Dia de treinamento

01

Trabalhar em uma livraria possui a vantagem do conhecimento: sempre prestativo, ao seu dispor. Além dos livros que posso adquirir como empréstimo a cada quinzena, recentemente conheci um pouco da história de uma das editoras que mudou a literatura dos jovens de nosso país, a Intrínseca, que iniciou suas atividades em 2003 e, tudo bem, foi a responsável por divulgar por aqui aqueles livros de vampiros que costumamos detestar, mas isso não é tudo. Afinal, também temos A Menina que Roubava Livros, aquele romance lindo do Zusak, graças a ela, entre outros títulos. Coloquei o meu nome na lista de treinamento da Intrínseca por três motivos: primeiro que a oportunidade compensa o fato de que sempre tive certo preconceito diante de muitas obras dessa editora. A verdade é que eu sempre fui muito Companhia das Letras e Alfaguara para aceitar qualquer coisa. Segundo que os livros da Intrínseca vendem para caramba e eu preciso me atualizar nesse mercado, já que estou no mesmo barco e atendo muitos adolescentes que, invariavelmente, procuram por livros estilo mashup (o que já é alguma coisa para que eles se interessem pelos clássicos, então está valendo, acredito). E terceiro que, participando do treinamento, você ganha um livro. E vá lá, eu estava muito interessada em Hell Paris 75016, da Lolita Pille, que recentemente chamou muita atenção, pois tornou-se peça teatral sob direção de Hector Babenco e com Bárbara Paz (aquela linda) no elenco. Capa do livro Hell Paris, de Lolita Pille.Daí que o livro que eu queria foi o primeiro que a Intrínseca publicou, lá em 2003. É óbvio que não me recordo daquele tempo, mas deve ter sido um impacto que foi para a lista dos mais vendidos. O livro narra o cotidiano da jovem e burguesa sociedade parisiense atual, traçando uma crítica da própria personagem que, narrada em primeira pessoa, define sua real life como um mundo de princesa incontestável e refém dos hábitos de consumo para com os seus. É bem escrito, mas não avancei muito na leitura ainda. Aliás, essa mocinha com nome de personagem de Nabokov renderá muito por aqui.
Heloiza Daou (isso mesmo, com “z”), a garota que fez para nós a apresentação dos livros, é gerente de markerting da editora e faz um treinamento simplesmente ma-ra-vi-lho-so, é nítida sua paixão e ela conta tudinho que aconteceu nessa turnê com livreiros de todo o Brasil bem aqui. Ela nos revelou as surpresas e os divisores de água da editora no mercado, desde o seu início. Óbvio que A Menina que Roubava Livros fora um marco. E as séries de Andrew Lane sobre O Jovem Sherlock Holmes chamaram a atenção da editora porque não tiveram divulgação, mas atraiu o público que já curtia Conan Doyle. Então ela tratou da melhor parte: os lançamentos de agora e os que estarão por vir. Capa do livro Tempo É Dinheiro, de Lionel Shriver.Tempo É Dinheiro, de Lionel Shriver, a polêmica autora de Precisamos Falar Sobre o Kevin – aquela que põe o dedo na ferida e nos tabus de nossa sociedade -. trata do drama de Shep Knacker: um homem que economizou dinheiro durante sua vida no intuito de comprar uma ilha para passar o resto dela. Então ele decide vender sua empresa de consertos domésticos por um milhão de dólares, para que o seu sonho torne-se realidade. O problema é que sua esposa, Glynis possui o costume de arranjar justificativas para fazê-lo acreditar que ainda não é o momento certo. Entretanto, fatigado por trabalhar para quem comprou sua empresa, ele anuncia que está de mudança para uma ilha na Tanzânia, com ou sem a esposa. Porém, ao retornar de uma consulta médica, ela também anuncia um problema: está doente e desesperada, pois necessita de seu plano de saúde, que cobre apenas metade das altíssimas despesas de seu tratamento. A questão é: quanto custa a vida de um ser humano? A história de Lionel se passa nos Estados Unidos – se você não tiver dinheiro para bancar sua saúde, morre. A autora aparece com a mesma honestidade de suas obras anteriores, baseada na brutalidade de todos nós, e do quanto a sociedade pode ser cruel em diversas situações de conflito.
A sensação que será 50 Tons de Cinza, já provoca todo um burburinho que está sendo criado em torno da possível obra pornográfica para mamães. Nada disso. Heloiza explicou claramente que a trilogia de E. L. James têm princípio, meio e fim, sustentavelmente detalhista em sua narrativa. Quem já assistiu filme pornô sabe que as cenas começam “do nada”. Definitivamente esta obra não é assim. E confesso estar ansiosa. Outra coisa importante também a tratar: E. L. James não se limita à definição infeliz de parecer com a saga Crepúsculo. Ocorre que a autora escrevia fanfics de Crepúsculo na web (tudo bem, ninguém é perfeito), mas 50 Tons de Cinza e suas continuações independem absolutamente da obra de Stephanie Meyer. Não vamos julgar antes do tempo, como muitos periódicos vêm fazendo por aí. O primeiro livro da trilogia chega nas livrarias de todo o Brasil lá para agosto, mas sinto que vale à pena aguardar.

