei imediatamente no chinês, mas discordamos. Talvez um sanduíche refinado e nutritivo na Subway, mas eu sabia que essa escolha acarretaria suspeita de qualquer distúrbio alimentar que, pelo amor de Deus, eu não possuo. Restaurante italiano, talvez? Não. Pizza? Nada. No fim das contas, talvez um “quarteirão” acompanhado de batata frita e sundae de caramelo resolva. Nesse caso, Mc Donald’s.
Estava terminando o meu sanduíche quando o celular tocou. Atendi e era a minha irmã, perguntando o que eu estava fazendo – e suspeitei, de imediato que, já que era meio-dia de sábado, certamente ela estaria ali, no shopping. Disse-lhe minha localização e ela pediu que eu fosse até o cinema, pois assistiríamos um filme. Fora a primeira alegria em dias. Primeiro porque há muito tempo não vou ao cinema e, segundo, pelo fato de que pretendíamos assistir ao novo Lars Von Trier. Então peguei a porção de batata, o sundae incompleto e parti com minha mãe.
Àquela hora, a praça de alimentação estava lotada e a gigantesca bilheteria não ambientava um clima diferente. Com esforço, encontrei minha irmã mais velha em uma das filas indianamente quilométricas (já disse isso?) acompanhada de sua mãe – que eu chamo de tia, pois somos irmãs por parte de pai – antes, porém, despedi-me da minha mãe, que não quis cumprimentar o pessoal.
O filme do Lars, por incrível que pareça, não estava em cartaz. Pode-se imaginar, entretanto, as infelizes opções para aquele horário: Os Smurfs ou Capitão América. Fiz uma expressão de “fala sério, não poderia ser pior” e minha irmã precisou explicar, em tom de troça: “a Nina só gosta de filmes de arte”. É bem por aí mesmo.
Mas era sábado à tarde. E porque era sábado, tudo se perdoa. Compramos os ingressos para Os Smurfs e, como o filme seria exibido dali à uma hora e meia, decidimos almoçar e perambular pelo shopping.
Tive que dizer que não estava com fome, algo que elas deveriam presumir, tendo em vista que eu ainda devorava as últimas e frias batatas do Mc. “Mas esse foi o seu almoço?”, perguntou minha tia. Eu sorri, constrangida, e assegurei-lhe que, de fato, não tinha fome, estava cheia. Passado esse contratempo, fui procurar uma mesa vazia enquanto elas decidiam o prato no chinês.
Chegaram com suas bandejas, elogiando alguma daquelas especialidades (talvez o molho) e trouxeram-me uma lata de refrigerante, da qual não consumi sequer a metade. Então, pusemo-nos a conversar.
Perguntaram se eu estava bem, o quê exatamente estava acontecendo comigo. Percebi que estavam sondando. Respondi monossilabicamente enquanto meus olhos vagavam entre rostos desconhecidos e satisfeitos, até que deixassem-me em paz.
Falamos sobre o dia seguinte. Minha irmã pretendia telefonar para o meu pai e perguntou como ele estava. “Na mesma”, respondi. A mesma rabugice e incompreensão, a mesma sagacidade impiedosa, deveria ter dito. Mas me contive.
Minha irmã começou a relembrar a nossa infância – e senti que o sábado adentrava em nostalgia, mas muito do que ela dissera me veio como uma revelação. Disse que minha mãe às vezes lhe conta o que acontece em nossa casa, da maneira como “desobedeço” às ordens de meu pai, do quanto bato de frente e falto com respeito. Tudo isso é verdade. Mas minha irmã também sabe que não pode intervir ou opinar, afinal, conhece nosso pai e sou eu quem convive com ele, diariamente, a muito mais tempo do que ela, que viu seus pais se divorciarem quando pequena, aos quatro anos de idade (dois anos depois desse fato, eu nasci). Mas reconheceu que eu sou idêntica a ele. O mesmo gênio. A mesma impaciência e teimosia.
Nunca havia parado para pensar daquela maneira. Minha mãe sempre disse que puxei todos os defeitos do lado paterno da família, mas sempre suspeitei que toda mãe dissesse o mesmo – livrando-se da culpa de ter gerado uma criança anormal em seus modos. Fiquei pensando no que minha irmã dissera e precisei concordar. Ainda assim, ela o defendera mais.
De fato, nosso pai nunca fora totalmente ausente. É justo. Sobretudo justo. Quando brigávamos quando pequenas, minha mãe, única testemunha, dizia algo como “Fabiana bateu em Nina”. E meu pai respondia: “Se Fabiana fez isso, é porque Nina tem culpa”. E me chamava, para aplicar-me algum castigo. Após o divórcio de seu primeiro casamento, ainda assim, mantinha relações cordiais com a primeira esposa. E visitava a minha irmã todos os finais de semana. Ela adorava pássaros. Ele a levava para vê-los voarem na Praça da Prefeitura, com aquele antigo caminho onde passava o trem, na frente do Palácio Rio Branco, tendo o Elevador Lacerda como testemunha de sua infância. Depois almoçavam, em um daqueles restaurantes do Centro, comprava-lhe presentes e voltavam para casa.
