Mallu crescida

Música nunca foi o foco deste espaço, ao contrário da literatura, que sempre adentrou meu universo e insistiu em ser o centro das atenções. Mas hoje, dia atípico, música é um caso à parte.

Eu sei que esse é um "antes e depois" bem cretino.
Assim como boa parte da população brasileira, também torci o nariz com a chegada da Mallu Magalhães lá em meados de 2008. Li suas entrevistas antes mesmo de ouvir suas músicas e percebi uma garota ingênua e alienígena, fora desse mundo cão tão fácil de adaptarmo-nos, que pregava uma referência folk juntamente com conversas sem nexo (a exemplo desta aqui). A única coisa em comum entre nós era a paixão por homens mais velhos. E eu juro que torcia para o Marcelo Camelo pôr um pouco de juízo na cabeça dessa menina que eu definia, singelamente, como “babaca” mesmo.
Mas o tempo passou, a Mallu “sumiu” da mídia e então voltou. E voltou linda, sambando de salto alto na cara da sociedade estúpida que duvidou do seu potencial. Demorei até agora para falar sobre o retorno dela porque ainda estava tentando ser convencida. Mallu lançou o disco Pitanga – com canções lindíssimas, ótimo arranjo e afinação certa. Ela soube entrar no tom e alegrar até mesmo um público que não faz o seu perfil. Mas o mais interessante de tudo é o fato de que ela cresceu.

Olha gentche! Que diferença...
Aquela garota que pintava um olho só com tons de laranja hoje é, esteticamente falando, uma donzela esguia e comportada. Vejo na nova Mallu um outro ritmo de elegância despojada e paixão por tudo o que faz. Mas a prova mesmo veio no especial Na Brasa, da MTV (que foi o seu primeiro show do disco mais recente). Quando a Mallu estava decolando na carreira, anos atrás, eu fui em um dos shows que ela fez aqui em Salvador, junto com duas outras bandas locais (logo, entende-se que não fui por causa dela) e notei que a apresentação da cantora estava sendo um fracasso. No palco, ela mal se mexia. Parecia “gesticular com a voz” e só. Hoje a Mallu se movimenta, bate palma, passa batom vermelho e não tem quem lhe tire seu riso frouxo, nem que lhe venham com algum conselho (parafraseando Velha e Louca, uma de suas músicas de trabalho). Hoje também a menina que virou mulher está mais segura de si, inclusive para responder perguntas imbecis em entrevistas como esta (respondendo lindamente afirmações como: “não existe feiura, o que existe são características consagradas social e culturalmente como bonitas e outras como feias. Uma pessoa sorrindo, uma pessoa feliz é uma pessoa bonita”), que ela concedeu para a revista Playboy. Parabenizo a Mallu pelo seu excelente trabalho atual, na base do amadurecimento, seriedade e conquista. Agora, ninguém tem dúvida do futuro dela e do que essa mulher é capaz!

Muito mais bela...

Mamãe, agora eu tô crescidinha!Entretanto, duas coisas não saem da minha cabeça. A primeira é o inegável…

O investimento a longo prazo do Marcelo Camelo.

E o fato de que, WTF?, ela poderia ser a Rebecca, personagem da Madeleine Martin e filha do David Duchovny (aquele cara que passou anos fazendo Arquivo-X) na série Californication. Comparem:

A fuça, não? E trocadas na maternidade.

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22 respostas em “Mallu crescida

  1. Ei Nina! Quando Mallu surgiu, não dei chance nenhuma, sei lá porque, e sempre carreguei isso comigo. Até que a Tary me mostrou “Velha e Louca”, e eu me apaixonei à primeira escuta! Amo tanto a música que tem até uma frase dela no topo do meu blog, mas continuo sem escutar nada! Morro de preguiça de ir ‘pesquisar’ um cantor, sabe? Gosto quando vou ouvindo sem querer e acabo percebendo sozinha que gosto! HAHAHA.

  2. Eu gosto da Mallu desde que ela surgiu. Achava ela idiotinha na hora de dar entrevistas, mas sempre me punha no lugar dela. A menina tinha 15 anos quando estourou, e foi uma coisa totalmente inesperada. Um dia ela estava colocando as músicas que ela tocava sozinha no quarto na internet e no outro estava sendo citada em colunas de música na Folha de São Paulo. Se fosse eu, ficaria meio abobada no palco do Altas Horas também. E também sempre curti as músicas e sempre fiquei magoada que as mais famosas dela sempre foram as mais chatas. Tchubaruba e J1 são lixo perto das outras músicas do 1º cd dela, que é realmente legal. O segundo também é ótimo, o Pitanga é realmente o encontro dela com o que ela pode fazer de melhor.
    Fico muito feliz que ela esteja colhendo o sucesso que sempre mereceu :)
    beijos

  3. nunca gostei, mas também não há como: única coisa que me agrada musicalmente é rock clássico dos anos 60/70, logo…

  4. Então, eu não gostava da Mallu. Torcia o nariz para ela. Mas essa última mudança dela me deixou de queixo caído. Sambou bonito na cara da sociedade. Fiquei feliz de você ter me indicado esse seu texto no twitter. Obrigada! : )

  5. Pois é, Nina, Mallu cresceu classuda. Calou a boca de muita gente. Eu gostei da voz dela quando ela surgiu meninota. Mas era aquele gostar beeem de longe, de nem assumir publicamente que gostava. E agora taí a moça, canções lindas, o clipe muito bem produzido, a postura dela toda mudada. Bendito tempo, hm?

