Intolerância

Sem dúvida, a maior verdade sobre religião.

O assunto religião nunca me foi totalmente benéfico para ser conversando. Sobretudo porque é um discurso amplo e interminável – e já fui capaz de discuti-lo com fervorosos crentes, porém ausentes de qualquer capacidade intelectual de respeito e educação.
Para começar a história, parafraseando uma canção de Caetano, digo que diferentemente de Osama e Condoleezza, eu não acredito em Deus. Entretanto, ainda no sonho de tornar-me historiadora, esse é um dos assuntos que mais pesquiso e procuro me aprofundar. Considero-me leiga ainda em muito do que envolve religião, mas tenho sede de aprender cada vez mais, respeitando todas elas. Eu tenho uma história com a religião que é, basicamente, o seguinte: fui criada por pais católicos (não praticantes), mas minha avó paterna era pagã e meu avô paterno, judeu. Minha mãe teve uma educação que migrava do catolicismo para religiões cuja alcunha desconheço, mas que vieram dos índios. Em minha infância, na escola, fui cercada de evangélicos (em sua maioria), Testemunhas de Jeová e católicos.
Quando pequena, não gostava de ir à Igreja, pois não via sentido naquele ato em minha vida. Ia por obrigação, obviamente. Mas o tempo passou e minha mãe também deixou de ir, o que, em consequência, “livrou-me” daquele pesadelo de duas horas de domingo. Na adolescência, comecei a pesquisar um pouco de tudo, no intuito de “me encontrar”. E, acreditem se quiserem, o único livro que me deu uma convincente resposta até hoje foi um best-seller e atende pelo nome de O Código Da Vinci. Nele, Dan Brown deixa claro o seguinte: a Bíblia não chegou a nós via fax. E toda religião é baseada na invenção. O ser humano criou a religião para explicar o que nunca esteve ao nosso alcance. O sentido de nossa existência, por exemplo. Pensem o que quiserem, mas eu concordava com tudo isso.
Uma discussão frequente no meio preconceituoso que era o ensino colegial se insinuava em torno de uma igreja evangélica cujo bispo já fora acusado de “roubar o povo” diversas vezes (não citarei o nome da dita cuja, mas por aí vocês já devem saber do que falo). Naquele tempo, lembrei-me do fato de que existe uma “filial” desta “igreja” próxima a minha antiga casa. Coincidiu de eu ter sido convidada por um amigo do colégio para visitá-la, já que também ele frequentava. Esse meu amigo é uma das pessoas mais inteligentes que conheço, mas considero uma perda de tempo o fato de ele desperdiçar sua consciência ali. E já explico o motivo. Aceitei o convite para participar das reuniões de sua igreja porque gostaria de comprovar se aquela instituição cometia os tais dos crimes que os jornais divulgavam. Todo mundo adora dizer que “a igreja x rouba seus fiéis”, mas boa parte da população que possui esse costume sequer já colocou os pés por lá. Então eu fui, com a cara e a coragem. Foram cerca de seis meses de experiência.
Eu participava de um grupo aos sábados, no qual apenas os jovens se reuniam. Eu gostava. Gostava, sobretudo porque cantávamos e eu saía de lá com uma sensação de leveza ímpar. Até participava de brincadeiras e gincanas do tipo “menino contra menina” e era, de fato, algo diferenciado e divertido. Não demorou muito para que me convidassem a participar das reuniões de domingo de manhã, bem cedo, que eram as “oficiais” e “para a família”. Eu ia, recebendo todo tipo de troça até dos meus pais. E foi nesse ponto que comecei a desmascarar tudo.
A reunião de domingo parecia ser a maior de todas. Pessoas chegavam a ficar em pé, devido a falta de assentos suficientes. A grande maioria se vestia de branco e levava a Bíblia junto ao corpo. Antes da reunião, todos podiam chegar ao altar e fazer uma oração, se quisessem. Depois sentávamos.
A reunião era presidida por um pastor, que se inspirava em trechos da Bíblia par dar sua palavra de fé. Perguntas surgiam feito ameaças, tais como “o que você está fazendo da sua vida?” ou “por que você não aceita Jesus em seu coração?”. Era, no mínimo, assustador, mas aquilo não me afligia tanto. Porém, em um belo domingo ensolarado, repetimos todo esse ritual e aí o pastor veio com o seguinte absurdo: “anteontem, assistindo o ‘Programa do Jô’, na Rede Globo, vi uma entrevista com a cantora Daniela Mercury, na qual ela dizia que ‘Salvador é uma maravilha: tem um terreiro de macumba em cada encruzilhada’. Tá amarrado, em nome de Jesus!”.
Hoje lembrei esse fato por conta desse verdadeiro CRIME que aconteceu em Olinda, no último dia 15. Também era domingo, quando um grupo de evangélicos decidiu invadir um terreiro de raízes africanas. A matéria completa se encontra aqui.

