Os Miserávão

Esta semana deparei-me com a matéria que trata da quantidade vergonhosa de lixo que os soteropolitanos despejam nas ruas, um fato que não me surpreendeu. Quem anda em minha cidade se espanta com a ausência de educação por parte de seus habitantes: um orgulho demasiado e sem fundamento, um quê de se expressar como melhor do que qualquer outro mortal. Reclamam que as ruas andam imundas, mas são os primeiros a jogar lixo nelas, descaradamente. É algo que vejo em meu cotidiano, indo e vindo do trabalho, a cidade inteira fede: esgoto a céu aberto, pessoas que jogam embalagens de lanche pela janela do ônibus, homens que urinam em ladeiras e escadarias. Há alguns anos atrás, um motociclista morreu em pleno trânsito, atingido por uma latinha de refrigerante, atirada da janela de uma condução. E essa falta de educação não está apenas no que se refere ao lixo da cidade – esse é apenas um dos fios condutores para uma falha muito maior.

EstreiaHoje fui ao cinema assistir o excelente Os Miseráveis, adaptação do famoso livro de Victor Hugo, quando deparei-me com Eike Batista, já nos primeiros minutos do filme – que é um musical – dizendo: “Tá parecendo até um musical da Broadway”, porque, sem sombra de dúvida, este mesmo senhor que fez essa bela observação e constatou, antes de sair da sala, em alto e bom som que o filme “era chato” e preferia esperar “sair na Sky”, só podia ser o Eike Batista baiano: esse ser humano típico daqui, que esbanja pose e posses, mas é incapaz de saber o significado de cultura (o que justifica o título desta crônica).

#partiuPara aqueles que desconhecem o enredo de Os Miseráveis, saiba que esta é a história de Jean Valjean (Hugh Jackman), um homem pobre que decidiu roubar um pão para alimentar o filho de sua irmã mais nova, e acabou cumprindo dezenove anos de escravidão por um crime mínimo que, atualmente, compreendemos como instinto de sobrevivência. Anos depois, quando solto, Valjean não se sente de todo livre, carregando consigo um documento que expressa seu extremo perigo, mas o rapaz tenta se redimir auxiliando fracos e oprimidos, já com outro nome. Apesar disso, ele ainda é perseguido por Javert (Russell Crowe), um inspetor em busca de vingança. A história se passa no século XIX.

Hugh Jackman, como Jean Valjean.O filme, que tem direção de Tom Hooper, começa com um Hugh Jackman diferente de tudo que ele sempre foi: está careca, barbudo, muito mais magro – e faz jus ao título da obra. Jackman é confrontado por Crowe a levantar a bandeira da França, enorme e pesada. Consegue fazê-lo, e o inspetor Javert concede-lhe a liberdade, mas deixa claro que passará toda a vida como prisioneiro de sua própria sorte.
Valjean busca refúgio em uma igreja, os anos passam e ele enriquece, tornando-se uma espécie de herói na cidade, auxiliando aqueles que dele necessitam. Um belo dia, Fantine (Anne Hathaway), uma de suas empregadas, é mandada embora por um subordinado de Valjean, sob a acusação de ter uma filha – o que pressupõe que ela esteja roubando para mandar dinheiro para a garota, algo como “de dia, uma virgem; à noite, vagabunda”. Fantine implora socorro a Valjean, mas o homem está ocupado com a visita do inspetor Javert, com quem se depara pela primeira vez em anos. Fantine é deixada na sarjeta, torna-se prostituta para não permitir que a filha passe fome, é salva por Valjean – mas já está à beira da morte. No entanto, ele promete que será o tutor de sua filha, Cosette (Amanda Seyfried).

Anne Hathaway como Fantine.Ao meu lado, uma moça reclamava: “esse filme só tem música!”. De fato, todo e qualquer diálogo do filme é tratado ininterruptamente como um musical, os personagens falam através de canções, o que o torna magnífico, além de uma experiência muito menos cansativa do que O Fantasma da Ópera de 2005, por exemplo (ambos os filmes tiveram os mesmos produtores, pelo que ouvi dizer). Assim como a maioria dos brasileiros, também não sou acostumada a musicais e, até então, só fui capaz de gostar de um deles, o Chicago. Mas, mesmo desacostumada, tive o máximo de respeito pela obra, até porque, eu sabia que o filme era tratado nessa perspectiva, não saí de casa esperando algo diferente daquilo. A garota que estava ao meu lado certamente não se deu ao trabalho de pesquisar sobre o que o livro se tratava, antes de reclamar tanto no cinema. Do outro lado, perto de onde minha enteada estava, uma moça começou a chorar cantando baixinho, junto com Anne Hathaway, a música a seguir:

