Primária, pedestre e rasa

E se Cinquenta Tons de Cinza fosse um clássico da Penguin?

Isto não é um clássico da Penguin Books. Os outros nove muito menos.

Eu não sei até quando este espaço será tão pretensioso e se minha opinião é de fato relevante quanto a literatura. Talvez ela não esteja separada da minha vida e, provavelmente, seja uma espécie de essência vital para a minha sobrevivência. Sendo assim e, acima de tudo, acreditando que vocês confiam na minha humilde e sensata opinião, eu vos aconselho: não percam o precioso tempo de vocês lendo Cinquenta Tons de (lixo literário) Cinza.
Inicialmente devo dizer que não tive uma experiência vasta com livros eróticos. Aos quinze anos de idade, eu já era uma leitora voraz que mal conseguia ficar sem ler durante uns quinze minutos. Sendo assim, tinha que terminar um livro e já começar outro, imediatamente, para não sofrer de abstinência literária. Entre os meses de dezembro e janeiro, eu sofria um problema muito grande com as bibliotecas das quais já era frequentadora assídua: elas fechavam para os festejos natalinos e de fim/início de ano. Por quinze dias. E nesse tempo, nenhum bibliotecário estaria autorizado a emprestar os livros de lá porque, acreditava eu, o espaço passava por um período de inventário do acervo (mas é apenas uma teoria, enfim). Como meus pais nunca tiveram paciência para a minha literatura e eu ainda não tinha uma fonte de renda que nutrisse e ampliasse meus horizontes literários, decidi pedir uma nota de cinquenta reais à minha mãe nas férias de quinze anos para que eu fosse na banca de revistas da esquina adquirir meus primeiros romances Sabrina, Júlia Históricos e semelhantes.

Romances de banca de revista.

Na realidade, eu já tinha esse hábito nas férias anteriores aos quinze: mas era com os romances policiais da Agatha Christie. Eu me permitia virar a noite tentando desvendar mistérios (aparentemente) insolúveis e quebrava a cara com a identidade do assassino e com o sono presente e devido pela manhã. E, claro, com isso tornei-me uma pessoa doente, o que fez com que eu desistisse da minha vida de zumbi que lê livros rapidinhos e que davam aflição para partir para os romances de banca porque, não importa o que vocês digam, esses romances são sim essenciais para a formação de uma garotinha de quinze anos que não havia namorado e nem dado o primeiro beijo na vida. Ponto.
Alguns anos mais tarde e eu me deparei com a “masturbação” que é A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, aquele livro excelente que você, sempre que precisa, procura na livraria e nunca tem porque ainda é um dos mais vendidos, por assim dizer. Depois veio Lolita, muito mais psicológico do que erótico, mas com o seu toque de proibição. Li algumas coisas do Vargas Llosa e de outros tantos latino-americanos com o seu erotismo evidente e tenho aqui em casa, no aguardo, 100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama que o meu marido diz ser muito mimimi. Um dos encarregados lá da livraria me disse que a Trilogia Suja de Havana do Gutiérrez é muito boa, mas eu acredito que o livro esgotou ou a Alfaguara está sendo muito cruel comigo, por nunca atender a minha requisição dessa obra. E essa foi a minha experiência literária com os ditos livros eróticos: não li diários de Catherines, desconheço a vida sexual de uma inicial maiúscula, do Marquês de Sade nem contos eróticos e por aí vai. Sou uma leiga.
Porém, em se tratando de literatura, não sou tão leiga assim. Reconheço quando o livro é bom, mesmo que a história seja péssima (ou confusa, que é o caso de Cem Anos de Solidão. Já disse: amo o García Márquez para histórias curtas e só) e quando a história é boa, mas o livro não desenvolve bem (tipo Fahrenheit 451, do Bradbury, que eu defino como “ótimo enredo para livro péssimo” e vocês já sabem disso). Daí chega o tão falado Cinquenta Tons de Cinza que nem a história e muito menos a escrita merecem o meu crédito.
Já contei aqui que participei de um treinamento da editora Intrínseca e, sendo assim, fiquei meio que “sabendo” desse livro (e da história que o envolve) muito antes da febre chegar ao nosso país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza.
E. L. James, a “autora”, era uma mamãe feliz que, um belo dia, decidiu que não deixar os seus filhos respirarem e descobrir o mundo por conta própria a satisfazia enormemente e foi lá numa livraria britânica, comprou aquela merda do Crepúsculo, leu e julgou adequado para sua filhinha pré-adolescente. Foi basicamente assim com todas as famílias inglesas e americanas. Ou seja: as mulheres que nos trouxeram ao mundo foram as verdadeiras responsáveis pelo sucesso dessa saga para meninas virgens cheias de tensão sexual que hoje desfilam por aí com a frase “eu escolhi esperar” estampada na camiseta e um “anel de compromisso com a perda da virgindade após o casamento” no dedo. Ponto.
Capa do livro Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James, pela editora Intrínseca.Daí que a E. L. James decidiu fazer uma fanfic de Crepúsculo. Fanfic, até onde eu entendo, trata-se de você pegar os mesmos personagens de um clássico ou fenômeno literário para ou dar continuidade a história ou tirar a paisagem, o enredo e quase tudo para encaixá-los em um cenário diferente do seu habitat natural. E a “autora” de Cinquenta Tons decidiu por esse último caminho. Ela simplesmente pegou Bella Swan e transformou em Anastasia Steele: jovem recém-saída da faculdade de Letras, muito branca, muito tímida, muito sem sal, virgem, portadora de um fusca cujo sobrenome é “suicídio” e que nunca tinha namorado na vida – e nem sentia falta ou tinha curiosidade para tal. E o Edward Cullen virou Christian Grey: prodígio de 28 anos, multimilionário, culto, adotado por família rica, possui um passado tenebroso, conhece vinhos, veste-se bem, só mulheres louras trabalham para ele, não suporta a mídia, jamais foi visto com uma mulher (todo mundo o considera gay) e, nas horas vagas, procura submissas natas para assinarem um contrato baseado no sadomasoquismo dele.
Anastasia, ou Ana, logo no início do livro, precisou substituir sua amiga Kate em uma entrevista para o jornal da faculdade. Ana foi até a Grey Enterprises para fazer algumas perguntas a Christian e, já por aí, percebemos o quanto a garota é materialista, descrevendo roupas e arquitetura para passar profundidade ao leitor. Ou seja: primeiro erro crasso de uma pessoa que está em sua primeira obra. E. L. James é rica nos detalhes que não afetam a história, mas pouco desenvolve nos diálogos que, francamente, são tristes.
Um dos momentos que mais me dão vergonha alheia no livro está logo nessa entrevista de Anastasia, pois, ao entrar na sala de Grey, ela cai estatelada no chão. Porque, né gente? Vamos lembrar que Ana e Bella são a mesma pessoa e a Bella costumava se acidentar o tempo todo. Outro momento de pura vergonha alheia desse livro é o diálogo que se segue logo após Anastasia assinar uma espécie de “contrato de confidencialidade” (leiam pensando na voz do Marcelinho que lê contos eróticos, sério. Eu fiz isso aqui em casa com as partes “mais picantes” do livro e o um marido riu bastante):

