Estivemos aqui

Pareço normal, mas previ que os bancos entrariam em greve e, em consequência, logo no início do mês decidi abrir minha conta-salário (que venho atrasando a quase um ano, desde que entrei na livraria). Devo ter imaginado o mesmo futuro próximo com relação aos Correios – que, muito em breve, não entregaria mais os livros que as editoras me enviam. E, para não sofrer de abstinência literária, lancei-me em um passatempo divertido: testar os ditos “selos” das grandes editoras.
O selo é aquele nome que compõe um grupo editorial. A editora Objetiva (ou Grupo Editorial Prisa-Santillana), por exemplo, é composta por diversos selos. Dentre eles, a Alfaguara – que publicou vários dos meus romances ibero-americanos prediletos. A Companhia das Letras, este ano, lançou quatro diferentes selos. Eu decidi testar um deles: a Paralela, cujas obras são “voltada[s] para a publicação de livros de entretenimento destinados ao grande público”. Quando esses livros chegaram lá onde trabalho, achei um tanto quanto abrangente em excesso o objetivo, já que o catálogo vai de biografias até chick-lit. A grande vantagem deste selo, no entanto, é o preço de suas obras. Foi dessa maneira que comprei os seguintes títulos: Como Ser Mulher, da Caitlin Moran (que estou terminando a leitura); e A Idade dos Milagres, da estreante autora Karen Thompson Walker. Resenharei este segundo por hoje.
Para início de conversa, A Idade dos Milagres foi um livro que – de cara – não me atraiu em nada. Recebi um e-mail da editora com o enredo da obra, mas não me interessei. A proposta veio em forma de questionamento (e subtítulo): “e se os dias ficassem mais longos?”.

Capa do livro A Idade dos Milagres, de Karen Thompson Walker, pela editora Paralela.Bem, uma família está em casa, num sábado de manhã, quando a matriarca volta da padaria ordenando que a televisão seja ligada. Nos noticiários locais, está a notícia de que o planeta Terra passou por uma desaceleração. E, em consequência disso, o dia passou a ter duas horas a mais. Essa família – assim como todas as outras – não percebe de início a mudança. Essa família mora na Califórnia. E essa história é narrada por Julia – uma pré-adolescente de quase doze anos.
O título confesso, também não chama atenção, além de parecer equivocado. Mas pude compreendê-lo após essa explicação:

“Eram os últimos anos do ensino fundamental, a idade dos milagres, o período em que as crianças crescem sete centímetros e meio durante o verão, seios desabrocham do nada, vozes desafinam. Nossos primeiros defeitos começavam a surgir, mas eram corrigidos. Vista embaçada podia ser consertada, de forma invisível, com a mágica das lentes de contato. Dentes tortos eram endireitados com aparelhos. Pele manchada podia ser clareada quimicamente. Algumas meninas começavam a ficar bonitas. Alguns meninos estavam ficando altos. Eu sabia que minha aparência ainda era a de uma criança.”

Acho engraçado (e trágico) quando colocamos expectativa demais em alguma obra. A exemplo de A Trama do Casamento, de Jeffrey Eugenides. Apesar de ser um bom livro, jamais ultrapassará a particularidade que quase todos possuímos com relação As Virgens Suicidas, primeira obra do autor. Uma obra de estreia quase sempre é o que define o sucesso de um escritor. Nos últimos tempos, tivemos excelentes constatações disso. Pola Oloixarac, por exemplo. Karen Thompson Walker demorou dez anos para criar o livro que me perturbaria mentalmente por semanas.
Começamos a obra daquela forma parca que narrei acima. Obviamente, Julia tenta levar uma vida normal, apesar de todos os seus colegas de classe estarem falando apenas e tão somente da desaceleração, e da sua mãe estar louca, estocando comida como se o novo fato significasse o fim dos tempos.

“Não havia imagens para mostrar na televisão nada de prédios em chamas ou pontes caídas, nada de metal retorcido ou terra arrasada, nada de casas se equilibrando na laje. Não havia feridos. Não havia mortos. De início, era uma catástrofe quase invisível.”

