A cor amarela

Homem amarrado a um poste.

Um homem foi amarrado a um poste. Ele estava quebrando vidraças de lojas em um centro comercial e já havia cometido outros atentados. Ele tem problemas mentais. A família já fez de tudo, mas os hospitais não possuem vagas. As atitudes desse homem ficaram cada vez mais violentas. Um homem perdeu a sua dignidade porque foi amarrado a um poste, na frente de outros homens.
Todas as informações acima vieram dessa fonte. Mas o que fica é o seguinte parágrafo, retirado do mesmo texto:

“Mas há um outro histórico que pesa sobre Francisco do Nascimento: nasceu negro e pobre. E pior: necessita de acompanhamento psiquiátrico. Dessa forma, por ser negro, pobre e louco, Francisco Nascimento pôde ser amarrado, exposto a ridicularização pública e violentado em sua dignidade humana, tal qual seus ancestrais.”

Achei interessante veicular a notícia, para sabermos até onde vai a crueldade humana contra outro ser humano. Entretanto, acredito que a autora do texto pecou ao levar o assunto para o lado do racismo. E se fosse branco e rico? Todo mundo aplaudiria? Se fosse com um político, por exemplo: desses bem asquerosos, que cometem mil roubalheiras – seria bonito? Ah, seria. Porque a dignidade é afetada apenas para aqueles que sofrem mais, que são oprimidos, já os brancos, esses merecem tudo de ruim.
Há um racismo curioso distribuído pelo mundo virtual: o racismo que faz do negro ou do indígena um ser humano melhor do que qualquer outro. Parece aquela frase errônea: “feminismo é o mesmo que machismo”. Machismo é quando o homem fala que “mulher no volante é sinônimo de perigo constante”. Feminismo é quando a mulher diz que “homem não presta para nada” ou “só pensa com a cabeça de baixo”. Não. Feminismo não é isso. E vamos tirar essa questão e também a notícia acima para focar em outra coisa.
As questões raciais que eu vejo diariamente nas timelines da vida são discutidas da mesma forma incoerente, negativista e até vingativa. Já falei que discuti com uma pessoa no twitter porque uma revista de moda publicou um editorial “étnico” com uma “modelo branca”, o que significa, na perspectiva daquela cidadã que comentou o feito, que havia racismo no editorial. Na mesma noite, outras pessoas vieram me indagar “o que é racismo para você” até ofensas do tipo “odeio essa gente branca que acha que existe racismo contra eles”.
Eu vou dizer o que eu penso sobre racismo: que sim, ele existe. Mas o que existe, para mim, é a raça humana, apenas.
Tive excelentes professores de História no ensino médio que me ensinaram algo muito valioso: não existe cultura inferior ou superior. O que existem são culturas diferentes. O americano não é melhor que o mexicano, o inglês não é pior do que o japonês. O nordestino não é pior do que o sulista. O evangélico não é correto quando rebaixa o candomblé – pois a religião africana é uma das principais fontes de inspiração para os rituais evangélicos (banho com folhas, vem da onde mesmo?). Estou andando e cagando para o “movimento afro” – tão vigente em Salvador – buscando apenas exibir a sua cultura, como se todas as outras fossem piores e “contaminadas” pelos “arianos”.
E não fico no passado. O meu marido é espírita e o lema do centro que ele frequenta é “para frente e para o alto”. É essencial que lutemos para que atitudes nitidamente racistas sejam criticadas e devidamente punidas. Entretanto, utilizar o argumento de “anos de batalha” não nos confere. A geração é outra: somos outros, temos mais oportunidades do que muitos outros tiveram, podemos falar abertamente sobre ofensas morais, podemos denunciá-las. Não estamos pagando por erros ancestrais e muito menos reparando-os. Não seremos éticos, também, se fingirmos que esses erros não existiram. O que podemos fazer com os erros? Aprender e não mais repetir. Mas se você é negro e declara que detesta gente branca, sinto muito, mas você está fazendo o mesmo que gente branca fazia com pessoas negras. E isso não significa aprendizagem. Isso quer dizer repetição. E vingança.
O que devemos procurar, sendo azuis, amarelos, homossexuais, heterossexuais, budistas ou católicos é o respeito mútuo. Parece uma conversa já batida, mas muita gente ainda não aprendeu que vivemos no mesmo planeta e aniquilar o próximo para impor suas certezas, crenças ou “raça” não é o correto, não vai mudar nada. Pelo contrário: a consciência de cada um só pesa. Eu me considero amarela (filha de indígena e descendente de europeus) – ou incolor, tendo em vista que na minha certidão de nascimento, consta um traço no local do nome da minha cor. Eu me considero amarela e sou contra as cotas nas universidades – porque o vestibular é a única forma que temos de provar que o filho do médico pode não ser tão bom assim quanto o filho da empregada doméstica, quando ambos disputam uma vaga para Direito. Eu sou amarela – e combato o racismo colocando-me no lugar de quem foi agredido. Eu sou amarela – já trabalhei como modelo e perdi editoriais de moda porque não nasci negra. Eu sou amarela – e já sofri preconceito pela cor da minha pele, quando fiz um curso de informática numa escola em que a maioria dos alunos era composta de pessoas com a pele mais escura que a minha, e tive de sair, pois estava sendo forçada por esses outros estudantes. Eu sou amarela – e não vou fechar os olhos ou me calar quando o racismo que existe contra mim acontecer também. Eu sou amarela, heterossexual, feminista, de olhos verdes e magérrima. Tudo que vocês detestam. Tudo que muitos de vocês tentam criticar e excluir. O senso de “perfeição” que vocês mesmos reclamam, mas acreditam ser correto para que a sociedade exponha. A modelo precisa ser “magra”. A mulher precisa casar com um “homem”. A menina bonita precisa ter “olhos claros”. Eu sou assim e não pedi para nascer dessa forma. E não irei me vitimizar diante do racismo, nem julgar o próximo, pela essência daquilo que lhe confere.

