Melodraminha

O Correio não vai com a minha cara e sempre decide entregar as correspondências quando não estou em casa. Até então, isso nunca foi uma problemática constante, exceto pelo fato de que agora recebo muitos livros, de modo que me sinto aflita cada vez que solicito uma nova empreitada e esta só chega duas semanas depois, por motivos de: me chamaram e eu não estava lá para receber e assinar; ou a minha vizinha idosa recebeu, mas esqueceu de avisar.
Por sorte, espero que o último caso seja mais frequente, pelo menos alguém recebe. E isso já é uma garantia de que a encomenda chegará em minhas mãos, mesmo que Deus, o mundo e a vizinhança querida me façam a egípcia e decidam não me contatar de alguma forma.
Mas esse assunto é chato. De modo que não é ele que eu pretendo abordar, embora tenha a ver com a essência desse texto. Meu marido bateu na porta da vizinha e pegou as duas encomendas de diferentes editoras que eu aguardava desde o início do mês. Uma dessas encomendas era o livro Já Matei Por Menos, da Juliana Cunha, que marca a estreia da editora Lote 42 (isso aqui ainda não é uma resenha, mas serve de introdução. Ainda estou na página 50). Abro o livro de imediato e me deparo com uma notinha da autora:

“Antes o blogueiro era o colunista de jornal que não deu certo. A gente queria escrever crônicas, dar opinião sobre as coisas, sobre todas as coisas. Hoje o que vinga são blogs específicos, com um tema delimitado. Cinema, culinária, moda, tecnologia, fotografia. Valoriza-se o sujeito capaz de ajudar na vida prática do leitor. De ensinar o melhor jeito de assar um pão de queijo ou de usar um delineador. A internet virou um poço de dicas. A pessoa que tem um blog já não quer ser articulista, quer ser especialista. Eu particularmente não gosto de ajudar as pessoas. Essa tendência de ‘facilitar a vida do leitor’ e de ‘se aproximar de sua realidade’ é algo que me irrita no jornalismo atual e que tento manter o mais distante possível do meu blog.
Espero que esse livro funcione como um presente de grego para as pessoas que ainda gostam de ler blogs generalistas, desses que você lê o histórico inteiro e não consegue tirar uma única dica útil para a sua vida.”

Fiquei me perguntando qual é a utilidade dos blogs, afinal. Será que vale à pena filosofar sobre o assunto? Daí recordei que, para aquela menina que fui,a os dezesseis anos de idade, sofrendo horrores por conta de um garoto da escola, a utilidade do blog era desabafar. Devo estar sendo repetitiva nesse assunto, mas convém falar dele agora, mais do que nunca.
Quando saí da fase “como sou triste, tenham pena de mim”, calhou migrar o assunto central dessa bagaça para a literatura porque, além de viver amores platônicos, os livros eram a minha segunda paixão (hoje, com a quantidade de frustrações amorosas superadas e o “happy end” aparentemente permanente, os livros são paixão primeira mesmo). No entanto, não seria bacana de minha parte levantar dados como “título, autor, editora, número de páginas, resenha da editora e o que eu achei do livro”. Mas o pior dessa situação é que, até hoje, a nata blogueira entrou no piloto automático de seguir essa linha tendenciosamente ambiciosa e insuportável de tratar do assunto “por cima”.
Eu visito blogs “úteis” e blogs pessoais. São raríssimos os espaços que unem ambas as colocações. Mas eu tento fazer do meu espaço virtual um lugar-comum para que essas disposições se encontrem (prometi a mim mesma que trataria de literatura colocando a minha vida no meio da história, meti o bedelho mesmo). E a Juliana também, acredito. Afinal, ela trata de cinema, literatura e adjacentes tão bem e com tanto cacife quanto eu. Mas rola essa identificação de, se for para falar, vamos pensar no próprio umbigo também. Aí está uma ideia interessante. Ninguém é sofredor de amores errados o tempo inteiro. E, mesmo que a arte não tenha a menor utilidade em nossas vidas, a gente pode ensinar outros a utilizarem “corretamente” a calça de efeito doppler contando um causo estilo “é pavê ou pra comer”. Pode não dar “bossa ao look“, mas dá graça ao texto. Ao menos assim, deixamos de ser artificiais e provamos (para nós mesmos) que somos capazes de um tantinho de sensibilidade cotidiana sem precisar fazer melodrama.