O que sucede ao longo do filme, como uma segunda parte, só me cabe resumir: o medo renovado de Valjean reencontrar Javert; um amor que nasce e floresce através dos jovens; o período posterior a Revolução Francesa como cenário de uma luta válida. Pouco antes dessa cena acontecer, há muito um grupinho atrás de mim estava tagarelando praticamente desde que o filme começara. E tem certos momentos em que a solução é explodir mesmo. Olhei para trás e lancei o seguinte questionamento: “vocês por acaso nunca vieram ao cinema? Vocês sabem o que significa respeito? Estão conversando há minutos, então agora calem a boca! Se não possuem sensibilidade para esse tipo de filme, deviam ter ficado em casa”. O meu estresse deu resultado. Eles não deram “um pio” até o filme terminar. Afinal, eu tinha razão e a situação é um absurdo: você paga caro para assistir e ouvir o filme, enquanto uma turminha fica lá atrás cantando metade das músicas e conversando na maior parte delas. Eu pago o cinema para respeitar e também para ser respeitada. É o mínimo (eu, como “lanterninha”, ia dar o que falar, já sei).
Entretanto, apesar desses infortúnios tão típicos da educação daqui, alguns pontos altos (e outros nem tanto) puderam ser observados ao longo da película: Russell Crowe merece o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ele foi um vilão exemplar – mas não do tipo que se vinga por qualquer bobagem. Victor Hugo traçou um personagem que possui humanidade, ainda que errônea. O inspetor Javert é um homem sedento por justiça, a plena e cega justiça que só um homem ganancioso e de posição elevada pode ambicionar. Anne Hathaway – o que dizer? Sua participação foi a mais tocante e sensível, o exemplo da mãe que faz tudo por seu filho. Amanda Seyfried, no entanto, infelizmente, não teve o seu papel tão bem explorado, apesar de interpretar uma personagem central na trama – faltaram-lhe diálogos maiores, embora sua “descoberta” do amor tenha sido uma das melhores cenas: o amor indizível, à primeira vista, que não necessita de palavras, romanceado demais (por ser francês), inenarrável. Mas o casal responsável por dar humor ao filme foram Madame e Monsieur Thénardier (Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen, respectivamente). A presença de Baron Cohen me impressionou bastante, quando chequei o elenco, meses atrás. Ele fez Borat e Brüno. Qual participação teria em um drama como Os Miseráveis? Quem assistir, verá. E um ponto negativo para o filme: as transições de cenas não foram bem exploradas. Uma cena termina, para que outra comece. Algumas dessas transições foram excelentes e, em outras, faltou muita técnica. Mas é algo que quase não se repara, pois não destrói a película.

Antes que alguém me pergunte, devo dizer que nunca li a obra de Victor Hugo. Mas conheci a história através de uma adaptação infanto-juvenil. Era um livro que as escolas públicas distribuíam, bem fininho, em forma de teatro, mas que me impressionou bastante pelo seu conteúdo: por muitos anos, Jean Valjean foi o personagem que mais amei. A paixão dele por Fantine e sua fidelidade a Cosette me pareciam sentimentos puros e heróicos. Pelo que vi no filme, a pobreza dos franceses daquela época fora muito bem explorada, algo que eu gostaria muito de conhecer a fundo através do livro. A editora Cosac Naify acaba de relançar Os Miseráveis em dois volumes. Infelizmente, não duvido que sejam caros – como quase todos os bons clássicos o são. Isso é uma pena: o Brasil já é tão reconhecido por ser um país avesso a alta literatura, disposto apenas aos livros de auto-ajuda e/ou best-sellers. Mas não é à toa: os clássicos universais estão disponíveis a preços exorbitantes e desnecessários. Compreendo que as novas traduções, principalmente aquelas que vem diretamente do russo ou do japonês, sejam caríssimas exatamente pelo cuidado e tempo que se leva para traduzir. Mas uma tradução que veio do francês? Sinceramente, não justifica.
Por fim, digo a vocês que a impressão que tive do filme foi de que ele, como um todo, é uma carta para Deus: uma carta de esperança e resistência, que implora liberdade aos oprimidos e paz de espírito aos opressores. Uma linda e longa carta de arrependimento, alegando a defesa de que nascemos culpados porque o pecado existe, mas não serão pelos humanos que seremos julgados. Na última cena, todos os que morreram cantam que um dia voltarão, mas sem armas, e com muito mais inteligência para enfrentar as aparentes impossibilidades do destino. Uma perspectiva um tanto quanto espírita, como observou meu marido, mas uma verdade de justiça, que clama por um mundo melhor.