Naquele tempo, porém, fui percebendo outras situações e, aos poucos, decidi me afastar. Não me importava se aquela igreja ou tantas outras “roubava” dinheiro dos fiéis: políticos, impostos, tecnologia e até a “cervejinha de fim-de-semana” também estão aí para isso mesmo. O que me preocupava seriamente era a educação tendo a ignorância pelo desconhecido como base. O candomblé (e afins) pertence ao “demônio” que os evangélicos criaram e submeteram ao outro grupo. Em suma, acontecia um desrespeito nítido: muitos evangélicos simplesmente não se aproximam se você fosse de uma religião africana. Você era repudiado. Lá fora, você não existia. Mas, se chegasse perto, poderia ser queimado vivo. É exatamente por isso que aqui em Salvador (imaginem: Salvador, Bahia. Cidade tropical, população negra e culturalmente africana em todos os cantos) não se vê um evangélico sequer participando de passeatas contra a intolerância religiosa.
Evangélicos, de certa forma, não sabem respeitar a religião de outrem. Mas não generalizo. Estou aqui falando de um ponto de vista, seguido da experiência que tive. Mas isso não significa dizer que TODOS os evangélicos se comportam de maneira semelhante. Conheço outras pessoas da mesma religião cuja mente não é tão limitada assim. Mas repito: é alarmante a educação que essas igrejas estão proporcionando aos seus fiéis. Posso não ter estudado a Bíblia tanto quanto eles, mas não duvido que todos nós sejamos iguais aos olhos de Deus, não importa a religião que tenhamos. E isso deve ser levado em conta, até porque, evangélico (ou umbanda, ou espírita, ou católico) não é ninguém para julgar as outras pessoas. A cultura do evangélico não é melhor do que a de um judeu, por exemplo. E vice-versa. São culturas diferentes.
Ainda não me considero uma pessoa totalmente resolvida com a religião. O meu marido é espírita e eu, até então, desconhecia essa cultura. Ganhei dele O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec e gostei muito. Acredito que o espiritismo se baseia acima de tudo em uma lógica que ainda não compreendemos totalmente. Para o espiritismo, existem vários mundos a serem habitados por nós e cada vida nossa é uma evolução para o espírito. Iremos para mundos melhores, em breve. Esse é o melhor caminho para aproximarmo-nos de Deus. Embora seja difícil de digerir, acredito em muito do que o espiritismo declara, porque finalmente encontrei uma religião fundamentada na educação e respeito. E o melhor de tudo é que qualquer pessoa pode abrir O Livro dos Espíritos, mesmo que, assim como eu, não seja da religião ou nada conheça dela. É um livro extremamente direto e fácil de acompanhar. Fica a dica.

Anúncios

32 respostas em “Intolerância

  1. Se considerarmos toda a relação do Homem com algo que o transcende ao longo do tempo e da história, nas diversas manifestações, rituais, sistemas de crença e conceitos, tais relações acabaram sendo entendidas dentro de um conceito maior e mais abrangente, porém mais pobre, exatamente para abarcá-las todas dentro de um mesmo plano, quando em apenas alguns pontos destes vários sistemas, estes se coincidem.

    Comparando as religiões abrâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo) que possuem um centro em comum, com outras como o budismo ou sistemas e rituais de tempo longínquo, num olhar mais atento aos limites e detalhes de cada uma, veremos que só mesmo forçando a barra poderemos tecer comparações dentro de um mesmo conceito e num mesmo plano, pois não é possível compará-las dentro da própria realidade de cada uma delas.

    O homem é descrito em cada uma destas realidades e sistemas sob pontos de vistas imersos em cada uma delas, mas um ponto coincidente na sua maioria é a natureza imperfeita e frágil do homem. Razão pela qual se originam sua angústia e suas sombras.