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14 respostas em “A cor amarela

  1. Bom, se o homem no caso fosse branco e rico não estaria amarrado a um poste, mas sim numa clínica muito bem equipada porque, bom… ele é rico. O homem foi amarrado ali não por ser negro, mas por ser pobre. Agora, achei exagero da parte da autora do texto incluir racismo, já que a crítica deveria ser direta ao sistema falho de saúde. Pra chegar ao extremo de amarrar alguém assim, seja negro ou transparente, é porque alguma coisa tá muito errada e a culpa não é do doente mental.

    Todo mundo sofre preconceito, fato. Eu sofri preconceito na europa por ser brasileira. O pessoal me olhava de soslaio e não acreditava quando eu dizia que aprendi inglês no Brasil; pra eles é um absurdo inimaginável existirem escolas de idiomas por aqui. Agora eu, que não tenho um histórico de repreensão, posso me defender porque o preconceito se limita a isso, minha nacionalização. Se eu tivesse ficado de boca fechada, as pessoas facilmente teriam me tomado por alemã, suíça ou o caralho que fosse. Mas e um negro? A escravidão pode estar no passado e a gente bem vivo no presente, mas existem pensamentos e ideologias que não vão embora tão fácil. Acho que só sendo negro pra entender o racismo como ele realmente é.

  2. Moça, dessa vez vou discordar de você. Se fosse branco e rico, não teria sido amarrado – teria sua vaga num hospital psiquiátrico. E se tivesse sido amarrado, por ser branco a polícia ia fazer alguma coisa (porque aqui no Rio já tivemos caso de negro doido que não foi levado pela polícia, mas branco maluco que foi levado pra delegacia chutando e gritando e, depois, foi encaminhado pra hospital psiquiátrico).
    Numa discussão num grupo, eu escrevi a respeito do garoto que foi expulso de uma consecionária porque o gerente pensou que ele fosse um menino de rua:

    “Somos gerações de pessoas criadas com a empregada negra ou mulata na cozinha, dormindo num quartinho sem janela, num banheiro onde se caga numa privada dentro do chuveiro. Somos pessoas que trocam de calçada quando vêem um moleque não branco já crescido, descalço, sujo a andrajoso vindo em nossa direção (principalmente se a rua é deserta e você está com crianças). Você se sente incomodada, culpada até, quando sai da loja cheia de sacolas – gastando o dinheiro que suou pra ganhar, comprando coisas para si mesma depois de anos de parcimônia e dá de cara com uma figurinha como a descrita acima.

