O emprego dos meus sonhos

Não fazia o meu estilo o conceito “megastore”, criado para caracterizar a equação livraria + café + tecnologia em áudio e vídeo. Eu me contentava com as livrarias pequenas, que nada mais eram além desse espaço diminuto com paredes descascando em tons outrora vibrantes, livros com cheiro de mofo, dificuldade para caminhar – tudo isso resultava no ambiente a aparência de meros sebos. Então essas livrarias acabaram, dando lugar exatamente àquilo que aparentavam, sobrevivendo da caridade de tradicionais e reclusos leitores, que gostam dos espaços menores e com menos gente.
Mas enfim me rendi aos cafés. No térreo comprava um livro e subia a escada, sentava em alguma mesa (sempre ao canto) e escolhia no cardápio algum pedaço de torta só para não fazer feio (pois era o máximo que eu poderia comprar, sem o acompanhamento de um refrigerante). Isso se deu graças a Saraiva – que trouxera para o Brasil o conceito “megastore” e fez com que eu fosse testar o atendimento de todas as suas unidades da cidade em que moro.
Essas “pesquisas” eram realizadas no primeiro sábado de cada mês. Quando comecei a ganhar o meu próprio dinheiro, preferi a Saraiva do Shopping Barra, de primeira. É uma livraria pequena e, por isso mesmo, aconchegante (semelhante ao clima dos sebos de que tanto gosto). Além disso, possui o melhor acervo de biografias que já vi. O pessoal do café sempre me dava sugestões detalhadas com relação ao menu e eu saía de lá satisfeita.
Já a Saraiva do Salvador Shopping me surpreendeu negativamente. Apesar de combinar com o design do shopping, fugia um pouco do padrão da Saraiva. As paredes são brancas, existe pouco do amadeirado evidente e parece oferecer de tudo – exceto livros. Em compensação, o acervo de filmes e discos é maravilhoso, mas eu pretendia o que de mais rústico e familiar habita uma livraria e, por isso mesmo, confesso que migrava sem um pingo de vergonha na cara para a Livraria Cultura, no mesmo piso.
A maioria dos meus amigos respondia vagamente que a Saraiva do Shopping Iguatemi é a melhor de todas. Duvidei. Na realidade, eu não gostava do shopping em si: extremamente fechado em seus múltiplos labirintos de ar-condicionado (me atrevo a dizer que Saramago deve ter se inspirado nesse sufocante local para compor a obra A Caverna). Há excesso de pessoas circulando e aquela humilhante divisão de todo shopping center: primeiro piso para a “classe C”, com suas lojas de departamento populares; segundo piso destinado à classe média; e terceiro piso com suas grifes, lojas de decoração e óculos de sol, clínicas, cinema, praça de alimentação. Não obstante, é lá que a Saraiva se encontra.
Subo e desço uma escada fixa. Como todo mundo, entro no shopping pelo térreo (entende-se como “todo mundo que pega buzu e compra na Riachuelo”). Já no primeiro patamar o logotipo (e-nor-me) da Saraiva Megastore pode ser visto, acima da loja Renner. Cada vez que me aproximava, tomava consciência da grandiosidade do espaço (outrora Siciliano, onde os estudantes sentavam no chão como se não houvesse amanhã). Adentrando, vê-se livros por todos os lados e um crescente desejo revela-se inevitável: quero morar em uma livraria.
Porque, se não fosse palpável, a Saraiva do Iguatemi simplesmente não existiria. Subindo a escada que dá para o interior da loja escolho o nome de qualquer um dos escritores no branco painel e preciso pensar rápido em uma obra de sua autoria. Aprendi a jogar dessa forma porque, todas as vezes que passava por aquele shopping, era sagrado comparecer à Saraiva, só para gastar a sola da sapatilha. Eu sabia o caminho de cor e salteado – mas me perdia nos corredores quando queria ir ao banheiro, por exemplo.
Setores bem distribuídos com tudo em seu lugar. Não encontrei dificuldade nas estantes de literatura. Os vendedores carregavam livros diversos, com vendedores descendo e subindo escadas, repleto de exemplares nos braços ou em cestas, arrumando prateleiras, atendendo duas ou três pessoas ao mesmo tempo (sem contar o telefone). Parecia estressante, mas eles nunca perdiam a cordialidade e bom humor. Eu já via todo esse esforço desde os quinze anos de idade. E, mesmo assim, sempre tive certeza de que gostaria de trabalhar em uma livraria. Mas ali, naquela Saraiva, tive certeza absoluta: esse é o lugar.
Com o tempo, essa livraria específica tornara-se uma fuga. Com o início das chuvas (e mesmo sem elas), deixei a confortante liberdade marítima para buscar respostas nos livros de lá. Sentava-me em qualquer lugar – às vezes no chão – e folheava um exemplar de Veríssimo, por exemplo. Ia para a livraria gastar metade do salário assim que recebia, ou quando brigava em casa com o meu pai (ou seja: sempre). Tomava contornos de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo – a Saraiva é a minha Tiffany’s.

