Retrospectiva literária 2011

Ano ímpar, ano singular. Uma maré de sorte sobreveio nesses últimos tempos e, quando olho para os resquícios de 2011, confesso que este fora um ano frutífero (principalmente para quem queria “a sorte de um amor tranquilo / com sabor de fruta mordida”).  Tirei férias inesgotáveis do colégio, consegui o emprego dos meus sonhos, também desencalhei, conheci o Carpinejar, a Isa Trindade; tornei-me amiga (íntima!) do Odilon Wagner, pedi demissão (juro: a sensação é muito boa), ganhei (de presente) uma homenagem musical do Chico Buarque, fiz e desfiz alguns projetos. Mas acredito que é importante salientar que, este ano, li tudo o que ambiocionava, desde pequena, encontrar. Tipo a autobiografia de Caetano Veloso e o mais famoso (e polêmico) livro de Nabokov. Também reli alguns de meus prediletos. Então, se o mundo acabar em 2012, fico feliz. fiz a minha parte. Dando continuidade à tradição que fora iniciada no ano passado, cá está a retrospectiva literária de 2011.

Os livros que li em 2011:

1. Budapeste – Chico Buarque (reli);
2. Agosto – Rubem Fonseca;
3. Ensaio Sobre a Lucidez – José Saramago;
4. O Evangelho Segundo Jesus Cristo – José Saramago;
5. Onde Estivestes de Noite – Clarice Lispector;
6. As Palavras de Saramago – José Saramago (sob organização e seleção de Fernando Gómez Aguilera);
7. Os Cus de Judas – António Lobo Antunes;
8. Espelho Mágico – Mário Quintana;
9. Contos Contidos – Maria Lúcia Simões;
10. Anna Karenina – Liev Tolstói;
11. Com Licença, Eu Vou À Luta – Eliane Maciel (reli);
12. As Crônicas de Nárnia (os sete livros em volume único, alguns relidos) – C.S. Lewis
13. A Casa dos Budas Ditosos – João Ubaldo Ribeiro;
14. Elogio da Madrasta – Mario Vargas Llosa;
15. O Livro dos Cochichos – José Moreno (reli);
16. Memória de Elefante – António Lobo Antunes;
17. Força Estranha – Nelson Motta;
18. A Trégua – Mario Benedetti (reli, por uma necessidade extrema e confortadora);
19. A Cidade e os Cachorros – Mario Vargas Llosa;
20. Olhai os Lírios do Campo – Erico Veríssimo;
21. O Ventre – Carlos Heitor Cony;
22. O Amanuense Belmiro – Cyro dos Anjos;
23. Memorial do Convento – José Saramago;
24. Um Retrato do Artista Quando Jovem – James Joyce;
25. Chá das Cinco com o Vampiro – Miguel Sanches Neto;
26. O Beijo – Kathryn Harrison;
27. Helena – Machado de Assis;
28. Os Anos Mais Antigos do Passado – Carlos Heitor Cony;
29. Minhas Mulheres e Meus Homens – Mário Prata;
30. Comer, Rezar, Amar – Elizabeth Gilbert;
31. Poemas 1913-1956 – Bertolt Brecht;
32. Lolita – Vladimir Nabokov;
33. História do Cerco de Lisboa – José Saramago;
34. O Meu Nome é Legião – António Lobo Antunes;
35. A Abadia de Northanger – Jane Austen;
36. A Metamorfose – Franz Kafka;
37. Na Noite do Ventre, o Diamante – Moacyr Scliar;
38. As Teorias Selvagens – Pola Oloixarac;
39. O Vendedor de Passados – José Eduardo Agualusa;
40. Histórias do Sr. Keuner – Bertolt Brecht;
41. Émile e Sophie ou Os Solitários – Jean-Jacques Rousseau;
42. Além do Ponto & Outros Contos – Caio Fernando Abreu;
43. Estive em Lisboa e Lembrei de Você – Luiz Ruffato;
44. Blecaute – Marcelo Rubens Paiva;
45. Amor é Prosa, Sexo é Poesia – Arnaldo Jabor;
46. A Solidão dos Números Primos – Paolo Giordano;
47. Primavera Num Espelho Partido – Mario Benedetti;
48. Fahrenheit 451 – Ray Bradbury;
49. Carta ao Pai – Franz Kafka;
50. Não És Tu, Brasil – Marcelo Rubens Paiva;
51. 1984 – George Orwell;
52. O Mundo – Juan José Millás;
53. Cartas Ao Cão – Tatiana Busto Garcia;
54. A Caverna – José Saramago;
55. A Instrução dos Amantes – Inês Pedrosa;
56. Verdade Tropical – Caetano Veloso;
57. O Amor Esquece de Começar – Fabrício Carpinejar;
58. O Ano da Morte de Ricardo Reis – José Saramago;
59. Memória de Minhas Putas Tristes – Gabriel García Márquez;
60. As Virgens Suicidas – Jeffrey Eugenides;
61. A Centaura e a Esginge – Jorge Carrano;
62. Tristessa – Jack Kerouac.