Em contrapartida, tentei recordar algum momento parecido. Não consegui encontrar nenhum. As coisas devem ter piorado após o meu nascimento – mas não sei exatamente o quê. Lembro de quando ele tivera tuberculose e, sem querer, deixara cair um cigarro aceso em meu braço esquerdo – cuja marca possuo até hoje. Raramente passeava comigo, exceto nos carnavais e, ainda assim, porque fazia parte do trabalho dele (papai trabalhava com administração na área de turismo). Não freqüentávamos restaurantes ou praças públicas. Para essas atividades, eu tinha minha mãe e minha avó. Às vezes ele me levava para buscar minha mãe no colégio em que ela estudava, porque, para me ter, ela precisou parar com o ensino médio, retornando logo em seguida. Também íamos os três ao mercado, no sábado de manhã. Entretanto, essas não eram atividades de pai e filha. Ele fora ausente de uma outra maneira: de carinho, atenção, conselhos. Discutíamos do café da manhã ao jantar, do cabo da panela do fogão virado para fora à toalha encima da cama. Minhas notas baixas em Matemática, minha renúncia à Administração como faculdade. Sua exigência em meu ballet, que custava caro e ele sentia ser um desperdício. Até hoje. Nunca entráramos em acordo, jamais. E não me conformo em deixar passar, em aceitar essa indiferença e implicância. Minha mãe faz isso e, não obstante, é fraca, não sabe enfrentá-lo. Prometi não me permitir ser dessa maneira. E, dessa forma, perco tempo deixando de viver e adoecendo aos poucos, porque, querendo ou não, todos nós somos culpados dessa doença que me atinge, mesmo que ela ainda não tenha sido denominada ou descoberta.
Minha tia interrompera meus pensamentos narrando uma determinada festa, há mais de vinte anos atrás, em que ela e meu pai participaram. Nessa festa, ocorrera um concurso de dança, no qual eles saíram como vencedores. Não acreditei. Nunca vi o meu pai dançar. Mas ela confirmou, acrescentando que, naquele tempo, ele era despreocupado, bonito e bem-humorado: uma figura absurdamente diferente e longínqua desta com a qual convivo.
Minha irmã também revelara um pouco de nosso comportamento em criança. Jamais sentira ciúmes de mim, tivemos sorte nesse sentido. Mas isso é fácil de justificar: considero minha irmã como uma amiga distante, à qual vejo de quando em vez. Nunca tivemos conversas mais profundas do que essa. Quando nos encontramos, invariavelmente dialogamos amenidades: filmes, música, tecnologia, comidas, festas. Não falamos sobre namoro. Ela sabe que eu nunca namorei e não haveria razão para esconder um pretendente, caso eu o tivesse. Pouco me interessei no período em que ela desmanchara o noivado de cinco anos com meu ex-cunhado. A nossa relação dá certo porque não somos obrigadas a conviver uma com a outra. As pessoas costumam perguntar se tenho irmãos. “Sim, uma irmã mais velha”. Perguntam se ela é tão bonita quanto eu. “Não, eu sou mais bonita”, respondo. É uma brincadeira que faço, pois é impossível comparar. Minha pele é clara e tenho olhos verdes. Minha irmã é morena de cabelos cacheados. Nossa única semelhança é o tipo físico: somos magricelas e altas. Nesse ponto, puxamos toda a genealogia de judeus poloneses e errantes – o lado paterno da família. Ao que ela dissera, eu também era menos egoísta quando criança. Sempre que ganhava algum presente, fazia questão de dividir com ela. Trocávamos chaveiros e pulseiras, assistíamos televisão juntas. Também era minha babá, cuidava de mim quando meus pais saíam e víamos o Disk MTV religiosamente no mesmo horário. Dançávamos Britney Spears no meio da sala, com os móveis afastados. Cresci vendo o desabrochar dela: nosso pai comprava-lhe todos os discos das bandas americanas do momento, ficou feliz quando ela decidira fazer Ciências Contábeis, recriminando-me por não tomar a mesma decisão. Por Deus, eu só tinha catorze anos, ainda estava na sétima série, como poderia decidir minha faculdade? Ainda assim, não guardei mágoa da minha irmã – não era culpa dela adequar-se ao que o meu pai queria. No fundo, tinha medo. Vencera-o quando desistiu da faculdade e foi trabalhar. Minha irmã, futuramente, será o único elo entre mim e nosso pai. No momento em que eu sair de casa, estarei rompendo esse vínculo obrigatório que nós temos. E não terá volta.
Convidaram-me a passar a noite na casa delas. Concordei – já há algum tempo não ia para lá. Voltei para casa no dia seguinte, às seis da tarde, presenteando nosso pai com minha ausência de meio turno. Ao chegar em casa, ele reclamou de qualquer coisa. Rebati na mesma cortesia e ele respondera: “devia ter ficado lá onde estava”. Feliz dia dos pais.
Nunca carreguei esperança de mudanças. Cada um é o que é. Quem não se adapta, precisa procurar outro meio de convivência, ou que planeje uma saída imediata. Não obtive mérito em ambas as decisões. Ainda. É triste admitir, mas sei que, nos momentos em que mais precisei de um pai, não o tive. E, daqui para frente, tampouco poderei contar com o auxílio dele. Aprende-se desde cedo a ser só. E esse talvez seja o maior ensinamento que ele pôde compartilhar.