    Quando deveríamos caminhar, pelo suposto e aparente desenvolvimento da sociedade, para a tolerância e a compreensão da diversidade e pluralismo de ideias, vemos o contrário. E vemos o contrário inclusive, enfeitado de ações violentas. A violência diz muito sobre o homem. Sobre suas necessidades, sua agonia e seus vazios, que permeiam a existência de todos nós. A violência se manifesta como uma desarmonia, produto de possibilidades interiores, tais como a insegurança ou o medo.

    A imposição da minha verdade sobre a sua é a necessidade do homem de afirmar quem ele mesmo é, pelo medo de não saber de si, pelo medo de descobrir na sua própria caminhada que ele é feito do pó, poeira de estrelas, costela, uma marola ou um acaso entre dois nadas, um acontecimento entre duas eternidades. O homem tem medo de lembrar quando desperta de sua fragilidade, de suas inconstâncias e linearidade inconsistente da sua personalidade, por isso, impõe sua verdade numa tentativa de fugir da fragilidade e da fraqueza da sua própria vida.

    Talvez, esse quadro um dia mude. E creio eu que, de uma maneira geral, as “religiões” versem como um norte, um manual, para sustentar valores mais nobres e que talvez, talvez, estejam adormecidos desde sempre, no coração do próprio homem.

  2. Minha vó materna era católica praticante, filha de Maria e uma das pessoas com mais mente aberta que eu conheci, meus av´vos por parte de pai tem um pé na umbanda ou no candomblé, nunca sei diferenciar ou do outro… Meus pais optaram pelo espiritismo e sob essa visão fui criada, gosto muito da religião, mas ainda quero conhecer outras. É um preconceito meu, mas não gosto de evangélicos, claro que não vou me afastar de um amigo por causa de religião, mas tambem já tive experiências muito ruins com os fiéis dessa vertente. De qualquer forma, é como voce falou ali em cima, não quero generalizar…

    Religião é um assunto complicado por n motivos, mas principalmente por envolver crenças e pontos de vistas que são tão pessoais que raramente são divididos, o que falta nas pessoas é a consciencia e maturidade para respeitar sem discriminar ou mudar suas própria fé por causa de terceiros.

    É, é uma coisa complicada, mas eu gostei muito da forma como voce desenvolveu o texto (:

  3. Sei lá, religião é uma coisa tão complexa… tantas vezes fui chamada de ateia (embora eu não seja) por simplesmente expor a minha opinião. Minha família é católica não praticante e embora a minha mãe poucas vezes tenha me levado à igreja, sempre tive liberdade total para ser (ou não ser) da religião que eu quisesse.
    Assim como você, sempre achei missas chatas e uma perda de tempo. Fazia tudo, menos prestar atenção no que o padre estava falando… cheguei também a frequentar a igreja evangélica por conta de um menino que gostava, mas pra ser sincera, eu tinha medo de quando eles começaram a falar outras línguas e a desmaiarem. Sempre achei isso uma farsa.

    Eu acredito em Deus, tenho fé, mas sou agnóstica. Acho religião um prática extremamente preconceituosa. Não sou muito entendida, mas o pouco que conheço, é a conclusão que tenho. Alguns amigos me chamam para ir a cultos e missas, mas não gosto, não me sinto bem naquele ambiente. O cúmulo é escutar que você “não irá ao céu” se não se converter a religião deles. Bem, se essa for a condição, talvez eu não queira ir ao céu.

    Beijinhos

  4. Gostei muito de como você tocou nesse assunto. Assim como sexo e outros temas, religião ainda parece ser tabu. E não me admira que isso ocorra, já que nas religiões o questionamento é muitas vezes evitado, e a educação baseada na verdade de cada uma é disseminado constantemente/irritantemente através das missas e reuniões. Não tenho religião, pois meus questionamentos me deixam muito distante de ter uma vida amparada nas que eu conheço. Infelizmente sou muito descrente nesse sentido, e isso geralmente causa decepção em muitas pessoas que conheço. Sempre pensei que a religião dos homens poderia educar muito mais, e assim melhorar a sociedade. Mesmo com suas histórias cheias de contradições e seus dinheiros lavados. Mas o que vejo são pessoas se enclausurando nas suas religiões e tradições, e não aceitando as demais, consideradas erradas por não seguirem também a mesma seita. É uma alimentação de preconceito baseada na fé.