    Quem, numa fração, não pensou que a mulher negra empurrando o carrinho
    fosse a babá?

    Há muito tempo li uma entrevista de uma mulher veterana na luta pelo fim da discriminação racial da África do Sul (ela foi companheira de Nelson Mandela e Steve Biko) – pelo perdão dos meus pecados, esqueci o nome dela. Respondendo se o racismo, como componente social, poderia ser eliminado um dia, ela disse que, sentada uma vez na sala de espera de um aeroporto, viu o comandante do avião atravessar o portão de embarque. O homem era negro, e ela confessa que, por um átimo de segundo, duvidou da capacidade dele como piloto por causa da cor dele.

    O que esse gerente fez todos fazem, todos os dias. Meninos de rua são as moscas da sociedade – a gente nem fala mais nada: abana as mãos e eles somem de vista. O que ele viu naquele dia foi uma criança negra perambulando por uma loja chique, de gente de posses – o que mais poderia ser, além de um menino de rua? Fora com ele. É preconceito racial e social? Claro que é. Mas é o preconceito que está em todo mundo que mora numa cidade cheia de favelas, sem um mínimo de atenção do governo, sem políticas públicas. É vergonhoso? É. Eu tenho vergonha – por mim, que já fiz isso, e pelo mundo em que vivo.”

    É o racismo que vivemos todos os dias – não aquele dito “racismo” de usar uma mulher branca num editorial de moda étnica. É o racismo cotidiano que, infelizmente, as pessoas acham supernormal.

  3. Suzana,
    eu não considero esse racismo normal. E o assunto desse post não é esse. Devemos combater o racismo diariamente sim. Eu, que fui criada nessa sociedade de merda que busca justamente eliminar o aparente menino de rua só por conta da pele dele, também já cometi meus desvios de conduta com relação a isso. O que trato no texto é daquele racismo contra racismo. O racismo que as próprias ditas vítimas do racismo cometem contra o próximo, utilizando-se da justificativa “anos de história”, como se isso pudesse passar por cima de qualquer irregularidade em sua ofensa contra o outro. Como expliquei no texto, a única raça que existe, para mim, é a humana. E quem está do meu lado, independente da cor da pele, classe social ou opção sexual merece respeito, pleno respeito. Estamos no mesmo patamar: vivemos no mesmo planeta e isso basta. Nascemos do ventre feminino. Urinamos e defecamos. Rimos e choramos. E tudo que eu menos quero é ser tratada como “diferente” por ter algum tipo de particularidade que vai contra o que os negros ou os descendentes de japoneses preferem. Talvez eu não tenha muita noção desse racismo diário – moro em Salvador, onde a população é negra em sua maioria: meus amigos são negros, meus colegas de trabalho, meus superiores, meus vizinhos, minha família. Aqui, o racismo existe, mas não nos deparamos tanto com ele. No resto do Brasil, pelo que acompanho de notícias por aí, é verdade: é bem diferente.
    Enfim, foi sobre isso que eu quis falar no texto. E era um assunto que há muito me incomodava.
    Obrigada pela sua visita, você, que é sempre bem-vinda e que eu tanto gosto de ler.

  4. Oi Del,
    nisso eu concordo contigo: nunca saberemos o que um negro sofre quando o preconceito o atinge.
    Mas também não é correto “vingar-se”, ofendendo quem é branco, isso é rebaixar-se.
    Nós podemos lutar passando por cima e denunciando, jamais fazendo o mesmo com aquele que nos ofendeu.
    Abraços.

    P.S.: não generalizo. Nem todo mundo que é negro e sofreu preconceito ofende o branco gratuitamente. Ainda bem.
    No texto, trato mesmo dessas ofensas muitas vezes ocorridas nas redes sociais.