“- Isso quer dizer que você vai fazer amor comigo hoje à noite, Christian?
(…)
– Não, Anastasia, não quero dizer isso. Em primeiro lugar, eu não faço amor. Eu fodo… com força (…). Venha, quero mostrar meu quarto de jogos.
(…)
– Quer jogar Xbox?”

Sério! Se eu estou frente a frente com um sadomasoquista vou imaginar que a “sala de jogos” dele conclui um espaço para jogar Mario Bross? WTF, Anastasia? Mas sim, voltando.
Após a entrevista em que Ana pôs Grey numa saia justa daquelas (perguntando se ele era gay ou não, aff), ambos se encontram diversas vezes ao longo das primeiras cem páginas que – SIM! – é mimimi puro. Fato é que Ana vai assinar esse contrato para manter a boca fechada no dia em que perde a virgindade com Grey. Daí vem duas coisas curiosíssimas: primeiramente, tudo bem, ela perde a virgindade. Detalhe para o fato de que Anastasia desconhece o prazer de uma transa pelo simples fato de ela nunca, sequer ter se masturbado, o que eu considero, franca e humanamente impossível. E então, na primeira transa de sua vida, o que a Anastasia tem? Orgasmos múltiplos! E o que ela faz logo em seguida? Sexo oral! Gente, eu vou colocar em letras maiúsculas garrafais para saber se vocês captaram bem a minha mensagem: GAROTA VIRGEM QUE NUNCA SE MASTURBOU TEM ORGASMOS MÚLTIPLOS E CHUPA O PAU DO CARA NA PRIMEIRA RELAÇÃO SEXUAL! É manchete de jornal isso, só pode (Nelson Rodrigues não faria melhor).
Apesar do contrato e da brutalidade de Christian em muitos aspectos (ahan, eu não sei quem é mais ~mocinha~ nesse livro), o rapaz se “apaixona verdadeiramente” por Ana e ambos passam a tentar um relacionamento comum, espécie de namoro mesmo. Como Christian é rico, ele compra para Ana uma coleção de livros clássicos da literatura inglesa em primeiras edições (que a idiota insiste em recusar), um computador Apple, um Blackberry, um Audi vermelho e várias roupas. Tudo bem, eu desistiria de tudo porque é mesmo um exagero, mas as primeiras edições, gente? Sério, não dá.
Ocorre que, entre a formatura de Ana, e Grey levando-a para conhecer sua família, tudo que acontece são “contos eróticos”: o livro, como um todo, não possui enredo definido. Por ser o primeiro de uma trilogia, talvez a preocupação da “autora” esteja somente em apresentar os personagens e nada mais. O fato de o livro ser narrado por Ana estraga a maior parte dele também, pois vemos apenas o lado romântico e não-deflorado da história (ela escreve como se tivesse cinco anos de idade e estivesse sendo molestada. Vagina, por exemplo, virou “vértice” no linguajar da garota). Me lembro que a menina que apresentou esse livro no treinamento disse assim: “é um livro erótico, mas não é como filme pornô, em que as cenas acontecem do nada. Esse livro demora até chegar nos trechos mais quentes”. Esse é o problema: demora demais e, quando chega, vem numa overdose de sexo que é até prejudicial à saúde.
A simbologia desse livro é uma tentativa mal sucedida de parecer, sei lá, Dan Brown: a gravata que ilustra a capa não é à toa e Christian a usa tanto para amordaçar (ou vendar, já nem lembro mais) Ana, quanto para comparecer a formatura dela. Os olhos de Grey são da cor cinza (nossa, que original) e Ana o apelida de “meu Cinquenta Tons”, porque ele afirma que foi trepado por “cinquenta tons diferentes”. O título da obra, confesso, é bom, mas esse significado muito pouco convincente.
À medida que fui lendo Cinquenta Tons de Cinza, anotei algumas coisas que julguei importantes. Sendo elas:

1. O livro consegue ser repleto de clichês que demonstram apenas “mais do mesmo” (tipo Ana definindo qualquer coisa com um “puta merda”) e, apesar dos xingamentos constantes de Grey, ainda há um puritanismo velado na obra. Ele é sadomasoquista, mas não pretende machucá-la a ponto de doer. Ele não faz sexo a três. Ele não trai. Ele é bom demais para ser verdade;
2. Repetições são o fim para o livro de um iniciante no meio literário. A palavra “asséptico” define o primeiro capítulo inteiro, mas é apenas como Ana enxerga o escritório de seu futuro amado. Quer dizer: a pessoa estuda Letras, se forma e comete um erro desses para narrar a história da sua vida. Nada aceitável. A cada fim de capítulo Ana sonha com olhos cinzentos perseguindo-a em lugares escuros. Nunca torci tanto pela volta da onda de vampiros, juro;
3. “Há a sombra de um sorriso nos lábios dele” também é um dos termos repetitivos. E a comparação é pouco original e convincente, afinal, quem sorri dessa forma?
4. Para quem fez Letras, a matemática de Ana chega a ser impressionante. Ela chega na sala de Grey e depara-se com o seguinte:

“A sala é grande demais para uma pessoa só. Na frente dos janelões que vão do piso ao teto, há uma enorme mesa moderna de madeira escura, ao redor da qual seis pessoas poderiam comer confortavelmente. Ela combina com a mesinha de apoio ao lado do sofá. Todo o resto é branco – teto, chão e paredes -, a não ser a parede ao lado da porta, onde há um mosaico formado por pequenas pinturas, trinta e seis quadrinhos compondo um quadrado. São excepcionais: uma série de objetos corriqueiros pintados com detalhes tão precisos que parecem fotografias. Dispostos juntos, são de tirar o fôlego.”

Ou seja, exatamente aquilo que falei anteriormente: tentar passar profundidade pelo local visitado e não pelo diálogo e personagens. E, vamos encarar a realidade, quem é que chega na sala de um indivíduo pela primeira vez e CONTA MINUCIOSAMENTE quantos quadros tem na parede? E fazendo isso em – calculem aí – cinco segundos?;

5. A única boa narração de local que a Ana faz é essa aqui, quando ela entra na casa de Christian:

“Ele dá um gole em seu vinho. Não tira os olhos de mim. Sinto-os me perseguindo enquanto me viro para olhar a vasta sala. ‘Sala’ é a palavra errada. Isso não é uma sala – é uma declaração de propósito”.

6. Mas até quando questionamentos desse tipo?

“Por que ele me deixa tão nervosa? Será pela impressionante aparência física? Pelo olhar inflamado que dirige a mim? Pelo jeito de passar o dedo no lábio inferior? Queria que ele parasse de fazer isso”.