  5. Precisamos separar as açoes do homem e o que vem de Deus. Eu acredito em Deus, totalmente, sem titubear. Mas nao tomo por base nenhuma religião. Todas, sem exceção comete erros e é tudo bem natural, afinal, governada por homens que, não são perfeitos, só podem cometer erros tbm.
    Então procuro fazer o bem, buscar o bem e amar muito meus proximos e a Deus!
    bjao
    opinandoemtudo.blogspot.com.br

  6. Olá Nina,
    vim retribuir a visita que você fez em meu blog e encontrei esse texto. Aliás, um belo texto.
    Bom, você já deve saber que o fundamentalismo religioso cresceu e muito no mundo. E aqui no Brasil, verifica-se a cada ano um grande aumento no número de evangélicos. Evangélicos daqueles que “amarram tudo”.
    Nâo respeitar o culto alheio é afirmacão da própria crença para si mesmo. Hoje, se foge de tudo o que tem aspecto de relativo.
    O ódio ao diferente é característica de nosso pós-modernismo: num Ocidente sem valores, se apega aos valores de outrora como se pega nos destroços de um navio que naufragou. Triste isso.
    Sou ateu. Mas sei o quanto o Espiritismo é bacana. Uma “religião” acima das outras. Eu já li o “Evangelho Segundo O Espiritismo” do Kardec e gostei da abordagem espírita da filosofia grega. O Espiritismo é “religião” destituída de política. Acho isso ótimo.
    Reafirmo sua dica.

    Beijos.

  7. Vivemos numa época em que tudo -aparentemente- é muito fácil, imediato, possível, pra ontem. Os laços são frágeis e os amores, líquidos. E assim, conceitos, ideias, valores se dissolvem quando se misturam e se perdem. Pela fragilidade dos conceitos, é fácil adotar um. Através de um infográfico, eu posso escolher minha religião ou dizer qual ela é. Claro, eu conheço meia dúzia delas, mal-e-porcamente, sei algumas coisas básicas delas e naquela em que me sinto mais confortável, eu a adoto.

    Isso me lembra umas palavras do Pondé (Eu sei que você discorda dele em gênero e número, mas não sei se em grau) que, salvo a acidez e um tom deliciosamente irônico, a crítica se encaixa bem em alguns pontos e pode ser estendida:

    “Uma palavrinha sobre o budismo light ou sustentável, como costumo dizer. Esse tipo de budismo, que se relaciona bem com a “Nova Era” (salada de conceitos religiosos de várias tradições mal cozidos, para consumo da classe média semiletrada e com alta opinião sobre si mesma), é normalmente típico de gente bem egoísta e dissimulada. Dizer que se é budista (ninguém deixa de ser católico ou judeu e vira budista em três semanas de workshop em Angra dos Reis ou num centro budista nas Perdizes, em São Paulo) pega bem em jantares inteligentes, porque dá a entender que você não é um materialista grosseiro, mas sim um espiritualista sustentável. Basicamente, uma religião sustentável não precisa sustentar nada a não ser uma dieta balanceada, uma bike importada e duas ou três latas de lixo de design em casa, para reciclagem de lixo”.

    Em tempo: o espiritismo tomou forma como religião quando veio para o Brasil. O espiritismo se sustenta no tripé filosofia-ciência-religião. Quando foi sistematizado na França por Allan Kardec, os ares eram de investigação, empírica e filosófica. O espiritismo se sustenta basicamente nas palavras de Jesus como um guia moral de conduta, e seus desdobramentos e análises advindas das suas palavras. Aí entraram os elementos religiosos exatamente quando se chegou à esta terra. E a análise a partir daí, são mais outros quinhentos… :)

  8. Obrigada pelas palavras, de verdade! Ainda estão a ecoar na minha cabeça*

  9. É um assunto delicado, mas não sou de ficar isento nessas questões. Sou evangélico há alguns anos e tenho vergonha de como \”o povo de Deus\” trata os seus. Eu vejo hipocrisia quando dizem que devemos amar ao próximo, mas se eu uso brinco ou tatuagem já sou discriminado, nem preciso ser de outra religião não.

    Contudo, vejo que é ignorância ou simplesmente falta de compromisso com os princípios de Deus. Não justifica, mas é algo que deve ser relevado.

    Costumo dizer que Jesus morreu para tirar os meus pecados e não a minha inteligência. A própria bíblia diz que devemos prestar a Deus um culto racional. Eu oro e devo saber o motivo de estar orando. Leio a bíblia e devo procurar entendê-la em seu contexto histórico, cultural e espiritual. São questões que as pessoas não entendem porque simplesmente não são ensinados a isso e, quando questionado seus princípios de fé e devoção, muitos não têm segurança no que realmente acreditam. Isso pra mim não é nada do que falta de fé.

