Falanxifor

Poucas pessoas sabem, mas eu incluo uma espécie de parêntesis na minha vida. Quando eu tinha dezessete anos, desejava fazer algo bom e significativo. Decidi me voluntariar a contar histórias para crianças com câncer, em um hospital.
Eu me dispunha a essa atividade duas vezes na semana, sempre pela manhã. Havia materiais disponíveis: livros infantis, fantoches, brinquedos. Estava livre para utilizar o que fosse necessário. E lá fui eu, rumo ao meu desafio.
Eram crianças que não passavam dos treze anos e, por mais que eu risse e me alegrasse com elas, ainda sentia algo pesado em minha consciência: a dor de saber que estavam condenadas. A maioria vivia no hospital. Eram pacientes terminais. A cada fim de história, abraço compartilhado e agradecimento das famílias, eu não conseguia segurar as lágrimas de tanta emoção. Mas esse embalo durou apenas algumas semanas. Eu não estava pronta para perder uma daquelas crianças. Eu precisava ir embora antes que elas fossem. Eu sei que não fui corajosa, e sei que talvez elas precisassem de mim. No entanto, por mais que tentasse, não conseguia lidar com aquilo.
Naquele mesmo período, devo ter começado a sentir “as dores”. Quando fiquei em observação em um hospital muito diferente daquele, tive tempo para escolher um livro da biblioteca de lá. Leituras típicas de hospital: Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva; Veia Bailarina, de Ignácio de Loyola Brandão e um tal de Como Viver Eternamente, de Sally Nicholls, que conta a história de Sam, narrada por ele: “tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto”. O garoto tinha leucemia.
Foi o tipo de livro cuja delicadeza presente é ímpar. Sam, apesar da pouca idade, conhece o fato de que morrerá adiante. E, para tanto, decide fazer uma lista para os seus pais. É essa lista que dá título ao livro, e nela aprendemos a reavivar a imagem de quem amamos através das nossas boas lembranças sobre essa pessoa.
Toda essa experiência apenas serve de introdução para tratar de A Culpa é das Estrelas, livro de John Green, lançado esse ano pela editora Intrínseca. Ganhei esse livro do meu gerente, ainda me recordo da data em que o recebi: três de agosto deste ano. Era o “Dia de Esther Earl”, a menina que inspirou o autor a escrever esta obra.
Depois da fortíssima experiência em Como Viver Eternamente, eu não desejava mais ler algo nessa vertente. É estranho indicar A Culpa é das Estrelas na livraria em que trabalho e constatar que 99% dos clientes torcem o nariz para o que eles imaginam ser “um livro triste que envolve crianças com câncer”. Entretanto, não é bem assim.
Capa do livro A Culpa é das Estrelas, de John Green, pela editora Intrínseca.Como em quase todas as histórias desse tipo, o narrador principal é também personagem – e temos, em consequência disso, a visão de alguém que está vivendo o câncer em si. Essa personagem é Hazel Grace, adolescente de dezesseis anos, portadora de um câncer terminal desde os treze. Quer dizer: ela sabe que vai morrer com mais pressa do que a maioria das pessoas. Na realidade, se não fosse um tal de Falanxifor (remédio totalmente fictício “eu o inventei, porque gostaria que existisse”, diz o autor, nos agradecimentos, ao final do livro), talvez Hazel não tivesse sobrevivido tempo suficiente para narrar sua breve existência. O remédio funciona como um paliativo e lhe dá algum tempo de vida, frequentemente chamado por ela de “o milagre”.
Naturalmente, Hazel não leva uma vida comum, apesar de “sofrer” uma adolescência típica. Ela não frequenta a escola, mas faz uma espécie de faculdade. Faz aniversário todo mês desde que descobriu a doença e frequenta um grupo de apoio a crianças com câncer.

“Eu não frequentava uma escola de verdade havia três anos. Meus melhores amigos eram meus pais. Meu terceiro melhor amigo era um escritor que nem sabia que eu existia. Eu era relativamente tímida – de jeito nenhum o tipo que levanta a mão para falar.”