Anúncios

23 respostas em “Melodraminha

  1. Eu, particularmente, estou de saco cheio desses blogs ~especializados~ em qualquer coisa ou várias coisas. Além das dicas estarem se tornando repetitivas, chega uma hora que o blogueiro bate na mesma tecla e não sai do lugar. Assim como a Juliana, prefiro os blogs de antigamente onde a gente escrevia sobre o que dava na telha e vez ou outra “resenhava” algo que leu ou assistiu ou ouviu e gostou, mas assim, sem toque de ~profissionalismo~ ou obrigado pelos prazos de editoras parceiras. O seu blog é um dos únicos que me agrada porque não tem o nariz empinado que percebo em tantos outros! Sei lá, você continua sendo você, com suas opiniões e etc. Não se tornou um papagaio da literatura (:

  2. Eu gosto dos blogs especialistas em um tema, e não os que se dizem. Sobre os literários, tem resenhas que não são resenhas, são meras sínteses dos livros e olhe lá (e em muitas das vezes com muitos spoilers). Se a gente não bota o que a gente é em qualquer coisa, fica artificial. A gente tem que encontrar o meio-termo.
    Beijo.

    http://www.despindoestorias.com

  3. Nina, quando eu trabalhava para a Rocco surgiu um livro com um tema sensacional (mas MUITO mal explorado e resolvido pela autora) que falava no surgimento dos blogs como um substituto aos diários femininos do início do século XX para trás. Eu vi a pesquisa (e notei que a autora não sabia diferenciar blog de fotolog de site, enfim). No início, a maior parte era do tipo “meu gatinho lindo” e “vejam meu quarto”, assim como o twiter, no início, tinha bizarrices como” estou entrando no elevador”, acabei de chegar na portaria”, “esquentei minha sopa”, “sentei na mesa (sic) pra comer” e por aí vai. Daí os blogs foram se diferenciando até chegarmos nesses verdadeiros handbooks que ensinam até a fazer bomba de panela de pressão (achei o link http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/,e38a3f066e71e310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html
    num blog e depois, no facebook). É o último grau da “especialização” e, como tudo na vida, encheu. E aí estamos vendo, devagar, a volta dos blogs intimistas, que falam de tudo um pouco, não querem propaganda e existem porque… ora bolas, porque o autor gosta de escrever. Quer compartilhar o que viu, o que fez. Quer conhecer pessoas legal (Oi, Nina!). Quer sair de casa sem levantar da cadeira. E isso é muito legal. Acho que a tendência é vermos uma diminuição desses blogs “úteis” (até porque é um geral corta-e-cola de release e de post alheio) até o equilíbrio – nem muito gatinho, nem muito faça-a-sua-própria-caixa-de-areia.

  4. Já eu gosto de blog que fazem de tudo um pouco, mais que sabem não ser bagunçados, entende?
    Gosto de blogs a moda antiga também, sem anúncios, pessoais ou não. Gosto mesmo é dos blogs de gente que sabem blogar.

    Boa noite moça, “_”

  5. Também estou passando por essa mesma situação com os Correios agora que me mudei para um prédio sem porteiro. A vida virou um vai e vem à Central dos Correios.
    Mas sobre os blogues, vamos dizer o seguinte: eles servem pro que quisermos que eles sirvam. É verdade que, na origem, eram mais pessoais e agora são cada vez mais objetivos. As pessoas decidiram ganhar a vida escrevendo blogues e outras apenas ajudar os outros com informações úteis de que entende um pouco ou quase nada. Afinal, se entendesse MUITO teria um emprego com cadeirinha em algum lugar. Eu prefiro blogues pessoais, em geral. O seu eu sinto que é literário com um toque pessoal, o que o deixa bem pessoal no fim das contas. E assim é. O meu é desocupado, e pronto. Hehhe.