E eu, Anastasia, eu queria que você nem tivesse sido criada. E que a senhora E. L. James jamais tivesse existido;

7. “Baby” e “pairando sobre mim”. Exemplos? “Goze para mim, baby” e “ele subiu na cama e pairou sobre mim”. Pensem;
8. Ana tem “uma deusa interior” (é sério, produção?): termo que ela utiliza para mostrar o seu outro lado, muito mais divertido e provocante. Então, ao longo de todo o livro, você se depara com expressões do tipo: “minha deusa interior está dançando”, “minha deusa interior está dando pulinhos” ou “minha deusa interior está fazendo acrobacia circense agora”. Acho que vou fazer um abaixo-assinado a favor de um livro com a versão da “deusa interior” de Ana. Mas aí você lembra que esse livro já existe e o nome dele é Comer, Rezar, Amar;
9. E a frase predileta de Grey é “porque eu posso”, para mostrar que os meios justificam os fins.

Qualquer semelhança entre "Cinquenta Tons" e "Gossip Girl" não é mera coincidência.

E daí que Anastasia passa o livro inteiro nas provações sadomasoquistas de Grey, apanhando muito por revirar os olhos e outras bobagens do gênero. E como é que o livro termina? Ana apanha feio até sua bunda ficar vermelha, chora, chora, chora e resolve “dar um tempo” na relação. Fim!
Eu li esse livro em casa e no ônibus, no caminho de ida e volta do trabalho. Recentemente, em um treinamento de literatura russa, a moça do treinamento viu que eu estava com o livro e falou que, antigamente, as mulheres liam Harold Robbins em locais públicos escondendo a capa. Hoje em dia, as meninas em São Paulo leem Cinquenta Tons de Cinza de maneira escancarada, para que todos vejam – e se orgulham dessa liberdade. Recentemente li Pagando por Sexo, uma HQ erótica do Chester Brown, abusando dessa liberdade também. Mas Cinquenta Tons? Acho que nem o segundo e o terceiro livros passarão por minhas mãos. Não faço questão. Não aconselho a aquisição desse produto, não comprem, não gastem seu rico dinheirinho (nem confiem na opinião do Contardo Calligaris que me decepcionou com isso aqui). Pelo contrário: corram para a banca mais próxima e peguem qualquer obra da coleção Júlia Históricos, que vale mais à pena e custa menos da metade do Cinquenta Tons.
Eu furtei o título da vídeo-resenha da Tatiana (que, por sinal, é excelente) e, ao fim do mesmo, ela diz o seguinte: vocês lembram dos mashup’s? Aquela onda de pegar os clássicos da literatura e transformá-los em histórias de zumbis, vampiros e até monstros marinhos? Pois é. A trilogia Cinquenta Tons é apenas uma preparação para que, futuramente, clássicos literários sejam também transformados em histórias eróticas. Quer dizer: Orgulho e Preconceito, um livro lindo talvez justamente pelo puritanismo ali presente, agora será deflorado e – não duvido – por essa editora marketeira que é a Intrínseca que, apesar de se descrever como “poucos, mas bons livros” (que eu concordo até certo ponto), não mede escrúpulos ao empurrar literatura de merda para seus fiéis leitores. Considero falta de respeito com a intelectualidade do consumidor, numa boa (até discuti recentemente com a editora, lá no facebook). Mas quem sou eu, né?
Além da Tatiana, acho que o meu parecer sobre esse livro acabou sendo um resumo do que a Anica, a Del e a Gabriela já disseram. Enfim, a minha opinião está aqui e reafirmo minha posição: não vale à pena se entreter com esse livro, um verdadeiro sinônimo de lixo literário. Vão ler Crepúsculo, porque eu li os quatro livros com toda a paciência do mundo e – juro – foi muito mais enriquecedor. Ou, melhor ainda: assistam a trilogia erótica Emanuelle, o primeiro filme deve ter servido de ponto de partida para a criação de Cinquenta Tons e de muitos outros best-sellers eróticos: narra a história de uma moça casada que se aventura no sexo fora do relacionamento, mas com o consentimento do marido. E é arte pura, vocês não sabem o que estão perdendo.

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47 respostas em “Primária, pedestre e rasa

  1. Ok. Posso parar pra comentar? Porque eu realmente não consegui me concentrar pra parar de rir de cada coisa que tu falou. HAHA e não pude deixar de concordar com cada linha que você escreveu nesse post também. MEU DEUS, eu nunca havia lido um livro tão literalmente “WTH?” do que esse. Foi preciso parar depois de já ter lido 40% do conteúdo porque eu sabia que seria perda de tempo. COMO ISSO VIROU BEST SELLER? Vamos investigar, TEM QUE SER macumba!
    A todo tempo eu só conseguia pensar: OK, E. L JAMES, JÁ ENTENDI QUE ELE TEM OS OLHOS “CINZAS.” Por que a personagem precisava dizer isso SEMPRE que descrevia o olhar do cara? Poxa.