Capas da trilogia 50 Tons de Cinza, de E. L. James. Capa do livro Delírio, de Lauren Oliver.Delírio, de Lauren Oliver (também autora de Antes Que Eu Vá), chamou a atenção da maioria de nós por se tratar de uma distopia – estilo que ambienta um futuro aparentemente pessimista e sem esperanças para a humanidade, que consagrou o recém-falecido Ray Bradbury e autores como George Orwell e Huxley – e que, particularmente, aprecio bastante. Na obra de Oliver, no futuro o amor é uma doença e existe cura para ela. Você pode escolher tomar o antídoto aos dezesseis anos. Ocorre que a personagem principal do livro descobre o amor um mês antes de se curar dele: ela se apaixona por um garoto “rebelde” (que vive à margem da sociedade, pois ele decidira pelo sentimento, ao invés de renegá-lo) e luta para conseguir viver ao lado dele, tomando a difícil decisão de também ser como ele. Heloiza deixou clara a riqueza de detalhes da narrativa de Oliver. Meus colegas de trabalho começaram a ler o livro e estão gostando bastante. E fica o aviso para quem gosta de continuações: Delírio será uma trilogia.

Capa do livro Deslembrança, de Cat Patrick.Há uma temática deveras frequente nas obras que a Intrínseca publica: a perda de memória. Deslembrança é uma gracinha só pela capa – e vai recordar o filme Como se Fosse a Primeira Vez, com Adam Sandler e a pantera Drew Barrymore no elenco. Uma adolescente nasce com um problema no cérebro que não permite que guarde o seu passado, mas tenha previsões do futuro. Nesse caso, ela guarda um diário que lê sempre que o dia começa. Mas um dia ela conhece um garoto que é inesquecível em sua vida e, ao acordar, continua lembrando dele cada vez mais. Entretanto, acaba prevendo que, no futuro dele, acontecerá algum acidente.

A mesma temática é utilizada em A Última Carta de Amor, de Jojo Moyes, aposta para o Dia dos Namorados que passou: na década de 60, uma moça sofre um acidente de carro eCapa do livro A Última Carta de Amor, de Jojo Moyes. perde a memória. Então lhe apontam e dizem: essa é a sua casa, esse é o seu marido e estes são os teus filhos. Essa é a sua vida. Ela concorda, mas sente um vazio dentro de si, inexplicável. Um dia, arrumando um armário que lhe pertence, descobre a carta de um homem, que diz o seguinte: “larga o teu marido e vem ficar comigo”. Ela pensa: “é isso, eu tenho um amante!” e fará de tudo para encontrar esse homem secreto. Em paralelo, nos dias atuais, uma jornalista precisa escrever uma matéria para a redação na qual trabalha. Nos arquivos do jornal, acaba descobrindo a troca de cartas entre aqueles personagens de outro tempo: o que talvez solucione os problemas de seu atual relacionamento com um homem casado.
Capa do livro Resposta Certa, de David Nicholls.Também vem por aí o primeiro romance escrito por David Nicholls, autor do celebrado Um Dia – romance na lista dos “mais vendidos” que, atualmente, não é fácil encontrar nas livrarias daqui. Resposta Certa é um romance ambientado no ano de 1985, quando o personagem principal,  um estudante universitário aposta todas as suas fichas em um programa de TV, no estilo de “perguntas e respostas”. No intuito de conquistar a garota que faz bater o seu coração, ele sente que precisa ganhar esse jogo de qualquer jeito. Isso me lembrou o filme Quem Quer Ser Milionário?, mas não me chamou uma atenção absurda, embora esteja sendo bastante esperando pelos fãs do autor.
Mas a obra que me chamou a atenção mesmo foi o livro Fuga do Campo 14, que considero um ato de coragem. Reproduzo aqui, na íntegra, o resumo do livro que está disponível no site da editora:

