Carpinejando

Drummond, se o visse, diria ser pedra no meio do caminho. Eu, parafraseando-o, afirmo ser verbo no meio do poema. Carpinejar é um verbo. Um verbo forte. Um eco.

Fabrício Carpinejar, escritor.
Como a Lei de Murphy é minha sombra (e fiel escudeira), o circo estava armado para que tudo desse errado no dia em que eu veria o Carpinejar na 10° edição da Bienal do Livro na Bahia (esse evento que me enche de entusiasmo a cada dois anos e me causa uma espera terrível). Há mais de quinze dias eu testava a paciência dos meus amigos “twitteiros”, porque o Carpinejar estaria aqui, o-Carpinejar-estaria-aqui, oCarpinejarestariaaqui. Logo, o excesso de euforia não deveria ser novidade. Sobretudo quando vi que o próprio autor estava me seguindo, fazendo parte da minha (nada extensa) lista de pessoas bacanas que lêem as bobagens que escrevo. Tudo bem.
Tive uma crise com o meu namorado (agora sem aspas), que não estava mais interessado (eufemismo) em me levar para o evento e inventou essa recusa um dia antes do dito cujo. Eu, como toda taurina (com ascendente em escorpião, lembremos), virei o cão e reclamei muito porque né: “como assim você toma essa decisão às onze da noite de domingo? Como eu vou arranjar alguém para ir comigo, meu filho? Se não estava com vontade de ir, porque diabos não me avisou, sei lá, no meio da semana?” Mas geminiano é assim mesmo, imprevisível que só vendo. Mas a gente não ama a pessoa por conta do signo. Ama justamente porque existe essa capacidade de se recusar a um compromisso planejado havia tempos.
Porque é necessário que se compreenda a geografia soteropolitana: se você mora no centro da cidade, é realmente absurdo que um evento como esse esteja no fim do mundo. Se a intenção é democratizar a Bienal, produção, inventem um local mais perto. E outra coisa: quase vinte reais de estacionamento e oito para entrar? O que é isso, Bial? Por acaso pagamos para entrar numa livraria? Menos, por favor. Daí que ir sozinha estava fora de cogitação, pelo óbvio de que eu não saberia voltar e aquele ponto de ônibus do Centro de Convenções é de-ser-to. Entretanto, uma coisa era certa: eu já havia desistido de largar tudo na minha vida para trocar de nome e fazer o caminho de Lanzarote no intuito de encontrar Saramago. E, quando ele viera a falecer, vi que era tarde demais. Dessa vez, eu não me perdoaria se deixasse de conhecer o Carpinejar por conta de terceiros. Com a cara, a coragem (e o risco de ser assaltada) eu iria.
E os absurdos, naturalmente, tendem a piorar: o acesso para a Bienal é dificílimo. Eu sairia do trabalho às quatro e meia e teria de ir direto (Carpinejar, seis horas, corre). Fui para o ponto de ônibus exatamente quatro e trinta e cinco. Em três minutos vi chegar o ÚNICO transporte que poderia me levar para a Bienal. Mas quem falou em sorte? Em meia hora eu já me sentia em um road-movie, nada nabokoviano, por sinal. O ônibus dava voltas e mais voltas nos mesmos bairros. Era um círculo vicioso. Fiquei nervosa. Muito nervosa. Nervosa ao ponto de ativar a minha taquicardia. A cada cinco minutos eu perguntava ao cobrador “já está perto, moço?”, e ele tentava me consolar com um “antes de seis e meia você chega, dona”. Antes de seis e meia? Como lidar? O Carpinejar não vai esperar. Ai meu Deus, ai meu Deus.
Depois de uma hora e meia dentro daquele ônibus, completamente acabada, avistei a estrutura do Centro de Convenções. Puxei a cordinha, dei dois passos, agradeci ao (lerdo do) motorista e desci. Corri. Quase não encontrava o portão de entrada (sempre me confundo). Cheguei ofegante à bilheteria e ainda pior quando entreguei meu ingresso para o rapaz da entrada, perguntando de maneira desconexa: “o Café… Literário… Carpinejar… CADÊ ELE, MOÇO?”. O rapaz, naturalmente assustado (e ainda não recuperado de meu desespero), indicou as coordenadas e eu corri.