A catástrofe vem, de fato, à medida que os dias passam e as emissoras de TV deixam no canto da tela um relógio com cada vez mais horas sendo adicionadas. O que antes representava vinte e seis horas passara a ser trinta. As rotinas ficaram perdidas. Trabalhadores não iam aos seus empregos. Crianças faltavam às escolas. Religiões estiveram confusas. Vários se mudaram para reencontrar suas famílias em locais distantes. Muitos anunciaram o fim do mundo.
Um belo dia, porém, o governo americano decide instituir a “Hora do Relógio”: os dias voltarão a ter vinte e quatro horas, independentemente de se três da manhã estiver indicando um sol de meio da tarde lá fora. O plano era que noite estivesse dissociada a escuridão e que dia tampouco tivesse alguma relação com claridade ou sol. Obviamente, sendo os Estados Unidos um país livre, muitos tentavam seguir o “Tempo Real”: ficavam acordados (à base de remédios) quando o sol estava no céu e dormiam apenas quando a noite se instalava. Entretanto, essas pessoas não eram bem vistas pela maioria – a sociedade que seguia a “hora do Relógio” e, portanto, decidiram viver em colônias no meio do deserto, com outros adeptos de seu próprio tempo e calendário.
É interessante como a narrativa de Karen envolve o leitor na situação mundial e consequencial da desaceleração: a venda de remédios cresce; países da Ásia passam por extremas dificuldades; aeroportos fecham; os pássaros e as baleias são os primeiros a sentirem a desorientação que a desaceleração transmite; e as plantas, frutas e outros alimentos naturais cada vez mais se mostram escassos. Estufas precisam ser construídas. O excesso de sol rompe o equilíbrio do campo magnético do planeta. Humanos, de algum modo estranho, tornaram-se cruéis. Julia enxerga isso através do comportamento de seus colegas, por exemplo. Questionamentos surgiam do nada. E o passado, pouco a pouco, era novamente redescoberto sobre perspectiva catastrófica.

“Um forte rumor já percorria o aglomerado de crianças mais à frente. Por esse mesmo canal, em outras ocasiões, circulavam notícias sobre as explorações ilícitas dos dedos de Drew Costello e sobre as acrobacias da língua de Amanda Cohen, sobre o saco de maconha encontrado escondido na mochila de Steven Galleta e, tempos depois, sobre detalhes da vida dele no acampamento para meninos problemáticos de Mount Cuyamaca. Em meio à falação de sempre, surgia agora um tipo diferente de fofoca, de fonte igualmente duvidosa: em 1562, um cientista chamado Nostradamus havia previsto que o mundo acabaria naquele dia, exatamente.”

E Julia está crescendo. Um fato em sua vida não foi alterado, no entanto, apesar da desaceleração: sua paixão secreta por Seth Moreno, um colega de classe com o qual ela não tem o menor contato. Tudo que ela conhece do garoto é que ele adora andar de skate e está com uma mãe que sofre de câncer. Julia é extremamente tímida. Ela teve poucas amizades na vida, e percebe que a desaceleração destruiu muito desse convívio.

“Tenho a impressão, hoje, de que a desaceleração desencadeou outras mudanças também, menos visíveis à primeira vista, embora mais profundas. Trajetórias mais sutis foram perturbadas: os caminhos da amizade, por exemplo, ou as idas e vindas do amor. Mas quem sou eu para dizer se o curso da minha infância já não estava definido muito antes daquele evento? Talvez minha adolescência tenha sido comum, com aborrecimentos bastante normais. Existem, sim, coincidências: o alinhamento de dois ou mais eventos relacionados, aparentemente, sem nenhuma conexão causal. O que aconteceu comigo e com a minha família talvez não tenha nada a ver com a desaceleração. É possível, acho. Mas duvido. Duvido muito.”