“Shin Dong-hyuk nasceu e cresceu em um campo de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Até hoje, é o único prisioneiro com esse perfil que conseguiu escapar. Shin viveu 23 anos de sua vida no Campo 14, um dos imensos complexos destinados aos presos políticos em meio às montanhas íngremes da Coreia do Norte. Localizado cerca de 80 km ao norte de Pyongyang, capital do país, é um distrito de controle total para casos considerados irredimíveis. Seus residentes, tratados como escória, não têm acesso sequer à doutrinação ideológica – o que incluía os ensinamentos do Querido Líder Kim Jong Il. Trabalham de 12 a 15 horas por dia em minas de carvão, fábricas e fazendas, muitas vezes em situações de risco, até encontrarem a morte em execuções sumárias, acidentes de trabalho ou doenças relacionadas à desnutrição. Quem nasce no Campo 14 está condenado à prisão perpétua por conta dos supostos delitos cometidos por seus antepassados. As crianças aprendem a sentir vergonha de seu sangue traiçoeiro e a “lavar” sua herança pecaminosa delatando os próprios pais. De lá, ninguém foge. Shin é a exceção. Ele sobreviveu às cercas eletrificadas da prisão e, mesmo sem conhecer ninguém no mundo exterior, deixou para trás a Coreia do Norte. Mas, além das cicatrizes das torturas que sofreu, ele também carrega consigo as marcas de uma infância sem amor e um terrível segredo do passado. Fuga do Campo 14 revela com riqueza de detalhes o cotidiano árido e sem perspectivas dos prisioneiros políticos na Coreia do Norte, com um capítulo específico sobre as regras do campo, além de mapas do local e um caderno com desenhos feitos pelo próprio Shin. Em um relato surpreendente, o jornalista Blaine Harden lança luz sobre uma realidade até então oculta e impenetrável aos olhos do Ocidente. Com sensibilidade, ele acompanha a impressionante jornada de Shin rumo à liberdade”.

Capa do livro Fuga do Campo 14.Parece uma história da Segunda Guerra, mas aconteceu há poucos anos e a Coréia do Norte nega que esses campos existem. Mas, além de existirem, pode-se imaginar as pessoas que vivem ali, que desconhecem o sentido de liberdade e já nascem acreditando que o mundo se limita àquele espaço de miséria e sofrimento. Existem pessoas nascendo e morrendo nesses campos da Coréia do Norte, sem terem consciência de tudo que gozamos aqui fora. Não duvido que a obra seja um relato surpreendente, uma biografia chocante. Já está na lista dos livros que pretendo ler. As obras voltadas ao público infanto-juvenil da editora são um acréscimo verídico de como a criança não é boba e sabe escolher também sua literatura. A série Como Treinar o Seu Dragão é um achado de divertimento, repleto de ilustrações e histórias interessantes. E como não amar Rick Riordan, que ensina mitologia brincando, com séries como Percy Jackson, entre outras? Uma maravilha. Ao término do treinamento, ganhamos uma linda sacola vermelha da editora, com botton, periódicos de lançamentos, caderninho de anotações e uns marcadores de página lindos. E agora também recebo periódicos informativos, via e-mail, com capas dos lançamentos, primeiros capítulos de obras inéditas e ranking dos mais vendidos. Adorei a iniciativa da Intrínseca, que leva esse conhecimento para livreiros de todo o Brasil. Aliás, quero deixar um alô para que outras grandes editoras adquiram o exemplo. Esses treinamentos são costumeiros em São Paulo e no Rio, mas cadê vocês aqui no Nordeste, onde tem tanta livraria, hein? Abraços!

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25 respostas em “Dia de treinamento

  1. Eu quero fazer treinamento :(
    Tô de olho no livro “50 Tons de Cinza”, mas confesso que com um pé atrás (como de costume). Aguardemos. O que realmente me tira o sono é o novo livro do Markus Zusak, Ponte de Argila – ninguém fala sobre ele e não aguento mais de curiosidade.

  2. Poxa, eu quero um treinamento com a Intrínseca.
    Fiquei curiosa com o “50 Tons de Cinza”, vi as capas hoje pela manhã e achei bem legais. Sem falar que também estou curiosa com o novo do David Nicholls só para ver como ele vai ser depois de Um Dia.

  3. Muito obrigada. Tem toda a razão. Obrigada mais uma vez :)

  4. Que bacana, fiquei curiosa para ler Deslembrança e A última carta de amor! Parecem ser daqueles livros que devem estar na nossa bolsa, na nossa estante e na cabeceira! HAHAHA Amei! ♥

    Antes de Sonhar

  5. Fiquei muito curiosa para ler “50 tons de cinza”, realmente chamou a minha atenção! Vou procurar na livraria ainda este final de semana!
    Beijinhos

  6. Toda vez que venho aqui, penso: “PRECISO LER MAIS!”
    cadê meu ânimo, gente? Triste.

    Beijo

  7. Cara, muito obrigada. Acabei de querer muito todos os livros que você citou. Quem dera ter dinheiro e superpoderes pra ler de uma vez todos os livros que eu tenho lá em casa esperando de uma vez só. Vou até salvar o link desse post, antes que eu esqueça os nomes dos livros e fique com raiva de mesma por isso (faço muito isso rs). O ‘Delírio’ eu já tinha ouvido falar, também gosto bastante de livros do tipo e gostei MUITO de ‘Antes que eu vá’ (não gostei logo de cara, mas acabou sendo meu livro favorito de 2011). Eu gosto bastante da Intrínseca, mas sendo uma editora do tamanho que é, era inevitável mesmo que tivesse algumas coisas não tão boas (na nossa opinião). Esse texto só me deixou com mais vontade de trabalhar em uma livraria!

