Provocações

Foi criado numa família comum, era mimado pela mãe, levou à sério a história de que provavelmente era um ser humano único – como dizia quem havia lhe criado. Estudou, mas não obteve favoráveis sucessos no quesito “liderança”, o que me impressionou muito, dado o futuro que obteve. Não tinha talentos dignos de olhares mais contemplativos. Na realidade, não se interessava por muita coisa. O estudo lhe fazia mal. Talvez a vida fosse uma escola que, na prática, seria mais interessante. Em quinze anos, conseguiu chegar ao topo do mundo, transformava-se em seus discursos, aplicava uma persuasão ímpar, inventou o tipo de marketing político que conhecemos hoje, foi um gênio de sua época. Um gênio que torturou e executou milhões de judeus, em nome da Alemanha que reergueu. E era austríaco, esse endiabrado Adolf Hitler.

Canta, Britney!

Eu nunca havia lido Augusto Cury. Na verdade, exclamava um “esse escritorzinho de auto-ajuda” e o resto que se danasse. Possuo um problema enorme com esse gênero, que explicarei muito em breve, num outro texto. E, somado a isso, também não curto os autores atuais, muito ilustres, demasiadamente “devorados” pelo grande público, esses escritores adotados pela massa. Muito preconceito literário, sem dúvida (ando melhorando nesse quesito), mas a sua obra mais recente me impressionou imensamente pela originalidade da história. E, além de tudo, eu prefiro Augusto Cury do que Paulo Coelho. O primeiro escreve para todos os públicos e confere a responsabilidade de o leitor pensar sobre um assunto instigante, o que possui total familiaridade com a sua profissão, de psiquiatra. Já o segundo escreve para um público estrangeiro, fantasia demais, fala muita besteira e já deixou de ser amado pelos leitores daqui. Em suma, fora substituído pelo primeiro.
Tudo começou quando a Joyce, da Planeta, foi lá na livraria em que trabalho para aplicar um treinamento sobre os lançamentos da editora. E, entre best-sellers e alta literatura, gostei especialmente de Javier Moro e Augusto Cury.
O Colecionador de Lágrimas, Augusto Cury, editora Planeta.O Colecionador de Lágrimas é o primeiro de uma trilogia, e suponho que o título dessa série seja Holocausto Nunca Mais, que também confere na capa do livro. Júlio Verne, nosso herói,  é um professor de História, também formado em Psicologia. Mora na Londres dos tempos atuais, é poliglota, inteligentíssimo e casado com Katherine: também professora, mulher prestativa e talvez tão astuta quanto o seu marido. O professor não possui esse nome por acaso: assim como o escritor francês Júlio Verne, que viajava na História para compor suas obras, este personagem de Cury também embarcará na História muito mais do que como um mero professor dessa disciplina.
Júlio Verne é judeu. Seu assunto predileto para as aulas trata da Segunda Guerra Mundial. Ele trabalha em uma universidade e ensina História para estudantes de Direito – uma tarefa muito difícil, segundo ele. Costuma dizer que “no dia em que um professor deixar de provocar a mente de seus alunos e não mais conseguir estimulá-los a pensar criticamente, estará pronto para ser substituído por um computador”. Porém, Júlio sente que já não provoca tanto em sala-de-aula. E é então que o ponto de partida para a melhora desses momentos começa, porém à noite, nos seus pesadelos.
Júlio sonha com o período da Segunda Guerra. Ele enxerga judeus sendo executados em sua frente: famílias compostas de idosos e crianças, pais desesperados, mães em pavor extremo. E o pior é que não há reação de sua parte, ele nada consegue fazer para impedir o extermínio, não se move do lugar. Acorda apavorado, sob os cuidados de sua esposa. Horas mais tardes, em sala de aula, se inicia a narrativa desse sonho – e de outros tantos que o sucederão – e Júlio Verne retoma à provocação com os seus estudantes. Traça um perfil minucioso da figura de Hitler, deixa os alunos impressionados. Narra a infância dele, adolescência, vida adulta, como se tornou o Führer, como cativou a Alemanha utilizando o poder da palavra em seus discursos. O professor narra os métodos de tortura e debate com os estudantes o quanto Adolf Hitler era um exemplo péssimo de ser humano. Eu não sabia, por exemplo, que Hitler adorava os animais, vivia brincando com as crias de sua cadela – era, até mesmo, vegetariano. Mas todas as mulheres que compartilharam o seu leito cometeram suicídio, em algum momento dessa tenebrosa convivência. Os alunos – e os leitores – ficam abismados com as revelações pouco conhecidas acerca da vida pessoal de Hitler. O que demonstra uma pesquisa ímpar e necessária feita pelo autor da obra. A cada informação, temos uma numeração servindo de nota para a bibliografia presente no fim do livro. Uma boa referência para quem deseja aplicar-se melhor, posteriormente.
Mas é provocação demais. Tanto que começa a desconfortar alunos e mestres. Suas aulas vão além dos muros da universidade: a divulgação de seus estudantes chama a atenção até de quem não é aluno de Júlio, estudantes de outros cursos e até de outras universidades, curiosos, também passam a assistir suas aulas. O pouco espaço da sala-de-aula motiva palestras em auditórios. E os questionamentos que Júlio Verne faz não são tão simples, estimulam o pensamento, convidam os estudantes a adentrar na História. Alguns deles, porém, não se dão por vencidos e, após serem “acusados” pelo professor de estarem presos numa educação cartesiana (uma referência a Descartes, na qual a instrução se dá pela repetição, ou por cálculos), decidem entrar com um processo contra Júlio Verne.