Audrey Hepburn no filme Bonequinha de Luxo.
Sempre vou à noite, por volta das sete. Conheci alguns livreiros, pouco pedi auxílio deles (dava para ver como a galera andava ocupada e como tinha gente desocupada e com preguiça de procurar livros). Um dia, decidi incomodá-los perguntando como eu poderia “fazer parte desse time”. Bastava entregar meu currículo no balcão de serviços e aguardar.
Eu não admitia que fosse tão simples. As pessoas que trabalham na Saraiva sempre me pareceram tão diferentes e cultas que só podiam ser, no mínimo, estudantes de Letras, Cinema, afins. Na minha concepção, para entrar lá era necessária uma carta de recomendação dos professores e, mesmo assim, o futuro vendedor estaria sujeito a uma redação de (no mínimo) trinta linhas, bem caprichada (e sob o novo acordo ortográfico, claro) sobre o motivo de estar recorrendo à vaga. Colocar currículo? Isso era fácil demais.
Mas fiz isso, alguns meses atrás (e duas vezes). Também, sem esperança alguma. Duvidava que fosse chamada. Duvidava que o “boa sorte” da mocinha do balcão fosse sincero. Acreditava que ela rasgaria meu currículo assim que eu lhe desse as costas.Uma semana após o ocorrido, comecei a trabalhar em outro local, e o máximo de Saraiva perto de mim era a editora, no meio do caminho, fazendo com que eu saltasse do ônibus muito antes do meu ponto, só para ter o gostinho feliz e momentâneo de estar perto do que eu imaginava ser o emprego dos meus sonhos.
Mas o dia da seleção aconteceu. Éramos quase (quase?) vinte jovens desconhecidos em uma sala semi-escura planejada para palestras e exibições cinematográficas, aguardando, em silêncio.
O Gerente Sênior e mais duas moças atravessaram a sala e apresentaram-se. Propuseram a dinâmica de formarmos duplas para que, com informações obtidas em cerca de cinco minutos, pudéssemos apresentar nosso parceiro(a) resumidamente. Ao meu lado estava uma menina de dezoito que pretendia fazer moda e era argentina radicada no Brasil há sete anos. Logo perguntei se ela já havia lido sua conterrânea, Pola Oloixarac, cuja excelente obra de estréia causara alvoroço no mundo inteiro. Gostava de best-sellers estilo A Cabana e A Menina que Roubava Livros, além de auto-ajuda. Porém, assim como eu, detesta “livros de vampiro” (que já se tornou, deliberadamente, uma categoria à parte).
Quando a dinâmica começou, conhecemos um pouco do que cada tímido rosto apresentava. Antes de entrarmos naquela sala, caminhávamos solitários e anônimos na livraria, cada qual olhando para o alto, enquanto eu tocava em meus livros prediletos, pedindo aos autores bênção e sorte.
Nesta seleção havia gente que sacava tudo de tecnologia, outro que entendia de música e muitos que apenas gostavam de ler. Percebi que “gostar de ler” era pouco para quem avaliava. Imaginei que eles deviam ouvir isso de todos os jovens que avaliavam, fora que as pessoas certamente paravam o Gerente na livraria, dizendo: “eu gosto de ler, posso trabalhar aqui, tio?”. Não. Eu era uma reles candidata, formada apenas em um colegial integrado com técnico em Informática (o que, francamente, não significa muito). Então, quando chegou a minha vez, precisei demonstrar que minha literatura vai além da apreciação: está em mim desde o berço, fora o fato de que eu SEI o que estou lendo.
Quando perguntada, citei alguns dos meus autores prediletos: Nabokov, Saramago, Drummond, Benedetti, de Assis… Assumi meu desgosto pela saga Crepúsculo (porque gostar de literatura também significa imprimir personalidade). O Gerente Sênior pediu que eu sugerisse um livro para uma das candidatas que está lendo (e gostando) da obra de Meyer. Reparando que o forte dela são os “romances impossíveis”, indiquei-lhe Todos os Nomes, de Saramago, que traz a história de um Sr. José, escriturário da Conservatória Geral do Registro Civil de Portugal que, no intuito de ampliar sua coleção de personalidades famosas daquele país, ao furtar mais uma certidão depara-se com a de um a mulher desconhecida que, por engano, veio junto. Então ele persegue essa mulher até se deparar com um desfecho surpreendente, mas para sabê-lo, só lendo o livro. O Gerente Sênior então perguntou: “tem aqui?”, todos riram enquanto eu respondia que sim, chegando a indicar estante e prateleira, até porque, havia comprado lá mesmo.