A garota não vê sentido em frequentar o grupo de apoio, do qual sempre pretende passar despercebida e em silêncio. Até o dia em que chega um tal de Augustus Waters: dezessete anos, lindo, usa uma perna falsa. Depois da reunião (na qual Hazel finalmente abriu a boca para massacrar em cima da fala do novo visitante), segue-se um diálogo surreal para aqueles dois adolescentes, pois o Augustus constata e pergunta algo do tipo: “você parece a Natalie Portman em V. de Vingança. Já assistiu? Não?! Quer ir lá para casa agora e ver o filme?”.
A garota vai e, apesar de nada além do filme acontecer, ela percebe em Augustus um tipo de sentimento que faz o seu coração acelerar tanto que surge a dúvida de que os seus pulmões estejam falhando de novo. Nada disso. Hazel acaba de descobrir-se apaixonada por um garoto que, por não estar em estágio terminal como ela, mostra-se um apaixonado pela vida, o tipo de situação que Hazel passou a desconhecer.
A garota logo decide compartilhar com Augustus sua maior preferência literária: Uma Aflição Imperial, livro escrito por um tal de Peter van Houten, que narra a história de Anna, garota com câncer, narradora-personagem, que permite que seu livro termine no meio de uma frase – intensificando a certeza de que Anna morreu em plena narrativa, demonstrando assim o quanto a vida é breve e pode terminar no meio de uma trivialidade.
O sonho de Hazel é encontrar-se com o escritor e perguntar o que acontece com a mãe, o padrasto e até o hamster de Anna. Afinal, que rumo esses personagens tiveram, apesar do falecimento de quem os entrelaçava? Essa dúvida também atinge Augustus e, lá para o meio da obra, o garoto tem a ideia de utilizar o seu Desejo para ir até a Holanda (onde o van Houten mora), na companhia de Hazel, para que este esclareça o desfecho inconcluso do livro. Um “Desejo” é o que toda criança com câncer tem direito: ela pode escolher o que quiser para fazer da vida já que é óbvio que não possui muito tempo. Como Hazel acreditava que morreria por volta daquele período em que se descobriu doente, decidiu gastá-lo com uma viagem à Disney (quase todas as crianças na mesma situação que ela fizeram o mesmo). Hazel e Augustus conseguem ir para a Holanda, mas a viagem deles trouxera imprevistos inimagináveis e fantásticos que só vale à pena descobrir quem estiver realmente interessado no livro.
Eu sempre penso narrar de uma forma medíocre as obras que costumo amar. E, por isso mesmo, talvez seja necessário deixar claro alguns pontos marcantes que encontrei em A Culpa é das Estrelas e que faz desse mais do que “apenas um livro triste sobre crianças com câncer”.
Hazel leva uma vida de lá para cá na companhia de um cilindro de oxigênio. Há certas atividades às quais ela obviamente não pode dedicar-se mais, devido ao cansaço constante que o câncer provoca. Estar em um balanço, por exemplo.

“Gus acessou um site de doações chamado Grátis Sem Pegadinha e juntos redigimos um anúncio.
– Título? – ele perguntou.
(…)
– Balanço Solitário e Ligeiramente Pedofílico Procura Bumbuns de Crianças – falei.
Ele riu.
-É por isso.
– O quê?
– É por isso que gosto de você. Você tem ideia de como é raro encontrar uma gata que use essa versão adjetivada do substantivo pedófilo? Você está tão ocupada sendo você mesma que não faz ideia de quão absolutamente sem igual você é.”

Ela se sente mal principalmente pelo fato de que Augustus teve uma namorada antes dela, que morreu de um câncer no cérebro. Talvez esse seja um dos pontos mais emocionantes do livro, no qual nos deparamos com o seguinte diálogo:

“- Eu não estou namorando – falei. – Eu não quero namorar ninguém. É uma péssima ideia e uma grande perda de tempo…
– Querida – minha mãe disse. – Qual é o seu problema?
– Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?”

Hazel enxerga a ex de Augustus como uma granada que, diante da descoberta do câncer, absorverá e explodirá sobre todos aqueles que fizeram parte de sua vida. E foi exatamente o que ocorreu, e o que Hazel constatou em todos os perfis na internet dedicados à falecida. Perfis inicialmente mostrando a luta e a evolução do câncer da garota até o ponto em que ela já não fazia mais parte deste mundo, com amigos e familiares dedicando frases de apoio à dor da perda, uns aos outros.

