O pior blogueiro do mundo

Não faz muito tempo, uma amiga publicou no twitter o que ela considerava um absurdo: um editorial de moda de uma famosa revista sobre roupas étnicas, estampas africanas, etc. E uma modelo branca para ilustrar o conteúdo.
Eu, que já trabalhei como modelo, questionei qual era o problema do editorial. E ela me especificou que o erro estava na escolha “racista” da mulher branca. Em contrapartida, perguntei se, por acaso, uma mulher negra não poderia fazer uma sessão de fotos com temática, sei lá, russa ou alemã. Para mim, daria no mesmo. O preconceito racial no meio da moda tem diminuído bastante. Se você é modelo em Salvador, onde moro, já deve ter percebido que aqui não tem mercado para brancas. Na minha época, havia perdido vários trabalhos por conta da cor da minha pele – e eu me considero apenas amarela. Portanto, na questão da moda, acredito que se uma modelo branca possui beleza e competência para posar em um editorial “africano” (oi?), ela o fará, sem problemas. Assim como a modelo negra pode alcançar um status bem maior: ser a principal da Victoria’s Secret, por exemplo.
Mas em 140 caracteres, infelizmente, não é possível expressar tanta coisa. E essa amiga discordou de mim, e outras pessoas, que eu desconhecia (e ainda desconheço), mandaram mensagens perguntando: “o que é racismo para você”? E, diante de minhas respostas (que eu ainda perdi tempo digitando), as ofensas se multiplicaram, até absurdos como “essa gente branca que pensa que o racismo contra eles existe”. Como é que é?

Imagem compartilhada no facebook.

O meu argumento era que, embora a escravidão e todo aquele massacre contra os direitos humanos houvesse acontecido sim, em tempos remotos, hoje a coisa está bem diferente. “Ah, quer dizer que você acha que o racismo não existe mais?”, não, é claro que o racismo existe, eu vejo esse tipo de atitude também. E protesto até onde posso. Mas daí viver acreditando que estou sendo perseguida pelo preconceito contra a cor da minha pele? Jamais. Sigo em frente, porque eu sou uma pessoa, e tenho o meu potencial, independente de ser azul ou vermelha. Aqui em Salvador, com uma população negra em maioria, me surpreendo bastante com o fato de que o pessoal não saiu ainda do passado. A sua faculdade só teve professores brancos? Que tal estudar, tornar-se professor e – com competência – reverter esse quadro? É bonito quando dona Olívia Santana sobe no palanque do candidato que perdeu para ACM Neto e grita “pois a Bahia é a negrada e a negrada está conosco”, como se Salvador fosse apenas isso? “A negrada”? E eu, que sou amarela? Teria sido expulsa da cidade em que nasci porque Olivia não sabe fazer discurso, só “oba-oba”? Cadê as propostas para melhorar minha cidade? Não: só “a negrada” importa.
Mas existem assuntos nos quais a gente não deve se aprofundar ou aguçar o senso crítico caso não tenhamos um ponto forte: o conhecimento. Naquela noite, minha amiga continuou se sentindo muito ofendida, enquanto eu ignorava ou debatia contra os que me acusavam e me nomeavam como “a nova racista da internet”. Ela começou a narrar fatos de sua infância e então eu caí na real: eu nunca vou saber o que uma pessoa negra que sofreu preconceitos terríveis passou. Ao longo da jovem vida dela, não foi pouca coisa todo o racismo que lhe atiraram. Eu nunca vou saber. E por um fato simples: eu sou amarela. Então, fiz o que considerei mais sensato: pedi desculpas pelas ofensas que cometi, embora ainda tenha o meu ponto de vista que é diferente do dela. Ela aceitou, pois havia percebido que era sincero de minha parte. E tudo terminou bem.
Eis que, no fim dessa semana, lendo os blogs que costumo seguir, me deparo com a notícia do “pior pai do mundo” no Charlezine. Uma história que eu já havia visto repetida em tantos outros sites, só que com um título bem diferente. Essa é a história de um garoto de apenas cinco anos, da Alemanha, que gosta de usar vestidos. Por conta desse fato, ele sofre com as piadas em pleno jardim de infância, contra sua atitude. O que o seu pai resolveu fazer? Espancá-lo? Obrigá-lo a se comportar como um “homenzinho”? Não, de forma alguma. O pai veste uma saia e leva o garoto até a escola.

Pai veste saia para levar filho que usa vestido para a escola.

“Em uma carta, Pickert explicou que tenta criar seu filho de maneira igualitária. Ele escreveu que não age como os pais acadêmicos que divagam sobre a igualdade de gênero durante os estudos mas reprimem as crianças quando estão em casa com um ‘pensamento convencional’. O pai do garoto afirma ainda que não podia abandonar o filho ao preconceito alheio. ‘É absurdo esperar que uma criança de 5 anos consiga se defender sozinha, sem um modelo para guiá-la. Então eu decidi ser esse modelo’, afirmou Pickert.
Pai e filho atualmente passeiam pelas ruas da cidade de saias, atraindo muitos olhares curiosos. O garoto agora resolveu pintar as unhas e de vez em quando pinta as unhas do pai. Quando ouve chacotas dos amiguinhos do jardim de infância, prontamente responde: ‘vocês só não usam saias porque os pais de vocês não usam’.”