Eu não tenho senso de orientação. Significa dizer que me perco com facilidade e sou facilmente atraída por desvios de todo tipo. Enquanto procurava feito uma louca pelo Café, pensava: “será que, no meio do caminho, vou conseguir topar com o stand da Companhia das Letras?” (que não estavá lá, por sinal). Caí na real do meu atraso (seis e meia, já) e pedi que um dos seguranças, peloamordedeus me orientasse.
A mocinha que guardava a porta do Café Literário foi muito simpática ao informar “desculpe, o espaço está lotado”. Chorei. Juro que chorei. Chorei incessantemente. Implorei, em soluços: “por favor, moça, eu só quero ver o Carpinejar. Fico em pé, não tem problema”. Ela franziu o cenho em tom solidário e pediu que eu esperasse. Então sacou o celular/Nextel/sabe-se-lá-o-quê-mas-não-importa e chamou uma tal de Carol que, em trinta segundos, me puxou pela mão com um “tá atrasada!” e eu agradeci aos montes essas duas moças simpaticíssimas que realizaram o meu sonho.
Assim que me abriram a porta, enxerguei várias mesas com cadeiras espalhadas, gente desfrutando taças, silenciosos, atentos. Adiante, Carpinejar, Nelson Pretto e a mediadora do debate. Fui levada para uma mesa ao fundo, onde havia um senhor simpático, uma mulher de (aparentemente) trinta anos e um outro jovem. Sentei em uma cadeira alta, apoiei minha bolsa no colo e mal conseguia enxergar – com a vista completamente embaçada pelas lágrimas que ainda corriam, incessantes.
O tema abordado nesse debate foram as mídias digitais. Mesmo que o Carpinejar não estivesse ali, eu me sentia na obrigação de assistir opiniões sobre esse assunto. Afinal de contas, o que está em jogo é o futuro de nossa literatura. Quem me conhece sabe do quanto sou materialista: gosto de ter o livro em mãos, de virar as páginas, de sentir o cheiro. O livro, para mim, sempre se manteve na posição de amante. Gosto desse conforto de tocar uma obra. E gosto de vê-la exibida na estante. Mas em se tratando do meu livro, especificamente, reconheço a facilidade de arquivá-lo ou de transformá-lo em um espaço como esse. E não há como fugir: duvido muito que o livro impresso seja extinto, mas o mercado (daqui a pouquíssimo tempo) dará espaço para essa maneira mais democrática de se desfrutar um livro. E aí os problemas tendem a começar.
Eu me conformo em ser amadora. Escrevo porque gosto, quando quero. Detestaria ter essa obrigação de “ah, hoje eu tenho que escrever a crônica para o jornal” – e aí, ficar sem assunto. O termo “amadora” veio de Clarice Lispector, que dizia preferir ser assim a ter obrigação com a escrita. Tenho seriedade no que escrevo, mas não levo essa atividade “tão a sério”. Se levasse, talvez fosse frustrante. Porque eu certamente escreveria qualquer coisa, no desespero de manter a minha imagem de escritora. Quando pensei em iniciar um livro (e isso não faz muito tempo), comecei a pesquisar sobre o mercado editorial. Mas o que de fato me surpreendeu fora a última entrevista que Mário Prata concedera ao Programa do Jô. Ele havia levado uma lista com nomes de escritores brasileiros famosíssimos e renomados da atualidade (dentre eles, um “imortal” da Academia), que ganham a vida dando palestras em todo o país. A lista, claro, só foi mostrada ao Jô Soares. Mas para quem acompanha a literatura como mera admiradora, não me era difícil adivinhar pelo menos dois nomes ali presentes. Um escritor ganha