“A matemática adulterou nossa capacidade de enxergar as angústias e as necessidades dos outros a partir da perspectiva deles.”

O professor não se intimida com a ameaça dos alunos e a ausência dos mesmos em sala-de-aula. Mas, ainda assim, sofre com a inveja de alguns membros acadêmicos – tal como Paul, ex-namorado de Katherine, sua esposa. Um homem que, naturalmente, sente profunda inveja do professor Júlio. E que tem o apoio do reitor da universidade. Mas o professor sabe defender-se.

“Como formar mentes livres sem provocar os alunos com a arte da dúvida? Como usar a arte da dúvida sem questioná-los? E como questioná-los sem perturbá-los?”

A vida de Júlio segue, apesar dessas manifestações. Mas os seus pesadelos continuam a atormentá-lo, e ele continua a expurgar tais demônios narrando-os em sala-de-aula. Entretanto, atentados contra Júlio Verne começam a acontecer. Um carro quase lhe atropela. Quem tentava lhe matar era um homem com feições alemãs e um anel de “honra nazista” em um de seus dedos. E este não será o único personagem da história a invadir os tempos atuais, perturbando a trajetória de Júlio Verne. Tiros no pátio da universidade e um de seus melhores alunos sendo baleado também fazem parte desse enredo.
Além desse e de outros atentados, Júlio começa a receber, em sua casa, estranhas cartas de pessoas que fizeram parte da Segunda Guerra, alguns desconhecidos. Cartas datadas das décadas de 30 e 40. Algumas escritas pelo próprio Júlio. A polícia londrina passa a investigar o caso, ao mesmo tempo que o protege. Descobrem que o papel das cartas e até a tinta em que foram escritas são, de fato, daquele período remoto. Parece tratar-se de uma conspiração, ou de uma forte lacuna entre tempo e espaço, como se uma máquina do tempo existisse – e estivesse trazendo personagens históricos aos tempos atuais, deixando Júlio Verne em constante perigo. Não obstante, a sanidade do professor é questionada.
Não é surpresa que, no entanto, o serviço secreto da Inglaterra tem em posse uma máquina do tempo e deseja que Júlio volte pela história e execute Adolf Hitler. Porém, a proposta é que ele faça isso enquanto Hitler é apenas uma criança inocente, sem maiores ambições. Há um impasse enorme sobre a escolha de Júlio. Será que vale à pena assassinar uma criança que, até então, não possui culpa de nada? Isso não seria igualar-se ao nazismo? Mesmo que a morte de Hitler signifique muito pouco diante do massacre que ele mesmo executou, onde fica a consciência do professor diante desse acontecimento?
O que senti, quando li pela primeira vez Augusto Cury, foi que estava revivendo minha ansiedade diante de O Código da Vinci, de Dan Brown. Ambos os livros são bem diferentes – apesar de terem na essência o passado e os mistérios temerosos quanto ao futuro. Um ponto fraco do livro é que a linguagem parece artificial, em muitas ocasiões. Os alunos de Júlio são sempre muito inteligentes, formulam questionamentos que uma “pessoa normal” não faria, dialogam de uma maneira inexistente. E o livro todo tem uma característica bastante estrangeira dos livros policiais. É um livro policial, na verdade. Recomendo a leitura para quem admira o contexto da Segunda Guerra, as lacunas deixadas a respeito de Hitler, o perfil que podemos adquirir através da leitura dessa obra. É uma mistura de biografia e ficção. É compreensível que o primeiro volume dessa trilogia “apresente” um Adolf Hitler que poucos conhecem. A obra garante surpresas intensas. Augusto Cury vale o meu e o seu tempo.