O cartaz oficial de Os Miseráveis.

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24 respostas em “Os Miserávão

  1. eu estava nessa mesma sessão das 14:10 no shopping iguatemi e percebi a falta de educação das pessoas com a adaptação da obra maravilhosa de Victor Hugo.

  2. Nina, você é uma ótima resenhista, menina! Aliás, lanterninha também. rs Cara, me arrepiei toda vendo esse trecho da Anne. Assim que eu tiver um tempo vou tentar assisti-lo.

  3. Não sabia que a Amanda estava nesse filme. Me surpreendi. E o Sacha? Uau. Assim: não li o livro ainda, mas conheço a história “por cima”. Seria tri ler o livro antes de assistir ao filme, mas acho que nem rola. Porém… é um musical. Musicais são amor ♥
    Caramba, sua atitude pra o pessoalzinho que não calava a boca foi legen… WAIT FOR IT …dary! (como diria Barney Stinson) Gostei – e ri – pacas, haha.
    Querendo muito assistir a esse filme. ^^

  4. Previ esse inferno no cinema e decidi poupar meus nervos baixando o filme. Tá que eu não tenho aquela telona, mas prefiro o silêncio da minha madrugada do que as conversas aleatórias de gente mal-educada.
    Evitei as partes do texto em que você falava do filme pra não receber spoilers ou assistir influenciada. =P

  5. Desde que ouvi rumores sobre o filme fiquei doidinha para ver, principalmente por ser um musical e contar com a atuação de Anne Hathaway!
    Também sou de Salvador, pretendo assistir nesse final de semana, caso algum engraçadinho se meter a perturbar durante a seção farei o mesmo que você, vou mandar calarem as bocas sujas!
    Li a versão reduzida também, a uns cinco anos, mas pretendo ler a obra completa em breve. Minha amiga pegou emprestado hoje na Biblioteca Central, ele é bem grossinho, diferente da versão que nós lemos, e tem uma capa grossa, verde e linda! Vale a pena tomar emprestado na biblioteca caso não possa( ou não queira) comprar agora, eu farei isso.
    Abraço!

  6. sou completamente apaixonada por essa historia desde que ouvi pela primeira vez a opera com a canção I dream a dreamed. Perfeito.

    Sua resenha está fantastica. me deu enorme vontade de sair daqui agora e ir ao cinema.

    :) Beijos

  7. Suas resenhas são fantásticas, Nina! Esse filme já estava em posição de destaque muito antes até de estrear no Brasil e estou doida para assisti-lo! Um post desses é uma tortura deliciosa para pessoas ansiosas como eu, moça! Mas o resultado provavelmente terei amanhã: uma ida apressada à primeira sessão do dia na qual esteja em exibição Os Miseráveis.
    Também me revolto bastante com a falta de respeito das pessoas. Algo tão simples como jogar o lixo na lixeira ou mesmo manter o silêncio no cinema… tudo parece ter se tornado raridade! Tomara que algum dia essa situação se reverta, né? Quando fui ver As Aventuras de Pi quase xinguei alguns garotos mal educados, pena que não tenho a coragem necessária…

    Beijão :*

  8. Já estava ansiosa por Les Misérables, devido ao trailer o qual, sinceramente, me emocionou demais. Adoro clássicos, e meu sonho é uma versão cinematográfica atualizada de Madame Bovary (meu clássico favorito), não desmerecendo a antiga. Gostaria muito ler Les Misérables também, o que só tiver oportunidade de fazer por uma versão fininha, muito semelhante a que você menciona no post. Mal posso esperar pelas lágrimas que provavelmente vou derramar ao conferir essa obra que parece tão brilhante.

    Beijos ;*

  9. Ei, Nina!
    Adorei o texto, apesar de já estar animada pelo filme há muito tempo. Tenho a sensação de que esse filme é da Anne Hathaway. Desde que vi o trailer, há quase um ano, senti que ela brilharia – e já estou na torcida do Oscar para ela, mesmo não tendo visto o filme ainda. Como a maioria dos brasileiros e você, também não tenho muita paciência para musicais, mas irei ao cinema com o coração livre de preconceitos, já que o filme me deixou tão ansiosa por tanto tempo.
    Espero que não seja uma grande decepção quanto “Lincoln” foi.