“Eu nunca fui outra coisa a não ser uma paciente terminal; todo o meu tratamento tinha como objetivo estender a minha vida, e não curar o câncer. O Falanxifor havia introduzido um grau de ambiguidade à história, mas eu era diferente do Augustus: meu capítulo final foi escrito no momento do diagnóstico. O Gus, como a maioria dos sobreviventes do câncer, vivia na incerteza.”

Também doem as verdades absolutas contidas nessa obra. Chega a ser cruel, duro. Mas necessário:

“- Sinto muito não poder satisfazer seus caprichos infantis, mas me recuso a me apiedar de você da forma com a qual está acostumada.
– Eu não quero a sua pena – falei.
– Como toda criança doente – ele retrucou, sem demonstrar qualquer emoção –, você diz que não quer a pena de ninguém, mas a sua existência em si depende dela (…). Crianças doentes inevitavelmente se tornam prisioneiras: você está fadada a viver o resto dos seus dias como a criança que era ao receber o diagnóstico, a criança que acredita que haja vida depois que um livro acaba. E nós, como adultos, temos pena disso, então pagamos seus tratamentos, suas máquinas de oxigênio. Nós lhes damos comida e água embora seja pouco provável que vocês vivam o suficiente (…). Você é um efeito colateral (…) de um processo evolutivo que não dá muita importância a vidas individuais. Você é um experimento malsucedido da mutação.”

Há momentos filosóficos que não devem passar despercebidos:

“- O que é aquilo?
– O cesto de roupa suja?
– Não, ao lado dele.
– Não vejo nada ao lado dele.
– Meu último resquício de dignidade. É muito pequeno.”

E momentos engraçados, pois este é, em verdade, um livro de fina ironia:

“- Às vezes sonho que estou escrevendo minha autobiografia. Um livro como esse seria a melhor forma de me perpetuar no coração e na memória do público que me idolatra.
– Por que você precisa desse público quando tem a mim? – perguntei.
– Hazel Grace, quando se é charmoso e fisicamente atraente como eu, é fácil demais seduzir quem você conhece. Mas fazer com que completos desconhecidos o amem… isso sim é um desafio.
Revirei os olhos.”

O medo de Augustus, no início do livro, é o de ser esquecido. Hazel lança para ele um discurso no qual afirma categoricamente que a memória que persiste através dos tempos é uma ilusão. Quando a explosão do sol acontecer e a Terra for excluída do que um dia pudemos chamar de sistema solar, não restará um cérebro humano para recordar a existência deles. E o mais interessante, ao longo do livro até seu final surpreendente, é que ambos estarão eternamente vivos e libertos na memória um do outro.

Ilustração de Hazel e Augustus. Infelizmente, desconheço o autor.

“Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.”

Talvez a efemeridade da vida seja o tema mais abordado nesse livro que, apesar de nitidamente adolescente (e feito para esse público), quebra paradigmas e/ou conceitos pré-concebidos acerca da existência humana. Para alguns, John Green pareceu tão pretensioso quanto Nicholas Sparks – e aqui devo sair em defesa do primeiro, pois a comparação estúpida não faz o menor sentido. Vá lá que Nicholas utiliza o enredo do “casal apaixonado com amor aparentemente impossível de realizar-se + doença terrível que prejudicará o romance = trama perfeita para adolescentes levianos”. O ambicioso e tocante livro de John Green mostra-se superior nesse sentido, sobretudo por respeitar a idade de sua narradora-personagem, fazendo da sua linguagem tempero essencial para o livro, aproximando o leitor da sua perspectiva. A maturidade da precoce escrita de Hazel Grace faz dessa narrativa uma das mais emocionantes e significativas para os jovens de hoje.

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38 respostas em “Falanxifor

  1. Se eu disser que fiquei com vontade de chorar enquanto lia a resenha, você acredita?
    Porque tipo, eu simplesmente estou entalada com esse livro, precisando demais falar sobre ele, mas com medo de tudo que pode surgir diante disso. Sei lá, tem coisas que marcam a gente de uma forma diferente. Foi assim com esse livro, que eu li em apenas uma noite.
    Enquanto lia, fui associando a história com um mangá que li no ano passado, “Socrates in Love”, por causa de alguns traços da história. Além de lembrar também de PS. Eu te Amo (o filme, já que não li o livro).