  6. Nina, acho sensacional quem consegue conciliar as duas coisas, quem consegue escrever com leveza e humor, gostaria de escrever assim. Infelizmente, acho que não saí da fase do melodrama, ainda estou naquela em que você se encontrava nos seus 16 anos, e continuo desabafando sempre, haha. Quem sabe um dia né?
    Beijo!

  7. Eu tenho uma relaçao de amor é ódio com blog( não é sem razão que o meu fica longos períodos abandonado). Acho que há um cansaço muito grande na blogosfera e acho que os temas são tão desgastados porque são altamente divididos. Acho que em tempos de “blogs pagos” voltar ao blog como um espaço pessoal que, como a vida, mistura temas ainda é, um pouco, original.
    De resto, tava com saudade de passar por aqui e fiquei com uma vonatdezona de ler esse livro.
    Beijos, Nina!

  8. Nossa, eu tenho verdadeiro HORROR de blogs que não passam de REPOSTAGENS de outros blogs. Do tipo “Eu vi no blog tal sobre este site de flores”. “Eu vi no site tal sobre a campanha do lacinho amarelo para os cachorros”; “Eu vi no blog tal como fazer cupcakes”. E tudo isso num disfarçado chamariz de leitoras que não tinham entrado no tal site/blog até se depararem com isso na repostagem. Nossa, é muito, muito, MUITO irritante.

    Eu também sou da Geração Desabafo de blogs e sinceramente sinto falta disso. Parece que os blogs viraram uma tentativa desesperada de a) aparecer, b) ganhar dinheiro às custas de acessos, c) imitar blogueiros famosos, d) repostar qualquer merda disponível, e) reciclar postagens.

    Querem fazer isso, usem um Tumblr da vida, sabe…

  9. Ah, gostei muuuito desse post.
    Comecei a escrever em blogs pelo mesmo motivo, afinal, só se queria escrever, não necessariamente que “alguém lesse, comentasse algo randomico e pedisse pra seguir de volta.” Se escrevia mais pelo fato de gostar de escrever, não que não se tenha isso até hoje, né. Mesmo assim, acho válido quem escreve seja sobre coisas específicas ou desabafos porque gosta de fazê-lo, aí sempre tem utilidade :)

    Ps.: Não é só aí que os Correios estão de complô com a lei de Murphy.

    Abraços!

  10. não consigo desabafar no blog, pois entro lá muitas vezes pra esquecer os problemas. Então eu procuro postar sobre design, que é uma coisa que eu gosto e quero aprender a cada dia mais como fazer melhor. Eu vejo que hoje muitas pessoas só fazem blog para ganhar brindes, ou imitando blogueiras famosas. O que falta é o diferencial. Sinto falta de ver a personalidade do autor do blog, ver as coisas mais pessoais, e também de fazer a diferençca quando for postar um assunto que todo mundo já comentou. É isso.
    Ótimo post, Nina.
    Beijos <3

  11. Há algum tempo atrás eu resolvi procurar na internet qualquer pixel existente sobre algum blog antigo meu (Eu tive vários!). Um belo dia, encontrei. Eu era a criatura mais estranha do mundo! Escrevia mal, cheia de gíria, revoltadinha, chaaaata hahaha, mas sei lá, foi gostoso ler! Mesma sensação que tenho quando vou na casa da minha mãe e releio meus diários (agenda, na época) e vejo coisas que fiz, como foi tal dia, mensagens de amigos na data dos aniversários e por aí vai. Sei lá se é por que sou canceriana, mas eu sou nostalgica assumidíssima! E hoje em dia, fiz do antes um lugar pra colocar novas memórias, pra que eu leia no futuro e saiba do que eu gostei. Mas também um lugar pra escrever o que der na telha, nem que seja dica de como pular sentado. É o meio termo que sempre me chama atenção. Faz parte da rotina, dos pensamentos, da vida mesmo. Eu visito alguns blogs “especialistas em alguma coisa” mas não são eles que tomam minha atenção. Gosto muito mais dos blogs pessoais mesmo, com relatos francos, abertos sobre si e sobre sua forma de enxergar a vida. Acho muito legal isso, o ser humano já se acha tão estranho, que às vezes confirmar que algo é normal vira quase um abraço! :)
    Mas sinto falta de mais pessoalidade na internet. Tá tudo muito padronizado e repetido, um saco!