    Pode estar parecendo que estou falando tudo e dizendo nada, mas essas questões que coloquei devem ser levadas em consideração, em quaisquer religião. Por isso eu digo: viva Jesus, respire Jesus, aprenda com Jesus. Pastor, Padre, Bispo, Pai de santo, seja o que for, são humanos e por isso falham.

  10. Gostei bastante do blogue. Penso que é um bom espaço de partilha e discussão, algo que aprecio bastante, pelo que estou a seguir. A temática da religião é sempre controversa, dando origem a belas discussões entre pratos, entre amigos e/ou até mesmo entre desconhecidos em locais improváveis. O início da discussão tem o seu início no próprio conceito de religião que tem significados muito diversos para cada ser humano. Em boa verdade, o debate sobre este conceito é infinito porque se trata de algo desconhecido para os Homens (mesmo que se seja uma pessoa de fé). Na minha opinião, os homens usam a fé como âncora para poderem enfrentar o seu quotidiano, para manterem as suas esperanças mais vivas e para terem mais coragem para enfrentar o tão falado post mortem. Ter fé pode ser bastante saudável para o ser humano – há estudos que comprovam que as pessoas de fé têm maior esperança média de vida do que as ateias. No que diz respeito às minhas crenças – não me considero uma pessoa de fé; já fui uma, há uns anos atrás mas, à medida que me fui tornando mais racional, a minha fé foi desvanecendo. Também não me considero ateia porque acredito que existe algo muito maior que o Homem, algo que só iremos descobrir um dia talvez quando já não nos encontremos no domínio dos humanos. Enfim, este é apenas mais um ponto de vista no oceano das opiniões sobre as religiões.

  11. Penso como você, não adianta ir a igreja e não respeitar os outros, é o cumulo de hipocrisia, quando pequena eu também ia pra igreja obrigada. O fato é que, religiosos não entendem que não ir a igreja não significa que vc não tenha fé. Belo texto, beijos.

    http://esfriouocafe.blogspot.com.br/

  12. Religião é um assunto realmente polêmico. Bom, eu leio muitos livros espiritas por me identificar com a religião. É uma religião bem centrada e focada na razão. Também frequentei um grupo de jovens da igreja católica e me orgulho muito por isso. Era um grupo com pessoas muito inteligentes e focadas a fazer o bem a outras pessoas, com amor, sabe? Acho que é isso que importa, o amor. E bem, Jesus existiu! Isso foi provado pela ciência. E ele pregou o amor e trouxe esperança, então mesmo que Deus não exista, Jesus esteve lá e fez o bem. Mais pessoas deveriam fazer o bem :)

    Você tem uma nova leitora, viu? Adorei o seu cantinho. Beijos.

  13. Tenho em mente que existe uma diferença ímpar entre religião e fé. Tenho fé e tento capturar o que tem de bom em cada centro religioso… O grande problema é a religião alienante, sem respeito, sem amor… É assim que acabo me perguntando onde fica a fé, no sentido real da palavra?

  14. Adoro a forma como você escreve, é raro encontrar tipos de escritos os quais me perco independente do tamanho do texto ou assunto.
    O tema religião é, como você mesma disse, extremamente delicado, me é difícil colocar em pauta qualquer ponto em um comentário, mas, assim como você, tento aprender ao máximo do ponto de vista observador e de futura historiadora, mas de uma forma muito mais individual, o que mais pesa no meu consciente é: como a mente humana pode trabalhar tanto uma única ideia?
    A religião é uma coisa muito complexa do ponto de vista psicológico e é realmente isso o que eu gostaria de entender, mas, o mais incrível foi quando me dei com a interrogativa e me dei conta de que a minha própria psicóloga é extremamente religiosa…