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Cronista Amadora

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38 respostas em “Provocações

  1. Esqueci de mencionar: Hitler não tinha nada contra os judeus. Nada. Crueldade, muitas vezes, não necessita ter raiz.

  2. Ah Nina, será que um dia vou ler um post seu e não ter vontade de ler o livro que está indicando (ou rasgar todos os que eu ver pela frente em alguns casos)?
    Acho que vou ter que passar esse na frente de alguns da lista, porque realmente adoro história, e meu assunto favorito é a 2ª Guerra. E ultimamente, estou precisando de um livro que me traga essa ansiedade de querer virar logo as páginas e ocupar parte das minhas noites.

    Beeeijo!

  3. Nina, gostei muito da sua resenha e gostei muito desse livro, que li quando foi lançado em junho desse ano… Fiquei só com a sensação de enganação, pois eu não sabia que era uma trilogia e ficava pensando “mas quando ele vai encontrar isso, entender isso, quando vai chegar naquele lugar?”, o livro passava e as respostas não chegaram, só no fim do livro: “final do primeiro volume”! Rs! Fiquei com um pouco de raiva de ter que esperar, rs!
    Não costumo gostar de todos os livros do Augusto Cury, embora todos que eu pegue sempre goste! De qualquer forma, às vezes acho que ele floreia quando poderia ser simples…eu, como quase psicóloga, fico reparando nas “passagens psicológicas” e acho interpretativo demais, quando as falas e os perfis das personagens poderiam ser mais simples!
    O assunto é muito interessante e, no meio do ano, quando ele lançou o livro e eu vi sua palestra justificando sua escolha de tema, achei fantástico! Também é um assunto que muito me instigou quando eu estava na escola e foi uma coisa que senti um pouco de falta na faculdade, análise psicológica de alguns traços dos grandes ditadores ou dos grandes ‘heróis’ da humanidade! Ter livros que nos ajudem nesse aprofundamento é muito legal!
    Enfim! Vamos aguardar pelas próximas lágrimas…!
    Beijos!

  4. Nossa, que legal! Nunca li Augusto Cury pelo mesmo motivo que você. Auto-ajuda não é um gênero que me atrai, mas a história desse livro parece ser sensacional. Meu Deus, lá vai mais um pra lista…
    Beijos.

  5. OMG! Pela capa eu nunca pegaria esse livro para ler, se visse numa prateleira. Mas depois de ler este post, uma pontinha interior brotou com a vontade ler mais a respeito. Amei!

  6. Escrevi sobre Vitor Vilain e nem me dei conta que criava outro Hitler.
    Sobre voltar no tempo e assassinar Hitler, eu aprendi assistindo Dr. Who, que certos pontos na nossa história são fixos e não podem ser mudados. Claro que não defendo o que Adolf Hitler fez, mas quem garante que sendo assassinado quando criança nada disso teria acontecido? ou coisa pior?
    beijos,
    Ceci

  7. Fiquei tão interessada em ler Augusto Cury depois desse post. Em especial esse livro, que parece ser realmente interessantíssimo. Tentarei ler o quanto antes, estou realmente curiosa – graças à ti, Nina!