    Eu não sou de parar um livro pela metade, juro por qualquer coisa. Mas foi necessário, convenhamos. E não sou também de ~meter o pau~ nas coisas que não gosto porque reconheço que o “lixo” não depende do que gostamos ou deixamos de gostar e sim da essência das coisas. E esse livro não tem essência alguma, não me prendeu. É o tipo de história que você lê arqueando a sobrancelha com aquele pensamento de “Really?” em cada diálogo pessimamente formulado. Plmdds.

    Ótimo post, querida. Não só concordei com tudo como me diverti demais com o teu senso de humor!

    Abraços. <3

  2. Esse livro não me despertou nenhum interesse,e eu acho no mínimo esquisito o fato dele está sendo divulgando como se fosse uma exemplar da revista Capricho sendo que se trata de um livro erótico e que fala de S&M. Não vou nem perder meu tempo lendo :s

  3. Olá, gostei muito do que vc escreveu. Estava com muita vontade de ler esse livro até saber que todo o enredo era uma jusificativa para os meios. Obrigada por abrir meus olhos rs.

  4. Tô atolada de coisa pra fazer, mas até esqueci disso enquanto li teu post. Fluiu de um jeito que nem sei… Adorei. Sinceramente, não quis ler Cinquenta tons de cinza desde que percebi a quantidade de gente que ta lendo esse livro. Confesso envergonhada minha resistência à gostar de coisas que muita gente gosta, mesmo que sejam livros. Acho que sofro grandes perdas com isso, como por exemplo A menina que roubava livros. Quem sabe algum dia supero minha implicância? Enfim, quanto a Cinquenta tons, não queria ler e agora, quero menos ainda. Li alguns romances históricos quando tinha uns 12-13 anos, mas não é meu tipo favorito de literatura. Acho meio maçante, sabe? Beijos, flor. Boa semana!

  5. HAHAHA, ai, Nina, eu confesso que quando esse troço surgiu eu fiquei curiosa pra ler, mas acabei desistindo bem logo. A Rhai trouxe pra sala um dia e leu trechos toda empolgada e eu queria me matar de tanta vergonha alheia. Do livro, não da Rhai, que fique claro, hahaha. Mas acho que devem ser realmente 50 tons de lixo literário, e vou assumir pra mim esse preconceito! HAHA
    Beijo!

  6. Hey Nina. Seu post foi uma inspiração! Estou a escrever sobre livros e isso me ajudou muito. Alias, convido você a visitar meu blog, pois recentemente eu escrevi sobre o espaço de leitura infantil que trabalho, queria sua opinião :)

    Sobre o livro, na real, me pareceu uma bosta. Desculpa a palavra, mas sinceramente, não tem outra. Meu, como assim esses diálogos existem MESMO dentro de um livro? Ah não, não dá.
    No começo achei que vc estava exagerando, mas essas citações que você colocou eu achei o fim da picada. rs Nem perderei meu tempo lendo.

    Bjsssss

  7. Depois desse post eu vou baixar (comprar jamais) esse livro pra ler. Porque se eu já ri com o seu texto, imagine lendo a ”obra”? Deve curar qualquer TPM.

  8. hahahah ótimo Nina.
    Só de pensar que editoras “makerteiras” podem se inspirar em Orgulho e Preconceito e em outros clássicos de igual ou melhor riqueza me deu uma dor em meu core!

    Um bom dia!

  9. Concorco contigo em vários aspectos, Nina. Detestei e cansei do livro principalmente quando o negócio virou sexo e só sexo. Os dois mal saíam do quarto, às vezes nem para se alimentarem. Cansei. Eu estava com sede de acontecimentos diferentes, personagens novos e tal. Mas, de resto, foi uma leitura fácil, mas nada que acescentasse algo na minha vida…

    Beijos

  10. Muita gente falou, e com isso eu concordo, que mesmo que 50 tons de cinza não seja essa coca-cola toda (na verdade não chega nem a pepsi) esse foi o livro que introduziu muita gente à literatura e principalmente à literatura erótica, assim como também está abrindo mercado para os autores de romances eróticos. Acho super válido por isso.
    Mas só por isso.
    Como você mesma disse no seu comentário lá para a intrínseca, eu realmente acho que o erro foi da editora em publicar. Tanto da editora dos estados unidos, quanto aqui no Brasil, é meio estranho falar isso mas não é culpa da autora o livro ser tão ruim. Porque, simplesmente, não é um livro! É uma fanfic, um passatempo de uma senhorinha de meia-idade, não um LIVRO, não um ROMANCE, ou, pior, não é uma TRILOGIA.
    Mas como foi publicado com o status de livro, deu a todo mundo o direito de julga-lo como tal.
    O que eu fico imaginando é essa senhora lendo essas coisas sobre uma obra que ela escreveu sem pretenção de publicar, e o fez confiando numa equipe que falou que ia ser um sucesso. E realmente foi. Até depois que todo mundo comprou, leu, e pediu até pelo amor de Deus que seus amigos não comprassem. A decepção em ver números e depois ler opiniões deve ter sido imensa. Tenho peninha dela.
    De Crepúsculo não falo mal, de verdade. Foi feito pra criança ler. Diferentemente de outras histórias infantis que se comprometiam só com a fantasia essa era uma história fantástica que falava de namoro, sexo, virgindade, para meninas de 9 a 11 anos, sei lá. Ela tinha que pegar leve, e a história foi bobinha porque tinha que ser (claro que ela devia ter explorado a história muito mais, tanto o romance, quanto o universo dos vampiros e dos lobisomens, mas enfim, pelo público alvo não iria ser grande coisa). Os adolescentes e os adultos que leram, leram uma história infantil, e não mais que isso, por isso não faço parte da galera que falou que Crepúsculo foi publicado da mesma maneira que 50 tons. Já a trilogia não. Foi vendida como um romance. Tendo competencia apenas para ser fanfic, nada mais que isso.
    Depois de todas as críticas, espero e acho que essa foi a última vez que uma editora publicou um livro só pela repercussão, a intrínseca pagou um preço mais alto do que recebeu pelos milhares de exemplares vendidos.