  15. O amor, infelizmente, não pode ser evitado. Se pudesse fugir ao amor andaria toda a minha vida desaparecida!

  16. Já folheei o livro dos espíritos por influência da minha mãe, que se descobriu kardecista. Fui criada no catolicismo, mesmo. Cheguei a fazer 1a comunhão e estudei a vida toda num colégio católico. Mas me revoltei com a igreja católica lá pelos 12 anos. Meus pais, ao que parece, se revoltaram junto. Já cheguei, há algum tempo, à conclusão de que religião não define caráter. Nem acho sequer algo necessário. Conheço ateus incríveis e católicos insuportáveis (e vice-versa). O problema é que a gente parece estar se distanciando do principal que a religião (qualquer uma) nos ensina: respeito, igualdade, tolerância ao diferente. Absurda essa agressão que aconteceu aí, em Salvador. Absurdo pessoas matarem “em nome de deus”.
    Queria chamar atenção prum trecho do teu post: ‘Não me importava se aquela igreja ou tantas outras “roubava” dinheiro dos fiéis: políticos, impostos, tecnologia e até a “cervejinha de fim-de-semana” também estão aí para isso mesmo.’ É bem por aí que muita gente raciocina: a religião tem sido só mais um entre tantos rótulos, só mais um ‘status quo’ pelo qual as pessoas se deixam levar, sem nem saber direito porque, sem nem saber direito se concordam com aquela fé ou aquelas atitudes. E o problema reside nisso: na chamada ‘fé cega’. Na aceitação de paradigmas pré-estabelecidos sem nem sequer parar dois segundos pra refletir sobre o assunto.
    Espero que você se encontre, mas que não se pressione. Talvez tua fé não tenha um nome. E não tem nenhum problema nisso. Ciao!

  17. Primeira vez que venho ao seu blog e achei você muito corajosa em abordar e declarar suas opiniões claramente sobre um assunto tão polêmico. Gostei mais ainda pois concordo com praticamente tudo o que você disse (talvez às vezes modificando um pouco algumas palavras, mas na essência, acreditamos na mesma coisa).

    Eu, sinceramente, acho ótimo alguém ter fé. A fé é ótima na vida de uma pessoa. Por isso eu acredito em Deus,em uma força superior,em algo além da nossa compreensão, mas não acredito em religião. Pois pra mim não faz o menor sentido essas rixas, sendo que todas pregam a “paz”. Uma maneira de se chegar paz é respeitar o próximo e sua religião.Intolerância religiosa só causa guerra. O que isso traz de bem para a humanidade e para a própria pessoa?

    A religião que eu mais me identifico também é a espírita, embora eu não seja profunda conhecedora de religião qualquer. Isso porque eu gosto de acreditar no que me faz bem. Eu acredito em Deus, acredito em Jesus, acredito em espíritos, acredito em reencarnações. Como disse, só não acredito em religiões. Acho que se cada um acreditasse no que quisesse e respeitasse o pensamento alheio, nossa, aí sim o mundo estaria salvo!

    Ah, e também adorei o livro de Dan Brown. Também “acredito” muito nele. Aliás, ele me deixou com vontade de ler a Bíblia, para tirar minhas próprias conclusões hahah. Talvez você goste de ler “O Jogo do Anjo” de Carlos Ruiz Zafón. Não é um livro religioso, mas aborda a religião e é genial.

    Enfim, gostei do post. Beijoos ;**

  18. Engraçado… comecei a ler o texto e quando você usou a palavra “encontrar”, logo me veio à mente o Espiritismo. Não vou me demorar muito, porque senão falo demais, mas digo que depois que comecei a frequentar as reuniões de um centro espírita, sinto essa leveza que você citou mais lá em cima. Isso porque é um estudo e eu gosto! Há história, ciência e pra mim, muita explicação é válida. Resumindo: eu acredito! Mas até o momento em que isso não me “alienar”. Creio que é preciso aceitar as crenças e muitas religiões não o fazem e é ai que elas “pecam”. Como Espiritismo não é algo imposto e quem é adepto se preocupa mesmo em respeitar (como você bem citou), é com ele que eu vou! rs

    Gostei muito da postagem!

    PS: meldeols, você trabalha em uma livraria, que sonho! *-*

    beijo bem grande! ;*

  19. Excelente seu texto. Concordo com tudo o que você escreveu. Essa coisa de religião, espiritualidade é uma dúvida para mim. Olha só, sou ateia com uma inclinação tremenda para o espiritismo. Eu fico a vontade, sabe? Ateia que acredita em vida após a morte? Prazer, Kamilla.hahahaahah

  20. Cintura subida ou alta é a mesma coisa né xD
    Eu cortei-as pelo meio da coxa, pra puder vestir e analisar melhor, e depois dobrei até obter o tamanho desejado, bem curtinho. Agora é só cortada final. Também acho que vai ficar um shortinho bem lindo :)

    Abraço Nina!