O único “elo” que Julia possui com Seth é a frequência de suas aulas de piano com a vizinha Sylvia. Seth toma essas aulas depois do horário de Julia, de modo que ela o vê algumas vezes na semana, para além das aulas escolares. Lá para o meio da obra, obviamente, Seth e Julia colidirão em algum ponto comum, construindo, assim, um romance de forte vínculo, porém sem chance de futuro. E Sylvia, que até então parecia carta fora do baralho, ao anunciar que passaria a ser adepta do “Tempo Real”, revela-se uma personagem a quem Julia pode observar constantemente – e que esconde um segredo que envolverá a garota.
A “síndrome da desaceleração”, doença surgida após as significativas mudanças climáticas, atinge a mãe de Julia, que chora o dia inteiro sem saber o motivo e desmaia constantemente. Esse é apenas um dos efeitos provocados pelo sol constante e frio irritante quando as noites duram horas. Essa alteração do relógio também é interessante por dois motivos distintos: frequentemente Julia acorda para ir à escola em plena alvorada e ela descreve as noites de sol como “noites brancas”. Recentemente, tive um treinamento de literatura russa em que me explicaram que “noites brancas” são as noites de neve excessiva em São Petersburgo: céu e chão fundem-se em um branco intenso. Os dias tornam-se mais longos por lá, pelo fato de que não escurece. Turistas que visitam a cidade nesse período não conseguem dormir com o excesso de claridade. Interessante como Julia toma para si as “noites brancas” (Dostoievski escreveu uma obra com esse título) como as noites de excesso de sol. Um clima totalmente oposto ao sentido tomado pelos russos.

“Será que todas as épocas parecem ficção quando já passaram? Depois de um tempo, certos vestígios de palavras são tudo o que resta. Décadas após a invenção do automóvel, por exemplo, continuamos a alertar uns aos outros para não colocar a carroça na frente dos bois. Da mesma forma, ainda temos dias de cão e noites em claro, e as primeiras horas da manhã, de acordo com os relógios, ainda são conhecidas coloquialmente (se bem que de modo cada vez mais obscuro) como o raiar do dia.”

O livro todo é narrado pela perspectiva de uma Julia crescida, que olha para o passado. De narrativa concisa, parágrafos definitivos e percepção primorosa, essa é uma distopia – no mínimo – muito peculiar. Eu já li muitas distopias, sou fã declarada desse gênero. Apesar de não ter acompanhado o “booom” da trilogia Jogos Vorazes, me encantei com a crueldade do filme. Mas distopias nunca me foram totalmente satisfatórias: gostei da proposta de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, mas considero a narrativa péssima; 1984, de George Orwell, é interessante, porém complicado, assim como Admirável Mundo Novo (que você precisa ter uma capacidade imaginativa enorme para compreender e adaptar-se ao livro). A Idade dos Milagres, entretanto, possui uma narrativa tão fácil e que flui tão bem que qualquer pessoa leiga em distopias pode encantar-se com esse título.
Esse livro me impressionou muito. Durante uma semana, não consegui falar de outro assunto aqui em casa. Comecei várias resenhas, das quais nenhuma parecia ser digna do que o livro representa. Fiquei viciada, procurei cada vez mais informações sobre a obra: me deparei com o website de divulgação do livro, e com esse booktrailer fan-tás-ti-co – a menina que interpreta Julia é exatamente da maneira que imaginei:

Tive o pesadelo de que o fim do mundo havia sido oficialmente anunciado, de modo que eu e meu marido fomos de mãos dadas até a praia – e assistimos a explosão destrutiva do sol. Acordei chorando. Não estou acostumada com ficção científica de uma maneira tão puramente intimista. A obra de Thompson Walker parece o filme Melancolia, do Lars Von Trier. O livro termina com duas palavras essenciais de quem deseja deixar sua marca na Terra, para não ser esquecido, para quando o mundo não tiver mais jeito. Deixo ao leitor desta resenha, o desafio de adivinhar quais são essas palavras. Recomendo a leitura desse livro aos que desejam se iniciar nas distopias da vida e para aqueles que, assim como eu, são iniciados, mas não se satisfizeram com as clássicas já criadas. Ou apenas para quem deseja pensar – e procurar um sentido filosófico para a sua existência. Mas e se os dias realmente ficassem mais longos?