O sr. Charles A. Santana, dono do blog Charlezine, apenas copiou a notícia dessa fonte e alterou descaradamente o título para o que ele considera como “o pior pai do mundo”. Logo um comentário surgiu pedindo explicações sobre o motivo daquele ser o pior pai, e a resposta do sr. Charlie A. Santana foi a seguinte: “Porque em vez do papel de pai, de ensinar como se vestir adequadamente e ser modelo de conduta moral em quem o filho poderá se espelhar, ele faz o contrário”. Eu, como leitora daquele espaço, decidi expressar também o meu senso crítico, que resultou no seguinte (clique na imagem para ampliar):

Preconceito.

Decidi analisar o caso, e compartilhá-lo com vocês, quase como uma forma de divertimento. Bem, para começar, todo mundo aqui conhece a revista Veja. A revista que os pseudo-intelectuais leem e admiram. A revista que distorce toda entrevista que faz com algum artista (ou mesmo aquilo que os seus correspondentes escrevem). A revista que compara homossexuais a cabras, como se essa comparação fosse possível ou aceitável. A revista que pede que você tire fotos do ENEM e publique nas redes sociais, sob o motivo de que “as melhores serão publicadas em nossa próxima edição”, sabendo que esse é o tipo de atitude que prejudica os estudantes que estão fazendo a prova. A revista que perde uma edição inteira tratando de Cinquenta Tons de Cinza só para posar de moderninha diante da extrema direita no recheio de todo o conteúdo inútil, corrosivo e de distorção para mentes abertas e auto-suficientes. Enfim: a revista que pensa que fala por você e não com você (isso para citar apenas alguns dos casos mais recentes). Senhoras e senhores, o sr. Charlie A. Santana é mesmo o tipinho ideal que a revista Veja está perdendo. Confiram:

01

Em seguida, decidi checar o perfil do sr. Charlie A. Santana. E, como ele é um ser humano muito humilde e respeitador, o currículo egocêntrico também precisa ser exposto, não é mesmo? (decidi preservar a imagem da namorada dele para que a mesma não se sinta envergonhada, coitada.)

02

Foi um amigo no facebook quem me chamou a atenção para o perfil dessa figura, realmente invejável (e duvidoso). Em vinte e três anos de vida no planeta Terra, foram, pelo menos, quatro formações diferentes. E, diferentemente do que o meu amigo achou, penso que essa formação para uma pessoa tão jovem é completamente possível: tenho um conhecido que até hoje faz faculdade. Ele acaba de se formar em mais uma (deve ser a quinta). Com direito a festa de formatura e tudo. E, em breve, entrará mais uma vez em outra faculdade e se formará novamente. Qual o motivo disso? Linearidade. Ou uma pessoa que não possui objetivos claros, não salta. Qual o sentido de tanto diploma? Exibir na parede da sala para as visitas? E depois? Abrir um blog e contar para todo mundo que, apesar de tanto conhecimento, você já foi chamado de herege? Coitado, né? Apesar de todo o estudo obtido, você ainda é incapaz de perceber que o seu pensamento ou a sua ação não é a mais correta e nem a mais sensata para reger a sociedade da qual você é vítima? E se o “normal” fosse homem usar saia? Você se rebelaria contar um garoto de cinco anos que usa calças? Desde quando o que você pensa ser o certo é o certo?

03

Sobre assuntos nos quais eu não tenho a menor propriedade para tratar, também não me meto. Só uma única vez decidi escrever sobre religião por aqui, mas a maioria concordou e compreendeu o meu ponto de vista. Eu entendo literatura e é dela que gosto de falar. Desconheço bastante o assunto da homossexualidade, dos direitos das pessoas que possuem orientações sexuais diferentes das minhas, de como um pai deve educar seu filho também (ainda não sou mãe). Mas entendo sinceramente que ainda terei de comer muito feijão para ser uma Lola ou tratar de assuntos mais sérios com a extensão devida, como faz a Feminista Cansada (que também me apoiou, conforme o breve texto aqui). E algumas pessoas, tais como o sr. Charles A. Santana, precisa rever urgentemente seus conceitos de “achismos”. Porque opinião qualquer um tem. Apontar o dedo, todo mundo sabe. Mas colocar-se no lugar do outro e enxergar o mundo à sua volta a partir daí, parece um sacrifício enorme. E alterar o título de uma publicação para “amenizar” o impacto de seu preconceito não basta. Uma pessoa dessas não está fazendo nem de longe o seu melhor. Como uma amiga questionou no tópico que eu levantei no facebook, “como faz pra deixar de ser da mesma espécie que essa pessoa?”, porque nos dá vergonha, muita vergonha alheia.

A mesma notícia, diferentes pontos de vista.