  12. Que curioso, hoje mesmo estava pensando sobre esse tema! Eu comecei a blogar lá pelo weblogger (quem se lembra, hein hein?), e realmente era o blog tipo desabafo de vida-sofrida-de-uma-adolescente. Depois mudei para o wordpress e passei a falar mais das coisas que eu gostava, de pensamentos aleatórios e devaneios, mas sempre ficava um tempão sem postar. Até que ano passado decidi migrar para o blogger, comprar um domínio e postar mais vezes, sobre coisas que eu gosto e que quero compartilhar, mas também sobre coisas pessoais. Posso não estar fazendo o maior sucesso do mundo, mas só de ter algum desconhecido comentando e dizendo que gostou, eu me sinto tão contente, haha! E olhaí, outro livro que eu tava querendo muito comprar para ler! Depois você conta mais aqui sobre ele, não? E ainda bem que moro em um edifício, pois se fosse em casa ia sofrer mais ainda com esses benditos correrios…

  13. Como sempre um texto incrível! muito bem colocado! outro dia fui em uma palestra da blogueira Lala Rudge, a tal do “look do dia”, nossa como essa coisa futil faz sucesso, é incrível, as pessoas são capazes de pagar para ver e copiar o que os outros fazem, acho triste que atualmente em grande parte só esse tipo de blog e conteúdo faça sucesso, parece que as pessoas não tem mais interesse em se identificar nas situações descritas em blogs, mas apenas tirar algo prático para o dia a dia, eu sou da mesma época que você, em que blog era um desabafo da vida, e um lugar onde varios outros blogueiros podiam rir e sofrer juntos, tirando proveito da situação, e inclusive conhecendo gente interessante! incrivel como isso mudou e em pouco tempo… Mas quem sabe daqui a um tempo, quando estivermos saturados de modelos de “como ser um marionete e fazer tudo igual aos outros” aos poucos voltemos a ter uma visão mais pessoal da vida através dos blogs, voltando ao padrão meio diário online que deu origem aos blogs… hehehe

    Quanto a suas encomendas, não vale a pena você alugar (não sei bem como funciona), uma caixa postal no correio próximo a sua casa e mandar tudo pra lá? ai quando voltar para casa toda semana pode passar para buscar, ai não tem erro de ficar sem e nem aperto no coração! hehehe graças a deus, moro em prédio e sempre tem alguém em casa pra receber! heheeh

    bjss ótimo post como já disse!

  14. Dando uma força pra sugestão da Mari Helou: caixa postal é tudo de bom – meus pais têm e é 10 – se você mora pertinho dos Correios.

  15. Já pensei nessa solução da caixa postal também, mas achei que o meu volume de encomendas não era assim tão grande que valesse a pena pagar a taxa… Quem sabe no futuro…

    Quanto à discussão sobre os blogs, acho que existe público para tudo, né? Felizmente ou infelizmente, não sei dizer… Escrevo no meu blog sobre tudo que eu gosto, sobre coisas que deixam meu dia mais feliz. Se existem pessoas que gostam de passar por lá e de conferir o que eu selecionei para aquele dia, só tenho a agradecer e a desejar que retornem sempre… Ou que não retornem mais, se o que elas viram não acrescenta em nada nas suas vidas. Algo bem democrático, sabe? Sem pressão…

    Beijo!

