Como ser um blogueiro de sucesso

Bem duvidoso esse título, não é?
O engraçado é que, apesar dos elogios que recebo aqui no blog (obrigada, muito obrigada), as maiores declarações de amor que recebi (eufemismo, tá? Agora me sinto um dos Beatles sendo perseguido por suas fãs, ou aquelas adolescentes que escrevem para revistas adolescentes e pensam que tem SUPER DIREITOS!) estão nas redes sociais que frequento. Skoob e Facebook entre as mais visadas. Tem gente que entra lá no Skoob, manda recado dizendo que só conhecia as resenhas que eu publico por lá, daí acessam o blog e viram “fãs”. Legal gente, me sinto o PC Siqueira, só que bem menos famosa. Alguns perguntam qual é a minha técnica (?) para ter um blog literário de sucesso. Olha, eu nunca considerei o Sobre Fatalismos um sucesso grandioso, até porque, não é tanta gente que vem aqui. Ser blogueirx hoje, no Brasil, já não é mais “profissão”, e sim “missão”: você tem de ser criativx, amigx. Bloglook do dia” não funciona mais.
Mas vamos lá: como o meu ego está inflado hoje, deixa eu falar algumas coisas que penso sobre o universo blogueirístico e que podem – ou não – servir de dicas para alguns de vocês. Em primeiro lugar, eu não tenho um blog literário. Os mais espertos perceberão que esse espaço é pessoal. É um diário, sabem? Entretanto, eu sou livreira. E uma das minhas diversões prediletas é ler. Daí minhas resenhas sempre começam da mesma forma: eu narro uma banalidade cotidiana minha e migro para o livro que li. É uma fórmula que dá certo? Estou sendo original com isso? Provavelmente sim. Eu não conheço outros blogs que façam o mesmo. Na realidade, eu não gosto muito de blogs literários. A maioria já começa o post com a resenha da editora e, ao fim de sua opinião (que não dura mais que cinco linhas), a criatura dá nota ao livro. É algo desnecessariamente profissional, quando a intenção do blog é a bagunça e o acúmulo de anotações, rabiscos, frases soltas. Percebam que hoje, o verdadeiro blog pessoal é o Tumblr: Lá ninguém tem vergonha de ser feliz – todo mundo enfia gifs e imagens toscas, inspiradoras, engraçadas. Frases de autorias duvidosas. O blog ganhou um sentido profissional, como se tudo ali estivesse sendo vendido, como se você fosse uma máquina repetindo informações. Mas tem coisa pior: os blogs das sofredoras adolescentes. Sabem aquelas meninas que dedicam mais de um ano do blog a falar do namoradinho da escola? Do quanto elas tentam ser orgulhosas e indiferentes, mas acabam voltando para os braços do amado e o círculo vicioso se repete? Sério, eu nunca sei o que comentar, além de “vai passar” e/ou “o tempo cura tudo”. Porque tudo isso é verdade. Eu já fui uma delas (o que me faz pensar que, quem visita esse blog desde o início, deve ter sofrido também com o quão insuportável eu fui naquela época).
Então assim: cê quer ter um blog? Seja original. Sabe o que é ser original? Falar de si mesmx. Fala da tua vida, afinal, você é uma pessoa única, mesmo que leve um cotidiano banal. Ninguém é igual a você. Já parou para pensar nisso? Se você realmente pensa em ficar famosx através de um blog, então não queira ser a próxima Bruna Vieira ou o próximo Felipe Neto. Faça com que o seu nome apareça, sem necessitar de comparações.
Entretanto, o fato de você ser únicx, apesar de fazer com que você lide com criatividade, não lhe dá o direito de ser hipócrita e nada humilde. Cê tá na mídia? Então mantenha os pés no chão. Não faça como essa tal de Giovanna Ferrarezi (cuja existência eu nem sabia que pairava sobre nós, até semana passada), que decidiu compartilhar o lamento de uma garota fútil que, de tanto viver enclausurada em sua redoma de vidro, sendo “idolatrada” por adolescentes em redes sociais, se tornou uma refém da própria imagem que criara. Esse é o tipo de pessoa que só representa um produto formatado, ausente de diferenciais ou melhorias, achando que tem privilégios e não aceitando que é normal assim como todos os outros mortais:

Também é ridículo acreditar-se superior, tipo só porque é bloguete de revista Capricho. 

