Slow motion

É sempre (invariavelmente) na aurora boreal que os sentimentos competem. O fenômeno natural pode ocorrer em cinco meses distintos, ao norte do planeta, no pólo, precisamente. Por ser outubro, não me impressionará se, por uma disfunção lógica e atmosférica, o acontecimento venha a pairar sobre o firmamento daqui.

Em composições musicais, o céu é o limite – onde o segundo sol pode chegar para realinhar as órbitas dos planetas e/ou provocar tempestades solares no coração do Caetano, que se põe a observar o infinito e estrelado céu de Santo Amaro, ao lado da menina do anel de lua e estrela.
Em astrologia, o céu encontra-se em libra – em se tratando deste mês –, enquanto inicia a primavera que se contrapõe na personalidade mais inteligente, lógica e equilibrada no que se refere ao calendário gregoriano, naturalmente utilizado no Ocidente. O ascendente primaveril deveria ser, por excelência, escorpião: por dedicar-se ao extremo e nunca corresponder à altura. Não câncer – apesar de sua natural deliberação no que se refere ao emocional, pois cancerianos sabem demonstrar afeto. A primavera desabrocha apenas as flores – e retrai os corações.
Em literatura, a primavera é Neruda (“es tan corto el amor, y tan largo el olvido”). Não Espanca (que também é Florbela), nem Quintana. A estação dura três meses (assim como as outras) mas parece ser mais longa, modo slow motion ativado, algo assim. O que me espanta é minha capacidade imaginativa de pensar em fatos que nunca ocorrerão e que poderão vir a me prejudicar futuramente – em se tratando daquelas falsas memórias que a mentalidade humana cria. E tenho plena consciência disso. Ambiciono, por exemplo, estar viva para quando o espetáculo da destruição iniciar. Tomar uma taça de vinho no terraço de um casarão antigo me parece uma idéia medíocre. Fazer uma caverna platônica é pretensão demais. Quando 2012 chegar e sua chuva de raios solares acontecer, quero ver de camarote, descalça, na areia da praia, esperando que as pontas dos meus dedos queimem em câmera lenta. Quero poder mastigar com os olhos, enfim. Quero perder a capacidade de ver por último.

Kirsten Dunst, no filme Melancolia, de Lars Von Trier.

A intenção se baseava apenas em aproveitar duas horas de meu feriado no cinema, para, finalmente, assistir o novo Lars. O resto do tempo seria dedicado a um bom dia de descanso, dormindo, pois ando merecendo. Antes do filme começar, liguei para um amigo para saber se ele gostaria de rever Melancolia acompanhado de minha presença. Sua voz no telefone era terrivelmente irreconhecível: estava a dormir. E era meio-dia e meia.
Mas Melancolia é mesmo um desses filmes que eu “nasci para ver sozinha” (junto com, sei lá, aquele documentário sobre Saramago e sua esposa). Verdadeiro espetáculo para os olhos, ausente de diálogos interessantes, repleto de ruídos de gestos diversos e a incompletude wagneriana de Tristão e Isolda. Para quê melhor?
Por conta disso, fiz exatamente o que previa: chorei do princípio ao fim, ainda mais quando o fim vem em slow-motion, antes do princípio. Atrizes melhores jamais poderiam interpretar o drama entrelaçado nas irmãs Claire e Justine. Não obstante, em forma de ironia (é claro), Lars Von Trier, nos créditos finais, agradece a Penélope Cruz, que recusou o papel principal do filme – o que rendeu a Kirsten Dunst o prêmio de Melhor Atriz em Cannes. E Charlotte Gainsbourg possui um rosto singular, algo que a Juliana Cunha traduziu de melhor forma, essa coisa de não saber se ela é feia ou absurdamente bela, em muitos momentos do filme. A visão arbitrária das duas me recorda o folhetim de Razão e Sensibilidade, de Jane Austen, aquela rivalidade cúmplice entre as irmãs Dashwood. Justine é depressiva desde o início, embora tente esconder (e se apavore por não fazê-lo) o seu descontentamento sem justificativa diante de sua própria festa de casamento. Claire é segura de si, sensata, protetora. Mas essa é apenas a primeira parte da película.

Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg em cena para o filme Melancolia, de Lars Von Trier.
Retomando em câmera lenta, no início do filme a personagem de Dunst está trajando o seu vestido de casamento enquanto corre pela floresta próxima da casa de seu cunhado. O prelúdio de Wagner (que traz uma composição para a história de amor mais antiga e revolucionária até o motivo de auto-destruição, pois amor e morte combinam) está no ápice, e ela tenta se desvencilhar de diversas raízes que, na cabeça da personagem, se tranformam em um curioso fio de lã cinzento amarrado ao seu pé, que a impede, deliberadamente, de saltar para a liberdade que tanto anseia. A fotografia inicial do filme é fragmento de um sonho de Justine – que ela confessa à sua irmã já na primeira parte, após colocar o sobrinho pequeno para dormir. Ela pede auxílio, avisando que não consegue andar, “tem um fio de lã cinzento preso na minha perna”. Na segunda parte do filme (intitulada “Claire”), Kirsten Dunst assume uma postura seríssima, inexpressiva – o que certamente lhe rendera o merecido prêmio francês. Justine atravessa o limite da depressão: enxerga o mundo inteiro em tons de gris (até o sabor da comida é mórbido) e, se antes demonstrava sorrisos de incerteza (embora estivesse completamente ausente da felicidade de outrem) para despertar a desconfiança – agora tem convicção no fato de que o fingimento lhe causa remorso, e essa atitude provoca repulsa da parte de todos que a cercam.

Kirsten Dunst, em cena para o filme Melancolia, de Lars Von Trier.
Lars Von Trier se baseou na própria depressão para criar o enredo do filme. Essa doença, para muitos, é como uma destruição de mundos – e essa é a metáfora presente em Melancolia (além da luta entre natureza e humanidade, em como a primeira pode agredir a última e vice-versa). O foco narrativo é outro ponto interessante: poderia ser apenas mais um filme de ficção científica, à lá Spielberg, com o mundo inteiro em cenas rápidas de destruição. Mas toda a película se concentra na desconstrução de uma família rica e problemática, típica, européia. E Lars acabou criando um clássico, uma obra de arte.
Ao findar do filme, invertem-se os papéis de Claire e Justine. A primeira está desesperada com a aproximação do planeta e a possibilidade dele chocar-se com a Terra, o que é confirmado pelo suicídio de seu cético marido. Já Justine não se importa e apenas vive o momento, pois tem plena consciência do término de sua humanidade – e aceita, conformada, a veracidade de sua não-existência. Após construírem uma “caverna mágica” feita com galhos de árvores para iludir o filho de Claire, as irmãs se reúnem com o garoto e Justine segue o roteiro de  permanecer de mãos dadas enquanto Claire chora torrencialmente a mediocridade de sua existência. Não há como deixar de observar os movimentos de Gainsbourg enquanto o Melancolia se aproxima e queima-lhes a carcaça humana (e a música de Wagner, a música de Wagner, naquele crescendo incessante). A cena é absurdamente bem construída. E isso, não obstante, me recorda o mito da caverna de Platão, embora a caverna de Melancolia seja todo o resto fora de sua espessura ilusoriamente protetora.

Cena final de Melancolia.

