Cultivando bonsais

Pareço legal, mas quem me acompanha no Skoob sabe que a minha lista de livros lidos é desproporcional ao que resenho aqui. Isso se deve ao fato de que eu vou comprando e ganhando muitos livros ao longo do ano, mas a verdade é que, na hora de resenhá-los, só tenho tempo para fazê-lo com as obras que as editoras enviam. Minha intenção era fazer do Youtube a próxima extensão desse blog. E comentar lá mesmo sobre minhas outras leituras. Mas não vai dar: as paredes da minha casa são amarelo-ocre, os móveis são amarelo-marrom-madeira, os próprios livros que servem de plano de fundo são amarelados. Amarelo é a cor que mais detesto depois dos cinquenta tons de cinza e a minha câmera – de celular – também não é tão boa assim. Abortei a missão dos vídeos, até porque, percebi que sou uma completa tapada diante de uma câmera: não olho para parte alguma, me falta foco, mas o pior de tudo é que não consigo falar sobre os livros dessa forma – é mais fácil escrever. Ainda assim, quero colocar a culpa somente e tão apenas nas paredes. Então, quando um dia elas tornarem-se brancas ou quando eu mudar de casa, volto a pensar com carinho na proposta de ser vlogueira, pode ser?
Capa da edição brasileira de Bonsai, do Zambra.Depois que terminei Serena, do McEwan, encarei o best-seller, a limonada pop da Cosac Naify: Bonsai, de Alejandro Zambra. É muito estranho dizer que a editora mais séria (e cara) do país tem um best-seller, porque, sinceramente, isso foi mera obra do acaso, foi muita sorte. Esse livro de apenas 91 páginas e escrito por um chileno, conta uma história de amor que vai da simplicidade ao que há de mais complexo. E o leitor se sente dentro de um filme da Sofia Coppola: é sem enredo definido, é fugidio, flui como a vida da gente. Desde o primeiro parágrafo sabemos que Emilia morre e Julio fica. O resto é literatura. Ambos se conheceram numa reunião de grupo da faculdade, na casa de umas gêmeas bem promíscuas. Não gostavam um do outro durante as aulas, mas acabaram dormindo juntos nessa reunião e assumiram-se enquanto casal depois disso, apesar de cada um ter seu drama particular de experiências antecessoras a este relacionamento. Como todo casal, aliás. O que os une, verdadeiramente, é a literatura. Julio e Emilia são leitores vorazes e até mentem para si mesmos, dizendo que já leram Proust sem nunca o terem feito.

“A primeira mentira que Julio contou a Emilia foi que tinha lido Marcel Proust. Não costumava mentir sobre suas leituras, mas naquela segunda noite, quando os dois sabiam que alguma coisa estava começando entre eles, e que essa coisa, durasse o quanto durasse, ia ser importante, naquela noite Julio impostou a voz e fingiu intimidade e disse que sim, que tinha lido Proust aos dezessete anos, num verão, em Quintero. Na época ninguém mais passava o verão em Quintero, nem mesmo os pais de Julio, que tinham se conhecido na praia de El Durazno, iam a Quintero, um balneário bonito mas agora invadido pelo proletariado, onde Julio, aos dezessete anos, conseguiu a casa de seus avós para se trancar e ler Em Busca do Tempo Perdido. Era mentira, claro: ele tinha ido a Quintero naquele verão, e ele tinha lido muito, mas Jack Kerouac, Heinrich Böll, Vladimir Nabokov, Truman Capote e Enrique Lihn, não Marcel Proust.
Naquela mesma noite, Emilia mentiu pela primeira vez para Julio, e a mentira foi a mesma, que tinha lido Marcel Proust. No começo, ela se limitou a concordar: Eu também li Proust. Mas logo houve um grande silêncio incômodo, mas expectante, de maneira que Emilia precisou completar a história: Foi no ano passado, não faz muito tempo, levei uns cinco meses, andava atarefada, você sabe, com os trabalhos da faculdade. Mas me propus a ler os sete tomos e a verdade é que esses foram os meses mais importantes da minha vida de leitora.”