Nas considerações finais, atrevi-me a divulgar o endereço deste blog e também o da Hillé (a “bíblia” dos livreiros). Revelei que anseio tornar-me escritora (só disse isso porque uma outra candidata também o fez) e todo mundo acrescentou alguma coisa. O Gerente Sênior (um misto de educação e descontração – sempre fazendo-nos rir) agradeceu e disse que, em breve, entraria em contato conosco. Levantei, agradeci-lhe a oportunidade e tomei o rumo de casa, confiante.
Eu mal havia colocado os pés no patamar da escada de minha casa. Estava tentando convencer a minha mãe dos inúmeros benefícios da Saraiva quando, de repente, o meu celular toca. Identifiquei logo o número: era da livraria (ai meu Deus, ai meu Deus).
Era o Gerente Sênior (ele mesmo). “Não esperava que eu ligasse tão rápido, né?”, não, eu não esperava sequer que eles ligassem. Precisei conter o tamanho da minha emoção. Ele disse que gostou muito do meu perfil, porque eu sou “a cara da empresa” e tinha uma proposta para me fazer. Queria que eu comparecesse no dia seguinte. Precisei revelar que trabalho, que ficaria difícil sair dois dias seguidos e sugeri que fosse falar-lhe dali a uma hora. Ele concordou.
Troquei de blusa e corri para o ponto de ônibus. Conheço Salvador e já eram quase seis. Sabia do engarrafamento. Mas fui. Quem muito quer, acaba conseguindo, de alguma forma. E eu sentia ser aquela uma grande oportunidade.
Cheguei e falei rápido com uma livreira conhecida, que me desejou boa sorte. O Gerente Sênior logo veio ao meu encontro e pediu que eu fizesse uma avaliação antes de conversarmos. Fiz a tal prova na mesma sala da seleção, dessa vez vazia. Vez ou outra chegava alguém para perguntar se ali seria realizada alguma palestra, e pedi que fossem se informar no mesmo balcão de serviços onde, meses antes, entreguei meu currículo (mais tarde fiquei sabendo que divulgaram o evento na Saraiva errada, mas tudo bem). Feita a prova, fui conversar com o Gerente sobre sua proposta.
Fiz seleção para vagas temporárias. Trabalharia oito horas por dia, durante três meses apenas. A proposta dele era que eu já entrasse como efetiva (!), tendo a carga horária de seis horas. Aceitei, óbvio. Recebi uma lista de documentos que precisaria entregar (já sabendo da confusão que isso provavelmente geraria em meu atual emprego) e o aviso de que receberia uma ligação, no dia seguinte, confirmando hora e local de meu exame para admissão.
Comuniquei minha demissão em meu trabalho, mas sugeri permanecer até que encontrassem outra pessoa para ocupar o meu lugar. Venho para o meu “antigo emprego” às sete da manhã para sair duas da tarde. O que em nada interfere no meu “atual emprego”, que vai das quatro da tarde às dez da noite.
No sábado posterior, dia do exame (pergunta e resposta) para admissão, decidi tirar “meu último dia de férias” na Saraiva, para que o trabalho pesado começasse. Peguei um livro, li até a metade, conversei com o Gerente Sênior e com a Vendedora Talento (que também fez a seleção) super gente fina, que dissera que a escolha pela minha pessoa havia sido unânime e para o setor correto: literatura.
Sonhava trabalhar em uma livraria desde os quinze anos. Tenho quase vinte e o emprego dos meus sonhos. Trabalhar com livros, para quê melhor? Mais uma vez o destino mostra que o meu futuro está na literatura. E não há como fugir disso.