  5. Nina, eu jamais acreditaria que você considera esse racismo “normal”. Acho que nós duas pegamos caminhos diferentes que deram num lugar só: não admitir nenhuma forma de racismo, mesmo que a luta contra ele revele, na pessoa que empunha a bandeira, o mesmo tipo de racismo e intolerância.

    Sim, como disse Einstein ao preencher o seu pedido de cidadania americana, somos todos da raça humana – sangramos vermelho e morremos do mesmo jeito. Morei em Salvador por seis anos (minha irmã ficou quando a família se dispersou) e ouvi, de um motorista de táxi, “como esses pretos se multiplicam!” ao se deparar com uma multidão fechando uma rua durante o carnaval.

    E eu sempre venho aqui – só não comento porque fica chato sempre concordar com você! :)

  6. Eu gosto justamente de quando as pessoas discordam! Assim, fazemos o diálogo, só aprendemos com isso.
    Me dá raiva ver um baiano racista, sabia? Dá vontade de dizer: “se mata”, olhe ao seu redor. Quem é racista em Salvador sofre, imagino. E sofre por burrice e muita ignorância. Tenho pena.

  7. Mesmo com a maioria da população sendo negra e sem ter grandes casos de racismo, como em outras partes do país, nós vivemos um tipo mais nojento de preconceito. Aquele que não lhe permite xingar um jogador negro durante uma partida de futebol ou barrá-lo num restaurante, mas lhe deixa confortável pra achar feio uma mulher usar black power, para associar uma manifestação religiosa com Satanás, pra chamar de sortudo o cara negro que namora uma loira, pra dizer que “fulana é uma negra linda”.

    Eu também acho ridículo combater racismo com racismo. Por que uma criança chamada de branquela azeda se sentiria menos ofendida que outra sendo chamada de carvão? Será que uma mulher branca, de olhos claros e cabelos lisos é tão menos subestimada que uma mulher negra?

    “Acho que só sendo negro pra entender o racismo como ele realmente é.” Essa é a frase que define tudo. Para uma pessoa negra (não que eu seja branca, minha cor marrom me deixa no meio do caminho), por mais aberta que seja, acredito que seja inevitável se enxergar como inferior(izado), já que ela cresce vendo que a maioria das domésticas, pedreiros e garis são negros enquanto que o médico que a atende poucas vezes não é branco. Vendo a cor da maioria dos mortos em batidas policiais e dos moradores de favelas. Crescer sabendo que se conseguir se tornar um profissional bem sucedido e ter uma mansão no Corredor da Vitória, vai ser visto sempre como alguém que se destaca, o exemplo de alguém que “batalhou na vida”, a exceção e não a regra.

    Ser racista é burrice aqui e em qualquer lugar. Manter qualquer tipo de preconceito é burrice aqui e em qualquer lugar. Quantas pessoas maravilhosas deixamos de conhecer porque estamos perdendo tempo criando rótulos?

  8. Antes de ler o texto, a imagem mais forte na minha cabeça foram as pinturas de Debret que retratam negros no tronco sendo açoitados. Fui mais em frente, li o texto e percebi que o ano é 2013. E os camburões? Já foi respondido: “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
    Recentemente tomei conhecimento que o Corredor da Vitória foi divido em lado A e B, um lado para os que tem sobrenome e o outro para os novos ricos. Em 2013 interessa mesmo saber quem vem de família tradicional? E o valor do homem e as suas conquistas pessoais? Quando deixaremos de lado tanta bagagem escravagista? Quando ser um menina “mulatinha”, “clarinha” ou “amarelinha” vai deixar de ser o único modo que as pessoas conseguem me descrever? É 2013!
    http://sesobrarpapel.wordpress.com/

  9. Nina, parabéns pelo excelente post. Acredito plenamente que ser cada vez humano dependa fundamentalmente de duas coisas, esquecimento do passado e percepção plena do agora.

  10. Nina, parabéns pelo excelente post. Acredito plenamente que ser cada vez *mais humano dependa fundamentalmente de duas coisas, esquecimento do passado e percepção plena do agora.