Outra coisa, seja participativx na blogosfera. Retribua visitas. O sucesso do seu blog depende do público que o acessa. Porém, um primeiro passo precisa ser dado. Quando comecei a blogar, eu selecionava os espaços virtuais que me interessavam e ia lá, uma vez por semana, lia a publicação mais recente da pessoa e deixava um comentário pertinente àquele texto (aliás, faço isso até hoje). O que acontecia? Essa pessoa começava a me visitar. Eu guardava o link dela. E olha que, na época, eu blogava em lanhouse. Isso se chama cordialidade, e a internet é uma grande rede de interação social, lembra? Mas olha: leia mesmo o blog da pessoa. Faça o favor de não ser que nem essa daqui, que me apareceu dia desses (e em outros tantos blogs que visito) com a seguinte pérola:

Isso não é cabível em nenhum universo evoluído e, inclusive, comentei o seguinte no blog dela (junto com a Del Lang, que também não deixou barato):

E para quem quer ter um blog literário (único ramo no qual sou “experiente”), eu só tenho uma dica (além de “seja original”, claro): não faça parcerias com editoras só porque você quer ganhar livros e montar uma biblioteca. Proponha parcerias no caso de você já ter uma biblioteca. Com isso, não quero dizer que, na sua casa, sejam necessários mais de 100 livros para que você esteja capacitadx de resenhar outros (até porque, eu não tinha mais que quarenta livros aqui até formar minha biblioteca com livros de parcerias, confesso). Estou dizendo que não adianta você ter pouca bagagem literária. Por exemplo: gostar de best-sellers água-com-açúcar e querer parceria com uma editora que só publica livros sérios, profundos e intelectuais. Não será a sua praia. Se você curte Nicholas Sparks, para quê lidar com uma editora que publica José Saramago? Será que você vai se sentir à vontade? E se o livro não for bacana pelo simples fato de não ser o seu tipo de leitura? Você vai escrever uma resenha detonando a obra elogiada por público e crítica? É claro que a opinião será sempre sua, independente de fatores externos, mas a resenha depende sempre do amadurecimento de quem a escreve. Infelizmente, tem muito bloguete por aí firmando parceria a torto e a direito só para “ganhar livros”. O resultado disso são pessoas desorganizadas, blogs desatualizados, sem a menor credibilidade, fora a oportunidade que é tirada de alguém que realmente a merece. Eu poderia ficar muito contente com o fato de que uma determinada editora entrega uma caixa com vários livros dentro, mensalmente, para os seus blogueiros. Mas eu não tenho parceria com essa editora, porque seus livros não condizem com minha personalidade. É o mesmo caso da pessoa que escreve um livro de auto-ajuda e encaminha o original para uma editora que só publica romances. É uma pessoa, em suma, desinformada. “Ah Nina, mas só porque eu gosto de Nicholas Sparks, você acha que eu não sou capaz de ler um Saramago?”, não criatura. Você é capaz de qualquer coisa. Mas lembremos que você está começando. E, para tanto, vale à pena correr atrás somente daquilo que lhe interessa. Daí você pega o gancho e parte para projetos maiores. Boa sorte!

Anúncios

31 respostas em “Como ser um blogueiro de sucesso

  1. *som de palmas eufóricas*
    hahaha Sério, Nina, tá de parabéns pela postagem. Adorei mesmo. Normalmente quando vejo um “como ser um blogueiro de sucesso”, os autores estão fazendo aquela listagem super original (1- Escolha um nome criativo; 2- Fale sobre o que você gosta; etc.) como se as pessoas já não soubessem disso… E geralmente nenhum deles chega aos pés da sinceridade do seu texto.
    Gostei mesmo :D
    Agora, segue o meu? (rsrs, brincadeira, nem tenho mais blog!)

  2. esse universo é incrível… é interessante saber da experiência de pessoas reais, cheias de surpresas, cores e sensações. mesmo assim, muita coisa é bizarra! e quando as bizarrices não são tristes demais, acabam se tornando cômicas!

  3. Nina, tenho que confessar que acompanho seu blog faz um tempo, por e-mail, mas nunca comento aqui (talvez pela preguiça, confesso), mas seus textos, sua sinceridade, seu jeitinho… me cativam.
    Só li verdades ai em cima.

  4. Oi Nina!
    É complicado estar no “ramo” literário, rs, a gente vê por aí trilhões de blogs iguais e que usam sempre a mesma formulinha. Originalidade é bom, mas eu sinto que muitas vezes falta coração, a pessoa gosta de ler e pensa “pronto, vou ganhar dinheiro com isso”, mas o buraco é bem mais embaixo, se eu tivesse que ler algo só por obrigação ia acabar ficando falso e com o tempo odiando a minha paixão. É preciso querer realmente crescer e mostrar algo pras pessoas, e torcer pra que elas gostem.