    Beijos!

  8. Já li muitos livros do Augusto Cury, mas depois enjoei de auto ajuda. Mas esse livro deu muita vontade de ler.. Meu pai que é fã dele logo deve comprá-lo.
    Beijos

  9. Nina, fiquei morrendo de vontade de ler, de verdade. Aliás, o jeito como você apresenta os livros aqui deixa qualquer um com vontade de lê-los. Hitler em especial é um cara que muito me desperta curiosidade. Saber o que se passava na cabeça de um cara tão inteligente e tão ignorante ao mesmo tempo deve ser a curiosidade de muita gente. Eu adoro história e particularmente esse momento dela. Já devorei livros de história e alguns sobre a segunda guerra mundial. Esse será o próximo.
    Beijinhos

  10. Eu nunca li Augusto Cury também, nossa, mas que livro maravilhoso. Eu sou doida por livros que falam sobre Hitler, porque adoraria entender a mente dele. Tenho curiosidade até mesmo em ler o Mein Kampf! O Hitler é um dos únicos caras que eu conheço que conseguia ser um gênio porém ignorante ao mesmo tempo. Estranho ele não ter nada contra judeus, fazer por diversão. E não fazia apenas com judeus, não é mesmo? Com todos a sua volta que ele achava que não eram bons o suficiente para estarem entre sua raça. Esse livro é muito interessante. Parece Código da Vinci: é uma história, porém, traz mensagens interessantes e reais.

    Gata, passei aqui também para dizer que tem post novinho no blog.

    Beijos!

  11. Depende do livro de auto-ajuda. Eu gosto muito de livros de neurolinguística e psicanálise, e o povo diz que é rmeio auto-ajuda.
    Quando comecei a ler o primeiro parágrafo, achei que você tinha inventado essa história ou o personagem. Depois vejo que nao sei muita coisa sobre Hittler com esse post. Ele era um gênio, mas usou mal a sua inteligência.
    Também nao gosto desses livros da modinha que a maioria curte. Leio mais lviros clássicos e épicos; sao os que mais gosto. Mas preconceito com auto-ajuda nao tenho, depende do livro de auto-ajuda.
    Beijos!

  12. Eu tenho três livros do Augusto Cury, os dois O Vendedor de Sonhos e também O Semeador de Ideias. Porém, como dizemos aqui em Pernambuco, peguei abuso dele e não consegui ler nenhum. Ou seja, preconceito literário da minha parte.

    Por causa do teu texto, O Colecionador de Lágrimas me pareceu interessante, mas ainda tenho meus receios com o autor. Quem sabe um dia eu consiga ler algum livro dele.

  13. Eu nunca tinha ouvido falar desse livro e provavelmente nunca ouviria se não tivesse lido esse post. Sério, que sensacional. Eu acho todo o tema da Segunda Guerra fascinante então pra mim, é definitivamente um livro que eu leria.
    Aliás, já coloquei na minha listinha de livros para o futuro! Obrigada pela dica! :)

    http://www.paleseptember.com

  14. Oi, Nina! Pô, tava ficando com uma vontade imensa de ler o livro mas depois, saber que o livro tem linguagem artificial… sei lá! Desanimei… hihihi
    Mas fiquei com pontinha de curiosidade por ser policial.
    Kiss

  15. Taí, não imaginava que Augusto Cury escreveria um livro assim. Já ali alguma coisa dele, na época fez muito sentido, mas pouco depois peguei nojinho de auto-ajuda. Nunca mais consegui ler nada do tipo. Pelo menos não um livro inteiro.
    Enfim, da próxima vez que ouvir falar em Augusto Cury, pensarei nele de maneira bem diferente.

  16. ótima dica! adorei demais a capa! Vou ver se acho ele para mim ler, adoro livros assim! lelusantos.blogspot.com

  17. Cara, já tentei ler “O Vendedor de Sonhos” dele, mas como já havia lido aquele “O Segredo”, me pareceu mais do mesmo. Mas sua resenha, realmente, me deixou curiosíssima pra ler esse, apesar de ser trilogia (meu bolso não me permite muitos gastos e trilogias, convenhamos, saem caras muitas vezes). Esse contexto de Segunda Guerra me fascina – ainda que, às vezes, me deixe amuada -, mas é um choque de realidade que gosto.