O melhor casal literário:

A Solidão dos Números Primos, de Paolo Giordano, editora Bertrand Brasil.Alice e Fabio, de A Solidão dos Números Primos, de Giordano.  Apesar de Mattia ser o grande amor da vida de Alice (e protagonista do livro, junto com ela), o amor de Fabio por uma fotógrafa defeituosa que está prestes a perder a mãe me parece mais consolável do que a frieza do outro. Tanto é que ambos se casam e, apesar de construírem um casamento na base da infelicidade, as circunstâncias poderiam ter sido outras caso Alice não fosse tão distante e traumática. Sobretudo, gosto da maneira como os dois se conhecem: lembra romance de colégio, mas tão real quanto uma obra de Benedetti. Quem leu Um Dia, de David Nicholls, vai adorar esse livro.

Virei a noite lendo:

A Centaura e a Esfinge, de Jorge Carrano. Virei a noite de verdade: no mesmo dia em que o autor me presenteou com seu livro de poemas sobre as mulheres, devorei-o da orelha à última página. Não apenas para ler, mas para sentir todas as palavras.

Soco no estômago:

Ensaio Sobre a Lucidez, de José Saramago, editora Companhia das Letras.Ensaio Sobre a Lucidez, de Saramago. Os personagens de Ensaio Sobre a Cegueira retornam neste livro e, se antes todos estavam cegos, agora todo o país vota em branco, misteriosamente, fazendo com que o governo não tenha controle da situação. É um soco no estômago porque Saramago nos presenteia com uma sugestão plausível – e uma solução problemática também. Mas a liberdade de expressão é o plano de fundo desta obra. Também As Virgens Suicidas, de Eugenides. Parece as irmãs Bennet de Jane Austen, só que ao contrário. A crueldade da adolescência e o cativeiro ao qual foram submetidas revelam o desespero humano em resolver os problemas para traumatizar outros. Genial.

Aquele em que chorei de soluçar:

Anna Karenina, de Tolstói. A vida dela lembra bastante a de Sissi – última imperatriz da Áustria, de quem constantemente falo aqui no blog. Também pelo início e final, entrelaçados e premeditados, fechando um círtculo aparentemente vicioso. Karenina é certamente balzaquiana, e carregara consigo todas as dores de uma mulher sem voz – principal caricatura de seu tempo.

A maior decepção do ano:

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, editora Globo.Um Retrato do Artista Quando Jovem, de Joyce. Basicamente é isso – título ótimo para livro péssimo. Kerouac, Saramago e Lobo Antunes possuem aquela linha narrativa singular, mas Joyce bem que tenta e se autodestrói. Mal escrito e inacabado. Também Fahrenheit 451, de Bradbury. A idéia de que, no futuro, os bombeiros queimarão livros ao invés de apagar incêndios funciona, mas eu nunca vi uma narrativa tão pobre e incompleta. A melhor personagem do livro logo desaparece deixando uma enorme e desnecessária lacuna. Não é de se admirar: o autor é americano e isso já quer dizer muita coisa…

Não levava fé, e me surpreendi:

O Beijo, de Kathryn Harrison. Uma criança traumatizada por um beijo amoroso que seu próprio pai lhe dá “de presente” em uma de suas várias despedidas persegue-a por toda a vida.  Ela confunde os sentimentos e cresce sentindo-se anormal, sofrendo abusos, presa a loucura do pai. Fiquei surpresa porque estava imaginando uma cópia forçada de Lolita, mas o livro de Harrison – que é autobiográfico – torna-se cada vez mais forte a cada página.

O mais chato:

Comer, Rezar, Amar, de Gilbert. Li por obrigação, afinal, alguma modinha precisava fazer parte dessa lista. Literatura séria às vezes me enlouquece. Mas Gilbert é insuportável porque a vida dela é um mar de rosas problemático como as leitoras da revista Cláudia. Daí ela viaja o mundo inteiro, empaturrando-se de pizza italiana, conhecendo um guru e se apaixonando trocentas vezes no mesmo capítulo como se não houvesse amanhã.