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16 respostas em “Porque era sábado

  1. Ei Nina. Que pena que sua relação com seu pai seja difícil =/
    Eu também tenho que fazer exame de sangue esse sábado, só que eu tenho absoluto pavor de agulhas, então pense. =(

  2. Nina, não faço ideia do que comentar.
    Mesmo. Sinto muito por essa ausência na sua vida.
    beijos

  3. Devo dizer-lhe que entendo grande parte do que você sente em relação ao seu pai. Minha relação com o meu também não é lá essas coisas, não que a gente brigue o tempo inteiro, já passamos dessa fase, agora a gente só se fala quando é obrigado, coisas como “bom dia” etc e tal. Minha mãe costuma dizer que ele é bonzinho, porque ele me leva e me busca onde eu peço, então sou obrigada a replicar que levar e buscar é até legal, mas eu poderia pagar um motorista que fizesse o mesmo. Ela fica triste, mas é a verdade. Nunca entendi o porquê disso, mas também nunca me preocupei muito.
    O Dia dos Pais, nunca teve um significado para mim. Só sei que ele acontece porque vejo os outros falarem, nunca cumprimentei meu pai por esse dia, nada. E não é que eu não goste dele, eu gosto, poxa, ele é meu pai. Mas é realmente triste saber que seu pai é um completo desconhecido para você e é um completo idiota e o responsável por 80% dos seus traumas infantis. Nunca consigo lembrar de algo bom que tenhamos feito juntos, acho que nunca fizemos nada juntos e isso é realmente triste, me deprime horrores.
    A pior parte é que, assim como você, eu me pareço com ele. Sempre que paro para pensar nisso fico com raiva de mim mesma. Não entendo como posso ser tão parecida com alguém tão bobo. Disseram-me uma vez que de tanto a gente pensar que não quer ser igual tal pessoa, acabamos nos tornando igual a ela. Eu prefiro acreditar que é algo completamente involuntário, genético talvez. Não gosto de pensar que pareço com ele porque quis parecer. Não gosto do tipo de gente que ele é.
    Enfim… Acredito que te entenda um pouquinho, compartilho de sua tristeza em relação ao assunto, porque mesmo que a gente finja ser indiferente, nunca é legal o fato de sermos tão distantes da pessoa responsável pela sua existência, mesmo que essa pessoa seja imprestável.
    Espero que você possa morar sozinha logo e se livrar dessa carga de obrigações logo, porque viver assim não é nada agradável.
    Boa sorte com isso.
    Abraços!

  4. esse é o tipo de texto que a gente escreve como catarse, sem esperar comentários ou “tudo vai ficar bem” de ninguém. então não vou dizer nada. e mando um abraço de são paulo.

  5. Promessa feita, cumprida.
    Você é musa sim querida. Será sempre.
    Você mora no meu coração. Saibas disso. Apenas para sempre…
    És especial. Um tesouro de pessoa.