    O John Green foi realmente feliz nesse livro, porque ele conseguiu misturar as temáticas sem deixar tudo extremamente chato e triste. A gente chora, mas é de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Ainda estou abalada, deu pra notar, né?

    Adorei a resenha, Nina.
    Beijo!

  2. Eu entrei num sorteio de “A culpa é das estrelas”. Depois pensei melhor, e decidir não lê-lo. Continuo participando do sorteio, e se ganhar vou passar para outra pessoa que aguente a barra (mas duvido muito, essa minha sorte….).

    Por muito menos (digo, uns filmes e uns livros que fazem a gente pensar) já virei uma dessas pessoas chatas sabe? Muita gente não gosta de mim por isso. Sou esse tipo que fala umas verdades necessárias, mas que ninguém quer ouvir, e só vai a um lugar quando quer ir, mas não por pressão social (e por isso acabo recusando quase todo o convite que recebo) porque a vida é muito curta. Na verdade eu sou extremamente paranoica com o tempo e fazer em valer a pena.

    Eu sei lá como vou terminar esse livro…. Prefiro não pagar pra ver.

  3. Não consigo falar sobre esse livro sem ter vontade de chorar tudo de novo, assim como ler sobre ele traz de volta essas emoções. Fico feliz que tenha gostado. É mesmo mágico pra caramba!

    beijos

  4. Que coincidência bacana. Eu mesmo acabo de escrever meus comentários sobre este livro em meu blog. Gostei muito da sua resenha. Abraço!

  5. Eu sou completamente apaixonada por esse livro, e fico brava quanto as pessoas retorcem o olho falando que é só mais um livro de alguém sofrendo de câncer! Não! É muito, muito mais! É um livro que me tocou profundamente, que eu canto ele pelo mundo, carrego o pingente no pescoço, e beijo a capa pra matar as saudades! John Green foi incrível.

  6. Você me deixou louca para ler esse livro! O que não é bom pois moro numa cidade muito pequena e não tem livrarias por perto e por que minha mãe não tem cartão de crédito e não compraria livros na internet para mim. Odeio minha vida.

  7. Incrível e tocante, tanto o livro quanto o seu jeito de descrevê-lo. Impressionante como você faz isso bem.
    O resultado? Todo mundo louco atrás das suas dicas sublimes.

    Estou meio que sem palavras agora.

  8. Eu achei que não ia nem começar a ler sua resenha e toda vez que eu tentava fazer outra coisa, algo me puxava de volta pra cá. Você escreve com tanta certeza e não se assusta se o seu texto ficou frande ou pequeno ou se alguém vai lê-lo ou não. Isso é tão seu.

    Eu li O Diário de Anne Frank e quando o terminei, me senti muito mal. Eu sabia que ela acabou falecendo, mas mesmo assim eu não estava preparado.

    Essa tal de Hazel morre no final? Provavelmente sim, né.

    Não sei se estou pronto pra ler um livro assim de novo. Mas se eu tiver oportunidade e por um milagre divino encontrá-lo na biblioteca, vou ler apenas porque me lembrei de você.

    {http://umgurientregurias.blogspot.com.br/}

  9. Não dei muito pelo livro quando vi o título e quando li sobre o que se tratava.
    Então comprei A Guardiã de Minha Irmã e foi uma leitura emocionante (recomendo!)
    Agora estou seriamente pensando em comprar este livro.

  10. Nossa, acredita que sou louca pra fazer esse trabalho voluntário? Já até peguei os contatos e devo me inscrever no próximo semestre. Sei que vai ser difícil, mas acho essa experiência muito relevante para a vida.
    Já tinha lido a resenha desse livro em outros blogs, mas a sua foi excepcional. Só me deixou com mais vontade de ler.
    Beijos.

  11. Me interessei pelo livro, apesar de ser voltado para o publico adolescente. Me pareceu também que os personagens são retratados com uma maturidade ficcional que me irrita um pouco em certos casos, mas acho que essa história tão dramática e triste talvez deva permitir esse tipo de construção. Vou procurar!

  12. sabe se esse livro tem alguma relação com o filme Inquietos? é bem próxima a história….