Um dia, ambos leram um conto que tratava da “história de um casal que decide comprar uma plantinha para conservá-la como símbolo do amor que os une”. Porém, caso a planta morresse, o amor também iria embora. É aí que Bonsai começa. Porque, a partir daquele conto lido, Julio e Emilia percebem que a metáfora do romance deles está num bonsai que ambos não souberam cuidar exatamente como deveriam. E destruição também é derivação de paixão. Pouco a pouco, o casal passa a ter vidas independente e opostas, tornam-se dois extremos, dois estranhos.
O livro tornou-se um filme que eu ainda não assisti, mas a impressão que fica para o leitor é que essa é uma obra sobre a literatura. Melhor: sobre livros e leitores, uma relação. Quem leu Serena perceberá que esse também é o fio condutor de Bonsai. Em Serena, temos a espionagem que justifica a literatura. No caso de Bonsai, temos o amor como algo palpável e realista. A edição da Cosac Naify é toda especial: o texto está centralizado, no meio da folha. A capa mereceu um leve corte, indicando que o leitor pode destacá-la e transformá-la num livro de bolso – um bonsai.
Como Bonsai é um livro que pesa e nos faz pensar, não foi difícil recusar a leitura de Bonequinha de Luxo, do Truman Capote (editora Companhia das Letras, 145 páginas). Eu nunca havia lido Capote, e tenho birra com autores norte-americanos. Entretanto, amo Audrey Hepburn, lógico que vi o filme inspirado no livro. Audrey ilustra a capa do livro. Precisava de mais motivos para lê-lo?!
Bonequinha de Luxo é um desses livros classificados como “os mais difíceis de se encontrar por aí”. Fazia meses que eu procurava pelo dito cujo e, mesmo tendo feito requisição para que ele chegasse lá na livraria, demorou muito e só chegou um dos cinco exemplares que solicitei. E esse um, obviamente, está comigo.
Capa da edição brasileira de Companhia de Luxo, do Capote.Bonequinha de Luxo é um conto de pouco mais de noventa páginas que ocupa a maior parte do livro, ainda composto por mais três histórias. Nele, conhecemos a vida de Holly Golightly: uma jovem muito alta, de cabelo curto e que trabalha como prostituta – fato que, tanto no livro quanto no filme, fica em segundo, terceiro e até em quarto plano de tão pouco que interessa. Holly é o tipo de garota singular que leva a vida com bom humor e capricha no visual para ter um estilo único. Mas, sempre que está triste, corre para a Tiffany’s – sua loja favorita, cuja vitrine a atrai incessantemente, mesmo que a personagem não tenha dinheiro para comprar uma simples joia  A história é narrada por um escritor de trinta anos que foi vizinho de Holly. Pouco a pouco, somos apresentados ao universo da garota, que sempre esquecia a chave do prédio dentro do apartamento e, chegando tarde, pedia que seu vizinho lhe abrisse a porta. Holly tinha um gato sem nome num apartamento bagunçado – sinal da vida nada estabilizada que tinha, e com a qual ela não queria comprometimento algum. Visita uma penitenciária todas as quintas-feiras e esconde um passado obscuro, de muitas dificuldades. Os segredos dessa moça pouco a pouco são revelados ao leitor. Os outros contos que compõem o livro passam pela mesma temática do primeiro: narrativas baseadas em personagens que saem de uma vida e entram em um sonho. E a escrita de Capote é envolvente, deliciosa e realista, apesar do filme (que agrega somente o primeiro conto), ter parecido um conto de fadas. Uma leitura prazerosa para quem deseja conhecer o autor.
Capa da edição brasileira de Celular, de Schulze.Depois de Cinquenta Tons do Sr. Darcy, li Celular – 13 Histórias À Maneira Antiga (editora Cosac Naify, 347 páginas), de Ingo Schulze, escritor alemão. Havia muito que eu não lia um autor alemão e queria algo mais atual. O que me fisgou verdadeiramente foi o título deste também volume de contos. Eu não sabia, mas Schulze é um dos nomes mais importantes da atual literatura alemã – e o porquê disso é bastante visível nessas treze narrativas de Celular, nas quais ele mescla seu cotidiano de escritor com ficções providas de sua imaginação. Considero fácil quando um escritor não sai de sua redoma, se sua zona de conforto conseguindo criar a partir disso, mas Schulze o faz com mestria (assim como Zambra e até melhor que McEwan).