muito pouco em relação aos livros que escreve. E ele só passa a ganhar visibilidade quando no terceiro ou quarto livro. Imagine para quem está nessa transição entre livro impresso/livro digital (se já ganha pouco com o primeiro, disponibilizando o segundo para download qual lucro se obterá?). Uma das senhoras presentes no debate lembrara-nos o fato de que os músicos não ganham dinheiro com discos, mas com shows (desde sempre, pelo menos no Brasil). Que seria da literatura? Que precisaríamos fazer para ganhar dinheiro – porque livro, aqui em nosso país, é fato, rende menos do que a música.
Sou a favor da democracia na internet. Acredito que aquilo que publicamos aqui deve ser gratuito. Já está sendo. Semanalmente discuto literatura com todos vocês – e não cobro nada (assim como vocês não pagam para ler este espaço). Então, com a média de leitores fiéis que possuo em relação a este blog – e com todos os elogios (aos quais declino, muitas vezes) – talvez eu seja uma boa escritora. Escritora?
O Carpinejar abriu meus olhos quando dissera que devemos parar de pensar que essa leva de autores de blog não traz para a literatura escritores de verdade. E o que são escritores de verdade? Os que publicam algum livro? Por quê? Há pessoas que escrevem recados de porta de geladeira e assinam o próprio nome em diferentes contratos porque são alfabetizadas. E os que escrevem porque pensam no que escrevem e porque se sentem na obrigação de expressarem-se ao público? Porque nós, da “geração z” não deveríamos ser considerados os autores do futuro?
Nisso tudo, eu bem sei, há o desespero. A geração de 140 caracteres é rápida: a maioria não gosta de ler e, quando o faz, se contenta com romances meia-boca de vampiros. Atualmente, não acho tão absurdo assim que esses jovens sejam aficionados pela literatura de best-seller. Porque, apesar dos pesares, essa narrativa fácil (e pobre) incentiva aos clássicos. Stephenie Meyer, por exemplo, cita Emily Brontë e Jane Austen na saga Crepúsculo. E, em meu período de colegial (quando a saga esteve no auge), várias vezes fui questionada com um “e aí, Jane Austen fala sobre o quê?”. E boa parte desse pessoal passou a gostar do segundo nome mais importante da literatura inglesa – e as editoras, de um modo geral, começaram a lançar novas edições e traduções de, por exemplo, Orgulho e Preconceito.
Há poética no Twitter. Foi assim que eu conheci o Carpinejar. As frases dele começaram a se multiplicar na rede social, como se fosse Caio Fernando Abreu e/ou Clarice Lispector. Logo, despertou minha atenção. As pessoas começavam a me mandar textos inteiros dele, publicados em outros blogs. Aquilo era muito genial. Carpinejar aborda as relações humanas com muita sensibilidade. Define, responde. Conceitua. E, acima de tudo, respeita. Depois, li a sua definição da real beleza de Gisele Bündchen para a revista Cláudia, como já relatei aqui. E então, só posteriormente, descobri o seu blog (que leio religiosamente). Nesse meio período, ganhei Mulher Perdigueira de um amigo que, entusiasmado, falara: “caramba, tem um livro de um escritor muito bom que você precisa ler agora!”.
O Amor Esquece de Começar, livro de Fabrício Carpinejar, pela Bertrand Brasil.Próximo ao fim do debate, percebi que havia uma mesa com os livros do Carpinejar que estavam sendo vendidos. Levantei e decidi adquirir algum, também para perguntar a mocinha que vendia se os autores ficavam disponíveis ao público após a discussão. Ela afirmou com a cabeça, sorrindo. Então escolhi um volume de crônicas (óbvio), sob o título O Amor Esquece de Começar. Voltei para o meu lugar, planejando fazer uma pergunta muito inteligente (mas nada impertinente, como a maioria do público faz), porém nada me ocorreu, a emoção transbordava demais e eu tinha medo do embargo de minha voz.