    E você está fazendo certinho.
    Bjos!

  5. Postei sobre algo parecido aqui: http://h2so4dietetico.wordpress.com/2013/05/12/rapidamente-2/

    Sabe, acho que ninguém sabia quem era a Giovanna até ela pisar na bola e ser feita de palhaça no Facebook. Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Não concordo com toda aquela baixaria que fizeram, mas não foi bonito ela se achar mais do que outras pessoas só porque tem blog em parceria com uma revista adolescente. E daí? Eu sou advogada, então quero entrar na festa pra “dar uma olhadinha” senão entro com um processo contra essa pocilga! É assim que funciona pra ela?

    É infernal ver como tem gente que tenta obter fama e sucesso (e patrocínio, e parceria e o diabo a quatro) com blogs. Na minha época já era uma emoção conseguir postar alguma coisa e receber um comentário. Hoje em dia não bastam apenas comentários, porque não podemos nem evitar comentários que só imploram por uma visitinha. E quando acessamos o blog da pessoa não tem nada de interessante.

    Infernal também são esses Tumblr repletos de gifs. Sinto que atrofia o meu cérebro se eu olho esse tipo de Tumblr por mais de cinco minutos. Geração Alzeimehr detected…

  6. Muito bom! Fico morrendo de vontade de ter um blog, mas não sei ao certo sobre o que seria… chato isso… e quando vou escrever algo sempre desisto na metade do caminho -.-‘
    Admiro muito quem consegue seguir em frente!
    Acabei de ler O apanhador no campo de centeio e fiquei toda inspirada, mas eu sempre deixo a inspiração morrer… e os motivos são: ninguém vai ler e já devem ter escrito isso antes… =(

  7. arrasou com o post, concordo e muito com o que vc escreveu… muita personalidade e firmeza… tapa na cara com luva de plica ;)

  8. Somos amor <3

    Tem uma coisa que repito incansavelmente e a qual levo pra vida como um mantra: todo mundo é capaz de ler autores como Saramago, ou russos, ou filósofos alemães. A questão é: o que essas pessoas compreendem da leitura? Que proveito elas tiram disso? O que entendem, afinal de contas, ou não entendem porcaria nenhuma e depois fazem uma resenha que nada mais é do que apenas uma cópia de textos publicados pela editora? É esse o problema.

    E sobre essas blogueiras que engrandecem o próprio ego com tão pouco, pra ser sincera, nem tenho uma opinião a dar. Assim como você disse, é preciso ser original bastando falar sobre si mesmo. E o que uma blogueira com a vida tão estreita tem a nos dizer? Nada muito interessante, né? A não ser reclamar das baladas ou tentar preencher o vazio com parcerias e comentários supérfluos em outros blogs como os nossos cujas blogueiras perdem um tempo considerável pra dar o melhor de si (o resultado, normalmente, é ótimo, mas volte e meia aparecem esses exus).

    As pessoas deveriam se preocupar mais com conteúdo e qualidade ao invés de correr atrás dos cinco minutos de "web fama".

  9. Adoro quando vejo textos como o seu, sinceros e originais. Blog é pra ser pessoal né? A galera se esquece disso e se torna bastante superficial, todo mundo muito igual, coisa chata…

  10. Nina, você é incrível. Aplausos para sua sinceridade e lucidez sobre esse “mundinho” de blogs. E seus textos sobre os livros que você lê são demais!

  11. Adorei o texto! Sou blogueira antiga mas sinto que ainda não me achei, talvez por esquecer meu jeito lendo tantos blogs de tantos outros jeitos. Ou vai ver meu estilo é esse aleatório mesmo, quem sabe.
    Sobre a blogueira da capricho, nem sei o que dizer, só sei que não consegui rir de nenhuma piada que saiu sobre ela, porque fiquei besta e sem reação com o que ela escreveu, ainda mais onde caiu em contradição.
    Infelizmente essas blogueiras do “oi, lindo aqui, me visita?” parecem ser fixas, desde que estou na internet (e acredito que até muito antes disso) as vejo por aí.