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30 respostas em “O pior blogueiro do mundo

  1. Nina: nunca gostei TANTO de uma postagem sua! Quanto discernimento e lucidez! É de gente como esse rapaz que o mundo precisa…. se livrar! Herege? Não sei. Mas desnecessário, sem dúvida. Lamentável.

  2. Não dá pra acreditar que ainda existe gente assim. A gente imagina que existe só naquelas famílias ultra conservadoras, porque o pai bravo ensinou, e que com a troca de informações que a internet oferece isso vai acabar aos poucos. Mas não, é muito mais grave. Os olhos não abrem mesmo!
    Quero ter filhos, e me faz perder o sono uma cena que possivelmente vai acontecer: “tem que cortar o cabelo desse menino, tá muito grande” (quero cortar se meu filho quiser e do jeito que ele quiser) entre outras pérolas que vou ter que aguentar.
    Chamar o respeito pela liberdade de escolha de “modernismo” e “lixo ideológico” feriu a mim pessoalmente.
    Veja a cada dia mais monstruosa, parece que nunca falta absurdo pra relacionar à ela. E ainda tem gente que lê!
    Concordo que esse seja o “pai do ano”, respeitador, encorajador e divertido. Sem opressão, sem meter medo no filho, e é assim que deve ser.
    A unica coisa que desejo a esse “pior blogueiro do mundo” e a quem concorda com ele: que seus filhos não sejam como os pais neste aspecto. Que se não em casa, mas em sociedade, eles aprendam a dar valor ao respeito pelo próximo.
    Moral e bons costumes, a meu ver, é o tipo de coisa que acaba em guerra, e o que queremos é simplesmente paz.

  3. Ridículo o post desse cara, Nina! Fiz questão de ir lá conferir no blog dele, e vi que ele mudou o títuto para “Na Alemanha, pai incentiva filho de 5 anos a usar vestidos e pintar as unhas”, mas a url continua lá, né? “/pior-pai-mundo”.
    Absurdo mesmo. É óbvio que cada um tem seu ponto de vista e o direito de dizê-lo, mas respeito cabe em qualquer opinião. Ser conta tão comportamento não te dá liberdade para ser grosso e desrespeitoso. E tem taaaanta gente assim nessas internets, na vida afora… É triste, se eu pudesse saía abrindo cabeça por cabeça e enfiava “respeito pelo próximo” lá dentro, haha.

  4. quando eu li essa reportagem eu pensei “esse é o pai mais pai do mundo” *-*

    odeio quando usam o discurso de “dizer não”, “educar é um ato de amor” pra justificar ideias totalmente contrarias do que elas realmente defendem. não há problemas em dizer não, assim como não há problema em dizer sim – o problema está em falar não/sim para tudo, sem que a criança possa entender as consequências do sim e as justificativas do não. educar só é um ato de amor quando você espera que com aquela educação a pessoa seja uma pessoa melhor para o mundo. fora isso, só há “educação” e só há “amor”, duas palavras que podem ter milhões de significados dependendo das suas ideologias.

    esse charles é um verdadeiro imbecil (nem o conhecia, mas por tudo isso já dá pra saber, hê). e de certo não entrou no seminário porque para isso é preciso demonstrar muita humildade, muita disposição ao outro, muito amor no coração. coisa que ele não parece ter. só pelo título já dá pra ver a sua necessidade de julgar – considerando que ele tenha em mente o que é ser o melhor pai do mundo, mas pelos comentários dele que você publicou ai, percebo que não só ele está com o julgamento atrapalhado pela educação machista, capitalista, que a sociedade nos dá, como é a alienado o bastante para não perceber e ainda dizer que tudo isso não tem nada a ver!

    quando eu vejo uma matéria que me deixa nervosa, eu evito ler os comentários – isso só me deixa mais nervosa. eu me sinto bastando meus argumentos com pessoas que não querem mudar, e que ainda vão fazer de tudo pra tentar te ofender (como ele tentou fazer quando você disse que só fez o segundo grau), como se isso fosse então dar a ele a última palavra e a certeza de que você “percebeu” que estava errada.

    são nas pessoas que não querem mudar que eu penso quando eu estou com os meus alunos na escola da periferia aqui da minha cidade. é preciso investir, com verdadeiro amor à humanidade, na educação daqueles que ainda não tem suas opiniões formadas e cristalizadas pelo tempo.

    babacas como esse você vai encontrar aos baldes. mas é preciso não se deixar abalar, e saber o que fazer pra tentar acabar com isso! (:

    um beijo!
    http://www.graodeestrela.blogspot.com

  5. Acho que esse é o primeiro texto que leio no seu blog no qual eu concordo inteiramente com você, da primeira palavra à última. É realmente incrível como a sociedade já consolidou os seus conceitos de certo ou errado, sem jamais parar pra analisar as situações individualmente e como elas podem, pouco a pouco, mudar nossas certezas tão inabaláveis.
    Só acho mesmo um desgaste desnecessário pra você expor tanto esse cidadão que não merece nem um terço da atenção que recebeu por tantas pessoas. Tenho certeza que ele deve estar muito feliz ao ver todos os seus ”argumentos inválidos”, achando que nada abala a teoria ridícula dele.