    =)

    Fico feliz que tenha gostado. É o meu afeto mais puro pra ti. Viu.
    Te cuida meu anjo! s2

    ps: agora mereço receber minha carta? *risos

  6. Todo mundo tem problemas familiares e traumas de infância, o importante é lidar bem com eles… e você parece se sair muito bem. (:
    Sua vida é realmente um livro aberto e você vê as coisas de um jeito lindo. Nossas vidas parecem igualmente corridas e estamos sempre em desencontros, mas ainda quero te encontrar. Aparece no facebook quando puder, por lá é mais fácil.
    Beijos

  7. Eu não consigo pensar em nada pra lhe dizer.
    Pensar no futuro ajuda a não pirar no presente; comigo funciona.

    Beijos

  8. Assim como a Esther, não consigo pensar em nada para lhe dizer. E mesmo que tivesse, com que direito diria? Me entristece a sua solidão de pai, principalmente porque eu sei o que é estar solitária ao mesmo tempo que sei o que ter um pai, porque mesmo estando a mais de 2000km da casa dos meus pais, eles são muito presentes.
    A parte boa é que essa situação tem ensinou a ser forte. “A parte boa”.

    Beijo.

  9. Minha mãe morreu há 3 anos e eu e meu pai fomos obrigados a conviver. Foi e ainda é muito difícil, porém creio estarmos encontrando um meio-termo, estabelecendo tabus que evitam brigarmos sempre e fazendo coisas juntos. Espero que você e seu pai se resolvam também.
    Bjs

  10. primeiro, estou encantado com a qualidade e inspiração do blog. de um bom gosto além do que eu poderia citar.

    e sobre o texto: bom, a realidade de que família nem sempre é o que a gente espera. acho que sobre isso já inventei uma tática onde o coração não sofre tanto.

    um ótimo domingo pra vc e uma semana produtiva.

    abraços.

  11. Uau! Que textão lindo.
    Fiquei me imaginando no shopping perto de casa fazendo o percurso: mc donald’s, cinema, restaurante chinês.

    QUe pena que a relação com sue pai não seja fácil – mas as relações em família são assim mesmo. E o tempo tá aí pra fazer o nosso mundo girar não é mesmo?

    beijos

  12. Me senti imersa na sua história, como se tivesse dentro da sua cabeça, ou fossemos melhores amigas e você me contou tudo isso. Também não sei o que dizer… Mas fico feliz, de uma forma meio estranha, por saber que você disse tudo isso.

    Beijo

  13. Nina,
    achei seu blog procurando no google alguém falando mal de best sellers num mometo ‘ódio do mundo’… fui lendo, e me impressionando com a sensiblidade muito além da implicância com vampiros ou coisas do tipo. salvei o link, de vez em quando dou uma olhada, e por mais que eu deteste comentar ou me expor de alguma maneira, me senti tocada de tal forma com esse seu texto que sei lá, realmente precisei escrever.
    sempre tive problemas com o meu pai (apesar de ser ainda muito nova pra contar alguma história incrível), e nossas discussões, aos meus dez anos, já eram dignas de adultos, o que o fazia acreditar que quem escrevia os emails de raiva não era eu, mas minha mãe. antes disso, cresci visitando sua casa de quinze em quinze dias, quando alugávamos um filme com meus irmãos e a atual mulher, íamos ao shopping, em sábados quase idênticos ao seu, tão fora da minha realidade.
    meu pai sempre foi um mundo à parte com o qual eu entrava em choque frequentemente. sempre. com diálogos densos e uma certa tensão de ‘quem era a culpa’ pelo nosso relacionamento falho, seguíamos quase como estranhos. sua relação com a minha irmã era totalmente diferente, para não dizer o oposto. abraços, confidências, presentes mais caros, que ainda representam pra mim um certo trauma… mas as coisas andam, mudam.
    ele é artista plástico e passei a prestar atenção no seu trabalho timidamente, me deixando tocar indiretamente pelas frustrações de indetidade e a infância de um menino que nunca se indentificou com a própria família… e aquilo foi me tocando. ao mesmo tempo, ele passou a ler alguns textos meus, também me entendendo um pouco, e devagarinho começamos a nos reaproximar, trocar textos, nos entender. e está em processo, não é fácil. hoje não sinto nenhum tipo de ciúme da minha irmã, eu entendo que é diferente. talvez a formalidade agora esteja direcionada mais para ela do que para ele. dela não faço questão de me aproximar.
    lembro que uma vez uma amiga minha, também de salvador (sou do rio), perguntou-me porque eu não dizia tudo pra ele – isso há muito tempo. eu não sabia explicar, e até hoje não sei. não digo que essa seja a ‘solução’ para vocês, nem que existe uma solução. talvez as coisas tenham que ser assim mesmo, distantes. mas senti a necessidade de escrever porque esse seu texto me ajudou de uma forma muito sutil. desculpa, de verdade, pelas linhas e linhas, você não precisa ler. obrigada mais uma vez e muito sucesso (sucesso? nem sempre o que faz sucesso é bom, né?) nas próximas palavras e crônicas… ganhou mais uma fã!

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