  13. Vou te dizer: estou morrendo de vontade de ler esse livro. Teu post me deixou com mais vontade do que eu já tinha. :~
    Provavelmente vou chorar horrores, mas necessito! Estou muitíssimo interessada.

    Ótimo post – as usual.
    xx

  14. Olá Nina, tdb?! Olha, me interessei pelo título, mas depois que li a resenha e toda a história em torno da menina, decidi não lê-lo. é muita tristeza. Do jeito que sou vou chorar e já conheço o final. Melhor assim. Parabéns para quem leu! (ah! nunca consigo comentar, pois já tive um aqui no wordpress e não tenho mais)
    Bjos flor

  15. Sim, Nina, sim para tudo o que você escreveu sobre esse livro incrível. LI ontem, de madrugada, e não consegui largar até terminar. Dormir pra quê? Ninguém precisa disso. Depois fui chorar, HAHA

    Hoje, já comentei com duas pessoas que um dos fatores que me fez gostar tanto, fora o óbvio, e que você inclusive falou disfarçadamente no seu texto, é que não é um livro que ataca a tua compaixão. Eu morria de vontade de ler e morria de medo de que fosse um livro apelão. Mas no fim foi uma grata surpresa e entrou para a lista dos favoritos.

    Três pontos:
    1. Eu adorei o jeito de usar o significado das “granadas”. É triste, eu sei, mas é lindo, e também fiquei emocionada com esse trechinho.
    2. Por coincidência (existe isso?) também postei sobre o livro e com a mesma imagem, mas juro que não tinha vindo aqui ainda, HAHAAHHA
    3. Realmente a comparação estúpida não faz o menor sentido! HAHAHA

  16. Nina, eu confesso que quando vi esse livro na loja achei que era mais um bobo-seller agua com açucar.
    mas depois da sua resenha…

    Sério, sinto vontade de chorar só ao ler a resenha, imagine ao ler o livro?

    fiquei na vontade.
    Bjs

  17. Taí um livro que tinha tudo pra me decepcionar, mas que no final surpreendeu. Tem o apoio do Markus Zusak, gente. Acabou a história. Não preciso mais enumerar nenhum motivo pra comprá-lo.

    PS: Tô louca pra ler sua resenha de “Como Ser Mulher” (:

  18. Quando vi a sinopse desse livro achei que era exatemente o que você mencionou no começo…“um livro triste que envolve crianças com câncer”… Não tenho muito pique pra livros que sejam esse de drama pra todo lado, tanto que é isso que me faz sair correndo de qualquer livro que tenha cachorrinhos na capa ou nicholas sparks no título. Nunca gostei. Parece que falta alguma coisa.

    E de novo sua resenha me deixou com vontade de ler o livro HAHA
    ele realmente parece ser diferente! e se tiver a oportunidade de lê-lo o farei :)

    Abs!
    Ps.: adorei o Falanxifor…
    http://www.castelodecartas.com.br/

  19. Olá!

    Vim aqui retribuir a visita que fez em meu blog, fiquei muito feliz com sua visita.

    Prazer em conhecer esse seu cantinho, já li em outros blogs sobre este livro, e quero muito ler.

    Um enorme beijo!

  20. Eu não sou muito da leitura desse gênero de literatura, eu sou meio atrasada sabe, fico apenas com os clássicos, os brasileiros e pontualmente algum livro recente ali outro aqui. Mas adorei essa história, e de toda essa loucura que a vida acaba sendo quando algo do tipo acontece.

    Beijos

  21. O que mais me encanta aqui é a diversidade de livros que você lê, indica e me faz querer ler também.
    ‘A culpa é das estrelas’ é muito bom. Bom final de semana, beijo.

  22. Não consigo falar desse livro sem chorar… Ele chegou numa época difícil para mim e foi meio que uma tábua de salvação já que, enquanto lia o livro, encontrava respostas para minhas dúvidas e inseguranças também.
    A sua resenha ficou ótima, vou indicar para uma amiga, pois, embora ela não tenha gostado quando eu falei sobre o livro, depois que ler o que você escreveu tenho certeza que ela vai ficar encantada.

    Beijos e obrigada pela visita lá no meu blog

  23. Nina, eu estava louca para ler esse livro. E confesso que estava esperando ansiosamente sua resenha, e claro, esperando uma opinião positiva para me dar mais impulso para conhecer o livro.