  6. Mudar o título do texto só mostra o quão dúbia são as opiniões dele. Quer dizer que eu posso escrever o que eu quiser, mas ninguém pode reclamar? E, se acaso acontecer, de discordarem comigo, é só eu ir lá e modificar isso ou aquilo?

    Não sei se a revista veja gostaria tanto dele, pois apesar de ter mudado o título ele continua sem escrever o texto, não deu uma opinião, apenas copiou de um meu mais famoso de notícia e colou em seu blog. O popular “CRTL C + CRTL V”, o combo mais famoso nos meios “webicos”. Mas claro, ter predisposição a fazer isso com tanta rapidez e sem ponderação nenhuma é fator que pode confirmar sua teoria de que a Veja o adoraria em suas redações. Alguém que não “chia” que não grita a partir da mudança de um texto.

    Quanto ao currículo do rapaz… e… acho que sou eu essa pessoa que você diz ter alertado. Então… eu não acho que seja impossível uma pessoa ter tantas formações assim, eu mesmo penso em ter, só não acredito que ele, nos altos de seus 23 aninhos, tão bem vividos, possa estar tão certo de ter competência de mencioná-los com tanta clareza. Gostar de filosofia eu também gosto, já li Nietzsche, Kierkegaard, Arendt, Hobbes, Hegel, Engels… mas não me considero abalizado dizer que sou formado em filosofia assim como ele ostenta. Não duvido que tendo estudado em colégio militar ele tenha o conhecimento em exatas que tanto disse, mas ter estudado jornalismo, psicologia e o caralho a quatro, me parece ser aqueles cursos de um vídeo no youtube onde as pessoas já saem achando que são especialistas no assunto. Na minha opinião, ele se acha demais.

    Ele quis fazer algo muito comum: parecer o bambambam, colocar um título errado em um post e achar que os machos de plantão, os moralmente sociáveis, os machistas ativistas iriam ir lá e aplaudir ele. Somente esses e ninguém mais, ninguém que, mesmo sendo homem, como eu, e hétero, como eu, fossem achar que a opinião dele é sexista, preconceituosa e muito, mas muito mesmo, infantil.

    É uma pena que pessoas assim consigam facilement, com acesso a internet, espalhar suas baboseiras e fazê-las passar por opiniões sérias e certas. Disseminando ainda mais uma das formas mais horríveis de mostrar uma opinião: o preconceito.

    Abraço, Nina! :D

  7. Nina do céuu!!! Que post primoroso! Primeiro porque você começa falando sobre o preconceito racial de uma maneira livre e tão sem amarras que até me surpreende, porque hoje, graças à atitudes racistas, ou sentimentos de quem sofre ou acha que sofre racismo, este é um assunto quase nunca discutido. Pelo menos não da maneira livre que você utilizou e qual concordo imensamente. Pra mim racista é todo aquele que acha que a raça deve privilegiar de alguma forma, determinada pessoa e partindo dessa ideia, conheço uma porção de brancos, ruivos, japoneses e negros que se encaixam nessa categoria.
    Aí você continua com o post e me mostra uma coisa tão absurda que não dá nem pra comentar. A verdade é que com certas pessoas não dá nem pra perder tempo debatendo… que pena desse rapaz, de verdade. Que pena de nós, humanos, por termos de nos deparar com pessoas desse calibre, em qualquer esquina, ou link da blogosfera.

    Beijoca

  8. Concordo com Protágoras do homem ser a medida de todas as coisas, não de um homem ser a medida de todas as coisas, pois, quando assim se considera, se estabelece moralismos, moralistas, daí, meu mundo autoritariamente tem de ser implantado noutro homem, simplesmente poque sou melhor. Estultície!

  9. Estava no blog da Gabi (187 tons de frio) e vi o texto dela falando sobre isso e dizendo que leu aqui. Fui abrindo links, lendo e tal e eu realmente não imaginei que a coisa fosse tão ridícula assim. Sério. Olha, ao ver no perfil do cara que ele se diz cristão, eu entendi tudo. Não por ser cristão – até porque isso eu também sou – mas porque há certos cristãos que possuem uma mentalidade quase que medieval e passam isso para seus próximos como o certo. Porque parece que para eles existe apenas A Verdade que está na Palavra (coisa que diz lá em uma das cartas de Paulo, algo como “homem não usará vestes de mulher e mulher não usará vestes de homem”, entre o “divórcio é pecado” e “me ame ou te mato”). Não estou atribuindo a opinião retrógrada dele a isso, mas não posso deixar de fazer uma certa analogia a tal fato aqui, já que fui criada junto a pessoas assim e são as que mais conheço.
    Esse pai que apoiou o filho a esse ponto, de fato, merece não apenas um simples parabéns, mas um respeito tamanho que poucas pessoas me despertam.