    (e eu continuo com a minha mania de postar comentários enormes)

  11. Recebi uma indicação do seu blog, e gostei muito da sua contra-resenha do tons cinzas…uma amiga recentemente leu, e me recomendo, sou meio pé atrás com trilogias e com a Intrínseca…vou mostrar o seu post pra ela…

    Em geral fico com pé atrás quando vejo muito borburinho em alguma coisa, e como uma vez escreveu Shakepiere “Muito Barulho por nada”.

    Vou dar mais uma olhada no seu blog

    Bjos

  12. A coisa mais “erótica” que já li foi Lolita e eu nem vi nada de erótico naquilo. Nunca tive vontade de ler 50 tons, mas acho que a riqueza de detalhes ajuda bastante na adaptação cinematográfica que eu vi que já está sendo produzida – e será ruim porque filme tem censura e livro não e eles querem atingir o público inteiro – Pelo que você disse parece crepusculo MESMO e isso é ridículo. Li todos os livros de Crepúsculo, mas o primeiro eu comecei depois da página 100 porque a mulher passa CEM PÁGINAS descrevendo os personagens e isso é ridículo, pelamor de Deus. Se 50 tons é tão detalhista quanto você diz deve ser um saco. Odeio livros detalhistas. Credo.
    Enfim, fazia tempo que eu não passava aqui, confesso que nào tenho paciência para ler resenhas de livros que ainda não li, esse foi uma exceção porque a curiosidade é demais.
    Amei o que tu falou pra intrínseca no facebook e concordo plenamente.
    Enfim, abraços!

  13. “Mas acho que devem ser realmente 50 tons de lixo literário, e vou assumir pra mim esse preconceito! HAHA”

    APENAS concordo com o que a Analu disse, com sua “contra-resenha” como disseram, com a da Del e com as que você mencionou no post. APENAS.
    Tenho uma amiga que escreve fanfic e até ela diz que esse tipo de fanfic jamais deveria virar livro, rs.

    Péssimo, só isso. Péssimo.

  14. Jura que esse livro veio “emprestado” da saga Crepúsculo? Agora tudo faz sentido… As poucas citações que eu li do livro me deixaram com tanta vergolha alheia que eu nem tive forças para prosseguir com a leitura. Medo desse tipo de literatura (e, pior, de quem acha isso bom).

  15. putzzzzzzzz
    ganhei o livro!
    tava prestes a comecar!
    desanimei!!!!
    valeu as dicas, bjo
    opinandoemtudo.blogspot.com.br

  16. Bah, eu ri muito em algumas passagens, sério! HAUSHAUS Se bem que gosto da saga Crepúsculo, tinha 15 na época que li e quase nenhuma experiência literária, por favor, releve, eu ainda gosto da saga :/ haushaus’
    Mas enfim, quando vi toda a propaganda da editora com esse livro não quis levar muito a sério, agora fico com um pé atrás com um livro sendo tão divulgado por aí, na época do A culpa é das estrelas fiquei até com medo de algumas pessoas não se interessarem em lê-lo pelo marketing a toda hora escancarado, sendo que já tinha lido algumas resenhas super positivas desse livro, antes do ‘boom’ do lançamento.
    Enfim, nem fui atrás de 50 tons, não dou preferência a livros eróticos, minha primeira experiência com um foi um romance de banca também o/
    Recentemente li Toda Sua, o ‘concorrente’ de 50 tons, por que nele também tem um marketing ‘do contra’ ao 50 tons, dizendo que Toda Sua é melhor e blá blá blá –‘ rs Uma coisa é certa: Achei bem erótico, mas com várias contradições, assim como você em 50 tons de cinza.