Capa da edição brasileira de O Apanhador no Campo de Centeio, do Salinger.Então veio O Apanhador no Campo de Centeio (Editora do Autor, 207 páginas), de J. D. Salinger. Quem me conhece sabe que eu estava muito ansiosa para a leitura desse livro, que ganhei no último Natal. Incrível como, apesar de ser um clássico, essa obra é cara: custa sessenta reais numa edição nada espetacular, que necessita de revisão e a diagramação deixa muito a desejar (além da qualidade do papel). Mas a Editora do Autor só vive dessa obra e é a única a editá-la no Brasil. O livro conta a história de Holden Caulfield, adolescente norte-americano de dezesseis anos que, já no início da trama, foi expulso de uma boa escola para rapazes pelo simples fato de que odeia todo mundo que estuda lá e, por isso, não se empenhou por um futuro melhor. Isso aconteceu pouco antes do início das férias, de modo que ele só pode voltar para casa depois da quarta-feira. Acompanhamos o diário que Holden escreve um ano depois que decidiu vagar por aí antes de retornar para casa: o garoto passa por hotéis, bares; encontra-se com amigos, namoradas e professores. Holden me lembrou muito a rebeldia de Jess Mariano, da série Gilmore Girls. Mas não consegui me identificar com o livro. Se eu o lesse com a idade de Holden, seria mais fácil, eu me veria ali de imediato, mas não foi o que aconteceu. Não chegou a ser uma decepção, mas tampouco me emocionou.
Capa da edição brasileira de A Delicadeza, do Foenkinos.Ainda li Um Copo de Cólera do Raduan Nassar, um livro muito fino e muito lindo, separado nos capítulos que conduzem da paixão e fúria de um casal até sua destruição, tipo Bonsai. Daí parti para a encantadora narrativa de A Delicadeza (editora Rocco, 191 páginas), segundo livro de David Foenkinos que vem parar em minhas mãos, e o mais famoso dele, aquele que tornou-se filme com a Audrey Tautou no papel principal de Nathalie – uma moça que adora livros, mas decidiu fazer Economia e tirou a sorte no trabalho e também no amor: é casada com François que a ama, que é sua metade da laranja mais que perfeita – e acaba morrendo atropelado, deixando Nathalie sem chão e rumo. Apesar de ser bastante focada em seu trabalho e de ter recebido todos os pêsames de seus colegas, a jovem se torna uma pessoa duríssima, mesmo após os três anos da ausência de François. Com um chefe apaixonado por ela (e que não se incomoda de deixar clara essa paixão), Nathalie é diariamente assediada por Charles, mas quem a surpreende com algo de encantador é Markus, um funcionário da equipe que ela lidera: um dia o rapaz chega na sala de Nathalie para tratar de um dossiê, e ela lhe responde com um beijo na boca.
O que segue é uma narrativa que se revela como uma comédia dramática, na qual passamos também a ter foco no Markus, até então ausente, ganhando brilho, forma, jeitos e falas. Achei doce, porém, gostei mais de As Lembranças, me pareceu ter mais profundidade. Recomendo ambos.
Capa do livro Nihonjin, de Oscar Nakasato.Entretanto, de todas essas leituras, a que mais me surpreendeu foi Nihonjin (editora Benvirá, 175 páginas), livro de Oscar Nakasato, vencedor do Prêmio Benvirá de Literatura e também do Jabuti de Melhor Romance (aquele Jabuti que deu a maior treta com a nota máxima no ano passado). Apesar de não confiar no Jabuti, eu ganhei esse livro antes da premiação, mas só pude lê-lo agora. Não levava a maior fé nele, achava que era só mais um livro sobre imigração japonesa e eu detestava o Oriente – até conhecer Haruki Murakami. Em Nihonjin, Nakasato compõe a trajetória de uma família japonesa que vem trabalhar no Brasil na segunda década do século XX. E a história começa com a primeira esposa de Hideo Inabata até o filho de sua filha Sumie, que narra todo o livro. O tema pode parecer chatíssimo, mas vocês não tem noção do tanto de delicadeza que esse livro possui: personagem que espera que a neve de seu país caia por aqui; personagem que espera dez anos para viver o grande amor de sua vida, abandonando filhos e marido; personagem que é filho de japonês, mas nasceu no Brasil e, por isso, considera-se no direito de lutar pela pátria que nasceu e não por aquela à qual a tradição o obriga a permanecer; gente que não sabe se vai voltar para onde veio; gente com crise de identidade; gente perdendo cultura; gente trazendo cultura. Muitas vezes, fechamos os olhos para aqueles que também fazem o Brasil crescer e são nossos vizinhos, parentes, colegas de trabalho, amigos. Nakasato construiu um livro singular e com o qual todos se sensibilizam. Se você gosta de livros que tratam de outras culturas, outros hábitos e lugares. Nihonjin é a escolha certa, vale muito.