  10. Daniele, o racismo é uma daqueles temas, que por mais que sejamos imparciais e ponderados, utilizando de argumentos coesos, acaba se criando polêmica, porque as pessoas não sabem absorver, muito menos interpretar direito nosso senso crítico. Não sabem argumentar e não aceitam a opinião dos outros. Concordo com muita coisa que você pensa exatamente por essa tua notória sensibilidade de opinar. Admiro você, porque tu sempre aborda de uma maneira crível e compreensível, sem que pareça mero achismo. Mesmo que em algum momento eu não concorde em alguma coisa ou outra sua – mas não falo desses exemplos levantados no texto -, sempre sou capaz de compreendê-la e respeitá-la.

    Nesse caso especial, soube por ti, pelo facebook, onde você divulgou o diálogo como esse indivíduo. Olha, também concordo com você e repudio a maneira desse sr. interpretar a atitude do pai. É preconceituosa, no momento em que ele julga e sugere que existe um certo e errado, determinado por alguém ou sociedade. Ele nem mesmo sabe argumentar. Ele impõe. Por mais que eu tente entender as razões dele, não consigo. Só vejo intolerância e uma mente fechada para discussões. Ou mesmo vazia para respeitar a visão de mundo e senso crítico das outras pessoas. Bem como você disse, opinar e achar são coisas totalmente diferentes, e isso vem muito de berço, de cultura, da vivência adquirida ao longo da vida. Ele acha, só porque quer, porque alguma coisa o impõe a pensar assim. Não quero julgá-lo, mas ele foi infeliz ao tratar o assunto com tanta indelicadeza, sem um mínimo de humanidade.

    Também, em muitos assuntos, dos quais não tenho propriedade para falar, eu nem me meto também – como acontece em muitos textos teus, onde você faz revisões de livros que nunca li e provavelmente não lerei -, mas a vida também me deu senso de humanidade para tratar todos os assuntos, senão de maneira aprofundada e estudada, ao menos de maneira mais humana, com cabeça aberta. Muito nobre a atitude do pai ao apoiar o filho, ao não ligar para a sociedade e toda essa baboseira de conduta moral e ética imposta por uma sociedade hipócrita e preconceituosa. Certo ele de se fazer exemplo para o filho, de demonstrar a liberdade de ser, de escolher sem que isso prejudique de alguma forma as outras pessoas ao redor. As pessoas se incomodam, fazem brincadeiras porque vivem num mundinho em que a sociedade é quem as comanda, levadas por uma cultura imposta… Lamentável!

    Já vi tanta coisa nesse mundo e nunca me incomodei. Já vi muita gente esquisita, muitas atitudes fora do padrão e nunca julguei. Admira, me deixa curioso e só. Não vou ser hipócrita e dizer que não tenha preconceito de uma coisa ou outra, mas nunca me posiciono abertamente porque estou ciente de que tenho que absorver melhor e ser mais humano para compreender o lado de cada um. É isso que tenho levado comigo desde sempre. E acredito em muito no teu jeito de observar o cotidiano, a vida e as pessoas. Por isso concordo integralmente com teu modo de pensar. Tu é sempre cuidadosa e sincera em argumentar, de forma que jamais desabone o pensar alheio.

    Mais um texto primoroso em que tu nos permite refletir e debater.
    Quanto ao moço, não quero julgá-lo, até ele tem seu jeito de pensar, mesmo que torto e imbuído com um preconceito desnecessário….

    ps: Você é perspicaz minha querida. Realmente passarei uns dias em Salvador, pouco tempo, apenas para recobrar e renovar minhas preciosas lembranças desta terra abençoada. E nunca escondi o desejo de te conhecer e de dar-lhe um abraço, já que a considero uma amiga muito estimada, afeto que cresceu bastante ao longo desse tempo em que a conheço pelas letras, em que pude me sintonizar com tua alma, teus sentimentos. Guardo por ti uma amizade muito sincera. Além de ter prometido a mim mesmo que te conheceria, não esqueça que recentemente comentei em um texto seu que queria umas sugestões literárias, já que é tão conhecedora e eu sou tão pouco habituado a ler… – embora desejo muito mudar esse quadro. Sou um homem de palavra. Posso até demorar, mas cumpro o que falo. Me espera. Abraços!

  11. Um tempo atras, lendo a revista Super Interessante, achei uma historia parecida. Os pais decidiram criar seus filhos sem impor a eles que menino usa azul e menina rosa. O que eles querem dizer é que isso não tem importância alguma. O que importa é felicidade da criança. E não o fato dela gostar de rosa, ou usar vestido, ou preferir o azul ou o carrinho.

    Completamente ridículo e arcaico esse pior blogueiro do mundo mesmo. O engraçado é ver que ele, tão estudioso e com pinta de filosofo, é um completo babaca no que diz, quer dizer, copia descaradamente e altera algumas palavras. Talvez quando pequeno o pai dele o proibiu de fazer alguma coisa que gostava e ele cresceu assim. Mais isso não justifica, eu sei.

    Percebi que ele mudou o titulo e olhando os posts dele, vi que ele até gostar de falar dessas coisas, tem muito texto lá falando sobre. Tanta coisa pra se falar e ele vem postar a ridícula opinião dele.