    Ah, já me esquecia, espero que tenhas visto o meu agradecimento pela divulgação ;)

  21. Religião é algo muito complexo e discutível. Afinal, não deixa de ser um aspecto cultural de cada um.
    Tenho certa curiosidade por conhecer o espiritismo (:
    Você esplendorosa como sempre nos textos!

  22. Nina, que texto delicioso! Adoro reflexões…e essa apesar de complexa é uma das coisas que eu mais gosto de discutir – com gente com educação como você bem citou. Eu tenho uma relação muito íntima com Deus, sempre tive, desde pequena. Tudo foi muito precoce e aos 13 anos eu ja estava pesquisando e visitando um pouco de tudo. Hoje eu me considero cristã católica, com algumas ideias do espiritismo me acompanhando onde vou – adoro o Livro dos Espíritos, por exemplo! Ele me serviu de muita coisa para tirar minhas dúvidas e tal.
    O que eu sei é que a religião é aquela que vive na gente e não a que a gente fala por aí. O importante é o que a gente fala e sente de dentro pra fora… de alma e coração.

    Beijoca

  23. Eu tenho esse livro, O livro dos Espíritos. Até já peguei p ler, por pura curiosidade.
    Sempre tive interesse em conhecer as religiões.
    Possuo a minha. É justamente aquela q chamam de evangélica. Dentro de mim, desde criança, eu questionava: “varias religiões buscam a Deus, não é possível que somente a minha esteja correta!”
    E continuei a questionar várias outras coisas. E comecei a me interessar pelas religiões de matrizes africanas, espiritismo, etc, questionando, porque os evangélicos que se consideram luz, e tratam os outros como se fossem trevas! Me convenci que só quem pode dizer isso é Deus. Q só quem pode dizer que está certo e errado é Deus. E que nós podemos apenas nos resignar a seguir em amor, pensando no outro, fazendo o bem, respeitando as diferenças, e principalmente, lutando para sermos pessoas melhores. Um conceito do espiritismo que acho cabível, é o do aperfeiçoamento constante. Acho muito digno, correto, importante. Tudo que vivemos serve para isso, p o aperfeiçoamento do ser. Em nome de Jesus.

  24. Por isso que hoje, mesmo acreditando em Deus e tendo fé, não encontro uma religião que eu me identifique. No Código da Vinci, Dan Brown diz como a Igreja Católica inverteu os significados do tridente e do pentagrama (ambos esta considerara satânicos, porém o tridente era de Poseidon, e o Pentagrama de uma deusa pagã).
    Já as pessoas da religião Testemunhas de Jeová que conheci, nunca respeitavam a minha opinião quando diferia da deles. Uma falta de respeito enorme.
    Gostei muito do seu texto. Parece que ultimamente vivemos em uma ditadura: Todo mundo tem medo de falar e expôr suas opiniões, a fim de agradar a terceiros.
    Beijos.

  25. Querida Nina, depois de ler atenciosamente sua experiência, gostaria de dizer que sou evangélica protestante “diante da sociedade”, quero dizer, essa é a religião pela qual fui batizada. Nunca me encontrei nessa religião, como você, e depois de frequentar cultos e cultos por hábito da família, me afastei. Anos depois, encontrei, como você, o espiritismo. Até hoje, é a religião que me parece mais consciente da realidade; hoje me considero adepta do espiritismo, mas sou dotada da liberdade de afastar-me desta religião a hora que bem entender – e é essa liberdade que o espiritismo proporciona e que tanto prezo. De qualquer forma, religião é um assunto extremamente pessoal, o qual nem todos aprenderam a discutir de forma civilizada e amigável. Boa sorte na sua busca, bem como no seu objetivo de tornar-se historiadora. :)

  26. desde que eu me lembro, sou ateu. passei por fases radicais, de ser a favor da proibição de qualquer forma de culto e de um ‘extermínio’ das religiões do mundo. mas depois eu cresci e cheguei à conclusão de que cada um pode fazer/crer no que quiser, desde que não interfira nas escolhas dos outros. ainda estamos muito longe disso, mas pelo menos já saímos da idade média.

  27. Pingback: O pior blogueiro do mundo | Sobre Fatalismos

  28. ótimo! tbm ganhei o Livro do meu namorado, que é espírita. Partilho da mesma opinião sobre ele.

Fale com ela:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s