    Beijo, Nina.

  18. Eu acho um problema essa literatura mais atual, porque tem muito autor ruim sufocando os bons, e gerando preconceitos. Ler os clássicos é sempre enriquecedor, mas nem todo livro atual ou que seja best seller é necessariamente ruim ou mal escrito. Eu gosto muito de livros sobre a segunda guerra, gosto sempre de pesquisar as duas faces da moeda, por ser muito curiosa. Gosto de entender como funcionava os Reich, ler sobre Hitler e tentar achar um porquê para as loucuras dele, ou porque ele, com toda a cultura que tinha, cometeu o mesmo erro que Napoleão Bonaparte na União Soviética. Enfim, muito boa sua resenha e (a partir de agora) quero muito ler Augusto Cury.

    http://www.dedilhar.com

  19. Ótima resenha. Eu amo os livros de Augusto Cury. Mas, esse ainda não li.
    Deve ser ótimo, maravilhoso!

    Demorei um pouco para vim aqui porque estava sem internet.
    Beijos.

  20. Confesso meu preconceito sobre Augusto Cury. Não sei se já estou pronta pra me livrar dele. Até tentei ler um, “O vendedor de sonhos”, mas a escrita não me conquistou. Desde pequena tenho uma atração inexplicável por quase tudo que remeta à 2a Guerra, mas ainda assim, meu medíocre preconceito literário não ta me fazendo ter vontade de sair correndo atrás desse livro. De todo modo, foi uma resenha muito bem escrita, e a frase do Júlio sobre a importância de um professor provocar a mente de seus alunos bateu exatamente com o que eu, estudante de licenciatura, acredito. Ficou uma pulga atrás da orelha. Quem sabe um dia eu venho aqui agradecer por vc ter me indicado um super livro? :D

  21. O preconceito também norteia as minhas escolhas literárias e, apesar da forma tão instigante com a qual você apresenta o livro, não posso deixar de compará-lo a um enredo do Dan Brown (que há muito me cansou). Mas já li algo do Augusto Cury e não achei assim tão ruim, se o leitor estivesse precisando de um ombro amigo. Já esse daí é bem diferente, realmente…

  22. Então… possuo o mesmo “pré-conceito” literário em relação a livros de auto-ajuda…(mas ainda não comecei a trabalhar nele, rsrs)
    Mesmo assim fiquei interessada ao ver a capa e a sinopse desse livro.
    Quando fui comprar um livro, recebi o primeiro capítulo, e desanimei de pegar pra lê-lo, logo no começo senti o que você mencionou, a linguagem parecer artificial, o que me incomodou um bocado. Talvez não seja o livro todo, mas não seria uma das minhas próximas compras rsrs

    Abraços! :D

  23. as suas resenhas sempre são as melhores!
    eu já li o cury, numa época que tudo tava uma bosta, posso dizer que foi um conforto, de alguma forma… como se a autoajuda me enchesse de esperança.

  24. Também não gosto de Paulo Coelho, e seu clima exageradamente estrangeiro leva meu professor de literatura e eu a fazermos piadinhas dizendo “Paul Rabbit” pra lá e pra cá. Gostei do post, e vou procurar o livro, porque considero a Segunda Guerra muito interessante. Não tanto quanto a guerra fria, mas isso aí é culpa do Watchmen. Sem dúvidas, Hitler é uma das figuras mais instigantes que já existiu.

    obs: Achei a imagem muito sensacional. rs

  25. Então que já vou “correr” no submarino ou saraiva p/ dar uma olhada nesse livro. Nunca tive curiosidade em ler qualquer obra de Augusto Cury, na verdade, sou um tanto fechada para livros/escritores de “auto-ajuda”, mas depois desse seu texto, fiquei com vontade de ler O Colecionador de Lágrimas.

    Ah, você escreve muito bem!