    Beijos!

  10. Os Miserávão são baianos! Dizer que a resenha sobre o filme está impecável é chover no molhado. Parei pra comentar hoje só pra me unir ao coro dos desolados com a falta de educação generalizada que tem reinado durante apresentações, de um modo geral. Em situações semelhantes a sua sempre penso ‘o que leva uma pessoa a comprar um ingresso de um cinema/teatro para não ver o filme/espetáculo?’. O Eike Batista soteropolitano engrossa a fileira dos que, depois da tv por assinatura, viraram os miserávão. A lógica é simples, na cabeça deles vai que já são uma classe diferente e precisam consumir cultura. Se viram a transmissão do Globo de Ouro e a atriz do filme foi premiada, é hora de correr pro cinema e comentar a ida nas redes sociais. Daí eu me lembro sempre de Gal Costa cantando “Neguinho” e pergunto aonde vamos!
    http://sesobrarpapel.wordpress.com/

  11. Nossa Nina, tô louca pra assistir! Os vídeos e sua opinião sobre deu ainda mais vontade.
    Ah, isso de cinema com barulho é tão comum que às vezes prefiro a minha casa, viu. Mas ainda amo cinema, se bem que ninguém mais respeita (e nem é só o barulho, é passando na frente o tempo todo)…tenso.
    Beijo!

    http://www.despindoestorias.com

  12. Quero tanto, tanto assistir esse filme. Mas uma das piores partes de se morar “na roça” é que nem todos os filmes estreiam quando deveriam… E eu acabei adquirindo o hábito de evitar as estreias, mesmo dos filmes que quero muito ver, porque a falta de educação das pessoas parece não ter limites.
    Adoro como duas resenhas me fazer querer assistir (ou ler) ainda mais tudo. *-*

  13. não tenho muita vontade de ver o filme – odeio o diretor e seu estilo – mas certamente ainda o farei por motivos de cinefilia.

  14. *casando com esse post.*
    Por favor, você poderia vir para a minha cidade e trabalhar de lanterninha todas as vezes que eu fosse ver um filme no cinema? Eu não consigo ser direta como você, minha cara. E do jeito que as pessoas da minha cidade são, é bem capaz de falarem ainda mais alto por eu ter reclamado! A turma aqui em Alagoas é bastante bagunceira. lol
    Nina, você já leu Cloud Atlas (a.k.a A Viagem?) Eu assisti o filme outro dia e estou tentando ler o livro em inglês aos poucos (meu inglês ainda não está lá, mas estou tentando!) seria muitíssimo bom ler uma resenha escrita por ti aqui no blog! Sobre o filme e o livro (ou sobre qual for melhor para você.)
    Não sei se estou sendo rude, afinal o blog é teu, mas é que eu gosto de saber a opinião de pessoas como você sobre os filmes que eu amo. E aceite isso como uma sugestão de filme também!

    Abraços!

  15. Passei por esse tipo de experiência agradável com gente mal educada no cinema hoje mesmo. A mulher do meu lado comentou o filme em voz alta quase o tempo inteiro, sempre coisas idiotas, sempre coisas que me davam vontade de virar uma bifa na cara dela. Depois que ela disse que o Bradley Cooper era um pão mesmo fazendo papel de retardado, me senti no direito de olhar pra ela e fazer a cara mais feia que consegui, o que, felizmente, calou a boca dela até o fim da sessão.
    Estou extremamente ansiosa pra assistir Os Miseráveis, basicamente porque também li essa adaptaçãozinha infantil e me apaixonei pela história quando criança, porque amo musicais e porque amo por demais a Anne Hathaway. Tô em cólicas de ansiedade porque eu e meu melhor amigo estamos aguardado essa estreia há meses e ele resolve viajar bem na semana que o filme entra em cartaz, e eu, pra não perder o amigo, terei que esperar ele voltar. Dureza, né?

    beijo

  16. é realmente lindooooo o filme! e acho chato demais esse povo que vai no cinema e fica reclamando sem ao menos pesquisar. Eu não sou muito fã de musical, são raros os que gosto, mas assisti esse sabendo do gênero, e no entanto, com o espírito preparado pra assisti-lo hahaha. Gostei muito, parece ser um musical mais ‘real’, tipo, o fantasma da opera eu gostei muito tambem, mas pra mim parecia um pouco teatral demais, já no os miseráveis, os sentimentos e as expressões estavam muito a flor da pele, como eu comentei no facebook, as emoções dos personagens pulavam pra fora dos olhos e isso fez o filme passar tao rapido, e me deixar emocionada em varias cenas sem me cansar com o cantar pelo filme todo, e esse ponto das expressoes a flor da pele deixou o filme tao real, que mesmo por ser cantado, nao ficou parecendo teatral.

    adoro seus textos, menina!