  6. Pois é, na época em que Mallu surgiu, vi o quanto ela ainda era uma menina deslumbrada e perdida com o sucesso repentino… lembro de uma entrevista dela que assisti na Mtv, ela estava completamente deslumbrada com tudo, em outro mundo, enquanto respondia às perguntas sem pensar. Mas o tempo passa e aí está ela, mostrando ao que veio. Continuo não gostando das músicas dela, mas ela tem feito um trabalho digno de respeito.

    Beijo

  7. Confesso que tenho uma apatia pela Mallu desde que ela apareceu com o jeito meio alienado e louco de ser. Suas músicas me pareciam sem nexo algum e não faziam/fazem o meu gosto musical. Não tenho muito o que falar dela, já que não acompanhei o seu retorno ao cenário midiático, mas pelo que vc escreveu, parece mesmo que a menininha amadureceu.
    Beijinhos

  8. não sinto amor, por enquanto. talvez daqui para a frente venha ao meu encontro.

  9. Nossa, como diz o o ditado:” Quem te viu , quem te vê”
    Eu a achava super sem graça, sem noção, sem nexo, sem tudo agradável. E hoje, super mudada em todos os sentidos.
    O tempo realmente cura tudo.
    Bjos e obrigada pela visita. Adorei o blog, que é bem aconchegante ;)

  10. Gosto da Mallu desde o começo… mas convenhamos que ela cresceu e melhorou bem mais. Não só pelas músicas, mas pelo jeito de se sentir até mais confiante, pelo menos é o que ela passa hoje em dia. O CD Pitanga dela é um amorzinho só!

    Beijos.

  11. Cá estou pra “mimimi ser do contra”. Bem que tive curiosidade de ouvir o Pitanga, mas se quer saber, não tenho a menor paciência pra voz arrastada dela. A menina tem um certo talento, não posso negar, mas quem sabe dou uma chance daqui há alguns anos, quando ela estiver mais… lapidada (?)

  12. Não gostava da Mallu. O jeito dela me irritava profundamente e eu não achava as músicas nada demais. Achava que ela forçava tudo. Mas, esses dias, aquela “Velha e Louca” virou meio que hino, então comecei a ouvir melhor algumas outras música dela. Apesar de o estilo não ser dos meus favoritos, devo admitir que são bonitinhas. E a transformação dela é de deixar qualquer um bobo. Virou o maior mulherão, de dar inveja!

    Beijos

  13. É fia. Eu fiquei de queixo caído quando vi o clipe de Velha e Louca.
    Não só cresceu, como amadureceu e aprendeu a cantar afinado. E a fazer música boa. Demorei a dar o braço a torcer, sempre achei a Mallu desnecessária. Aquelas entrevistas que ela dava, sem dizer coisa com coisa, eram o maior atestado de acefalia. Ela era uma meinina boboca e imatura, e tinha idade pra ser mesmo. Com o tanto que falaram dela, jurei que ela ia desistir. E achei que tinha desistido. Aí ela reaparece linda, com pinta de modelete internacionete, pita o olho de preto e boca de vermelho e arrasa. Simples assim.
    As coisas mudam. Graças a Deus! O Pitanga é lindo, irretocável e eu escuto-o quase sempre, sem cansar. Bato palmas. Ela sambou muito bonito na cara da sociedade. E avisou né? Podem falar, ela não liga =)

  14. Gosto das letras de algumas músicas, mas não das músicas mesmo. Mas é inegável o quanto ela cresceu em todos os sentidos!

  15. Olá, eu li uma parte do texto sobre mallu magalhães, só disse parabéns por todo o blog. Se você se ofendeu peço desculpas, não visitarei mais seu espaço, mas fique a vontade para voltar sempre ao meu blog!
    Até +

  16. Não tiro a razão e base dos teus comentarios nesse psot, mas nem ouvindo as novas musicas consigo engolir essa menina, a voz dela me irrita, não importa quão afinada ela seja… mas que o visu melhorou bastante, ah isso melhorou!

    beijo

  17. Marcelo Camelo fez isso certissimamente bem. haha
    Gostava mais dela antes, devo dizer. Okay, a menina cresceu e está melhor, mas a simplicidade e o despojamento que ela tinha antes eram tão fofinhos…
    Porém a qualidade musical da menina melhorou consideravelmente.

    Beijo!

  18. nina, mallu colocou em palavra musicada meu plano dourado para o futuro: de batom vermelho, rindo solto, tendo a alegria como dom e pouco se importando com o que os outros acham disso.
    e por isso abraço a mallu crescida sem ressalvas. rs.

    beijo da quasevelhaelouca aqui

    iza =)

  19. Essa de calcinha não é a Mallu. Essa menina é uma atriz e faz a filha do Fábio Assumpção no seriado Entre Tapas e Beijos na Rede Globo.

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