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25 respostas em “O emprego dos meus sonhos

  1. COMASSIM, NINA, TEM QUE ARRANJAR UNS CUPONS DE DESCONTO PRA GENTE, HAHA!
    Invejei muito, cê sabe né? Tem uma Saraiva aqui em Recife também e olha viu, ADORO DE PAIXÃO. Perdi a conta das tardes que fui lá, sentei numa poltrona com um livro ou uma revista e nem vi a hora passar. (:
    Parabéns, você merece!

  2. Gente, que delícia!!!! Eu tenho uma amiga, que, assim como eu, é APAIXONADA por livrarias, em especial, a Cultura. As Culturas de São Paulo são FASCINANTES, e nós adoramos passar a tarde nelas, batendo papo, enchendo cestas de livros, folheando e conversando com vendedores. Achei ótimo todo esse processo para a escolha de vendedores, porque pra vender livro tem que saber do assunto. Saber do assunto é meio caminho andando. Adoro vendedor de livros que para pra conversar comigo em e dá dicas. Fico puta da cara quando chego pra uma mocinha com cara de perdida, peço a poesia completa da Florbela Espanca, ela olha pra mim com cara de interrogação, anda até o computador e digita: SPANCA. Mereço?
    Parabéns pelo emprego dos sonhos, Nina!

  3. antes de eu terminar de ler, usei um pedaço de um texto seu, esqueci de lhe falar. na verdade, o meu post é só o seu post. nesse mês de novembro.

  4. Nina do céu. O meu sonho, é ser escritora, como já te disse algum temnpo atrás, mas confesso que enquanto não consigo chegar lá, minha maor vontade sempre foi trabalhar em uma livraria. Eu ficaria felicíssima se pudesse trabalhar na assessoria de imprensa, sei lá, da Livraria Cultura ou da Saraiva. Sempre foi meu sonho de consumo.

    Lê-la agora fez com que eu de alguma forma, não desistisse dele.

    Vou fazer uma visita ao “trabalhe conosco” deles.

    beijoquitas e parabénssssss

  5. Nooossaaaa! Eu fui lendo e não conseguia mais parar, por que olha, pura adrenalina essa tua seleção, hein? Nunca tive vontade de trabalhar em livraria, só queria morar kkkkk Mas também tenho esperanças de conseguir o emprego dos meus sonhos, na minha área, psicologia. Tenho uma seleção amanhã, em um lugar que quero trabalhar… vejam só que emoção. Enfim, fico muito feliz por você!

    Parabéns pelo novo emprego!
    Beijo!

  6. Eu sinto uma IMENSA vergonha de dizer que quero ser escritora quando leio seu blog. Sério. Não sou escritora. Você é! Apesar da escrita ser a única coisa que sei fazer, infelizmente não posso dizer que eu realmente sei fazer isso! A literatura É SIM seu mundo, jamais fuja dele!

    Trabalhei em uma livraria minúscula por um único dia. A gerente não conseguia decorar meu apelido complicadíssimo (Del), e só me chamava de “psiu, ow menina!”. Meu trabalho era, basicamente, organizar revistas e não livros. Tirar pó. E no fim, eu que fui contratada como vendedora, teria que aprender a ser caixa. Coisa que nunca quis ser. Enfim, era uma livraria de uma editora pequena, que quase ninguém em SP conhece… Não deu certo. Mas mesmo assim continuo alimentando o desejo de trabalhar em livrarias grandes como a Saraiva ou a Cultura. Mas pessoas como eu que “só gostam de ler” jamais conseguirão uma vaga :P

    PS: fiquei muito contente ao saber que você gostou do meu texto sobre USP! muito obrigada mesmo :)

  7. Vou fazer aqui uma lista de livros que quero. Não que vá ler nenhum, pois perdi o hábito de ler há tempos, embora goste muito. Assim que vc conseguir todos, mande-me por sedex pagando o frete obviamente.
    Fiquei bem contente pelo seu emprego. Nada melhor do que trabalhar naquilo que nos dá prazer.