Quase morri de rir:

Minhas Mulheres e Meus Homens, de Mário Prata – o imbatível. Uma lista de endereços com famosos, anônimos e parentes do escritor, publicada com causos diversos e dos mais surpreendentes. Prata Pai arrasa – não só pela comédia, mas também pela construção criativa de toda a sua obra.

Aventura, fantasia ou infanto-juvenil:

O Mundo, de Millás. Tendo a infância como pretexto para a escrita, o autor transpõe um Pequeno Príncipe moderno, avisando que nem tudo é tão feliz assim. De garoto humilde, passa aos tempos de escritor hipocondríaco, sempre no intuito de rever seu bairro em todas as cidades do mundo.  A poética de Millás lembra Miguel Sanches Neto, ou a canção Nina, de Chico Buarque. É notável que Millás fala com o coração.

Biografia:

Memória de Elefante, António Lobo Antunes, editora Alfaguara.Memória de Elefante, de António Lobo Antunes. Quem me apresentou esse escritor foi André Curi, publicitário lá de São Paulo (futuramente crítico literário), que escreve muito bem e com quem sonho largar tudo para comprar uma água-furtada em Paris, se nada mais der certo. A sugestão veio com um alerta: Lobo Antunes abre muitas portas e janelas. Dito e feito. A escrita singular desse lusitano que fora médico durante a guerra aponta vivências como motivo de escrita. Memória de Elefante não é exatamente uma biografia, pois mescla ficção, mas é narrado para uma mulher, na mesa de um bar, assim como o personagem de Leite Derramado (de Chico Buarque) descreve confusamente sua vida enquanto permanece no leito de um hospital, fingindo-se esperançado. Outra excelente biografia (e, dessa vez, é biografia mesmo) trata-se de Verdade Tropical, de Caetano Veloso: o início da carreira, o movimento tropicalista, as fases políticas pré-ditadura, os jovens que, aos poucos, tornavam-se grandes estrelas da música popular brasileira. A estranha escrita barroca de Caetano encanta – essa é uma obra absurdamente necessária para compreender a cultura musical de nosso tempo.

O mais esperado:

Lolita, de Nabokov. Desde pequenininha que eu ansiava por ler o diário do insano Humbert Humbert que se tranformou no romance obra-prima mais importante do sérculo XX. Eu não podia morrer sem ler esse livro.

Bate-bola de personagens:

Primavera Num Espelho Partido, Mario Benedetti, editora Alfaguara.• Personagem masculino apaixonante – Don Rafael, o velho bondoso e repleto de memórias tristes de Primavera Num Espelho Partido, de Mario Benedetti. Conselheiro que sofre com o filho tido como preso político e que, volta e meia, toma a voz de um exilado. Basicamente, o próprio autor está ali;
• Personagem feminina admirável – Blimunda, de Memorial do Convento, de Saramago. A mulher forte que, em jejum, enxerga a alma das pessoas e, no fim da vida, não perde a esperança de reencontrar o homem que deixara partir. Pela persistência que somente uma personagem saramaguiana pode ter;
• Personagem mais chato – o Sr. Keuner, de Histírias do Sr. Keuner, de Brecht. O autor é, definitivamente, melhor com teatro. E o Sr. Keuner – que tenta passar como um velho professor muito bondoso, consegue ser apenas um ser humano chatíssimo que aponta os erros dos outros;
1984, George Orwell, editora Companhia das Letras, selo Claro Enigma.• Personagem mais perturbador – São dois. O’Brien de 1984 (de Orwell), pois imagino penetrantes olhos azuis desvendando pensamento-crime dos pobres humanos; e Humbert Humbert (claro), de Lolita. Por toda a insanidade e vaidade do narrador-personagem. Pela culpa, pelo erro. E porque não merece perdão;
• Personagem que mais me identifiquei – Lux Lisbon, acredite se quiser, do livro As Virgens Suicidas, de Eugenides. A tentação suicida por tudo o que é belo. O pacto que ela solidifica com as irmãs, as razões obscenas e práticas, a frieza singular também.

O melhor livro que li em 2011:

As Teorias Selvagens, Pola Oloixarac, editora Saraiva, selo Benvirá.Em 2010, escolhi Fogo Pálido (do grande Vladimir Nabokov) como o meu predileto. Dessa vez, para minha própria surpresa, escolho As Teorias Selvagens como o mais interessante de todos. O livro da estreante argentina Pola Oloixarac é uma obra completa: bons personagens, excelente narrativa que se entrelaça e prende o leitor do princípio ao fim. Além de ser inteligente, filosófico, ácido no humor e anti-romântico, não é possível encontrar defeitos e lacunas na obra de Pola. Um livro para ser relido e compartilhado. Pola deixa de ser promessa e já se classifica como uma das melhores autoras de minha geração.