    Já não bastava ser preconceituoso, tinha que te julgar só porque você não tem um status como o dele. Mais o que vale o status. Ele é a prova viva de que nem todo estudo do mundo te torna melhor que ninguém. Me parece que ele perdeu muito tempo querendo aprender só o que ensinam os livros didáticos e se esqueceu de viver, porque os conceitos dele sobre a vida, nem são conceitos.

    E era uma criança gente, só uma criança. Educa-la corretamente não é priva-la de fazer o que a sociedade julga ser incorreto, dizer que ela não pode fazer isso porque isso é coisa de menina. Ele mal sabe porque aquilo lhe faz bem, ou alegre. E dizer pra ele não usar isso ou aquilo era o mesmo que dizer que ele não pode brincar, ou sei lá o que.

    Acho que uma criança pode crescer mais feliz quando tem direito a “escolher” com o que brincar. Acho até saudável essa ideia. “_”

  12. Curioso que eu haja visto esse vídeo >http://www.youtube.com/watch?v=sD2sjAw9mlM< agora há pouco…

    Ah, a ruiva aqui riu do "caqui com aids", vale dizer. Essa eu nunca tinha escutado.

    Bem, sobre o pior blogueiro do mundo e afins: já havia visto a notícia, e sempre com um enfoque positivo, quer dizer, considerando saudável e acertada a atitude do pai. Admito que, apesar de achar admirável a postura do pai, não sei se seria capaz de fazer a mesma coisa. Estranho, não? Confesso envergonhada, mas confesso. A sociedade bota dentro da nossa cabeça cada coisa que, admito, é difícil de tirar. Ta incrustado.

    Você disse exatamente o que eu estava pensando desde a metade da argumentação: e se o comum fosse os homens usarem saias? Sério: ponha-se do lado de fora da discussão e perceba o quão patético é o nível que nós chegamos. Matamos uns aos outros porque o meu deus tem um nome diferente do seu. Recriminamos uma criança (uma criança, meu deus!) por usar saias, só porque desde que nós chegamos no mundo, homem usa calça e mulher usa saia. Homem é azul e mulher e rosa. Ai, como detesto paradigmas sem fundamento!
    E, ai, como detesto que me olhem torto quando digo algo que vai contra qualquer paradigma!

    Concordo com cada palavra tua nos comentários do blog daquele cara. E, ao contrário do que ele disse, isso não é ter um discurso "moderninho". Isso é defender o ser humano. Por favor: nossa sociedade recrimina aqueles que lutam pelo direito de todos termos direitos. Aonde pretendemos chegar?

  13. Nina,
    me senti contemplada por teu texto. Desde o princípio até o fim. Concordo com tuas indagações sobre racismo, afinal sou negra e as vezes me confundo com certos discursos…
    Maaas, esse rapaz me deu vergonha de partilhar a mesma espécie com ele também. E zero por cento de humildade. Eu fiz duas faculdades, e só tenho 24 anos, mas não vejo nenhuma emoção em ficar falando disso a torto e a direito como se as dezenas de disciplinas me tornassem agora superior aos demais seres humanos e habilitado para definir certo e errado.

    Esse pai é o melhor do mundo. Sem dúvida. Talvez muitos problemas psicológicos não ocorressem se tivéssemos mais pais assim. Talvez a humanidade fosse melhor, fosse aquela sobre a qual discursamos e tão pouco vivemos.

    Postagem maravilhosa.

  14. O que eu via bastante na Capricho é que só aparecia modelo branca, independentemente da temática, nas últimas que comprei apareceram modelos negras, mas raramente.
    Só aparecem brancos por causa dos obsoletos padrões que impuseram pra todos. Um dia isso acaba, felizmente está mudando agora, aos poucos, mas está. Beijos

  15. Eu vi essa notícia no facebook e achei absurdos os comentários a respeito. Sinceramente, eu nem gosto de me meter e discutir essas coisas, até por que tem muita gente cabeça fechada que só está prestando atenção no seu eu e sua opinião, algo como ‘é isso, pronto, eu acho certo assim e acabou’. Você perde tempo e só se desgasta. De qualquer forma, não vou mentir, se eu visse algo do tipo assim na rua, eu acharia estranho, mas vendo a atitude de um pai assim, com um argumento assim, eu entenderia perfeitamente. No caso, entendo e admiro. Se fosse outro pai, bateria no menino e impediria o mesmo de fazer esse tipo de coisa. Enfim, muito bom teu texto, Nina. Foi sensato, apesar de ver claramente sua raiva para com o tal de Charles. De qualquer forma, parabéns!

  16. 23 anos e funcionário público federal minhas nádegas brancas!! Mas enfim.

    Nossa, eu achei que a modinha de falar sobre racismo contra pessoas não negras já tinha passado, mas pelo visto o povão gosta de pelejar.

    Talvez a solução mais prática de resolver os problemas dessa gentalha que ainda fica de mimimi com a cor da pele é pegar um branco, um negro, um pardo, um amarelo, um rosa, matar todos, pendurá-los por ganchos e abrir a barriga deles. E então perguntar para o pessoal que fica de mimimi: e aí? Tem alguma coisa de diferente dentro deles? Temos todos os mesmos órgãos, nos mesmos lugares. O cérebro é fisicamente igual ao de vocês.