    Você comentou no meu blog sobre o Michelangelo Antonioni (obrigada pelo seu comentário!), e posso dizer que estamos empatadas: eu não conheço a canção do Caetano que fala dele! hahaha. Só conheci mesmo por conta da trilha sonora do Pink Floyd no filme, e eu curti, viu. Quando tiver tempo vejo mais filmes dirigidos por ele, quando a preguiça não estiver por perto, rs.
    (Não soube se respondia seu comentário aqui ou no meu blog mesmo, aquele “responder” não avisa o primeiro comentarista, e eu mandar o link da minha resposta por lá me faz sentir uma dessas “oi, te respondi, me visita?” D: )

    Beijo, e desculpa o comentário enorme!

  12. Você e Del são amor. Fato. Hahaha
    Acho justo que vocês tenham respondido daquela forma, afinal, ela pediu por isso.
    Toda vez que penso em conseguir pessoas para ler meu blog, acabo desanimando de visitar muitos blogs. Prefiro me prender só aos que realmente me interessam e seguir o que você disse no texto, acaba sendo uma troca e fim, todos felizes.
    Beijos, o layout está uma gracinha ^^’

  13. O seu texto e o texto da Juliana Cunha (Já matei por menos) foram os mais sensatos que li a respeito do caso dessa garota aí. Parabéns! ;)
    Kris

  14. Eu recebi essa mesma mensagem de “fofinha, aceita filiação?’ ahhahaha! (embora, né, esteja na cara que é um comentário copy-cola…).
    Concordo com você! Acho que falta autenticidade. Hoje em dia me limito um pouco mais pq tive uns pequenos problemas de exposição, mas continuo tentando encontrar brechas para sempre falar o que gosto, o que faz parte da minha vida de verdade, e look do dia, só se eu for sair! Como vivo de freela, e meu look do dia geralmente é uma roupa simples… nah. hahaha!
    Adorei teu post, Dani ;)

  15. Olá, Nina!

    Tudo o que posso dizer sobre o que li – além é claro de aplaudir como tantos fizeram – é dizer que você alia aos conselhos que deu sobre a vida blogueira duas qualidades interessantes: linguagem simples e inteligência. Meus sinceros parabéns por esta postagem bastante iluminadora e muito, mas muito pertinente. Concordo contigo em gênero, número e grau.
    Já conversamos noutra oportunidade via e-mail, porém ainda não conhecia o seu espaço. Este blog tem aquela cara boa de “voltarei mais vezes”. Espero fazê-lo com frequência.

    Um abraço!

  16. Palmas, muitas palmas. Sem puxa saquismo. Sempre gostei dos seus posts, só não venho muito por aqui por não ter o tempo necessário para ler o post inteiro e fazer um comentário legal, confesso :/ Mas enfim.
    É o que você disse, com toda a humildade que tens, sobre ser um blogueiro de verdade, aquele que se diverte com o que faz, que faz aquilo que gosta de uma maneira boa e ‘séria’, por mais que o blog seja para o divertimento, escrever qualquer coisa de uma maneira qualquer também não é legal.
    Não tinha visto ainda o post da ‘famosa’ blogueira da Capricho. Eu ri da resposta da moça que a recebeu. ahsuahsuhaushau’ Tá certo que é legal valorizarmos essa atividade de blogueira, por que não é fácil, ainda mais quem não tem muito tempo disponível mas que quer *e precisa, por que amo isso* manter um blog com posts pertinentes e que ache legal compartilhar.
    Como ser um blogueiro de sucesso: Seja você, com bom senso ;}

    Beijos

  17. Já falei isso algumas vezes não só no meu blog, como também no facebook e outras redes sociais. Os blogs estão ficando chatos! Boa parte dos blogueiros só querem sucesso ou algum tipo de vantagem… e por incrível que pareça, isso me faz sentir saudade da época em que blogs-diários eram moda. Eles eram chatos, mas pelo menos eram mais sinceros.

    Enfim, só tenho a dizer que concordo com tudo o que você disse.
    E quanto a você, continue desse jeito, pois o seu blog é um dos que ainda valem a pena ser acompanhados hoje em dia. ♥

  18. Excelente! Outro dia uma criatura deixou um comentário no meu blog, pedindo q eu lhe enviasse produtos da minha loja, p q ela fizesse as resenhas e me linkasse no blog tosco dela. Só q eu não tenho loja, não vendo nada! Hahahahahahaha
    Os comentários do tipo: se me seguir, sigo de volta, só me dão vontade de mandar … rsrsrsr

    Bjs!
    Mille – CoisaPhynna
    >>> Desejando a Carol Studded! ‬
    http://coisaphynna.blogspot.com.br/2013/08/desejando-carol-studded.html

  19. Nina….sensacional a matéria!!!! Tenho vontade de fazer um blog com mais duas amigas, mas ainda estamos em fase de estudo, pra justamente não ser algo a mais no mundo dos blogs.
    Sem igual a sua crítica a respeito da superioridade que alguns blogueiros acham que têm.
    “Também é ridículo acreditar-se superior, tipo só porque é bloguete de revista Capricho. ”
    Realmente, é o que mais vemos por ai…as pessoas se definindo como mais importantes de acordo com as parecerias que têm. (Se for blog de moda então… ahhahahah)
    Parabéns!!!