    Beijo

  26. Nossa fiquei extremamente instigada a ler esse livro, um dos meus temas preferidos é a Segunda Guerra e Hitler é um personagem que me intriga demais.. amo livros e documentários que abordam isso. Confesso que não sou fã dos livros do Cury, mas irei com certeza ler esse.

    Ps: descobri seu blog a pouco tempo e já virou um dos meus preferidos. Parabéns

  27. Acho que a figura de Adolf Hitler nunca estará invicta de curiosidade, nem da de futuras gerações. Um homem aparentemente paranóico tornou-se um gênio militar capaz de convencer uma nação inteira a perseguir uma etnia sem saber de fato porque o fazia… Confesso que tenho um preconceito nada leve com auto-ajuda, embora tenha um exemplar de “Como dominar seus pontos fracos” pendente na minha pilha de leituras, mas o núcleo histórico e o fictício desse livro me interessaram bastante. E como uma viagem no tempo pode não interessar alguém que vive pensando no futuro? Mal de aquariana… A resenha, por sinal, ficou ótima =).

    Beijos ;*

  28. Aqui em casa devo ter uns quatro livros do autor, e desses só li “O futuro da humanidade”. Bem, esse que li era para ser um romance, como diz na própria capa, mas o senhor Cury fez o lado psiquiatra dele transparecer tanto que o personagem principal decide do nada virar psiquiatra e até no meio da história fala umas teorias sobre a mente e não sei o quê. O livro tinha tudo para ser ruim, porque o romance é tão bleh, a escrita fica técnica de tão descritiva, mas me valeu porque li como sendo um livro querendo explicar algo e não como romance em si (do contrário tinha tacado fogo).
    Enfim, eu só consigo imaginar Augusto Cury dando palestras em forma de livro, haha. Mas eu gosto de palestras e gosto desse tema, o que parece ser bem interessante.
    Beijos!

  29. Eu também sou um pouco preconceituosa em relação a livros. Abomino auto-ajuda, acho chata e maçante, e Augusto Cury, especialmente, ele, me dá calafrios porque é um autor que uma tia minha passa horas dizendo que eu deveria ler. Mas essa resenha me deixou muito interessada, acho que a próxima vez que encontrar minha tia, vou perguntar se tem esse aí na sua coleção.
    beijo!

  30. Cara, eu também tenho MUITO preconceito com essa nova horda de autores que ando vendo abarrotando as prateleiras das livrarias e que não faço ideia de quem sejam hehehehe Esse Cury eu nunca fui com a cara, comecei a ler alguns livros, mas não passou das primeiras páginas… preguiça gigante. Mas esse título aí parece interessante apesar de tudo. Acho que a gente pode confiar no seu gosto, né?

    Beijos

  31. Nunca li nada do Augusto Cury. Pelos mesmos motivos que todo mundo falou ai encima e por que eu raramente leio literatura atual – que não seja fantasia/quadrinhos – e menos ainda literatura brasileira atual – ok, eu leio quadrinhos. Mas tenho um gosto por histórias que usam o holocausto.

    Difícil é gostar de qualquer coisa sobre o holocausto depois de ler Primo Levi: nada vai ser bom e chocante o bastante.

  32. Gostei bastante da sua resenha. No começo fiquei com receito de ler algum livro de Augusto Cury, mas assim que li o primeiro (Nunca desista dos seus sonhos) não parei mais. Não concordo com a forma como ele escreve, penso que poderia ser mais direto às vezes, menos técnico em outras, mas talvez isso seja o que me encante também. Essa dualidade dele, o lado psiquiatra e o lado escritor comum. rsrs
    Não li esse ainda, mas fiquei mais interessada ainda em encontrá-lo.

    http://osonhodeumaflauta.blogspot.com/

  33. Nina e suas resenhas. Li e adorei! Tenho uma quedinha por Hitler (hahahahaha nao me julguem) apenas gosto do simbolismo todo, criou-se um carisma, esquecendo sim toda a ruindade da pessoa. beijocas!

  34. Pingback: Retrospectiva literária 2012 | Sobre Fatalismos

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