  11. Creio que o racismo não se resume ao negro. Daqui a pouco tudo será racismo, tudo será uma ofensa, seja para negros, brancos, pardos ou qualquer outra etnia. Acredito que as pessoas deveriam não se esquecer do passado, mas encará-lo de frente, enxergá-lo como algo que já foi realidade e repensar o que se está fazendo atualmente.
    Concordo plenamente com sua opinião sobre cotas, isso é inferiorizar negros e índios, eles tem plena capacidade de passar em qlqr vestibular que quiserem. Eles provam isso quando passam pelo próprio esforço. Mostram que não precisam de um rótulo de riquinho pra conseguir o que querem.

  12. Quanto a essa onda de reclamar da cor da pele e da crença dos outros, we seriously need to calm the fuck down.

    Ninguém é obrigado a gostar de ninguém só porque a “ética” impõe. Eu posso não gostar de uma pessoa muito mais pelo caráter dela do que por ela ser parda e ter ou cultura atirar pedras em mulheres adúlteras até a morte.

    As formas de racismo vão muito além da agressão verbal, minha gente. Já ouvi dizer que as quotas universitárias GRITAM “racismo” em sua essência. E todo mundo acha lindo, porque aquela mesmíssima pessoa parda e analfabeta funcional vai pegar a vaga do branco rico que pagou cursinho e vai se formar médica (se se formar) em 20 anos. Ou em cinco, vai que é um prodígio?

    Muitos brancos se formam em 20 anos e não passam de merda, né. Assim como os amarelos, os rosas, os azuis, os verdes…

  13. Parabéns pelo seu post!! Gostei muito. O racismo não deve mesmo ser considerado normal, mas esse preconceito que, às vezes, vítimas se julgam no direito de fazer é muito comum hoje em dia e está passando despercebido.
    Quantas vezes não ouvi negros criticando brancos ou homossexuais criticando héteros ou gordinhas criticando magras, e se apoiando no fato de que são vítimas ou na “história”. Este tipo de preconceito não é tão “visível” ou “chocante” quanto o seu inverso, mas existe e muito. Quem quiser exemplos não precisa nem sair de casa, basta ir nas redes sociais.
    Ao me ver, se todos somos humanos, todos vamos ter falhas, todos vamos ter algo que nos difere dos demais, então por que eu devo me sentir no direito de julgar de forma ofensiva aquilo do outro que é diferente de mim? Vamos criticar / julgar / apoiar / discordar de pensamentos, de ideias, de atos, mas não da cor da pele, da opção sexual ou do peso.

  14. Sou contra o preconceito, seja ele por quem for. E preconceito não é coisa rara hoje em dia, conheço muita gente que já sofreu ou sofre com ele. Seria um pouco hipócrita dizer que o racismo quase não existe, acho que é uma das formas ainda hoje mais existentes de preconceito, mas não a única, e acho que o mesmo ocorre com os indígenas e os nordestinos. Nunca sofri preconceito pela minha cor e imagino que deva ser uma bosta passar por isso, ou por conta da minha nacionalidade, mas já tive que lidar com várias piadinhas de loira tachada de burra (eu tinha vergonha do meu cabelo quando era criança, de verdade), loira é piriguete (mas o que????????) pois é.
    Não consigo ver um negro sendo diferente de um branco ou de um amarelo ou de um azul, rosa, verde e afins, todo mundo tem coração, pulmão, figado, cérebro, sangue… O preconceito é uma grande merda, definir alguém como superior ou inferior é um erro terrível, ninguém é melhor que ninguém, somos todos iguais.
    Eu ainda teria ficado abismada do mesmo jeito que eu fiquei vendo a imagem do inicio do post se no lugar naquele homem amarrado fosse um branco, uma mulher, um japonês. Foi um absurdo e teria sido um absurdo igual independente de quem fosse o amarrado.
    Já sobre cotas não gosto de discutir muito, tenho uma ideia um tanto contraditória: Sou a favor a cota para os alunos de colégio publico enquanto, ênfase no enquanto, se é feita uma campanha para melhorar o ensino até igualá-lo ao de colégios pagos, para que assim tanto o rico quanto o pobre possa competir da mesma forma pela mesma vaga, mas sou contra as demais cotas.

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