    Evolução não se dá só por fora, como quando evoluímos de macacos para homo sapiens.

    Muitas vezes a evolução se dá em termos mais subjetivos, na valoração de ideias, de conceitos.

    Certo, vou pegar três na rua ali pro abate.

  17. Acompanhei a “confusão” lá pelo seu facebook, e no final, acabei rindo um pouco, mas na verdade, talvez devesse chorar. Afinal, é quase cômico assistir uma pessoa que se diz tão competente, esclarecida e mimimi, disparar declarações tão pequenas e rasas.
    A primeira vez que li sobre essa notícia, foi com um texto gigante no tumblr, e foi um texto tão lindo que me lembro de ter chorado. Do mesmo jeito que uma vez vi um menino que adorava usar roupas rosas e tinha pintado o cabelo dessa cor, e as declarações da sua mãe, que não achava nada estranho, afinal, o garato gostava de cor-de-rosa.
    É impossível se manter completamente livre dos padrões que a sociedade acha “corretos” e que a gente tem contato desde sempre, mas é muito possível usar nosso senso crítivo e entender que tudo é uma grande baboseira, e que ninguém deveria ser julgado por usar uma peça de roupa, ou uma cor, que supostamente seriam destinadas ao sexo oposto. O pai é incrível por respeitar o filho, e por fazê-lo perceber que as pessoas que não entendem é que são os errados.
    Espero realmente que essas pessoas de cabeça tão pequena sejam cada vez mais a minoria. E parabéns pelo texto, Nina! :D

  18. Acho que nem precisarei falar muito (do tamanho da minha revolta, pelo menos) pois você já disse tudo e concordo totalmente com você!

    Sinceramente? esse o tipo de pessoa que me deixa desesperançosa com o mundo. Estamos em pleno ano de 2013 e ainda nos deparamos com tanto preconceito e ignorância! Sabe o que eu comecei a fazer? Fingir que não vejo. Esse tipo de pessoa, que não é capaz nem de reconhecer um gesto tão bonito e libertador de um pai, é menos capaz ainda de aceitar qualquer ideia oposta e, muito menos, argumentar de verdade, sem tantas falácias e falso moralismo.

    É o tipo de pessoa que reclama sobre corrupção no Facebook mas fura a fila do banco, que diz apreciar a liberdade de expressão e, além de usá-la de um modo vergonhoso, julga alguém pelo nível escolar e que, acima de tudo, acha que aprecia a democracia enquanto na verdade mal respeita a preferência de uma criança em usar as roupas que ele se sentir bem e que julga um pai por proteger seu filho.

    E sabe de uma coisa? Sobre o assunto inicial do texto, fico impressionada no quanto as pessoas prestam tanta atenção à etnia. Somos todos iguais e, mesmo assim existem pessoas que continuam com o estereotipo racial tão combatido nos dias de hoje. Quem disse que estampas africanas devem ser representadas por negras? Quer dizer que eu, que sou branca, não posso usar algo que de forma generalizada é relacionada a pessoas negras? Só de haver tanta observação em cima disso já demonstra o quanto muitas pessoas não conseguem sair desse pensamento. Somos iguais e pronto acabou. Paremos de contar a quantidade de negros ou brancos em editoriais, programas, escolas, etc. Como queremos igualdade se continuamos separando e, inclusive, desigualando dessa forma?

    Pois é, pessoas conseguem ser bastante decepcionantes…

    Você está de parabéns pelo texto e pela crítica, de verdade. Um dos melhores posts que já li por aqui!

    Beijos :*

  19. Nossa, primeira coisa quando eu vi a reportagem foi: “Esse pai ama muito esse filho dele.” E mais, esse pai é fenomenal. Quanto ao blogueiro… Nada a declarar. Excelente texto, Nina.

  20. Nina, difícil de encontrar alguém que relate algo tão bem. Fui ver o perfil do tal pseudo-intelectual (só pode ser isso) e, realmente, o cara está mais pra egocêntrico do que pra sensato. De fato, o pai que fica do lado do filho em um momento como este está, é raridade. Respeitar as vontades dos filhos nem sempre é algo que os pais aprendem a fazer – e muitos só atingem o esperado após muito tempo. De qualquer forma, é natural do ser humano ter opinião que se difere. Em todo o caso, bom para ele. Ganhou fama (ruim) no blog e mostrou que é um grande imbecil.
    Parabéns pelo post, aprovei aprovadíssimo! Obrigada pela visita no Purple Pineapple, espero compartilhar mais contigo.
    Um abraço apertado e um prêmio de reportagem,
    -J