O problema é como cada um de nós encaramos a morte. Porque, depois do filme, retornei a ligação do meu amigo e ele me dera as coordenadas para que eu o encontrasse, no Centro. Para a minha surpresa, estava acompanhado de um rosto que não me era desconhecido, porém, também não de todo familiar. Adiante, descobri que o Professor de Filosofia com quem conversava é meu vizinho – embora eu, inicialmente, não recordasse em absoluto de onde o tinha visto da primeira vez. Nós três, andando pela cidade (peripatéticos), me relembrou Os Sonhadores, de Bertolucci – um de meus favoritos. Sobretudo porque estávamos sem rumo e o mundo poderia acabar, mas o Passeio Público – aquele canto histórico, amplo e “meio perdido” ali no Centro fascina. Conversamos até o pôr-do-sol.
O nome desse meu amigo é André (acho que ele merece ser “divulgado” aqui, porque todo mundo precisa e merece um amigo como ele), tipo de pessoa que advinha a nossa tristeza e, sem querer, nos consola, mesmo quando não está por perto. Fez-me ver o óbvio que eu não conseguia (ou talvez não quisesse) enxergar: não tenho esperança. Mas não estou só. Somos três sem-esperança que se encontraram ao acaso.
Antes de eu descobrir que estava com insuficiência cardíaca (nasci assim, mas não faz muito tempo que a doença realmente me atingira a ponto de eu saber de sua existência), eu fazia planos: faculdade, viagens, trabalhos, família. Essa concepção, esse planejamento arquitetônico e sentimental simplesmente desmorona quando alguém lhe afirma que “você-não-tem-muito-tempo”. É um choque. Foi um choque tão grande que eu gargalhei de desespero. Eu era Justine fingindo e negando. Essa foi a primeira parte do filme. Mas, à partir daí, decidi não decidir, não tomar partido de meu caminho, não ser mais a protagonista de minha vida. Queria tomar o papel de coadjuvante, observar, contemplar. Porque me parece palpável que o momento seja vivido ali. O que é o momento? André está certíssimo quando diz que respirar é esse instante. O momento era aquele, no qual eu estivera na companhia daqueles dois presentes maravilhosos; é agora, enquanto escrevo (e ouço Wagner); é você, me lendo, agora.
Então, o “agora” me é mais importante do que imaginar se terei filhos ou não. Farei minha faculdade? Morarei em uma casa modesta, azul e branca? Serei escritora? Essas conseqüências já não me atraem. O Professor de Filosofia perguntou-me como é viver sem esperança. Respondi-lhe tudo isso. Deve ter bastado.
No dia anterior, passei por uma situação patética, mas que me comoveu muito. Estava interessada em sair do trabalho e comprar alguns livros na Saraiva do shopping. Detalhe: véspera de mais um feriado nacional e comercial. Quando desci do ônibus e tomei o rumo da passarela, percebi o engarrafamento de gente, lá em cima (enquanto o trânsito permanecia em seu caos, abaixo). Ou seja: há qualquer momento, alguém poderia cair. Eu tinha plena consciência disso, mas era curiosa como a sensação de suicídio coletivo me atraía. Devo ter dessas pretensões. Porque fui, com a cara e a coragem, encarar a multidão que me empurrava para o lado direito e descoberto da passarela. Em algum momento, senti que meus pés não se firmavam ao chão e, no pânico, saquei o celular da bolsa no intuito de me despedir de alguém, preferencialmente minha mãe (que, ainda por cima, não atendeu o maldito telefone). Então, passou pela minha cabeça o questionamento “o que eu vou fazer se morrer agora?”. E só consegui assumir (sem saber) a posição de Claire: pois, naturalmente, me desesperei, não era para ser ali, daquela maneira ridícula (toda morte merece ser poética ou patética?). Com paciência (mas sem estar calma), me desvencilhei do povo inimigo e, com o coração aos berros, já na garganta, saí dali, completamente segura e sem um arranhão, feliz por poder fazer compras. Mas não deixei de encarar aquela bizarra “experiência de quase-morte” como um ensaio, um porvir.