  20. Acho uma besteira a pessoa começar um blog com a vontade de fazer dele um blog de sucesso, só com essa ideia já corta pela raiz a graça que o blog poderia ter, fica tudo meio falso pois a pessoa planeja todos os posts querendo alcançar esse objetivo. Bom é quando a gente faz com o coração e só.
    Quanto à história da Giovana, faço das palavras da Juliana Cunha as minhas.

  21. A blogosfera mudou e todo mundo sabe disso, principalmente com essas novidades das blogueiras conseguirem patrocinador e etc. Mas eu acho que na verdade muitas estão perdendo a naturalidade; vejo algumas pessoas falando que blog é profissão, mas a ideia inicial de criar tudo isso não era apenas postar seus textos, opiniões, enfim, compartilhar um pouco do nosso próprio mundo com os outros? Acho que era isso mesmo, mas eu confesso que fico surpresa quando entro num blog e vejo as autoras ganhando presente, roupa, maquiagem, tudo de várias marcas. E são posts e posts resenhando esses produtos ou falando sobre peças que são caras (outra dia vi um blog/site falando sobre promoção, que a peça custou 250 reais em Paris. Mas pera lá: 250 reais não se enquadra em promoção e eu nem posso ir pra Paris né..) Eu não sei da onde saiu tanta blogueira rica viajando pra Europa e ainda ganhando mais dinheiro com jabá. Quando eu digo que perdeu a naturalidade, me refiro à isso, pois eu acho que a graça de entrar em um blog também é se identificar com o que o autor posta, né?
    Quando vira tudo questão de $$$ e roupa, perde tudo isso, até porque pra cobiçar roupas carésimas já temos as celebridades da Globo por ai.
    Conheci o blog hoje, e achei muito, muito bom!
    Beijos, Ana.

  22. Eu sabia que não iria me arrepender por ler… Estou tão por fora das “novidades” que desconhecia o caso da blogueira parceira da Capricho. Um dos pontos que mais concordo contigo é acerca os blogs literários e suas parcerias. Eu parei, de verdade, de ler tais blogs, sempre é a mesma resenha vendida, fabricada nas coxas apenas para vangloriar um livro ruim, porque ganhou em parceria. E já vi muita gente falando horrores de “Cem Anos de Solidão” e “Ensaio Sobre a Cegueira” unicamente porque faltava preparo literário para falar de tais obras, adjetivos fulos como “enredo chato”, “texto confuso”, “PREVISÍVEL”, e “FINAL POBRE” impulsionaram o meu desprezo por praticamente todos os blogs exclusivamente literários que já li.
    Já disse uma vez que todas as dicas de livros que vi aqui me agradaram, caso de “A Idade dos Milagres” e “As Lembranças”, foram resenhas completas, bem feitas e que me motivaram bastante a ler, nem chegava a esperar uma semana para correr até a livraria e comprar. Blogs como o seu e de algumas amigas que tenho, fazem a internet ainda um lugar interessante para repousar a mente, de vez em quando.
    Parabéns!

  23. Sua nova atualização é a mais verossímil de todas (não, eu não estou com um martelo de juiz para julgá-la) as outras que já fez. Os inteligentes vão copiar e colar num lugar visível de sua moradia e seguir como se fosse uma arroba ultrafamosa do Twitter, Nina.
    Não me lembro qual foi a última vez que cheguei até aqui e não tenha concordado com você. Talvez por você se propor a fazer justamente isso que falou desde o começo desse post.

    Eu gosto de vir aqui pois sempre saio com ideias. Enquanto comento, um milhão de possibilidades aparecem e eu praticamente saio escrevendo algo novo lá no meu espaço. Isso é a beleza dos blogs atualmente. O que conseguimos capturar enquanto lemos e transformamos em informação e conteúdo para nossas próprias criações.

    Obrigado por mais essa oportunidade de enriquecer meu vocabulário de criações.