Feliz 2012!

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23 respostas em “Retrospectiva literária 2011

  1. Ei Nina! Choquei com a quantidade de livros que você leu esse ano, meu Deus! Quero aprender a ser assim, hahaha. Fiquei louca pra ler “Solidão dos números primos” e ensaio sobre a lucidez! Beijo

  2. Eu me interessei muito pelo livro da Pola, vi uma entrevista dela na Flip, achei bacana.
    Eu comecei a ler “A casa dos budas ditosos”, mas PDF é foda.
    Nunca li Budapeste, mas O Estorvo é um livro maluco.
    Preciso reler Milan Kundera, e começar um livro de poesia: “Poemas Políticos”. O livro é curtinho e pretendo lê-lo antes que finde o ano.

    Sua lista de livros é grande e maravilhosa, significa mais de um livro por semana! Minha meta é um por mês rs Ah! Vou te contar sempre que ler/terminar algum.
    Me interesso também pelo “Comer, rezar e amar” HAHAHA
    Apesar de vc ter dito que era chato. Tb quero ler Lolita, e AMEI te conhecer. Foi muito bacana, e sei que seremos amigas por muito tempo.

    Um beijo, e um maravilhoso 2012.

  3. Você leu MAIS DE 60 LIVROS em 2011?! Que vergonha de mim, não li nem UM! hahaha Seu texto foi pros meus favoritos, quero garimpar e colocar alguns livros na minha lista do Skoob :)

  4. Ótima lista =}
    A solidão dos números primos, só assisti ao filme – que é de uma beleza e dor sem tamanho. Quero muito ler o livro.
    Abraços e boas leituras.

  5. Confesso que neste ano não li nem um quinto de um quarto de tudo o que queria, mas o ano também não foi nem metade do que eu queria. Enfim. Em 2012 pretendo me afogar nos livros. Não há lugar melhor para se perder.

    Beijo, moça.

  6. nina!
    mtos livros lidos e projetos realizados! é uma beleza terminar o ano assim ; )

    destes q vc citou, ainda ñ li nenhum! hauahuahuhau li poucos livros em minha vida, e jamais teria uma lista tão extensa em apenas um ano! leio devagar. quer dizer, faço tudo devagar.

    da sua lista, há alguns q sempre quis ler, 1984 e lollita, por exemplo. é ótimo vc fzer esse apanhado, pq já ficam sugestões para as próximas aquisições. obrigada, mocinha!

    na minha lista d espera está “drácula”, d bram stoker. estou louca pra lê-lo. adoro histórias d suspense e mistério.

    xero no coração e q 2012 trga mais realizações pra vc, pra todos nós!

  7. Nina, sempre visito seu blog silenciosamente, mas, confesso que sua lista de livros lidos me fascinou, alguns eu já conhecia e estava louca para ler outros já li… Adorei sua lista e copiarei para minhas leituras de 2012! E espero ler pelo menos metade do que você leu esse ano, já que eu li tão pouquinho, aliás, acho que ano de 2011 ao contrário do seu não foi tão proveitoso não, minhas leituras foram fracas…espero q isso mude.

    Amo suas crônicas.
    bom 2012.
    Abraço

  8. Adorei a retrospectiva! Não sei se tenho paciência de fazer algo assim. rs

  9. É quase inacreditável que você tenha lido tantos livros esse ano, qualquer um estaria satisfeito com uma lista destas. Já li alguns, e outros estão na wishlist. Chego a admirar como você consegue ler tantos livros bons, são poucas pessoas jovens que tem esse gosto refinado, eu mesma não sou uma delas… Talvez aos poucos eu me torne. Adoro seu blog

    Feliz 2012.

  10. Que vergonha de mim, nem retrospectiva literária eu fiz. Li pouco. Tanto que já estou correndo atrás, ando devorando livros. Fiquei muuuito feliz com o seu ano maravilhoso, Nina. Acho que grande parte das suas conquistas eu acompanhei por aqui. Vou querer ler Ensaio sobre a Lucidez. O Beijo vou querer ler também. Lolita, desde pequena eu tenho vontade de ler, vai ser em 2012. Parabéns, mais de 62 livros não é para qualquer um. Agora trabalhando em uma livraria, acho que vai aumentar mais esse número. Beijos

  11. Li tão pouco esse ano, que ler esse post dá um misto de vergonha e dor no coração, sabe como é?
    “As Virgens Suicidas” está aqui na minha lista faz um certo tempo, mas não consegui avançar. Achei tudo denso demais, e não estava num bom momento… E acho que já até comentei, comprei “Lolita” tão empolgada, e não saiu do meio dos outros. Espero que as férias me ajudem com os livros.
    Principalmente agora, que estou querendo adicionar mais alguns na lista, por “culpa” de uma certa pessoinha querida, haha.