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25 respostas em “Estivemos aqui

  1. Nina, eu nunca tinha ouvido falar desse livro, mas a sua resenha me fez passá-lo na frente de todos os livros da minha lista de leitura. A história realmente me encantou e me deixou bastante curiosa, eu jamais tinha visto um livro com essa proposta.
    Parei pra pensar como seria se isso realmente acontecesse. Acredito que seria um caos total e com certeza a vida na terra estaria com os dias contados. Assim, também parei pra pensar o quanto é fantástica a natureza e como uma mudança, digamos, “simples” mudaria tanta coisa.
    Sobre as palavras, não faço ideia de quais são, pensei um pouco mas as minhas opções ultrapassam o limite de palavras.
    P.S. Espero que eu não tenha sonhos assustadores como você, rs.

    Beijinhos

  2. Até que, depois de ler tudo o que você escreveu, pareceu legal, mas o enredo realmente não me interessou. E continuaria sem interessar, se não a sua alusão à forma como a autora narra (estou parecendo o meu professor de português falando, mas é que eu não encontrei outra palavra)
    Ah, e seres humanos já são naturalmente cruéis. Os dias não precisam aumentar pra isso.

    obs: Viu a capa da Veja? Cinquenta tons de cinza. Lembrei de você, gata. haha

  3. Eu também gostei bastante desse livro, apesar de ter faltado algo pra mim. Mas foi um livro que me despertou encantamento e medo durante toda a leitura. Adorei a estreia da autora.

  4. Você resenha de uma forma muito legal, sabia? Eu me interessei bastante pelo o livro, vou colocá-lo em minha lista de leitura (que está enorme, céus) e depois passo aqui dizendo a minha opinião. Pode demorar um pouco porque tenho outros na frente para ler, mas voltarei aqui para conferir outros textos seus.
    Um beijo, @pequenatiss.

  5. As últimas palavras são o título da postagem? Poxa. :x
    Já havia lido algo sobre esse livro, mas não fazia ideia de que ele fosse tão “profundo” assim. Quer dizer, meus olhos ficaram rasos d’água ao ler essa resenha… Okay, talvez a TPM tenha algo a ver com isso, mas seu sonho me deixou particularmente tocada.
    Lerei esse livro com toda certeza. Mas sei que não ficarei sem pesadelos durante uma semana após lê-lo.

  6. Uma pequena inveja de ti por ter pensado em abrir qualquer coisa que fosse no banco antes da greve. E aí me vem: greve nos bancos e nos correios. Grande sorte a minha por ter tanta coisa para receber dos mesmos. Enfim… escreves bem, bem, vem. Gostei bastante, de verdade.

    Ps: Que bom seria se os dias fossem mais longos… e que a vida, a paciência, etc. Rs.

  7. Nina você sabe que uma das razões de eu ter parado minhas resenhas literária foi você né? Porque você é tão poderosa em escrever, tão talentosa em dedilhar os livros lidos que eu me sinto uma mendiga perto de você rs…

    Olha só essa! Eu já tô com papel e caneta do lado, com o nome do livro anotado porque to louca pra ler. Você acredita? Obrigada por ter esse dom maraaaa de compartilhar conosco suas opiniões sempre precisas.

    Beijoca

  8. Carcs, que curiosidade.
    Sua resenha foi profunda e me deixou com uma imensa vontade de ler esse livro.
    mas ainda estou querendo ler “a culpa e das estrelas”, então vai ter que esperar. rs

    Bjs

  9. Fiquei com uma vontade grande de ler. Me interesso muito por distopias, apesar de ter opiniões diferentes da suas. Jogos Vorazes pra mim foi uma tentativa que só chegou ao meio do caminho. 1984 é realmente interessante, mas discordo de 2/3 do livro. Fahrenheit 451 me conquistou. Adorei a narrativa e toda a ideia. Admirável Mundo Novo ainda tem o posto de melhor distopia da minha vida, sempre encontro algum assunto que pode ser visto segundo as ideias do livro.
    Vou procurar saber mais sobre esse livro. Além de distopia, essa necessidade humana de se marcar nos lugares onde viveu também me interessa muito.
    Beijo.