    Só tenho uma pequena curiosidade agora em ler esse livro, não vou gastar meu dinheiro com ele, vou tentar a sorte e só. haha’

    Beijos

  17. Cara, eu li 50 Tons e vou dizer a minha opinião: a escrita é fraca, a história é fraca, os diálogos chegam a ser engraçados ás vezes. A questão é que eu gostei como um livro para passar o tempo. Eu recomendo para quem quer apenas “se distrair”. Se quiser cultura ou boa escrita, é melhor correr para Lolita (livro que eu estou lendo agora).

    Você está certíssima na sua crítica, em tudo, mas eu sou mais receptiva para esses best sellers que de best não têm não. Eles são legais no momento, depois, com o tempo, tornam-se vazios. Enfim, há leitores e leitores. Há os que gostem mais de literatura e os que gostem mais de livros para passar o tempo. Eu gosto de mesclar os dois (embora esteja cada vez mais preferindo um bom livro).

    Gostei da crítica!

    Ah, e eu não sabia que a história tinha sido “baseada” em Crepúsculo não! Interessante! Se bem que reparei na semelhança entre a Ana e a Bella hahaha.

    Beijos ;**

  18. Meu principal problema com o livro foi a falta de profundidade dos personagens. Se você vai escrever um cara fodido que é sadomasoquista para compensar as dores da infância, você tem que estudar minimamente o universo. Não adianta colocar o cara para dar tapinhas na bunda da menina e falar sobre dominação. O resultado foi que o personagem saiu como um fetichista meia boca.

    E nem preciso comentar sobre Ana, né?

    Além disso, claro, parece que o livro consiste de 428 páginas da mesma DR.

    Enfim, gostei muito mais de 100 Escovadas Antes de Dormir :)

  19. Sem dúvida que sim! Já considero Coimbra como um pedacinho de céu na Terra, e acho que devia mesmo visitá-la um dia e maravilhar-se com aquela cidade!

  20. Eu não li essa obra ainda, fiquei com uma certa preguiça. E cara, A Casa dos Budas Ditosos é um primor de obra. Acredito que deva ser >>> do que esse 50 tons de cinza. :)

  21. Eu sempre digo que depende da forma como você escreve. Uma pessoa que escreve mal pra caralho pode acabar com as coisas mais fodas do mundo, tipo necrofilia, e sadomasoquismo (Inclusive, como assim um sadomasoquista que não bate pra machucar? Que porra é essa?). Na verdade, eu vou ser sincero, já imaginava que esse livro fosse uma merda, mas enfim… Apesar de não ter lido, adorei sua resenha. Sério, a minha irmã veio aqui no quarto perguntar do que eu estava rindo tanto.

    obs: Lolita é um tesão.

  22. Estou impressionada com o nível de descontentamento que esse livro tem causado.Eu até comeceu a ler, mas juro que a curiosidade inicial passou depois de tanta crítica falando mal… achei perda de tempo continuar. Quem sabe eu leia, só para ter a minha própria opinião.
    Mas pelo pouco que li, já achei fraquinho.

    Tua crítica ficou muito, muito boa mesmo!

  23. Dai você achava que Crepúsculo já era o ruim o suficiente e vem alguém e piora a coisa toda, haha. Vou admitir que minha vontade de ler Cinquenta tons é só pelo humor involuntário, mesmo motivo pelo qual tentei ler Sangue Quente (o livro do zumbi que se apaixona por um humana. Sério, se você nunca ouviu falar procure na internet o pdf, você vai ter que parar pra rir toda página, hahaha).

    Enfim, ótimo post e ótimo blog <3

  24. já tinha lido outra crónica sobre o livro, e vão na mesma linha de raciocinio: não vale a pena ler, e é apenas uma adaptação de outras obras. Enfim, tanta gente boa a escrever e são estas escritas que têm o “mérito” social.
    anotei a sugestão, Nina :)

  25. Uau! Li até o fim, e ainda dei uma espiada na discussão na página da Editora. Realmente, o livro é hypado demais. A maioria o odeia. Ainda não li,nem estava pensando em comprar,e agora depois de ler a sua resenha,tenho certeza de que passarei longe. Geralmente, eu não me deixo me guiar pela opinião alheia assim. But, esse é um caso diferente.

    BTW, também li muitos romances de banca de revista quando adolescente (que menina não fez isso?) ^^

  26. Concordo contigo na parte que este livrinho ai “Cinquenta Tons de Cinza” é um lixo. Mas eu MORRI quando eu vi que você leu Lolita (ok, várias pessoas já leram) e morri ao cubo quando eu vi que você leu CEM ANOS DE SOLIDÃO! Meu livro predileto depois de “O Cheiro do Ralo”!