Carpinejar se mostrara dinâmico e divertido abordando este tema, que ele apóia. Eu, do outro lado da sala, não conseguia tirar os olhos de sua figura. Me desconfortava, rígida, enquanto a descontração dele permanecia. Algumas vezes ele olhou em minha direção (pessoa ruiva de blusa preta e calça jeans, estranha), mas não sei se era exatamente para mim.
Todo debate termina sem uma conclusão direta. Senti que o assunto havia ficado no ar, porque não necessitava mesmo de “conserto”, tendo em vista que não era um problema. Logo, para saber se as mídias digitais serão o futuro, basta esperar que o próprio futuro chegue – e nos surpreenda.
Dado oficialmente como encerrado, ainda trêmula, caminhei para a fila do autógrafo, mal conseguindo segurar seu livro entre os dedos que suavam frio (e a taquicardia, a taquicardia). Conversei com um rapaz na fila, à minha frente, que também o admira (e, de certa forma me tranqüilizou, distraindo-me com sua conversa). Estávamos ambos estupefatos concordando que “se o Carpinejar andasse por aí, entre os stands, ninguém o reconheceria”. Não era uma ofensa. Se ele fosse um Paulo Coelho, detestaríamos. O pessoal mais alternativo é assim mesmo – egoísta a tal ponto de querer dividir o mesmo autor apenas com os do seu grupo. Assim somos nós. Recordei-lhe que não havia levado uma máquina sequer, para tirar foto da lembrança. Quando foi a sua vez de falar com o escritor, deram-se um abraço, mas o Carpinejar dissera: “abraça que nem homem!”.
Este jovem convidou-me para a foto – e lá fui eu, tímida e recomeçando a chorar (a foto ainda não chegou em meu e-mail). Quando terminou, chegara a minha vez.
Abracei o Carpinejar com todas as minhas forças. E chorei, incessantemente, enquanto ele pedia calma: “já passou, já passou… O lobo mau já foi” (riam). Só podia responder em agradecimento, “obrigada por tudo”. Penso que minha função, enquanto leitora, é exatamente essa, a de agradecer. Agradecer todo o acolhimento que um escritor nos dá: a possibilidade de pensar e auxiliar em nossa vida, o dia frio com o cobertor que nos põe em cima, os conselhos inesquecíveis, a maneira como nos despe. Quando eu disse quem era, ele logo recordou: “te sigo!”. É, quem diria (eu mesma fico pasma, às vezes). Ele me dera um cartão com o seu e-mail e um autógrafo lindo no meu exemplar do seu livro. Enquanto autografava, reparei nas suas unhas grandes e pintadas de um azul lindíssimo (meio verde-água ou azul celeste – tipo de tom que, até hoje, reconheço como “azul da Prússia” – meu esmalte predileto). Ia falar do quanto havia gostado, mas guardei meu comentário, em razão de minhas terríveis unhas roídas.
O Carpinejar acolhe. Ele poderia ser “um escritor chato” (desses que lançam livro e não dão autógrafo, mas Rubem Fonseca, ainda te amamos!). Chata havia sido eu: que avisei aos quatro pontos cardeais do ciberespaço que iria porque iria vê-lo. E chorei, quando o fiz. Ainda dei uma volta pela Bienal e adquiri mais dois livros (um deles de Vargas Llosa). Saindo dali, esperando no ponto de ônibus, vi o Carpinejar indo embora, corri e o abracei pela última vez (pedindo desculpas, também), ao que ele dissera: “bom te olhar”.
Acreditei que ele me acharia maluquinha, maluquinha. Não achou, pelo Twitter, respondeu-me o seguinte: “não te achei louca, te achei essencial. Obrigado por todo carinho”. Imagina, Carpinejar. Sou eu quem lhe agradeço, e espero retribuir ainda mais, com esta crônica.