    E que 2012 seja incrível! =)

  12. Não faço a mínima idéia de quantos e quais livros li em 2011, mas sei que foram muitos. Acho que nossos gostos de livros são bem diferentes pois não li nenhum dos livros que você citou! Um beijo e feliz 2012

  13. 62 livros é completamente assustador. não devo ter chegado perto disso. mas ainda senti falta da marginalidade nessa lista!

  14. Como você conseguiu ler tanto? Até hoje não sei como consegui atingir meus 42! hahahaha
    Sabe, quero (preciso) ler Teorias Selvagens desde a Flip, é um livro muito a minha cara (acho que já li uns trechos). Não sei o que estou esperando (ok, sei, terminar toda minha pilha antes!).
    Desses o que eu mais preciso ler é qualquer um do Saramago, ainda sou virgem desse clássico português.
    Bom ano de leitura em 2012!

  15. Fiquei contente ao ver “Agosto”, do Rubem Fonseca, em sua lista. Tenho como objeto de pesquisa acadêmica o livro de contos “Romance negro e outras histórias”, também de sua autoria. No que diz respeito a literatura, é o meu ídolo.
    Ganhei recentemente “Lolita” e espero lê-lo antes do início das aulas.

    Como graduando em Letras, gostei muito do seu blog e tornarei-me visitante assíduo.

    Um abraço.

  16. Eu não consegui ler muita coisa nesse ano, mas fiquei feliz com o que eu li. Ainda tenho muitas estantes pra percorrer, mas isso é bom. Imagina que chato ler tudo e depois não ter nada pra ler?
    Lolita continua sendo o clássico dos clássicos, nunca vou cansar dele <3
    Dos livros que eu li e gostei muito nesse ano que passou: Yakuza Moon (Shoko Tendo) e o famoso Água para Elefantes. Ambos me deixaram encantada e fazia um bom tempinho que não lia coisas que me prendessem.
    Sobre o livro Presença de Anita, eu li e não gostei. Achei chato, parado, a Anita da versão do Maneco é muito mais interessante. Queria muito o livro que ele lançou com o roteiro, mas é caro e muito difícil de achar.
    Desculpa a demora a retribuir a visita, tive uns probleminhas mas já estou de volta!
    Um ótimo final de semana :*

  17. Uau… essa foi a retrospectiva mais cultural que li até agora!
    Parabéns pelo feito. Acredito que você é a pessoa que mais leu que eu tenha conhecimento. rs…
    É muito otimismo pensar que o mundo vai acabar em 2012… sério!
    Kiss e feliz 2012

  18. Nossa… meu comentário saiu com um link muito estranho no lugar do nome! Sorry, estou enviando novamente!

    Uau… essa foi a retrospectiva mais cultural que li até agora!
    Parabéns pelo feito. Acredito que você é a pessoa que mais leu que eu tenha conhecimento. rs…
    É muito otimismo pensar que o mundo vai acabar em 2012… sério!
    Kiss e feliz 2012

  19. Quando eu consegui ler na mesma proporção durante um ano inteiro, eu volto aqui pra brigar com você :)

  20. Você anota TODOS os livros que lê durante o ano ou nessa retrospectiva citou só os melhores? Preciso começar anotar os que leio, perco as contas… :(

    “Tristessa” qual tradução leu? Preciso de uma edição ótima, indica qual?

    Parabéns pelo emprego dos seus sonhos!!!

    Já disse pelo ‘feice’ mas vamos a cá tb: VC É ÓTIMA!

  21. Que lista maravilhosa, Nina! Acabei de te descobrir no blog da Companhia! Quisera eu ter essa dedicação tão grande ao meu próprio blog, já vou associá-lo ao meu para lê-lo sempre que houvera atualização.

    Voltando: adorei tua lista, bem diversificada, o que é sempre ótimo! Você é uma grande leitora, hein?

    Abraço de um leitor de Fortaleza.

  22. Adorei a lista e confesso que também sou uma psicopata viciada em livros, por mais que eu leia sempre acho que não li o bastante ainda! haha
    Vou procurar ler alguns desses que ainda não li. Beijão!

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