  16. Moça, eu já pensei na caixa-postal. O problema é que a maioria das editoras não aceita esse tipo de envio. Não sei o motivo. E o pior é que eu só recebo livros.
    Abraços.

  17. Quando criei meu blog, lá nos confins de 2008, a internet era um lugar diferente e ter blog era sinônimo de ser diferente. Era legal, era daora. Mas aí o povo foi deixando de escrever daquela maneira generalista e vi surgir blogs de moda, de maquiagem, literários, de cinema e o diabo a quatro. Acho chato, acho boring.
    Para mim, blog tem que falar de tudo um pouco. É o que tento fazer no meu. Falo sobre o que estou afim de falar, me preocupando com o leitor, mas no aspecto de que ele leia algo legal, escrito corretamente e, sei lá, pense um pouco ou simplesmente leia alguma coisa sem compromisso. Enfim.
    Gostei do trecho do livro.

    E sobre os correios, bem, sofro de ansiedade em relação a isso. E olhe que nem recebo tanta coisa, só o que ganho em promoções mesmo.

    Beijo, Nina!

  18. Leio tanto a Juliana Cunha quanto você, srta Nina e vejo que o questionamento é bastante pertinente. Vejo que existem blogs demais falando sobre a mesma coisa, uns com qualidade questionável, outros com sofrível coerência. De qualquer forma, eu sempre enxerguei essa expressão como uma maneira de conseguir atenção.
    Conheço pessoas que escrevem super bem mas não sabem ir pra cama sem que o texto tenha lá seus milhões de comentários – e pior, a maioria é do segmento “gostei do texto”, “tá legal”, “adorei, visite o meu”.

    Na era da necessidade de interação e opinião, os blogs são uma forma de relação cyberpessoal. Se ajuda a pessoa ou não, não importa.
    Ainda assim, eu fico satisfeito pelo conteúdo que consegui selecionar unicamente visitando esse tipo de meio.

  19. Eu blogo há muitos anos, mais ou menos desde os 12. E nunca fiz blog especializado em nada, sempre foi pra que eu pudesse desabafar… eu adorava na verdade era criar layouts pro meu blog haha.
    Aí fiquei muito tempo sem blogar, e criei o meninalyra porque precisava de um espaço para escrever pra mim, coisa que eu não vinha fazendo.
    Adoro suas análises das coisas, Nina, o jeito que você é crítica e ao mesmo tempo atenciosa. Adorei o post, parabéns… beijão
    http://www.meninalyra.blogspot.com

  20. Gostei da nota da autora, acho que ela mandou muito bem. Não que eu seja um grande especialista em blogs ou nada parecido. Não sou frequentador de muitos blogs, porque só frequento os que me interessam. Falando nisso, acho que meu blog é do tipo que não se tira nada útil. haha

  21. A vida toda tive problemas com posts muitos pessoais, então nunca tive blog diário. Sempre gostei de fazer esse estilo meio revista pessoal, em que eu posto coisas no geral que acho legais.
    Hoje em dia no Palavras de Papel eu passo um filtro mais grosso, do contrário postaria muita besteira que não tem nexo com a proposta do blog. Tenho um cérebro meio publicitário, então presto muita atenção pra não espantar o público alvo. Mesmo assim não escravizo o espaço, é mais importante eu falar sobre uma coisa que amei, e só postar duas vezes por mês, do que postar todo dia sobre coisas que daqui a dois meses vou achar indiferentes.

    http://www.palavrasdepapel.com.br/

  22. E outra coisa, queria até fazer um post sobre isso, mas não sei como.
    Nunca encontrei uma revista que cobrisse as coisas que eu gosto. Minha faixa etária corresponde à Capricho, mas ela é poser de roqueirinha de capital. Não tenho paciência para ler Forum e afins, são tão sisudas que me irritam. Veja e Carta Capital nem comento.
    Queria uma revista que unisse coisas inteligentes com cultura pop, livros com rock alternativo (o que aliás combina muito). Como isso aparentemente não existe na minha banca, a minha própria!

Fale com ela:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s