  17. Oi Nina! bom, eu li esse livro 3x ao longo da minha vida. Chorei em todas porque é um romance muito bom e muito emocionante. e quero ver o filme. Mas é complicado né, porque acho que mesmo que não fosse um filme tão tocante e musical, sempre tem gente mal educada e babaca. Eu sou dona de dar barraco em cinema por causa de pessoas assim. Beijos e parabéns pelo post :)

  18. sem contar que a história é linda. todos os personagens atuaram bem e nenhum roubou a cena e nem brilhou mais que o outro, eu senti que cada um teve o seu espaço para esbanjar talento e emocionar com a historia.

    mas uma coisa que cê citou ali, tambem senti que em alguns momentos as cenas mudavam completamente e sem deixar algo de ligação. tinham tempo suficiente pra nos dar mais historia, aprofundar mais algumas partes, como por exemplo na hora da guerra, morreram ‘todos’ e mudou de cena, oi? morreram então e como ficou tudo isso? qual foi a realidade depois da vitória do outro grupo… não que tenha deixado de passar informações necessarias para o entendimento da história, mas poderiam ter aprofundado mais. ne

  19. Li uma adaptação infanto-juvenil de Os Miseráveis (mas não a que você leu, essa era uma do Walcir Carrasco) quando tinha 6 anos e desde então ele nunca saiu do lugar de meu livro favorito. Demorei meses lendo a obra original porque é preciso muita paciência com sr. Hugo e seu amor por Paris (Enjolras s2 França, Hugo s2 Paris) mas vale a pena demais!
    Estou louca por esse filme desde que descobri que ia ser feito, mas onde eu moro não tem cinema (apenas morta) então vou ter que recorrer ao clássico download até poder comprar o DVD.

    Não sou muito fã de musicais, só vejo os mais clássicos (inclusive eu gostei muito de O Fantasma da Ópera, que é bem dramalhão, mas ainda uma delícia), mas achei válida essa ideia para Os Miseráveis porque é uma história muito emocional, e combina ser musicada. Depois procure no YouTube a versão ‘stage’ original do musical, é muito boa!

  20. As pessoas as vezes acabam falando demais e nem sempre as coisas são realmente úteis, né? Rs. Aliás, lendo esse teu post agora, senti vontade de assistir. Até porque, nem havia escutado falar sobre. Curiosidade subiu.

  21. Infelizmente o pessoal daqui não é acostumado com musicais mesmo, onde vivo ainda mais, do tipo de quando você vai comprar um ingresso e a atendente te pergunta, com uma expressão estranha: “Mas é musical, a senhora sabe né?” Felizmente fui criada aprendendo a gostar de musicais, e bem, quanto à atuação de sacha baron cohen, ele também está magnífico em Sweeney Todd! Quero muito assistir o filme!

    Abs!!

  22. Sou muito fã de musicais, mas muito mesmo e fiquei muito empolgada quando soube que Os Miseráveis iria virar filme. Também nunca li o livro e não conhecia muito bem a história, mas vi o elenco e já quis conferir.

    O filme é lindo. Muito lindo mesmo e é o tipo de músical que te faz lembrar da história só com as músicas. Não vejo problema em um filme sempre cantado, mas vejo em uso de câmera do diretor. Ele é o mesmo de O Discurso do Rei. Por mais que no primeiro filme não tenha sentido tanto na falta de experiência, foi bem visível aqui. Às vezes a câmera incomodava muito, mas nada que fizesse o filme ficar impossível de ser assistido. Não sei até onde concordo com a Amanda como Cosette sabendo que tem atrizes muito melhores pro papel, mas ainda assim não foi ruim. Ruim mesmo foi a Helena Boham Carter e o Sasha Baron Cohen fazendo os mesmos papéis que eles sem fazem e até interpretando quase os mesmos personagens que fizeram em Sweeney Todd (também musical). Enfim, fazer o que né.. não sou a diretora de elenco, hahaha!

    http://www.paleseptember.com

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