  24. Seu post me fez lembrar que eu deveria voltar logo pra blogsfera. Abandonei totalmente meus amigos blogueiros, triste, triste.

  25. Aos posers que são fãs da Nina só quando a conheceu depois de livreira, um aviso: sou fã desde muito tempo. hahaha Mentira, nada de aviso. Fã é fã, Quem é fã dela hoje, corram atrás, e vá ler tudo sobre ela. Ela sempre teve textos incríveis e tive o prazer de acompanhá-la. A propósito, li seu relato na Revista 21. Pode contar comigo nessa luta! :D

  26. Hey Nina,
    você me representa mulher!
    Eu sempre venho aqui, babo pelo layout, leio as postagens que compartilho sempre no twitter, mas fico mooorta de vergonha de comentar porque é simples: outro nível. Huahuahuahuahuahuahuahuahuahua… Sempre acho que vou falar bobagem (como estou falando agora!).
    Mas eu tinha que comentar esse texto!
    É muito engraçado essa necessidade das pessoas em fazer sucesso com blog! Uma maluquice só. Eu particularmente odeio blogs literários.
    1. Eles só falam de livros modinha. Ainda não vi um que me resenhasse Gabo ou Vargas Llosa, então me contento com as resenhas do Skoob.
    2. As resenhas são como você disse: insossas.

    Você é sim uma blogueira de sucesso, tem texto maravilhosos. Um jeito de escrever que envolve a gente e talz. É uma alegria vir aqui.
    Abraço.

    P.s: não vá no meu blog (ele sim é um diário, só pra depois eu ver do que falei, pensei e talz.)

  27. Nina, sua fofa.
    Muito obrigado pelo ótimo post. Eu sempre gostei de ler blogs e acompanhar uma certa “galera” da blogosfera com quem me identificava. Também sempre gostei de escrever mas só fui botar em prática (fora das redes sociais e cadernos particulares) no fim do ano passado. Adorei a maneira com que escreves, ficou tão bem informativo, você consegue passar a mensagem sem perder a linha da “dinâmica” do texto no seu blog. Fica tudo muito bom de se ler.
    Adorei as dicas para iniciantes e vou tentar botar em prática já (agora compreendo o porquê de tantos blogs com aquele ar de diário).

    Estou a te seguir, viu?
    Um grande abraço. <3

  28. Também tenho passado por uma fase ruim com meu blog. Acho que em algum momento nós acabamos nos rendendo e perdendo um pouco — muito, quase tudo — da originalidade. Quando eu comecei a blogar, eu adorava o que fazia e me sentia muito bem. Mas hoje, é difícil escrever. Fico sempre pensando que vou ser avaliado. E aí você vê amigos blogueiros que começaram como você fazendo coisas diferentes e recebendo milhares de visitas e acaba achando que você ficou pra trás. Ninguém quer ficar pra trás.

    As vezes me pergunto por que viver apenas para postar no facebook. Qual é a graça de fazer as coisas se não dá pra colocar no face?

    Eu era mais feliz com meu blog antes. Agora pareço fazer algo que não é eu. Sem contar a falta de tempo. E sem contar que, depois que eu coloquei a minha cara nele, me sinto desprotegido, como se todos fossem me julgar pelo que escrevo, e que, uma hora outra, minha família vai saber disso.

    Medo bobo, não?

    Abraço,

  29. Guria, que texto!
    O que vejo de blog literário por aí chega a dar um desânimo. Eu gosto de escrever sobre livros, mas não gosto de fazer as chamadas resenhas, aquela coisa, como você disse, onde a pessoa em questão escreve apenas 5 linhas sobre sua opinião quanto ao livro e deixa o resto por conta da propaganda da editora. E realmente desanima ler blogs sobre looks do dia e coisas assim. Não gosto. Aliás, tenho andado muito desgostosa com a blogosfera atual. Leio alguns blogs, mas me falta ânimo para comentar algo – é tudo tão pessoal que por vezes nem sei o que dizer.

    Meio que larguei de mão a vida bloguística. Mas é sempre bom ler blogs como o seu onde há originalidade e conforto entre palavras.

  30. Adorei. Tenho um blog, segue? #hahahaha
    Brincadeira, mas é sério também gostei do que você escreveu e muitas vezes tenho vontade de ir nos blogs de certas pessoas e dar uma resposta desaforada também, quando não dão a minima pro que escrevo e pedem pra seguir, pode não dar a mínima, mas aí também não precisa esculachar,né? Enfim, foram ótimas as suas dicas.

Fale com ela:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s