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17 respostas em “Cultivando bonsais

  1. Com relação a possíveis cenários para vídeos, você pode pintar uma parede de azul. Ou pendurar um lençol pra servir de fundo.

  2. “Um Copo de Cólera” só li por causa do título, que me fisgou imediatamente. É a única obra do Raduan Nassar que li.

  3. “Bonsai” me pareceu tão bom que acabei ficando com vontade de ler. E não tô acreditando que tu não se sensibilizou com “O Apanhador no campo de centeio”. Nunca li, mas jurava que tu ia adorar.

    E mais uma vez, depois de ler um texto teu, fico cheia de livros para colocar na lista dos que pretendo ler. \o/

  4. Não deixe de gravar videos. Descole uma câmera com boa definição e pinte a parede.

    Fiquei com muita vontade de ler “Bonsai”, vou arriscar colocá-lo em minha lista.
    “Nihonjin” também parece muito interessante.

  5. Gostei das suas indicações, principalmente esse Bonsai, que nunca tinha ouvido falar e agora estou com vontade de ler. O Bonequinha de Luxo já tive vontade mas também nunca li, e O apanhador eu nunca comprei porque achava caro mesmo, e só me vinha a ideia de comprar quando estava sem dinheiro. Todas as demais leituras pareceram interessantes também.
    Beijo!

  6. E eu não faço vídeos porque as paredes são cor-de-rosa demoníaco (aquele rosa de dar pesadelos, sabe? forte demais, concentrado demais).
    Não havia ouvido falar de metade dos livros citados. Mas Bonsai realmente me chamou atenção.
    Quanto ao Apanhador no campo de Centeio, bem, ele é um livro que por seu título eu pensei ser mais… profundo, mas que me deixou meio que com uma expectativa frustrada – e esse é o problema em se criar expectativas com as coisas. É bom, muito bom. Mas falta identificação.

    Beijo!

  7. Você se supera escrevendo Daniele. Não sei como se comportaria nos vídeos, mas a sua escrita é completa e suficiente para ampliar o horizonte da nossa leitura. É claro que se utilizar de outros meios é sempre proveitoso, justamente para somar, oferecer olhares vistos por ângulos distintos. O vídeo daria uma vida magnífica.

    Mas bem, eu viajo na tua tão coesa forma de analisar e resenhar os livros. De verdade? Eu me sinto, ao te ler, dentro dos romances…*risos.

    Fiquei curioso com Nihonjin, o restante, à exceto de Bonsai, foge bastante do estilo que gosto. Uma ressalva para Bonsai: Me atraiu mesmo. Coisa difícil de acontecer. *risos.

    Beijo minha querida!
    Te cuida!!

  8. Que crítica sutil no meu blog, Daniele… *risos

    Sim! Nunca gostei de tons cinzentos. Sou adepto de cor, muita cor… E o amor são todas elas.

    =D

  9. Eu já tive variadas sensações ao ler suas tão bem arranjadas resenhas mas dessa vez – se posso dizer – o que mais resolveu se manifestar por aqui foi apenas uma palavra: curiosidade.

    Seria um vlog uma extensão das suas palavras em forma de cordas vocais? Certamente que sim. E realmente me pareceu uma ideia deveras interessante de sua pessoa. Mas, acredito em sua própria definição e não vou cobrá-la desse projeto se não for da sua vontade.