    Tenha um bom final de semana :)

  27. Eu tinha visto a resenha da Del sobre Cinquenta Tons de Cinza e logo em seguida baixei o PDF (óbvio que eu não ia gastar dinheiro, sabendo que era ruim) e eu comecei a rir. Foi o PIOR livro depois de Crepúsculo que eu já li até hoje! E eu pensei que depois de Crepúsculo não tinha como sair algo pior. Mas saiu.

    O engraçado desse livro é como ele é mal escrito, como a protagonista é acéfala e como as coisas são estupidamente fantasiosas. Eu acredito que as pessoas não NASCEM sadomasoquistas, muito mais aquelas super “PURAS” que não se masturbam e mimimi. Não tem como ela já nascer sabendo que gosta de ser subordinada a alguém sexualmente! Isso se desenvolve depois que a pessoa já tem mais relações e daí vai descobrindo o que excita ou não ela.

    Outra, ela virgem, vai na casa do cara, na sala de jogos dele, e vê aquele bando de coisas sadomaso, aparelhos de tortura em um quarto vitoriano. Na sinceridade, se fosse eu, eu ia me BORRAR de medo. Ia querer sair correndo dali e nunca mais ver o cara na frente. Justamente por ser virgem. Quando as pessoas são virgens (e, novamente, tão inocentes como Ana) elas tem um ‘medinho’ de sexo, não tem como alguém ficar feliz ao ver aquele bando de coisa masoquista e ainda assinar um contrato autorizando ele a fazer o que quiser com ela.

    E outra, perdendo a virgindade com ORGASMOS MÚLTIPLOS? Comassim produção? A menina nem se masturbava, era improvável que ela tivesse UM orgasmo, imagina mais de um?

    Enfim, o livro é pessimamente escrito, os diálogos são terríveis, e é decepcionante uma editora como a Intrínseca divulgar algo assim. Assino embaixo seu post!

  28. Bom dia. Você leu o livro em casa e no ônibus. Se é tão ruim assim porque não jogou ele fora logo? em casa ou no ônibus?????

  29. Para dizer se um livro é ruim ou não, eu faço a leitura completa. É melhor do que criticar o que não se conhece, como muitos fazem por aí, não é verdade?

  30. BTW você já acabou o primeiro? ainda faltam 2, hem? ;-)

  31. Eu não tenho muita experiência em computador. Por favor me informe.
    Estou em um blog? é de uma livraria, editora, pessoal????

  32. Sim, você está em um blog. Oi, meu nome é Nina, tenho 20 anos e trabalho como vendedora no setor literário de uma das filiais da Livraria Saraiva, em Salvador, BA. Não sei muito de literatura, mas o que eu sei transmito aqui. E você, quem é? Também tem blog?

  33. É, comprei um dos livros na Saraiva do Rio. Moro aqui. Não leio muito. Incrivelmente nos últimos tempos li o último do Millenium, tinha visto os filmes suecos 1 e 2 e o primeiro americano. O número 1 ganhei no Natal do ano atrasado mas misteriosamente desapareceu aqui em casa. Temos aqui um Buraco Negro. Li os dois primeiros Tons de cinza. São incrivelmente fáceis de ler. Ótima distração. 500 páginas que voam. Os volumes brasileiros trazem um teaser do primeiro capítulo do próximo. Não tenho blog. O livro está vendendo bem em Salvador?

  34. BTW percam o tempo de vocês lendo 50 tons de cinza. Será pouco tempo, passa muiiiiiito rápido.

  35. Eu não li 50 Tons assim tão rápido. Pelo fato da escrita ser medíocre, claramente medíocre, não curti muito avançar nesse tipo de literatura. Vende bem por aqui também. Muito bem. Mas eu, sinceramente, não o recomendo.

  36. Caramba! Já tinha visto o vídeo-resenha da Tatiana falando desse livro e torci o nariz na hora para ele!
    Claro que fica a curiosidade, né?
    Vou esperar ter em alguma biblioteca para alugar e dar boas risadas com ele ;)

  37. Uma amiga começou a ler e gostou muito (amigos amigos, gosto literário a parte), confesso que nunca me atraiu, e pelo que ando vendo eu mesma já li fanfics (de crepúsculo!) melhores. Mas realmente deve ser ótimo pra pegar na biblioteca e dar umas risadas!

  38. Nossa!!! estava procurando na net alguem com quem compartilhar minha indignação…e encontrei seu post!!!!! EH PERFEITA SUA DESCRIÇÃO!!!!!!
    virgem que nunca se masturbou tendo orgasmo na primeira transa?? e ainda por cima multiplos?????? AH PARA NEH? ainda destou lendo (paguei 29 paus nesse lixo!!!!) e penso a cada pagina exatamente como vc disse: REALLY??????

  39. Pingback: Retrospectiva literária 2012 | Sobre Fatalismos

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