O Professor de Filosofia me pareceu uma pessoa absurdamente calma e sensata (pessoas assim, de um modo geral, me deixam nervosa por serem o oposto de minha personalidade), de dicção exata e um modo de falar entre pausas, o que intensifica a veracidade de sua profissão. Existem pessoas que, por sorte, nasceram para ensinar (Luís da Baviera, meu professor de História, por exemplo). Ele e André exibiam uma cumplicidade de me causar inveja, embora sentisse (ou pretendesse) já fazer parte daquilo. Com o meu vício incômodo (emancipado, iconoclasta, lembremos) de adorar todo tipo de gente, assim, de primeira, percebi que, dali, alguma situação se desencadearia. Não estava errada.
Sei lá como, terminamos em um show de rock na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Tipo de coisa que, naturalmente, só acontece quando se tem um “agitador cultural” ao seu lado (oi André). Minha mãe não parava de telefonar, afinal, eu só iria ao cinema e, ainda assim, isso foi no início da tarde, portanto, era um absurdo que já fosse nove da noite e eu ainda estivesse na rua ao lado de “más companhias” segundo a opinião dela, que pouco me interessava. A preocupação maior de minha mãe sempre foi “com quem e como você vai voltar, pirralha”, mas nisso não havia problema, pois o Professor me acompanharia, tendo em vista que moramos praticamente no mesmo bairro.
Fora um show agradável. Sobretudo porque “vi gente” – e precisava disso. A banda me era completamente desconhecida (e, em se tratando de minha notável preguiça, continuará sendo), de modo que, tudo bem, deu para dançar um pouquinho (e bem timidamente, é claro), lutando contra o sono do que me parecia um horário adiantado, e o telefone tocando, adivinha de quem se tratava.
Já no fim, um lapso de memória me fez lembrar de onde eu conheço o Professor de Filosofia: de uma lanhouse que freqüentamos. Somos muito loucos para acessar a internet de manhã cedo. Mas a minha desculpa era o horário – a dele deve ser maluquice mesmo. Eu me lembro dessa pessoa que não conversava comigo (que afronta) e sentava-se à minha esquerda, apoiando carteira e aparelho celular na mesa. Antes de o André “servir de link”, dialogamos apenas uma vez – num sábado chuvoso (acho), no qual a internet caía o tempo todo, e eu devo ter-lhe dito alguma coisa óbvia como “a net ainda não voltou”, no que ele concordara, e não passou disso.
Quando saímos, conversamos um pouco no ponto de ônibus e o nosso veio primeiro. Despedimo-nos de André, agradecemos e subimos. Dei-lhe meu número, mas em todo caso, “era muito tarde para que uma donzela voltasse sozinha para casa” e claro, ele me acompanhou. Então, não se surpreendam quando, no portão, nos beijamos. Porque, né? Isso é típico da minha pessoa. E faz todo o sentido do mundo se você esteve em um dia ímpar e repleto de citações e parêntesis filosóficos. De modo que, se não terminasse de “maneira romântica à lá Hollywood”, talvez não valesse à pena. Espero ter feriados como esse. Espero ver o Professor de novo, e em breve. Mas não é bom “criar expectativas”. Tá tudo certo.