  8. Pingback: O emprego dos meus sonhos « #sobrefatalismos | iComentários

  9. Nina, minha filha, parabéns pelo texto, e parabéns pela admissão. Penso que, temos mesmo que fazer a diferença. Você fez a diferença, e por isso foi escolhida. Todas as coisas na sua vida tem sido feitas com bastante afinco, e mais um tanto de prazer. Vai longe. Parabéns pelo texto!!!!

  10. Que linda! Fico feliz que tenha conseguido o emprego dos seus sonhos assim, tão cedo na vida! Antes de entrar na faculdade eu bem que pensei trabalhar em uma livraria (na verdade, ainda penso, mesmo concluindo minha Arquitetura ainda esse ano). É um lugar tão encantador, eu passo horas em uma livraria se me deixarem. E outra que adoraria ter experiências não relacionadas à minha graduação, acho que enriquece. Bem, de qualquer forma, parabéns pela admissão! Que o trabalho seja tudo aquilo que você espera. :)
    Beijo!

  11. Menina Nina! Que maravilha divina, haha! Concordo completamente com o fato da escassez de nossas tão amadas livrarias vintage ser um completo absurdo! Nunca fui muito adepta desses lances de modernidade, com essas tecnologias querendo substituir a cadeira cativa que os livros tem em meu coração… Um dia, monto um café de verdade, com tijolos amarelos e uma jukebox azul, oferecendo ao mundo minha futura biblioteca gigantesca (que ainda irei projetar).
    Mas, enfim… parabéns, garota! Não é todo dia que sonhos de “infância” resolvem acontecer! E se saiu tudo como você desejava, há de ter um propósito, acredito muito nisso… Então, aproveite!
    Se divirta, seja feliz, sem esquecer da competência – o que será uma mera consequência do seu amor laboral, haha.

    Um beijo!

  12. Nina, você não tem noção do tanto que fiquei feliz lendo seu texto. Parabéns! Você realizou o sonho de muita gente que quer trabalhar numa livraria. Eu também de contrataria. Aliás, que não iria te contratar?

  13. Há livros-refrões que o pensamento cantarola enquanto atravessa o cruzamento do dia. Há os livros-ensejo. A livraria é uma intricada teia de caminhos onde o objetivo da sensibilidade é colidir, afetar-se, enredar-se. O leitor, um tablado de vivências.

  14. Caramba, que massa, Nina! Também não consigo imaginar emprego melhor. Quer dizer, eu desejo trabalhar como bibliotecária (o que é igualmente fantástico e semelhante ao seu emprego!).

    De verdade, estou feliz por você!

    Sucesso na Saraiva, SUA LINDA!

  15. Moça, moça… eu nem sei o que escrever sabe. Olha, acredite se quiser estou soltando umas lágrimas aqui de emoção. Nossa! Acredite, é a mais pura verdade. Por você querida. Por você!

    Sabe, eu gosto muito, mas muito muito mesmo de você. E fico extremamente feliz de ver que as coisas aos poucos estão se encaminhando pra ti. Te acompanho desde cedo e por mais que eu lesse teus fatalismos, este tua aparente desesperança com a vida, com amor, com a maioria das coisas, eu jamais deixe de acreditar em ti.

    Sempre vi muita luz em ti, e porque pessoas preciosas como você merecem sim coisas boas. Você é um ser humano à frente, com muito conteúdo, com muitos tesouros. Você é preciosa demais Daniele, tens uma alma muito bonita. Você às vezes nem mesmo consegues ver, mas eu vejo. Sempre vi.
    Teu talento é coisa absurda, a tua inteligência é de outro mundo. Ao mesmo tempo que és esta mulher exuberante em elementos maduros, é uma menina que tens sonhos enfeitados com laços de cetim dourados.

    Teus fatalismos não são nada perante suas qualidades. São maiores, estão à cima. E são eles que te definem, que te fazem esta pessoa tão especial, querida e amada. Eu te vejo, eu te sinto, te percebo no fundo. Por isso te gosto tanto.