    Sobre os livros dessa publicação – por mais incrível que pareça – fiquei interessado na primeira descrição. Esse “Romeu e Julieta” ao contrário, sobre os personagens que mentem sobre o livro do autor que nunca ousaram ler. Percebi que você deu uma atenção pra ele, ainda que aparentemente modesta, e desejei ler. Talvez o procure.

    No mais, obrigado outra vez por promover uma conversa em todas as suas atualizações. Esse espaço é uma sala confortável demais para se despedir cedo.

  10. Gostei da resenha de Bonsai. Parece legal. Vou procurar o livro para comprar.
    E nunca assisti nem li o livro Bonequinha de Luxo.. morro de vontade!! Mas não tem o filme nas locadoras da minha cidade, quem dirá o livro. Não encontrei também para assistir online. Mas continuarei procurando.. Quero comprar o livro também!
    Mas antes preciso ler os livros que comprei e ainda não li.

  11. Sou suspeita para falar do Oriente, visto que sou apaixonada pela cultura de lá, principalmente a japonesa, chinesa e coreana. Sua resenha de Nihonjin me chamou atenção por dois motivos, sendo minha afeição pelo o oriente o primeiro, e o segundo se trata de meu total desconhecimento sobre uma literatura que tem como base a imigração japonesa para o Brasil. Ta aí, um bom motivo para ampliar meu universo literário. Bonsai e sua metáfora me pareceram interessantes, e por mais que eu goste do filme Bonequinha de Luxo e adore a Audrey, nunca tive uma extrema curiosidade para ler o livro no qual o filme foi inspirado. O Apanhador no Campo de Centeio, por sua vez, mexeu muito comigo, sendo um dos livros mais rápidos que devorei esse ano, e isso se explique talvez por esse lado meio adolescente, meu imaturo e inconstante que faço de tudo para ignorar mais às vezes insiste em dar as caras.

    Beijos =*

  12. Preciso de mais tempo para ler… a faculdade não deixa meu skoob ficar tão atarefado assim,…
    Não sabia da existência do livro de Bonequinha de Luxo! Vou procurar…

    E não li Bonsai ainda… mas me parece hiper interessante, e quem nunca mentiu literariamente, né? Não exatamente sobre Proust, mas tantos outros… uma mentira tão automática que quase que a gente acredita…haha talvez fosse mais fácil depois de mentir correr pra ler…. :)

    Ótimo post!
    Abraços!

  13. NOOOOSSA eu fiz 16 faz uns dias e vou ler apanhador no campo de centeio HGJFKHGKJFHGKJF Acho que vou me identificar super!

    Bonequinha de Luxo LIVRO é bem mais tenso que o filme… o filme esconde muita coisa pra não chocar aquela época.

    A do bonsai foi ótima, paixão é isso mesmo: tem que cuidar como um bonsai.

    Bom sábado *-*

    Beijos!

  14. Há uns 20 dias atras eu comprei um diário. Desses de escrever mesmo, mão, caneta, lapis e algumas outras canetinhas fofas pra dar uma infantilizada básica na parada. Comecei de boa, escrevi os textos mais sinceros que consegui, e então, desanimei. Percebi que isso se deu por que eu travo muuuito na hora de escrever, meu raciocinio não acompanha minha escrita e ou eu acabo escrevendo com garrancho de médico com parkinson, ou eu perco o raciocínio. Aí desisti. Foi então que me veio a idéia de ao invés de escrever, gravar áudio. Por que por mais boba que eu pareça, às vezes vem uns pensamentos, questões internas e eu gosto de debater essas idéias comigo depois. Foi a melhor coisa que eu fiz! Já que sua parede, livros e moveis são uns 50 tons de amarelo, por que você não grava um áudio? ;) Pode ser uma idéia!

    O apanhador foi o primeiro livro que me fez ter vontade de sair, e ler na rua. Num parque, numa calçada, qualquer coisa. Ler e observar as pessoas, mesmo que só as pernas delas andando pra lá e pra cá. Acho que foi a época que mais criei teorias na minha vida. Amei muito esse livro, e foi o único do J.D. que li. Toda vez que vejo uam resenha sobre ele sinto vontade de ler os demais. Realmente, o livro é sucesso por motivos externos, mas não sei por ter lido na época certa, me identifiquei muito. Hoje em dia também não sei como seria, mudei muuuuito desde então.

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