    Beijos

  8. Finalmente consegui aparecer por aqui =D
    Você despertou minha vontade de ler ”Tempo é dinheiro” ”50 tons de cinza” e ”Fuga do campo 14”. Ando precisando ler mais, mas cade tempo? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsss
    Voltarei a ler ”Precisamos falar sobre o Kevin”, tive que parar na metade por causa da faculdade, mas me bateu aquela saudadezinha.

    Beijo

  9. sabes, eu concordo, arriscar vale sempre a pena é por isso que nunca desisto face ao primeiro obstáculo! :)

  10. desculpa a ignorância, mas não sei o que é o treinamento (acho que cá em portugal não se escreve assim s:) e fiquei curiosa :o

  11. Queria um treinamento com a Intrínseca também! :(

    Não me animo nada nada com 50 tons de Cinza, confesso.
    Fuga do Campo 14 e Resposta Certa são os que mais me dão curiosidade e vontade de ler. Espero poder lê-los logo.

  12. Como faz mais meu tipo, quero muito ler Deslembrança, A última carta de amor e Resposta certa *-*
    É uma pena que em minha cidade tenha poucas livrarias mas isso não pode se tornar um problema.
    Beijos!

  13. agora que sei o que é, digo, que invejaaaaaa que eu tenho!
    deve ser mesmo bom trabalhar com livros *-*

  14. Daniele, te ler é sempre um convite à leitura. À leituras. Você trespassa tantos temas com uma versatilidade incrível, e descrevendo-os com soberba. Quem não gosta de ler com certeza se sente motivado de ler somente com tuas palavras incentivadores.

    No mais, interessante esta iniciativa da Intrínseca. E você é claro, está a aproveitar. Que bom.

    ei, “Fuga do Campo 14” parece ser bom… hehe

    Beijo querida!

  15. MEU DEUS DO CÉU QUANTO LIVRO! Estamos no meio de 2012 e eu não terminei nem um mísero livreco, que vergonha x.x Vou ser sincera e dizer que não li o post todo, mas li sobre o treinamento da intrinseca e achei bem legal! Confesso que não dou muita atenção pras editoras, mas daqui do meu canto no quarto consigo ver que tenho The Book Thief e a série percy jackson que eles trouxeram, eu absolutamente amo esses livros então é o suficiente para que eles tenham um saldo inicial positivo comigo hehe

    Espero que outras editoras disponham de treinamentos como esse aí pra ti, e que tu possa aproveitar tambem né? (:

    beijão

  16. Adorei. Sempre quis trabalhar n’uma livraria, porque na minha cabeça iria poder ler todos os livros que quero. HAHAHA.

    Senti vontade de fazer treinamento, enfim.
    Beijos!

  17. Olá!
    Acredito que devemos morar próximas então (também moro perto da 7 Portas) e fiquei curiosa pra quem sabe um dia desses a gente se conhecer pessoalmente (:
    Curti acompanhar a história sobre o treinamento e sobre o trabalho na livraria… Não sabia que quem trabalha numa tinha esse benefício de pegar livros emprestados. Deve ser muito legal! Tendo disciplina pra ler dá pra conhecer muita coisa, né?
    As capas dos livros de EL James me deixaram com vontade de adquirí-los só de ver a capa, rs. Vou aguardar o lançamento e opniões sobre eles (:
    Os treinamentos são apenas para vendedores? Eu fiquei com vontade de participar também xD
    E gostei do efeito que você deu às fotos =]

    http://saranascimento.com.br/blog

  18. meu sonho era trabalhar em uma livraria, acabei optando em fazer letras… acredito que pra me aproximar do livros. meio irônico até.
    assim como você, sou muito companhia das letras.
    mas vou procurar coisas aí da intrínseca! adorei todas as resenhas, você é ótima nisso!

  19. parei de ler assim que i Hell Paris *———–*
    mentira, eu li o post inteiro. e li já faz um tempo, não sei porque diabos não comentei no mesmo dia, enfim…
    esse 50 tons de cinza, gente, saiu até na época! (ou foi na Veja, não lembro direito) mas eu não tenho a menor vontade de ler. não entusiasmei.
    e a intrínseca tem um ‘olho’ danado pra livro, viu? ‘-‘ me gusta haha

    :*

  20. Pingback: Primária, pedestre e rasa « Sobre Fatalismos

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