  21. Menina, achei esse post por acaso. Não te conheço e nunca tinha visitada seu blog, mas digo com todo o coração: tenho orgulho de saber que o Brasil tem uma cidadã como você. Parabéns pela sua coragem e pelo seu ponto de vista. Este senhor não merece nada além de nojo e repulsa. Como se a inteligência das pessoas estivesse nas universidades. Nossa, como fiquei revoltada de ver o tipo de coisa que ele escreve. Se assim é assim na internet, imagine a espécie de ser humano que ele é.
    Mais uma vez parabéns.
    Beijos

  22. Iiiih! Nina, você perdeu toda a moral quando usou um “por que” separado quando deveria ser junto… Preste atenção na entonação “Por que a sociedade diz?” pergunta quais os motivos da sociedade dizer qualquer coisa. Agora, “Porque a sociedade diz?” se encaixa mais no contexto, já que indaga se a razão X se deve a afirmação posterior ao “porque”. Tsc, tsc, tsc… um debate perdido por causa de um erro de gramática….
    brinks, esse cara é um babaca, na boa. Não vale discutir. Lembra meu pai.

  23. oi,

    Ele tão cedo está dizendo ao filho “te amo exatamente do jeito como você é”, frase que a gente quer ouvir a vida toda e não ouve, é que algumas pessoas não estão habituadas a serem amadas.

    O que me incomoda é que as pessoas se importam tanto com a conduta dos outros e fazem tão pouco.

  24. Ei, Nina. Esse Charles fala de “Certo e errado”. Mas não existe o certo e o errado: São relativos. Vários empreendedores quebraram essas regras do certo e do errado, e por isso mudaram o mundo; pois fizeram coisas que os outros consideravam loucura. Que mente estreita tem esse menino. Você disse que não tinha faculdade, e ele diz “Tá explicado”? O que ele me diz sobre Steve Jobs, Bill Gates, Silvio Santos, Flávio Augusto, e muitos outros gênios e grandes empresários que não tiveram nem o segundo grau completo? Que pena ter uma pessoa como o Charlie que pensa dentro da caixinha. Esse pai da criança pensou fora da caixinha, e ao invés de criticar o filho e criar mais uma pessoa cheia de complexos e frustrações, criará alguém que pense diferente dessa sociedade hipócrita pseudo-intelectual-moral-ética.
    Muito bom seu texto, Nina. Eu só sinto pena desse rapaz: Que ele leve a vida dele dessa maneira medíocre, pois o que ele será com esse pensamento? Mais um na multidão e mais um medíocre. Mais um que pensa dentro dos conceitos criados pela sociedade.
    E os que são suficientemente criativos e inovadores para sair desse padrão, como diz Steve Jobs, são as estacas redondas que não se encaixam nos buracos quadrados… Esses sim mudarão o mundo. Porque eles pensam e fazem diferença.
    Mas não gaste sua inteligência com gente assim, Nina. Deixe que eles fiquem em sua ignorância.
    Beijos.

  25. Não sei pq, mas enquanto lia o texto senti vergonha pelo cara. Eu sei que ele é um idiota e tal. Mas, senti uma pena do sujeito.

    Em dias normais eu xingaria, mas hoje senti tristeza de existir gente assim, e certamente deve haver outros. Isso é bem triste e vergonhoso :(

  26. Nina, que tristeza você ter que se haver com pessoas como esse rapaz. Que alegra ele poderia ter tido, se tivesse te ouvido mesmo. Mas ele ainda opta por ser limitado. Mas todo mundo aqui e muitas outras que souberam dessa matéria (com o titulo original) e a viram com a verdadeira luz do conhecimento – piada pronta o sujeito se vangloriar de ter conhecimento e ser mais retrogrado que um iluminista – comungam disso, que, no fim, é o que nos impulsiona a todos: a certeza de tempos melhores, porque já existem pessoas melhores.

  27. Claro, correto mesmo é você se limitar à dogmas, estereótipos religiosos, se basear em um livro escrito pro seres humanos tão falhos quanto nós há mais de 2000 anos… Conheço várias pessoas que são evangélicas, têm namoradas, são casadas e mantêm casos com pessoas do mesmo sexo… Quantos casos de padres pedófilos já não vimos por aí? Quantos casos de pessoas reprimidas pela sociedade que perderam a chance de serem felizes apenas porque a moral e os bons costumes ditaram que seu comportamento era errado. Além do mais roupa não dita carater. E ter tantos diplomas (embora ele não tenha mencionado se se formou ou não em todos esse cursos) não vai ditar a sua inteligência. Pois eu, mesmo não tendo curso superior me julgo,sim, muito mais inteligente e apta pra qualquer trabalho que tantos diplomados por aí. Num dos últimos comentários dele, em resposta á você, ele quis deixar subentendido que sua opinião só é esta porque você nçao tem formação superior. Pois eu prefiro ser uma mãe sem formação superior mas que ensino a meus filhos sobre liberdade de expressão, respeito ao próximo e que qualquer maneira de amor vale a pena, a ser uma mãe diplomada e com a cabeça limitada, que vai tolher a felicidade dos filhos… Comentei lá, nos seus comentários também, pra ele ver. Gosto de enfrentar pessoas desse tipo. Tenho esperanças que um dia o mundo deixe de ser, em sua maioria, imbecil assim.

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