  10. Nina, eu não olharia pra esse título na livraria, mas sua resenha me impressionou assim como os trechos que você selecionou. É o próximo da minha lista.
    beijo

  11. Se vi esse livro em algum lugar, ele me passou batido. Ia começar nas distopias por “Jogos vorazes” mas desisti pelo tanto de gente de me resrecomendou-o (ainda acho que em grande parte pelo boom que ele provocou, esse povo que tem essa síndome do underground prejudica as indicações que recebo, hahaha) acabei por desistir.

    Nunca li nenhuma distopia. Se começei alguma foi com uns 11 anos, e com certeza devo ter abandonado, porque pra mim quanto mais real, melhor. Mas fiquei interessadíssima nesse livro, acho que vou colocá-lo nas minhas próximas compras, apesar de ainda me sentir uma idiota lendo fantasia (sentimento que aumenta ainda mais quando o livro termina e era tudo um sonho do personagem, hahahahaha #trauma) porque pelo que entendi da sua resenha o livro trata das mudanças que os dias mais longos fazem nos sentimentos das pessoas, contando como uma adolescencia normal é afetada por algo tão extraordinário, ao invés de bullying, um mapa do tesouro, ou, sei lá, um vampiro gato que estuda na mesma escola da guria.

    OBS.: adorei a parte em que você falou que ficou obcecada pelo livro, me vi muito ali quando fico marcada por algum livro ou filme, pesquisando tudo sobre cada simples detalhe, desde o autor até às referências. HAHAHAHA

  12. Uma das melhores resenhas que já li. Amei o jeito que você as faz.

    O livro parece ser bem interessante. Tentarei lê-lo.

  13. Nunca tinha ouvido falar nesse livro, mas fiquei com bastante curiosidade. Não sou completamente leiga em distopias (além da série queridinha do mundo “Jogos Vorazes”, li 1984 e Admirável mundo novo) e gosto muito do gênero. Vou já marcar na minha lista de desejados, porque sempre esqueço esquecendo os livros que quero ler. Desde já vou me preparando para uma obsessão profunda, pois costumo me envolver demais com os livros que leio. Beijos.

  14. Apesar do enredo já ser bem batido, comum, não duvido que o livro seja interessante, como foi jogos vorazes por exemplo. A ideia de “o que aconteceria se os dias ficassem mais longos” é muito boa; E na verdade nos faz perceber que, 10 minutos a mais que tivessem no dia já ia dar muito problema no mundo inteiro.

    http://www.dedilhar.com

  15. Caramba, que livro diferente! Nunca havia ouvido falar dele, mas adorei a resenha. Não consigo me imaginar no lugar da Júlia e senti uma tremenda agonia só de ler suas palavras, mas quero muito ler o livro. Muito mesmo. Vou adicionar agora no Skoob, pra quando o vestibular passar…

    P.S. Vi que me seguiu no tumblr, já segui de volta e adorei o seu. =)
    P.S.² Preciso confessar que adorava seu antigo layout, mas este novo me deu um baita alívio porque fica mais fácil pra ler as postagens, haha.

    Beijos, Nina.

  16. Esse é o primeiro livro que tu indica que eu não sinto vontade de ler. Talvez seja mesmo um livro bom, eu é que não gosto de distopias (nem sabia que tinham esse nome), nunca consegui ler Admirável Mundo Novo e 1984. Quando você disse que o livro parece com o filme Melancolia, minguei ainda mais, haha.
    Quem sabe daqui a um tempo, eu abra minha mente para esse tipo de leitura (:

  17. Fiquei muito interessada no livro. Nunca parei para pensar se sou fã de distopias, mas alguma coisa na ideia de “desfazer” a sociedade como conhecemos me encanta… Já estou com a aba aberta, procurando ele para comprar.

    Aliás… adorei o layout novo :)

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  19. Pingback: Retrospectiva literária 2012 | Sobre Fatalismos

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