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11 respostas em “Carpinejando

  1. Menina nina , Menina nina… que feliz te rever. Feliz de ver seu texto. Pois tanta coisa me aconteceu… quase me perdi. Quase perdi muita coisa. Professor? Não sei, mas escritor sim. E agora… Mais do que nunca. Muito legal quando vemos quem gostamos ali… na nossa frente ensinando. Seu texto em si esta interessante como sempre- e não me surpreende o amor dentro dele.

  2. Que saga a sua, hein? Mas que bom que conseguiu chegar a tempo de assistir ao debate e de conhecer o autor. Na época em que eu mantinha um twitter, também seguia Carpinejar, mas nem de longe sou tão fã quanto você. O assunto do debate foi bastante interessante: não me vejo sem meus livros ‘físicos’, assim como você gosto de ler com o livro em mãos, de tê-los na minha estante e ao meu alcance sempre que quiser. :)

    E ele foi um querido com você! Achei uma graça ele ter se lembrado de quem você é e ter sido tão gentil. Até mais! =*

  3. Carpinejar é muito amor! <3
    Acredita que mesmo morando próximo, nunca consegui encontrá-lo… Ou não fechava horário (trabalho e estudo matam nossos desejos às vezes) ou não tinha como ir! Meu sonho é conhecê-lo e ter meus pequenos tesouros autografados (borralheiro e o livro do twitter) *–*

    Beijinhos, amei o post! <3

  4. Taurina também? E esses nossos geminianos imprevisíveis. O meu, ainda por cima, é gaúcho, o que aumenta seu nível de disputa com o Carpinejar para um nível ainda mais pessoal. Que história é essa da mulher dele andar suspirando por outro gaúcho pelos cantos? Já expliquei que não suspiro “por”, suspiro “com”. Suspiro “em”, mergulhada em seu conteúdo por todos os lados. Também escrevi ao moço uma declaração de gratidão no passado (http://www.palavraemfuga.com/2011/05/carpinejando.html), surpreendendo-me com sua delicadeza de me deixar comentário. Na era digital o maior susto é essa horizontalidade das relações escritor-leitor. A Elis Barbosa (www.sejacomoforqueseja.blogspot.com), irmã da minha alma, já trocou e-mails com o Rubem Alves, movida pelo imprescindível “Encantar o Mundo Pela Palavra”, obra esta que é, em si mesma, um diálogo entre amigos, pensando A Palavra juntos. Nossas impressões pela delicadeza deles de nos validarem como seres visíveis quando acenam de volta, de dentro da página ou do abraço. Todo o tempo o sabíamos, as pessoas próximas acusando-nos de descabidas pretensões: era mesmo para nós que escreviam. As imagens precisas, os sentimentos propostos que nos agasalhavam e despiam, esses caprichosos alfaiates de luvas e carapuças que encontram a forma exata do encaixe no como sentimos.

  5. Quem pode, pode, não é? Deve ser um orgulho enorme ser seguida e reconhecida pelo Carpinejar. Que lindo! *-*

  6. parabéns! eu vi meu ídolo num auditório com mais 1000 pessoas e já me acho especial, imagino você :)

  7. o carpinejar é brilhante! fiquei emocionada com o relato do encontro. o ” o amor esquece de começar” foi o primeiro livro que li dele e o guardo com carinho. Carpinejemos pois!
    passei uns dias fora do mundo virtual e senti saudade de ler suas palavras, nina…
    tenha uma ótima terça!
    beijo

  8. uhm… já assiti algumas entrevistas do carpinejar. mas, sei lá, ñ simpatizei mto com ele. acho q ele quer provocar demais, causar impacto demais. o q me faz pensar q ele seja um tanto excessivo, caricato… por isso, ñ me dei a oportunidade d lê-lo. vamos verrrr…

    adorei o relato, pricipalmente qdo a nordestina baixou, sem dó nem piedade: “virei o CÃO e reclamei muito porque né: “como assim você toma essa decisão às onze da noite de domingo? Como eu vou arranjar alguém para ir comigo, MEU FILHO?”

    heheheheehe adoro qdo isso acontece num texto. é espontaneidade, mas identidade tb.

    xero no coração

  9. Chorei. Sempre quis ser uma escritora de verdade, mas não acho que eu seja capaz disso ou que meu blog tenha futuro… deveria ter prestado mais atenção nas minhas aulas de gramática e dedicado-me mais nas aulas de redação. Escrevo porque gosto, mas as vezes acho que não seria suficiente… Quanto ao Carpinejar, nunca li algo dele, mas gostei tanto do seu texto que lerei assim que for possível! Ele parece ser um cara muito bacana e esse deve ter sido realmente um dia épico para você! Que lindo!

  10. Pingback: Retrospectiva literária 2011 « #sobrefatalismos

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