    Esta conquista tua é como se fosse minha também. Eu nunca duvidei de ti. Eu nunca duvidei do teu destino. Acredite. Teu destino é ser feliz. Só precisa ter mais paciência. Você ainda é tão nova. Quase vinte, mas com discernimento de uma pessoa com sessenta…

    Aproveite a chance que a vida te deu querida. O amor que te abraça, a felicidade que te espreita. Realmente este trabalho foi feito pra você. Do meu núcleo de amigos, não conheço alguém tão conhecedor de literatura quanto você. Muito justo que você trabalhe naquilo que mais tem conhecimento e ama. Nada melhor do que fazer aquilo que te dá combustível…

    Não fuja mesmo… A tua vida é esta. Sorria querida. A felicidade é o teu merecimento. Definitivo.

    És uma amiga muito querida, por quem aprendi a amar com muito respeito.

    Beijo amoroso!

  16. Trabalhar em uma livraria (na verdade, ter uma livraria-biblioteca-sebo-teatro-café) sempre foi meu sonho.
    Há quase um ano, eu iria tentar qualquer coisa lá pela Saraiva (do Iguatemi mesmo), mas minha maldita vida escolar não deixou. Voltei a pensar nisso esse ano e achava que eu tinha boas chances, mas agora que li o quão bem você foi, desisti. Não sei nada de literatura.

    Não vou desejar boa sorte, porque sei que você vai desempenhar muito bem a sua função. Ficarei aqui aguardando deliciosas crônicas de livraria. E da próxima vez que for no Iguatemi, passarei aí.

    Beijos

  17. Sabe que nunca gostei de livrarias?
    Só gostava mesmo da Siciliano, ia pra lá depois do colégio e sentava no chão do andar de cima, no fundo do corredor e lia qualquer coisa, era uma redenção do meu desgosto pelas matérias do colégio.
    Você é meu romantismo adolescente, Nina, acho que me vendi, acho que me perdi… mas se eu conheço alguém que pode ser escritora, é você (; beijos
    (Não dá pra ler o botão de publicar comentário)

  18. Daí que tamém sou fascinada com livrarias, principalmente as pequenas, desde que me entendo por gente. Vira e mexe digo que poderia morar em uma dessas bibliotecas gigantes que algumas pessoas têm em casa. Também tenho o sonho de trabalhar em uma livraria um dia, mas não diria que esse é o emprego dos meus sonhos.
    Fiquei feliz por você, Nina. Tudo de melho procê nessa jornada.
    Beijo

  19. Impressionante o detalhismo no seu texto, é como se eu estivesse acompanhando teus passos em cada desdobramento da seleção, cada variação do teu sonho de trabalhar em uma livraria, cada passo da jornada até o fatídico telefonema que mudou a história.
    Aliás, puro merecimento pelo pouco que sei de tu(bem pelo pouco que conversamos na fila [se é que pode-se chamar de fila] da bienal).Enxerguei você escritora, não no futuro, mas a cada palavra dita e paragrafo escrito aqui.
    Parabéns, e sucesso nesse novo trabalho.

  20. muito bom pra você. não existe nada melhor no mundo que fazer o que se gosta, basicamente. e no caso, parece que você gosta muito.

  21. Parabéns!!! Sempre quis trabalhar numa livraria também, mas aqui não tem dessas super legais, todas faltam muita coisa no acervo e isso me desmotiva, então acho que vou me candidatar é pra trabalhar na biblioteca pública, lá tem todos os livros do universo e tal! Amazing! Enfim… Parabéns mesmo e torço para que esse emprego seja super legal!

  22. Parabens Dany, adorei o blog/site. Seu estilo de escrita é fantastico, juro que no inicio fiquei um pouco com receio de visitar esse seu mundo particular e ler algo que você tinha escrito. Mas, apos 3 minutos de leitura, fiquei preso nas entrelinhas de sua história. Fico feliz por você ter iniciado a realização de seu sonho,sim iniciado, pois ele só estara completo quando voce se torna escritora profissional, talento você tem e de sobra. Seja bem vinda a familia Saraiva.

  23. Pingback: Retrospectiva literária 2011 « #sobrefatalismos

  24. Olá. Adorei o poste e o meu sonho é trabalhar na Livraria Cultura, rs. Ainda continua trabalahando na Saraiva?

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