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10 respostas em “Slow motion

  1. Dias não planejados, desses aonde saímos pra fazer uma coisa ‘x’ e terminamos em um lugar totalmente inesperado, geralmente nos reservam coisas boas. Fico contente em saber que teve um dia feliz. :)

    Quanto ao filme, estou curiosa para assisti-lo há tempos, mas tenho fugido dele por enquanto, acho que não estou em um humor adequado para isso. Acho que se eu o assistir, vou ficar chorando, enroladinha, durante um bom tempo. Acho melhor me recuperar primeiro e arriscar depois.

    Beijo, Nina!

  2. Fiquei curiosa sobre esse filme, talvez assista, mas estou fugindo de coisas muito complexas, pois sou uma pessimista de primeira e qualquer coisa me abala. Tipo o teu texto, que me deixou pensando.

    Muito bom!
    Beijo.

  3. Ha ha ha! Tu me faz rir sabia? “Seu moço bonito”?
    Para que este tratamento? rs

    Ai Daniele, só tu mesmo. Por isso gosto de ti. Consigo extrair coisas boas do teu coração, coisas que até tu nem intui que tens. Fico feliz por conseguir. =)

    No mais, não é paixão leviana. Existe há muito, e é verdadeira… Tu sabes. Além do mais não me importo em ter o coração partido. Mas tu teria coragem para isso? Que má tu és! rs
    Mas tu só ira partir se nunca mais aparecer. Acho que deste mal eu não vou padecer. rs

    Quer dizer que eu sou o seu conselheiro predileto? Ha ha ha! Não sabia. Mesmo. Fico honrado com tamanha importância. Mas tu sabia que de alguma forma me aconselha também? Pois é… mas de maneira diferente…

    Ei, ainda penso em escrever um livro sim, mas não tenho tantos ensinamentos para passar. Talvez um pouco da minha maluquice encantadora. Não mais… rs

    De qualquer forma, é bom reservar o lugar na estante. Estarei lá um dia. Mas não desejo estar só na estante… rs

    Minha querida e amada amiga! Fica com Deus! Depois venho pra comentar o texto. Te cuida!

    Beijos!

  4. Confesso,li do início as últimas sílabas.Me cativou no primeiro parágrafo quando escreveu sobre aurora boreal.A maneira como você escreve é de fato singular.Como um pintor a pincelar as cores para formar uma pintura realmente estonteante;totalmente transmitida para quem o lê.Estou seguindo,sem aspas ou parênteses.Fiquei curiosa para assistir o filme.Bjokas.

  5. Li, devorei.
    Seu texto me fez sentir feliz, fez meu coração doer, me desesperei.
    Estou louca pra assistir Melancolia, ver se tiro essa birrinha que tenho da Kirsten Dunst.
    E olha… é. Você me fez perder o ar.

    Um beijo

  6. Pingback: Clichê « #sobrefatalismos

  7. Olha, o começo deste teu texto é um dos mais lindos que já li aqui. Você meio que principia o texto com mesclas geniais de elementos. Citar Quintana e Neruda, ou mesmo Florbela, interligar com signos e ao mesmo tempo contextualizar o sentimento que exala do peito é no mínimo coisa de gênio mesmo.

    Eu me surpreendo cada vez que leio as tuas pinturas. Porque tuas letras são assim mesmo Pinturas. São pinceladas, de tão doces que saem do peito. E isto não significa que seja apenas meigo, mas belo e também forte.
    Quando você perfaz os caminhos do coração nas letras, fica impossível não viajar no teu mundo, se identificar com cada momento e cada devaneio que fazes.

    É claro, a vertente é sempre o amor, a esperança, as vãs alegrias que por hora te satisfazem e te enchem com um pouco de sorriso. Ou te extraem lágrimas… mas o bonito é isso, a tua maneira de ser tão verdadeiro, sem demonstrar fraqueza total. Mostrar que falta esperança, mas no fundo ainda tens (e muita).

    Quanto ao filme, acho que você deveria se tornar crítica profissional, porque você faz bem isso. Não só de filmes, mas de livros, atores, cantores etc. Você tem desenvoltura para falar com tamanha naturalidade e talento. Tem visão e expõe tuas opiniões com uma inteligência invejável, capaz de nos orientar nas nossas impressões.

    Quanto ao resto, fico só achando graça de como o destino apronta contigo. Estas topadas, que no fim te levam a descobrir encantos mínimos. Como um beijo no portão…

    No mais, gosto muito deste tom alegre do texto. De saber que não li algo totalmente triste (apesar do Melancolia no meio…). Esperar já é ter expectativa. É bom ter… Gera encantamento.

    Nossa, fiquei radiante de ler este texto…

    Te cuida querida.
    Te gosto muito!

    Beijo!

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