  24. E eu ainda vi pessoas dizendo que não gostaram muito desse livro e que não o acharam ‘grande coisa’, não foi só eu que achou ele diferente e com um enredo bem construído nos falando não só de uma criança com câncer.

    Beijos ;}

  25. Que mentira, isso: “Eu sempre penso narrar de uma forma medíocre as obras que costumo amar”. Parece a mim, agora, uma grande aventura a fazer. Mesmo que triste. Abraços

  26. Meu Deus, mais esse post é um exemplo de que devemos dar mais valor às nossas vidas!

    Tem post novo no meu blog!

    Bjos e fique com Deus <3

  27. Me encantei coma temática desse livro! E cheguei a me emocionar com o trecho que você cita: “Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?” gente!
    Adoro conehcer essas obras que nem fazia idéia que existiam através do seu blog!

  28. Esse é o tipo de livro que eu preciso assistir o filme, chorar litros, e daí encarar as páginas. Não sei exatamente porque… Mas é um jeito de “sobreviver” à narrativa…. Foi assim com “Um Dia” – a temática não é a mesma, mas enfim…

  29. Meu Deus!!! Caramba!!!!
    Sem palavras…Gus, conseguiu o que queria: NÃO ser esquecido.
    Lindo, lindo…Amsterdã?? Sem palavras…
    Sua resenha está maravilhosa!!!
    Terminei agora o livro, estou engasgada…nem chorar consigo…
    Ahhhh
    Bjsssssssss

  30. Já li o livro e realmente ele é muito bom, triste, porém como é escrito na capa “Você vai rir, chorar e ainda vai querer mais” algo do tipo, e realmente são coisas que se cumprem, você ri, chora, e no final, ainda quer mais, assim como Hazel Grace que quer o final de Uma Aflição Imperial!
    Resenha perfeita, sem tirar nem por, muito boa!

  31. Pingback: Retrospectiva literária 2012 | Sobre Fatalismos

  32. Sabe aquele momento em que você termina um livro espetacular e, em seguida, pensa “e agora?”? Pois é. Estou exatamente nessa situação. Passei a madrugada lendo “A Culpa É Das Estrelas” – incapaz de interromper a leitura pra dormir – e terminei o livro essa manhã. Tá, mas e agora? O que eu vou fazer da vida, se não tenho mais os dramas da Hazel pra viver? E agora, que acabaram-se as reflexões acerta dos devaneios filosóficos – e interessantíssimos – do casal? O que eu vou fazer? Sufocada e precisando ler/comentar mais alguma coisa sobre tal livro, escrevi a palavra “Falanxifor” no google na esperança de encontrar alguma coisa interessante sobre a obra. E cá estou eu. Achei uma resenha interessantíssima, embora não chegue aos pés do que é a obra de fato. Mas isso de maneira nenhuma é culpa da autora da resenha; o problema, se assim posso chamar, é que trata-se de uma obra simplesmente “irresumível”. É impossível que façamos uma resenha própria pra essa obra. É necessário que o leitor vá até ela e a deguste, pra saber exatamente do que estamos falando. Como dito na resenha acima, a própria linguagem da personagem principal dá um toque todo especial ao livro, e não há resumo nesse mundo que possa imitá-la. Isso, sem contar a complexidade dos sentimentos que vivemos ao ler aquelas linhas de uma adolescente angustiada e condenada à morte; isso também não pode ser transferido pra um resumo. Enfim, o que eu queria dizer é que ao ler essa crítica, senti que não fui a única a ter experiências fantásticas proporcionadas pelo livro e que também não fui a única a me entregar de corpo e alma a essa obra. Ri, chorei, refleti e finalizei a leitura com uma visão da vida diferente da que tinha anteriormente. Esse livro é realmente um presente pra uma juventude cada dia mais fútil e preocupada com as superficialidades da vida.

    Parabéns à autora da resenha!!!

  33. Boa resenha, só não concordo com o que disse sobre Nicholas Sparks. Pois, se nunca leu um livro dele, deveria ler… e assim veria que não é bem como você falou. Nicholas Sparks ajuda muitas pessoas com seus livros, assim como ajudou a mim, a ter um pensamento completamente diferente do que VIVER.

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